Membros Numerários (30)

quinta-feira, 02 junho 2011 21:31

Paradelo Rodrigues, Francisco Manuel (1966)

Francisco Manuel Paradelo Rodríguez, "Xico"

Francisco Manuel Paradelo Rodrigues, "Xico"

Nasceu em Ourense. Autor e dinamizador de banda desenhada, iniciou o seu trabalho neste âmbito com o reconhecido coletivo Frente Comixário em 1989.

Desde aquela participou na organização das Xornadas de Banda Deseñada de Ourense ou no I Encontro de Debuxantes Galegos entre outras iniciativas.

Fundador da publicação BD Banda, é também um dos autores da guia didática e mais da exposição As bases da banda, que compila propostas didáticas arredor da banda desenhada e que está na atualidade a se distribuir por centros de ensino e bibliotecas. Militante da cultura e ativista também do humor gráfico é um dos autores da História da Língua em Banda Desenhada, em colaboração com o Grupo Reintegracionista Meendinho.

Tem colaborado em diferentes publicações de humor e BD, tais como XO, O Pasquim, ou Retranca. Também é membro de diferentes movimentos sociais e culturais, como A Gente da Barreira ou a Coordenadora Galega de Roteiros, sendo um dos fundadores do Movimento Defesa da Língua.

quinta-feira, 02 junho 2011 19:54

Nozeda Ruitinha, Mário Afonso (1953)

Mário Afonso Nozeda Ruitinha

Mário Afonso Nozeda Ruitinha

Nasce em Ourense. É professor Ensino Primário desde 1977; atualmente, no CEIP A Torre-Ilha de Arouça. Licenciado em História e Geografia pela Universidade Sul da Galiza em Ourense (1996), possui a habilitação em português pela Escola de Línguas de Ourense (2002).

Membro da AGAL e do Conselho Assessor da revista Agália desde 1987, fundou Docentes contra a Repressão Linguística (na década de 1990) e colabora no Movimento Defesa da Língua.

É também sócio fundador de Além - Minho, distribuidora na Galiza de livros e materiais audiovisuais em português, alicerce da atual Livros Portugueses; membro fundador do Clube Reintegracionista do Salnês (CRÊS); diretor dos anos 1988 a 1990 do Seminário de Língua Portuguesa com aulas semanais de História e Cultura; co-organizador em 1989 do Cruzeiro da Língua (Embarca-te no galego-português), périplo de dous dias pela ria de Arouça e arraial e pernoita na Ilha de Ons. Organizou e coordenou os Convívios Galego-Portugueses em Guimarães (na década de 1990) e os Encontros Culturais no Linhal da Corredoura (Guimarães); também o 25 Anos do 25 de abril, na A. C. Auriense de Ourense com os testemunhos, a música e a poesia de Tino Flores, cantor da Revolução dos Cravos e Firmino Ribeiro Mendes, professor e poeta, 1o Prémio de Escritores Novéis outorgado pela AELP.

Para além, cumpre apontar no seu percurso biográfico os seguintes factos: Desde início no Condado do Minho (lá vão 30 anos) sempre lecionou em galego não institucionalizado. Em 87-88, após 10 anos de progressão lógica começa a lecionar na Ilha de Arouça na normativa portuguesa; em março de 1988 é ameaçado de expediente e impedido de ministrar aulas em oitavo ano; no ano 1988-89 a Delegação de Educação abre-lhe expediente e é suspendido por um ano. Em 1989-90, banido dos níveis superiores é obrigado a escolher 3º ano. Não obstante, consegue criar uma aula estável de português e juntar 12 alunos (metade da turma deste nível que lhe fora atribuída), enquanto os pais dos seus alunos ganham as eleições ao Conselho Escolar com participação de 60% de eleitores. Por lecionar em português, na primavera de 1990, expulso do ensino por 9 anos.

Artigos e comunicações: (1994) «Contingentes da Galiza Antiga no exército romano»; (1995) «O mundo urbano na Galiza Medieval» (ambos na Universidade Sul da Galiza em Ourense); (1995) «A repressão do português na Galiza» na homenagem dos países de língua oficial portuguesa á Lusofonia perseguida (Galiza, Timor-Leste, Olivença), Teatro Central da Covilhã (Beira Baixa).

quinta-feira, 02 junho 2011 19:38

Montero Santalha, José-Martinho (1947)

José-Martinho Montero Sanalha

José-Martinho Montero Santalha

É o primeiro presidente da Academia Galega da Língua Portuguesa, membro da Comissão de Lexicologia e Lexicografia, e subdiretor do Boletim da AGLP no Conselho de Redação e Administração da revista.

Nasceu na freguesia de Cerdido (A Crunha). Realizou os estudos eclesiásticos no Seminário de Mondonhedo e na Universidade Gregoriana de Roma. É licenciado en Teologia (pela Universidade Gregoriana), em Filosofia (pela Univversidade S. Tomás, de Roma) e em Filologia (pela UNED), e doutorou-se em Filologia com uma tese sobre as rimas da poesia trovadoresca (em 2000, Universidade da Crunha).

Exerceu primeiramente a docência de Teologia na Universidade Gregoriana e no Centro de Estudos Eclesiásticos de Santiago, de Língua Inglesa em vários centros de Ferrol, e desde 1994 é professor de Língua e Literatura Galegas na Universidade de Vigo.

Durante a sua estadia em Roma (1965-1974) foi membro ativo do grupo «Os Irmandiños», constituído por galegos residentes em Roma e preocupados pela recuperação da língua portuguesa da Galiza na vida da Igreja galega (e da sociedade galega em geral). Foi também um dos assinantes do Manifesto para a supervivência da cultura galega, elaborado igualmente em Roma por um grupo de galegos e publicado em 1974 nas revistas Seara Nova, de Lisboa (dirigida na altura por Rodrigues Lapa), e Cuadernos para el diálogo, de Madrid.

Tem colaborado en diversas publicações con trabalhos de temática preferentemente linguístico-literária ou religiosa. Participou na tradução da Bíblia (Novo Testamento) ao galego. Foi membro fundador das revistas Boa Nova, Encrucillada, O Tempo e o Modo, Agália e Estudios Mindonienses.

Participou também na fundação de diversas associações culturais galegas, como a Associaçom Galega da Língua (AGAL), as Irmandades da Fala da Galiza e Portugal, a Associação Pró-Academia Galega da Língua Portuguesa, e foi eleito presidente da AGLP quando esta se constituiu em setembro de 2008.

Publicou Directrices para a reintegración lingüística galego-portuguesa (Ferrol 1979), Método prático de língua galego-portuguesa (Ourense 1983), Carvalho Calero e a sua obra (Edicións Laiovento, Santiago 1993), Oxalá voltassem tempos idos! Memórias de Filipe de Amância, pajem de Dom Merlim (Edicións Laiovento, Santiago 1994).

quinta-feira, 02 junho 2011 19:18

Martins Estévez, Higino (1941)

Higino Martins Estévez

Higino Martins Estévez

Nasceu em Buenos Aires de pais galegos. Viveu oito meses na Galiza do ano 1947. Como advogado, foi assessor do Banco Español del Río de la Plata e secretário do diretório. Como professor em Letras (Filologia), foi titular das cátedras de História da Língua Castelhana, de Introdução à Linguística e de Filologia Românica, na Universidad del Salvador.

Desde 1977 leciona português da Galiza em instituições galegas de Buenos Aires, e estudos célticos desde 1994 no Instituto Argentino de Cultura Galega. Ditou, entre outros, cursos sobre Religiom e Mitologia Célticas, Proto-história da Galiza, Legado céltico na cultura ocidental, Língua Céltica Antiga Comum e História dos povos célticos.

Concorreu aos três primeiros Congressos Internacionais da Língua Galego-Portuguesa na Galiza, organizados pela AGAL, em 1984, 1987 e 1990, e enviou contributo ao do ano 1993. Organizou dous Simpósios Internacionais da Língua Galego-Portuguesa, no Centro Galego de Buenos Aires, em 1983 e 1985. Partici- pou nas Jornadas sobre Línguas Célticas, em Buenos Aires, no ano 2002.

Tem publicado os seguintes livros: Cantares Galegos de Rosalia (1986), edição reintegrada e anotada, Caixa Ourense; Quadros de Gramática Galega (1992.1995), Buenos Aires, Amigos do Idioma Galego, Buenos Aires, 1992 e 1995); Conjuro da Queimada (2008), Buenos Aires, Andrómeda; As Tribos Calaicas, Proto-história da Galiza à luz dos dados linguísticos (2008), Sant Cugat del Vallès, Edições da Galiza. De aparição próxima: Ensaio de Gramática do Céltico Antigo Comum.

É autor de artigos e estudos, como «Dos três Lúgoves Arquienos ou do que duas inscrições latinas nos ensinam sobre o passado da Galiza» (1978), Grial (Vigo) núm. 59, Vigo; em Agália (Ourense) núm. 31, 1992; «Luz léxica na história da cultura galega», em parte nas atas do I Congresso da AGAL, 1984; «Novas olhadas no léxico galego», em parte nas atas do II Congresso da AGAL, 1987; «Mais vozes a resgate da memória», parcialmente nas atas do III Congresso da AGAL, 1990; «Cancioneirinho Céltico, antologia bilíngue de antiga poesia céltica», Agália (1990), núm. 24; «Blanco-Amor professor de galego e outros labores seus em Buenos Aires», Agália (1993), no 33; «Ainda mais vozes a resgate da memória», parcialmente nas atas do IV Congresso da AGAL, 1993; «O Mistério de Santiago», revista Galicia, do Centro Galego de Bs. Aires, 1997; Boletim Adigal nº 7, 1998. Publica, desde 1999, em Sitio al Margen (www.almargen.com.ar) e em Adigal (www.adigal.org.ar).

Traduziu obras de Rosalia, Pardo Bazán, Fernández Flórez, Roberto Arlt, Yeats, Cunqueiro e Pérez Lugín, assim como de de textos tradicionais irlandeses: Compert ConCulainn, Macgnímrada ConCulainn, Tochmar Emire, Fled Bricriu ocus in Curathmír Emna ocus in Bríatharchath ban Ulad, Dán mac nUisnig e parcial da Táin Bó Cuailnge.

quinta-feira, 02 junho 2011 11:50

Iriarte Sanromán, Álvaro (1962)

Álvaro Iriarte Sanromán

Álvaro Iriarte Sanromán

Nasceu em Redondela, mas tem a nacionalidade portuguesa e a espanhola. É professor da Universidade do Minho. Possui os seguintes graus académicos: Doutor em Ciências da Linguagem - Linguística Aplicada (UM, 2000); Mestre em Ensino da Língua e Literatura Portuguesas (UM, 1993); «Licenciado em Filologia Hispânica (Galego-Português)» (USC, 1986).

Desenvolve cargos de gestão na Universidade do Minho: Vice-Presidente do Instituto de Letras e Ciências Humanas (2008-); Diretor do Departamento de Estudos Portugueses do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho (2002-2004); Diretor da Secção de Estudos Espanhóis e Hispano-Americanos do Instituto de Letras e Ciências Humanas (2003-2004); Diretor-adjunto do Departamento de Estudos Portugueses do Instituto de Letras e Ciências Humanas (2000-2002).

Entre as suas publicações destacam-se: (coord.) (2008) Dicionário de Espanhol-Português. Porto: Porto Editora; (2008) Colaboração na Plataforma ‘Português para Galegos’ (http://www.portuguesparanos.com/); (2005) «Definições nos Dicionários Bilingues?» em V Colóquio de Outono: Estudos de Tradução/Estudos Pós-Coloniais; Braga: Centro de Estudos Humanísticos; (2005) "Dicionários Monolingues da Língua Galega", em Revista Galega de Filoloxía, 6; (2004) "Dicionários Codificadores", em Largo Mundo Alumiado. Estudos em Homenagem a Vítor Aguiar e Silva. Braga: Centro de Estudos Humanísticos - Universidade do Minho; (2003) «A Informação sobre a Categoria Gramatical nos Dicionários Bilingues», em Diacrítica – Ciências da Linguagem (2003) 17-1; (2001) A Unidade Lexicográfica. Palavras, Colocações, Frasemas, Pragmatemas. Braga: Centro de Estudos Humanísticos-Universidade do Minho; (2001) «A Palavra como Unidade Lexicográfica?», em Actas do XVI Encontro Nacional da Associação Portuguesa de Linguística (Coimbra, 28-30 de Setembro de 2000). Lisboa: APL; (2000) «Problemas de Lexicografia. Para um Novo Dicionário Espanhol-Português», em Estudos Dedicados a Ricardo Carvalho Calero. Santiago de Compostela: Parlamento de Galicia / Universidade de Santiago de Compostela; (2000) «A Unidade de Análise e Descrição Lexicográficas», em Diacrítica, 15; (1997) «Co-ocorrência Léxica no Dicionário de Espanhol-Português», em Actas do XII Encontro Nacional da Associação Portuguesa de Lingüística, Lisboa: APL; (1994) (em co-autoria). Tradução de: Curso Elementar para Varões Sensíveis e Machistas Recuperáveis. Lisboa: Terramar [de J.-V. Marqués (1991): Curso elemental para varones sensibles y machistas recuperables. Madrid]; (1993) «Mundos, Coisas, Predicados. A Identificação do Referente Textual», em Diacrítica, 8; (1992) «Os Elementos Pragmático-Contextuais no Ensino/Aprendizagem do Galego-Português como Língua Materna ou como Língua Segunda», em Actas do III Congresso Internacional da Língua Galego-Portuguesa na Galiza. Vigo-Ourense: Setembro-Outubro, 1990. A Corunha: AGAL.

CV completo em: http://www2.ilch.uminho.pt/dep/alvaro/Curriculum07.htm

quinta-feira, 02 junho 2011 02:09

Gonçales Blasco, Luís (1941)

Luís Gonçales Blasco, "Foz"

Luís Gonçales Blasco, "Foz"

Nado em Foz (1941), já desde a adolescência se interessa na identidade e na literatura da Galiza. Começa, em Madrid, estudos de Ciências; lá entra em contato com o fato de estudantes e trabalhadores galegos Brais Pinto onde se forma politicamente no nacionalismo galego e, socialmente, na esquerda: conheceu Méndez Ferrín que influiu muito nele como reflete no artigo «Ferrín na minha vida», publicado na obra coletiva A semente da nación soñada. Homenaxe a Méndez Ferrín (Xerais/Sotelo Blanco, 2008).

Em Compostela toma parte ativa no movimento estudantil dos anos sessenta.

Cofundou o Conselho da Mocidade, organização juvenil para recuperar o galeguismo político, que liquidaram Ramón Piñeiro e outros. Em julho de 1964 participa na fundação da União do Povo Galego.

Pelas suas atividades políticas no campo nacionalista e estudantil, em 1968 tem de se exilar a França, onde continua a trabalhar para a União do Povo Galego; é o primeiro responsável pela criação da secção europeia da mesma. Quando consegue o passaporte espanhol, em 1977, viaja à Galiza e a sua vida discorre entre ambos os países. Em 1978 começa uma aventura, com alguns amigos, como livreiro em Viveiro, nesta altura ainda alterna a sua vida entre França e a Galiza.

A livraria acabaria em fracasso económico, embora lograsse notável sucesso cultural. A seguir, acha o seu futuro no ensino, ao superar as oposições para professor de secundária de Língua e Literatura Galegas nos inícios dos oitenta. É na altura que ingressa na Associaçom Galega da Língua, de que foi vice-presidente.

quinta-feira, 02 junho 2011 01:57

Gil Hernández, António (1941)

António Gil Hernández

António Gil Hernández

É membro da Comissão de Lexicologia e Lexicografia, e diretor do Boletim da AGLP no Conselho de Redação e Administração da revista.

Nascido em Valhadolid (“Comunidad de Castilla y León” no “Reino de España”), vive na Galiza desde 1969. Licenciado em “Filosofía y Letras”, secção Românicas, subsecção Espanhol, pela Universidade de Santiago de Compostela, exerceu a docência no Colégio Universitário da Crunha, dependente então da Universidade de Compostela, como professor de Linguística Geral e Crítica Literária. Também exerceu a docência no IES "Salvador de Madariaga", na Crunha, desde o ano 1978 até ao 2010, em que se reformou como funcionário do reino da Espanha. Desde novembro desse ano continua a gozar do estado de "classe passiva" levando adiante algumas atividades, relativamente humanas.

Cofundou a Associaçom Galega da Língua em 1981, de que foi secretário. Entre outras entidades, participou ou participa na Associação Sócio-Pedagógica Galega, nas Irmandades da Fala da Galiza e Portugal, na Associação de Amizade Galiza-Portugal, assim como na Sociedad Española de Linguística.

Começou a colaborar nos Colóquios da Lusofonia em 2006, «Do Reino da Galiza até aos nossos dias: a língua portuguesa na Galiza», com a comunicação intitulada «Aos 100 anos da Real Academia Gallega de la Coruna. Mais uma análise de discurso.» Nesse colóquio puseram-se as bases para a constituição da AGLP.

Entre as suas publicações destacam-se: Que galego na escola? (1984), coletivo, e Silêncio ergueito (1996), ambos nas Eds. do Castro. No primeiro, expõe as denominadas «Teses reintegracionistas” ou “integracionistas” das falas galegas à língua comum, portuguesa. No segundo compila artigos jornalísticos de 1979 a 1982.

Em 2005, a Associação de Amizade Galiza-Portugal publica-lhe Temas de Linguística Política, seguidos dum avanço de Temas de Política Linguística.

Leves reflexões sobre política nacional “española”. É editor da Obra selecta (poesia e ensaio) de João Vicente Biqueira (1998), como núms, 43-46 de Cadernos do Povo. Revista Internacional da Lusofonia.

Artigos seus foram publicados nas revistas Agália, O Ensino, Nós, entre outras.

Participou nos Congressos organizados pela AGAL e pelas IFG-P. Também é autor de textos literários, como Baralha de sonhos (1985), Luzes e espírito (1990) e, em volume coletivo, Só para falar de amor (1991), publicados em suporte papel; como livros-e, no portal brasileiro Recanto das Letras, estão Ela e Ele (2009), Rimas a Amarílis (2008) Silveira Lírica (I) (2008), Ut Pictura... Poemas a Cármen Nóvoa (2008), Tractatus de Euphemica Dictione (2008) “conversa lírica com Cristina de Mello”, Do Amor de Tudo Quanto é Livre (2008), versão corrigida da Só para Falar de Amor, Luzes e Espírito (2008), versão corrigida da edição em livro, Contos Nada Exemplares (2008), antologia dos publicados com esse título no PGL.

quinta-feira, 02 junho 2011 01:21

Durão Rodrigues, Carlos (1943)

Carlos Durão Rodrigues

Carlos Durão Rodrigues

Nasceu em Madrid, de família galega com tradição emigrante (Brasil, Catalunha, Cuba, Venezuela), com a que morou nos primeiros anos em diversas localidades galegas (Escudeiros, Ferrol, a Granha, Guimarei, Riba d’Ávia, Tevra, Vigo, Víncios), o que lhe forneceu clara perspetiva da variedade das falas galegas. Estudou en Vigo (bacharelato), Santiago (começo de estudos universitários) e Madrid (licenciatura de Filosofia e Letras, ramo de germânicas), donde partiu para Londres, em regime de intercâmbio universitário por dous anos, e em situação de exílio até à morte do general Franco. Foi professor de idiomas em colégios ingleses, redator radiofónico no Serviço Espanhol e Português da BBC, e tradutor técnico em organismos britânicos e do sistema da ONU.

Em Londres participou em diversos movimentos dos anos 60, com bascos, catalães, galegos e portugueses; manteve contatos com o derradeiro cônsul da República española, com membros do Conselho de Galiza e com outros exilados.

Em 1970 foi cofundador do Grupo de Trabalho Galego de Londres, que publicava um Boletim para familiarizar os mestres rurais galegos com a primeira Lei do Ensino: ao seu Suplemento contribuíram os professores portugueses Agostinho da Silva e Rodrigues Lapa, e nele fizeram-se uns primeiros ensaios de adaptação de textos galegos à ortografia internacional. O Grupo de Trabalho Galego de Londres publicou um Plano Pedagógico Galego (1971).

Com Guerra da Cal teve uma relação assídua quando este residiu em Londres nos anos 90. Também durante muitos anos com o galeguismo do interior em geral, e mais tarde particularmente com o reintegracionismo.

Como membro do Comité de Cultura do Centro Galego de Londres, organizou durante muitos anos atividades como o Dia das Letras Galegas, o Dia da Pátria Galega, a biblioteca e a revista do Centro, participando também em revistas da emigração, conferências, etc. E deslocou-se para atividades similares a otros centros da emigração galega na Europa (Amesterdão, Genebra, Groninga, Munique). Representou o CGL na IV Reunião da Federação Mundial de Sociedades Galegas da Emigração (Santiago, 1984), no Comité Britânico pró Jacobeu (Londres e Santiago, 1993), e na 1st Oxford Conference on Galician Studies (1991).

Foi correspondente/colaborador das publicações Grial, Teima, A Nosa Terra, Agália, O Ensino, NÓS, Cadernos do Povo, Hífen, membro das Irmandades da Fala, da Associação de Amizade Galiza-Portugal, da Associaçom Galega da Língua, da AELG (até 1986), e académico da Academia Galega da Língua Portuguesa.

Entre as suas publicações principais: A teima (novela) (1973); Galegos de Londres (romance) (1978); O internado (relato, premiado no 1° concurso “Pedrón de Ouro”, 1975) (1977); O silencio, nós (novela) (1988); Poemas do não (1987); Focagens/Fogagens, sob chancela das IF, 1991; Paralaxes, id., 1994; Prontuário Ortográfico das IF (autor e redator principal) (1984), que introduziu no movimento reintegracionista grafias como “Castelão”, e que forneceu duas palavras específicas galegas para incorporar no Acordo da Ortografia Unificada, de Lisboa, 1990.

quinta-feira, 02 junho 2011 01:39

Evans Pim, Joám (1983)

Joám Evans Pim

Joám Evans Pim

 É editor e membro do Conselho de Redação do Boletim da AGLP.

Nascido na Crunha, seguiu estudos de graduação em Jornalismo na Universidade de Santiago de Compostela e em Antropologia Social e Cultural na Universidade Nacional de Educação a Distância. Realizou o mestrado no programa de Comunicação e Jornalismo da Universidade de Santiago de Compostela, alcançando em 2007 o Diploma de Estudos Avançados; e em Paz e Segurança Internacional no Instituto Universitário “General Gutiérrez Mellado”, alcançando o Diploma de Estudos Avançados também em 2007. Completou a sua tese de doutoramento na Universidade de Santiago de Compostela, pendente de sua defesa.

Foi Professor no Departamento de Comunicação da Universidade de Santiago de Compostela e Diretor do Curso de Especialização em Estudos Árabes e Islâmicos da Universidade Internacional Menéndez Pelayo. Em 2007 foi Visiting Research Scholar no Spark Matsunaga Institute for Peace da Universidade do Havaí.

Reside no Brasil trabalhando como coordenador de comunicação e pesquisa na organização não governamental Center for Global Nonkilling, sediada no Havaí.

Entre outras posições incluem-se: presidente do Instituto Galego de Estudos de Segurança Internacional e da Paz (2005-2009), Secretário Executivo do Observatório Galego da Mídia (2006-2008); Secretário da Presidência da Federação Lusófona de Ciências da Comunicação (2006-2007); Membro do Conselho Assessor do Centro de Estudos de História do Atlântico (Governo Autónomo da Madeira); Membro do Conselho Assessor da Revista de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense; Assessor do Centro de Estudos Estratégicos da Universidad del Rosario (Colômbia); Diretor das revistas Asteriskos e Strategic Evaluation.

Entre as suas publicações, destacam-se algumas em que participou como editor ou autor: Toward a Nonkilling Paradigm (2009); Brazilian Defence Policies. Current Trends and Regional Implications (2009); Traditional Marking Systems: Presence, Symbolism and Usage (2009); I+D+i: novos marcos, novos retos (2008); Entre os outros e nós. Estudos literários e culturais (2008); Estudos árabes e islâmicos. Perspectivas desde as ciências sociais (2008); Mulheres em conflito. Presenças e ausências (2007); Mocidade Investigadora Galega (2007); Essays on Atlantic Studies. Rediscovering the Atlantic Maze (2006); Estudos Atlânticos. Novos rumos para uma matriz multidisciplinar circum-atlântica (2006); Paz e segurança para o século XXI (2006) e Contributos para a compreensão (2005).

Também contribuiu numerosas entradas em obras de referência como a The Oxford International Encyclopedia of Peace (Oxford University Press) ou a International Encyclopedia of Political Science (CQ Press/Sage). Outras publicações destacadas são o estudo introdutório à edição portuguesa d’À Paz Perpétua por Immanuel Kant assim como numerosos artigos em publicações periódicas como Brazilian Journalism Review (Brasil); DEF (Argentina); Nação e Defesa (Portugal); Indaga (Ilhas Canárias); ANTROPOlógicas (Portugal); Geopolítica (Portugal) ou Revista de Antropología Experimental (Reino da Espanha).

quinta-feira, 02 junho 2011 01:04

Cristóvão Angueira, José Ângelo (1965)

José Ângelo Cristóvão Angueira

José Ângelo Cristóvão Angueira

É o primeiro secretário da Comissão Executiva da Academia Galega da Língua Portuguesa e secretário e membro do Conselho de Redação do seu Boletim.

Nasceu em Santiago de Compostela. Licenciado em Psicologia pela Universidade de Santiago (1988), especializou-se em Psicologia Social. Empresário, Presidente da Associação Cultural Pró AGLP e secretário da Academia Galega da Língua Portuguesa desde a sua fundação, em 20 de Setembro de 2008. Faz parte da Junta Diretiva da Associação de Empresários de Padrão (Galiza).

Na internet é responsável pela página web www.lusografia.org.

Inicia o seu contributo à Sociolinguística em 1987 participando no III Congreso Español de Psicología Social (València), com a comunicação: «Uma escala de atitudes perante o uso da língua», publicada posteriormente na revista Agália.

Nesse ano colabora na criação da Comissão Sociolinguística da AGAL, de que é coordenador até 1990. Publica na revista Noves de Sociolinguística (Barcelona) «Bibliografia de sociolinguística lusófona», reeditada na revista Temas do Ensino de Linguística e Sociolinguística (Braga).

Em novembro de 2004 edita o primeiro livro em português do sociólogo catalão Lluís V. Aracil: Do latim às línguas nacionais: introdução à história social das línguas europeias (AAG-P, Braga), apresentado no II Seminário de Políticas Linguísticas da Associação de Amizade Galiza-Portugal.

Em 7 de abril de 2008 intervém na Conferência Internacional / Audição Parlamentar sobre o Acordo Ortográfico na Assembleia da República Portuguesa, representando a associação promotora da Academia Galega da Língua Portuguesa, e em defesa da unidade da língua escrita.

Faz parte da organização dos Colóquios da Lusofonia em Bragança e nos Açores, tendo participado ativamente nas diversas edições, desde 2001.

Publicou os seguintes artigos: (1988a) «Identidade linguística na Galiza espanhola» in Nós, núm. 16-20; (1988b) «Uma escala de atitudes perante o uso da língua» in Agália, n.o 14; (1988c) «Considerações sobre as atitudes face à língua na Galiza» in Temas do Ensino de Linguística e Sociolinguística, vol. IV-V; (1989) «Aspectos sociolinguísticos da problemática linguística e nacional na Galiza espanhola» in Actas do II Congresso da Língua Galego-Portuguesa na Galiza; (1990) «Bibliografia de Sociolinguística lusófona» in Temas do Ensino de Linguística e Sociolinguística, vol. VI; in Noves de Sociolingüística, n.o 9; (1992) «Language Planning: Atitudes» in Actas I Congreso de Planificación Lingüística; (1994 [2009]) «Medição de variáveis: competência e uso linguístico», in Galiza: Língua e Sociedade; (2003) «Paradoxos da Galiza» in Semanário Transmontano, 3 de julho; (2004 [2009]) «Questione della lingua: introdução e bibliografia», c VIII Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais. Coimbra. 16-17-18 de Setembro, in Galiza: Língua e Sociedade; (2004), editor de Lluís V. Aracil: Do latim às línguas nacionais: introdução à história social das línguas europeias.

Pág. 2 de 3