Membros Numerários (31)

domingo, 12 junho 2016 02:00

Seoane Dovigo, Maria (1972)

 

Maria Seoane Dovigo nasceu na Corunha em 1972. É licenciada em Filologia Hispânica pela Universidade da Corunha. Realizou os cursos de doutoramento entre 1995 e 1997 no departamento de Filologia Espanhola e Latina da mesma universidade e obteve a suficiência investigadora com um estudo sobre o exórdio nas retóricas espanholas do século XVI. Foi bolseira de investigação da Junta da Galiza entre 1995 e 2000, anos nos que trabalhou no seu projeto de tese de doutoramento, dedicado à análise do género do prólogo. Apresentou diferentes trabalhos em congressos sobre literatura renascentista, edição de textos e literatura galega e colaborou em projetos de investigação sobre as fontes documentais para o estudo do teatro na Corunha, a literatura emblemática hispânica e a catalogação de publicações periódicas dos séculos XVI ao XVIII em bibliotecas da Galiza e Portugal.

Reside em Portugal desde 2000, onde é professora de Espanhol no ensino básico e secundário da rede de ensino público. A profissão docente levou-a a residir em diversas localidades no Algarve, no Alentejo e, atualmente, em Lisboa. Tem colaborado com a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa desde 2015 no programa de formação de professorado na qualidade de professora orientadora. Desenvolve trabalhos sobre a abordagem dos conteúdos culturais duma perspetiva internacionalista e interdisciplinar na didática das línguas estrangeiras. Nessa linha apresentou uma experiência de aula com materais didáticos próprios criados a partir da poesia do chileno Pablo Neruda nas aulas de espanhol/ língua estrangeira em Portugal no “VI Congreso de la enseñanza de español en Portugal” (Porto, 2015).

Está ligada ao associativismo desde 1991, ano em que se vinculou à Assembleia Galega da Mulher da Crunha e à Asociación Sócio-Pedagóxica Galega. É vogal do Conselho Diretivo da A.C. Pró-AGLP desde 2011. Faz parte da Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia, do MIL-Movimento Internacional Lusófono, da AGAL-Associaçom Galega da Língua e da PISCDIL- Plataforma Internacional da Sociedade Civil das Diásporas Lusófonas, da que é membro fundador. Faz parte do Conselho Geral do Museu da Língua Portuguesa de Bragança, em representação da Academia Galega da Língua Portuguesa.

Publicou artigos de divulgação e opinião sobre a cultura e a sociedade galegas em Portugal e das culturas e sociedades lusófonas na Galiza, em diferentes meios impressos e digitais: Portal Galego da Língua e revista Palavra Comum na Galiza, e revista Nova Águia, do Movimento Internacional Lusófono, e revista cultural Licungo, do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora, em Portugal. Com o mesmo intuito de divulgação cultural e comunicação entre as sociedades participou com diversas comunicações nos seguintes encontros anuais: Congresso da Cidadania Lusófona promovido pelo MIL em Lisboa, desde 2013, Encontro dos Escritores Moçambicanos na Diáspora em Lisboa, desde 2013, e Jornadas das Letras Galego-Portuguesas em Pitões das Júnias, Montalegre, desde 2014. Também foi convidada a palestrar ou apresentar comunicação nos seguintes encontros: “Ciclo de Conferências sobre os 10 anos de independência de Timor” (Universidade Lusófona, Lisboa, 2012), “Festival Jovem da Lusofonia”, da associação IUNA + Lusofonia em (Aveiro, 2013), “5ª edição do Encontro de Escritores Lusófonos” (Odivelas, 2015), Festival Literário “Tabula Rasa”, (Fátima, 2015) e “Congresso Internacional das Diásporas Lusófonas”, (Lisboa, 2015).

Como poeta participou nos seguintes encontros: “Raias Poéticas” (Vila Nova de Famalicão), Festival Internacional de Poesia “Grito de Mulher” (Lisboa), “Festival Imigrarte” (Lisboa), “Conversas com sabor a canela” (Montemor-o-Velho) e “Palavras no Mundo- Dia Internacional da Língua Materna” (Lisboa). Participou em antologias poéticas em Portugal, na Galiza e na Espanha: Um feixe de poesia na porta, do coletivo poético galego “A Porta Verde do Sétimo Andar”, Alquimia del fuego (Madrid, Amargord Ediciones) e as antologias De corpo inteiro e Rio dos bons sinais do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora. Publicou poemas nas revistas Palavra Comum (Galiza), Elipse-Revista literária galego portuguesa e na revista Licungo, do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora.

domingo, 12 junho 2016 02:00

Herrero Valerio, Mario (1968)

 

CURRICULUM VITAE
 

Mário J. Herrero Valeiro
 
Corunha (02-02-1968)
 
 
Doutor em Filologia Hispânica pela Universidade da Corunha (2000). Licenciado em Filologia Hispânica pela Universidade de Santiago de Compostela (1991). Programa de Doutoramento “Discurso e sociedade” na Universidade da Corunha (1991-1993).
 
Professor Associado, tempo parcial (T3-P3), de Língua Espanhola na Faculdade de Ciências da Informação da Universidade de Santiago de Compostela”, ano letivo de 1994-1995.
 
 Tradutor Oficial (Juramentado) de Português, habilitado pelo Ministério dos Assuntos Exteriores do Reino de Espanha, com nomeação em 2006. Tradutor autónomo profissional a partir de setembro de 2001.
 
Publicações
 
Livros.
 
2011. Guerra de grafias e conflito de elites na Galiza contemporânea (textos e contextos até 2000). Através Editora: Santiago de Compostela.
 
2015. Ilusões glotopolíticas e criação de realidades: A substituição do galego e a normalização do espanhol na Galiza contemporânea (Textos e contextos no período 1971-2000). Através Editora: Santiago de Compostela.
 
Artigos em atas de Congressos, Simpósios ou Seminários.
 
1993. “Identidade e espaço nacional no discurso sobre a(s) língua(s) na Galiza (mínimas reflexões glotopolíticas e político-lin¬guísticas)”. Atas do Congresso Internacional A língua portuguesa no mundo, terceira língua de comunicação internacional, 200 milhões de lusófonos [Nós. Revista da Lusofonia 29-34], pp. 139-145.
 
1994. “ ‘Ciência’ e ideologia na ‘inves¬tigação sociolinguística’ na Galiza”. Atas do Congresso Internacional de Língua, Cultura e Literaturas Lusófonas [Temas do Ensino de Linguística, Sociolinguística e Literatura 27-38], pp. 195-205.
 
1995. “Emergência e desinte¬gração: elementos para uma definição das identidades grupais e linguísticas nos espaços plurilingues”. Atas do III Congresso Internacional de Literaturas Lusófonas [Nós. Revista Internacional da Lusofonia 41-50], pp. 167-188.
 
1996. “Planificação do corpus, planificação da identidade: uma interpretação glotopolítica da guerra de grafias na Galiza”. Pré-atas do Congresso Internacional A Construção Linguística da Identidade Social e Individual, Universidade de Évora, pp. 37-42.
 
1999. “Glotopolítica: uma especulação sobre delimitação e ideologização de conceitos”. Actas del I Congreso Internacional de la Sociedad Española de Historiografía Lingüística [Arco Libros, Madrid], pp. 397-407.
 
2003. “Ilusões glotopolíticas e planificação linguística na Galiza”. Actas do I Simposio Internacional sobre o Bilingüismo. Comunidades e individuos bilingües (edição em CD), Universidade de Vigo.
 
2003. “Pureza e (des)lealdade linguísticas na ideologização das condutas de fala na Galiza” (com Luzia Domínguez Seco). Actas do I Simposio Internacional sobre o Bilingüismo. Comunidades e individuos bilingües (edição em CD), Universidade de Vigo.
 
1993. “Ques¬tionário na Europa con¬tem¬porânea” (autoria coletiva). O uso da línguas minorizadas na pers¬pec¬tiva da Europa Comunitária, Corunha, Associaçom Galega da Língua,  pp. 49-60.
 
1993. “Pers¬pectivas de relacionamento cul¬tural entre Portugal e a Galiza no quadro europeu” (autoria coletiva). O uso da línguas minorizadas na pers¬pec¬tiva da Europa Comunitária, Corunha, Associaçom Galega da Língua, pp. 61-74
 
Livros coletivos, revistas e cadernos
 
1993. “Guerre des graphies et conflit glottopolitique: lignes de discours dans la sociolinguistique galicienne”. Plurilinguismes 6 (Sociolinguistique galicienne), pp. 181-209.
 
1993. “Elites e discurso linguístico. Poder, criação de reali¬dades e lógicas da exclusão democrática”. Formi¬gueiro. Revista da Federacións de Asociacións Culturais Galegas 1, pp. 14-17.
 
1995. Linhas discursivas e âmbitos de análise no discurso sobre a língua na Galiza. Primeiro cader¬no do segundo volume da Série Investigação dos Cadernos do Instituto de Estudos Luso-Galaicos da Associação de Amiza¬de Galiza-Portugal, 38 pp. Republicado, com correções, em Gil Hernández, António (ed.) (2009). Galiza: Língua e Sociedade (XIV Ensaios). Academia Galega da Língua Portuguesa: Santiago de Compostela, pp. 115-157.
 
1996. “O continuum da escrita na Galiza: entre o espanhol e o português” (com Celso Álvarez Cáccamo). Agália. Revista da Associaçom Galega da Língua 46, pp. 143-156.
 
1997. A centralização do conceito ‘diglossia’ na intervenção discursiva sobre a língua na Galiza (apontamentos para uma sistematização). Lynx. Documentos de trabajo. Centro de Estudios sobre Comunicación Interlingüística e Intercultural/Departament de Teoria dels Llenguatges de la Universitat de València. 55 pp.
 
1999 Recensão de Análise Crítica do Discurso. Uma perspectiva sociopolítica e funcional (org. Emília Ribeiro Pedro) (com Luzia Domínguez Seco). Revista Iberoamericana de Discurso y Sociedad 1:4, pp. 134-138.
 
2000 “Os Novos Galegos e o uso do Galego como inciso conversacional”. Agália. Revista da Associaçom Galega da Língua 62, pp. 77-101.
 
2000 “A ortografia, campo de lutas (sobre as grafias como índice ideológico e identitário”. Agália. Revista da Associaçom Galega da Língua 63-64, pp. 39-74.
 
2001 “Monolinguismo e purismo (A ideologização das práticas de fala na Galiza)” (com Luzia Domínguez Seco). Revista Iberoamericana de Discurso y Sociedad 3.1: 9-41.
 
2003 “The discourse of language in Galiza: Normalisation, diglossia, and conflict”. Estudios de Sociolingüística. Vol. 3(2) – 4(1): 289-320.
 
2006 "António Gil Hernández: Os olhares incómodos. Palavras para o livro Temas de Linguística Política". Agália. Revista da Associaçom Galega da Língua 85-86: 262-268
 
2009. "O labirinto ortográfico galego: das propostas de padronização aos usos públicos quotidianos", em Carvalho, Ana M. (org.). Português em Contato. Iberoamericana / Vervuert: Madrid / Frankfurt am Main. 337:358.
 
2009. "Quando o bilinguismo era bom. Notas para um estudo crítico do nacionalismo lingüístico espanhol na Galiza até 2000". Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa 2: 161-170.
 
Publicações de criação literária (apenas livros).
 
1999. No limiar do silêncio. Poemas da estrangeirice. VII Premio de Poesia Espiral Maior. Corunha, Espiral Maior.
 
2001. Cartografia da Atrocidade. Lisboa, Edições Tema.
 
2005. A Vida Extrema. ArcosOnline (edição eletrónica).
 
2013. Outra vida. 22 poemas, uma confissão e um esclarecimento. Santiago de Compostela, Através Editora.
 
2014. Da vida conclusa. II Prémio de Poesia O Figurante. Santiago de Compostela, O Figurante Edicións. Prémio Glória de Sant’Anna 2015.
 
2016. A razão do perverso. X Prémio de Poesia Illas Sisargas. Malpica. Caldeirón.
 
1995. 7 Poetas (livro coletivo), Corunha, edição não venal patrocinada pela Agrupação Cultural O Facho, pp. 7-27.
 
1993. I Certame Literário (livro coletivo), Corunha, Faculdade de Humanidades-Universidade da Corunha.
 
1990. Matria da Palavra. Antologia de poetas galego-lusofonos (livro coletivo). Pontevedra-Braga, Cadernos do Povo. Revista Internacional da Lusofonia 15-18, pp. 78-80.
quinta-feira, 16 janeiro 2020 16:26

Casteleiro Lopes, Pedro-Milhám (1968)

Pedro Casteleiro é escritor e jurista. Nasce em Ferrol (Galiza) em 1968, ainda que cedo se estabelece na cidade da Corunha. Faz os estudos da Licenciatura em Direito na Universidade de Santiago de Compostela. Durante o curso legal, entra a fazer parte da equipa de tradução da lei processual portuguesa, cujos trabalhos –sob a direção do Prof. L. Vilaboy Lois– facilitam a elaboração da nova codificação processual espanhola. Posteriormente realiza estudos de língua portuguesa (E.O.I), de língua inglesa (Oxford University) e de inglês jurídico (Universidade da Corunha), entre outros.
Ainda em Compostela enceta uma tarefa de publicação de livros, artigos e direção de revistas (Folhas de Cibrão, Poseidónia...) bem como de vários programas radiofónicos, com comum temática humanística (que continuam os já iniciados originalmente na sua cidade natal, visando a difusão da melhor música e poesia lusófona: Em Lisboa são as Sete, Noite em Macau...). Igualmente em Compostela publica os seus primeiros textos poéticos, na revista universitária Ólisbos, polo final dos anos 80 e, em breve, sob a mão do editor Paco Souto, publica ainda em várias antologias coletivas.
Durante os anos 90, já a morar na Corunha, faz parte do grupo poético Hedral, sob cuja sombra e luz organiza inúmeros recitais poéticos –próprios e alheios– ; com este coletivo lança a antologia 7 Poetas / Corunha 1995, sob o impulso editor do próprio coletivo. Nesse mesmo ano, de 1995, publica o poemário O círculo escarlate (Os Cadernos de Azertyuiop); posteriormente, no ano 2015, o livro Sefer Sefarad (Azeta Ed.) e já no 2017 o livro de poemas O teu corpo a oriente e ocidente (Através Editora). Ganha, entre outros, por duas vezes o prémio nacional galego de poesia da Associação Cultural O Facho, da Corunha, e fica finalista, com o livro Sefer Sefarad, do Prémio Literário de âmbito lusófono Glória de Sant’Anna de 2016. Foi colaborador da revista eletrónica  pioneira nesta área na Galiza– Çopyright, da web Palavra Comum, do jornal A Nossa Terra e do blog literário O Levantador de Minas assim como do Observatório Galego da Lusofonia, pertencente ao Instituto Galego de Análise e Documentação Internacional. É autor de várias publicações e cursos sobre análise social e jurídica, políticas públicas e gestão da qualidade, e ainda sobre crítica e investigação literária, para além de ter a honra de conferenciar frequentemente em foros de interesse como, sublinhamos, o Congresso Internacional Soror Mariana Alcoforado, celebrado na cidade de Beja em novembro de 2019; em várias edições da Festa da Literatura de Chaves (FLIC); etc.
Na atualidade reside na Corunha, onde escreve e exerce a advocacia. O seu trabalho poético foi causa, passou a ser meio e veio a ser companheiro do exercício duma outra arte –esta obscura de viver– ao mesmo tempo maior e menor.

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