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Escola Básica Integrada da Maia

O professor Malaca Casteleiro fará parte das ações formativas

PGL Portugal - A Escola Básica Integrada da Maia, na ilha de São Miguel (Açores), vai preparar os seus docentes para as novidades que traz o Acordo Ortográfico, antecipando-se ao período em que ficará oficialmente obsoleta a velha norma, 2014.

Na sequência do compromisso assumido em 30 de Março de 2009 na Sessão de Esclarecimento sobre o Acordo Ortográfico de 1990, com a presença da Diretora Regional da Educação, Dra. Fabíola Jael de Sousa Cardoso, dos Professores Doutores Malaca Casteleiro (Academia das Ciências de Lisboa), Evanildo Bechara (Academia Brasileira de Letras), Carlos Reis (Reitor da Universidade Aberta), Dr. Ângelo Cristóvão (da Academia Galega da Língua Portuguesa) e Dr. Chrys Chrystello (Presidente da Comissão Executiva dos Colóquios da Lusofonia), a Escola Básica Integrada da Maia, vai antecipar-se e começar a preparar os seus docentes para as novas regras ortográficas.

Assim, deslocar-se-á propositadamente à Maia, o Professor Doutor Malaca Casteleiro (Academia das Ciências de Lisboa) durante a semana de 12 a 16 de Julho, para ministrar uma Ação de Formação sobre as alterações já aprovadas e que, lentamente, começam a vigorar sob a alçada do 2º Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico de 1990. Lembra-se que Malaca Casteleiro foi um dos linguistas da delegação portuguesa envolvidos na conceção das novas normas. As inscrições, já esgotadas, permitirão ainda a professores de outras escolas da ilha de São Miguel beneficiarem desta Ação de Formação.

A EBI da Maia pretende assim manter-se na vanguarda, ao preparar, atempadamente, os seus professores e demais pessoal escolar para as novas normas, não esperando pela execução nacional das mesmas.

Igualmente, de salientar, que a EBI da Maia fez em devido tempo, uma proposta à Direção Regional da Educação para a inclusão no Currículo Regional do Ensino Básico de autores de matriz açoriana. Está, neste momento, a Professora Doutora Rosário Girão dos Santos da Universidade do Minho conjuntamente com a Mestre Helena Chrystello, a ultimar a publicação de uma Antologia de Autores Açorianos Contemporâneos.

Trata-se, em suas palavras, de colmatar «uma grave lacuna» que visa enaltecer a rica produção literária açoriana contemporânea e dá-la a conhecer aos mais novos num esforço de dinamizar, igualmente, o gosto pela leitura e a preservação do caráter cultural açoriano e suas idiossincrasias.

 Fonte original:

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Ribeira GrandeComissão Novo Acordo Ortográfico

São esperadas quase duas centenas de docentes para ouvirem dois dos principais mentores do Novo Acordo Ortográfico, Professor Doutor João Malaca Casteleiro (Academia de Ciências de Lisboa) e Professor Doutor Evanildo Cavalcante Bechara (Academia Brasileira de Letras), juntamente com outros vocais proponentes, o Professor Doutor Carlos Reis, Reitor da Universidade Aberta e o Doutor Ângelo Cristóvão  da Academia Galega de Língua Portuguesa.

A Escola Básica 2,3 da Maia, concelho da Ribeira Grande, no dia 30 de Março, pelas 16 horas, torna-se, assim, a primeira Escola do País (e dos Açores) a realizar uma sessão de esclarecimento acerca da nova ortografia unificada.

Nas várias escolas e instituições em que por esse mundo fora se ensina e cultiva o português, convém que haja só uma ortografia, e não duas, pois tal facilita a aprendizagem. Para isso os docentes da EBI da Maia (Deptº de Língua Portuguesa) elaboraram já uma proposta de formação de professores a ser ministrada pelo próprio Professor Malaca Casteleiro, inicialmente na ilha de São Miguel e posteriormente no restante arquipélago.

Esta atitude pró-activa da EBI 2,3 da Maia visa proporcionar aos docentes e discentes os instrumentos necessários para a fase de transição na aplicação do novo acordo, não se limitando a aguardar . Não é todos os dias que os Açores podem ter um leque tão alargado de especialistas na matéria para debater algo que diz respeito a todos nós enquanto falantes de uma língua viva em constante mutação.

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sexta, 23 maio 2008 02:00

Acordo ortográfico para a lusofonia

José Paz Rodrigues

José Paz Rodrigues (*)

O passado dia 7 do presente mês de Abril é já umha data histórica para todo o mundo lusófono. A que por língua e cultura também pertence Galiza. Na Assembleia da República de Portugal, em Lisboa, tivo lugar umha Conferência Internacional sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, com participaçom de representantes dos diferentes países que no mundo têm como oficial a nossa língua.

Pola primeira vez, de maneira oficial, os portugueses convidaram a participar a directivos galegos da entidade reintegracionista AGAL. A que, com verdadeiro altruísmo, abriu a representaçom a outras entidades, como a Associaçom Cultural Pró-Academia Galega da Língua Portuguesa, recentemente constituída, a Associaçom de Amizade Galiza-Portugal, o Movimento Defesa da Língua e a ASPGP, criada no ano 1978 e presidida por quem subscreve este artigo.

Entre outros ali estivérom Alexandre Banhos e Isaac Estraviz, presidente e vice-presidente, respectivamente, da Associaçom Galega da Língua. Também Ângelo Cristóvão, Xavier Vilhar Trilho, José-Martinho Montero Santalha, Margarida Martins, Concha Roussia e Manuela Ribeira. Banhos e Cristóvão apresentárom cadanseu relatório sobre a importância que tem a presença da Galiza, berço da lusofonia, na conferência, comunicando a adesom de todas as entidades reintegracionistas ao futuro acordo ortográfico. Que se espera será aprovado no parlamento português a princípios de Maio e para o que se organizou esta conferência preparatória.

Estamos, portanto, num momento histórico para a nossa língua, que daqui a pouco será também de uso habitual na ONU. A hispanofonia tem desde há muito tempo umha norma comum para a escrita do castelhano, embora os falares sejam diferentes em cada lugar. As diferentes academias do castelhano que há no mundo som um verdadeiro exemplo do que deve fazer-se para a promoçom e sobrevivência dum idioma. Em poucos anos o castelhano superará mesmo ao inglês. O galego-português, outra língua muito importante, presente em todos os continentes, necessita como água de Maio um acordo ortográfico. Depois de muitos anos parece que Portugal da um passo à frente somando-se a este acordo. Com polémica e debate, também necessários.

A primeira pedra para este acordo já se colocou no Encontro de Rio de Janeiro, celebrado de 6 a 12 de Maio de 1986 na Academia Brasileira de Letras, que presidia Antônio Houais. Naquela altura já estivera presente no encontro de unificaçom ortográfica para a lusofonia Isaac Estraviz, entre outros galegos. Quem subscreve fazia parte da comissom galega para trabalhar pola integraçom do idioma galego no acordo.

Os galegos fomos os primeiros, e quase os únicos, em publicar com a ortografia do chamado Acordo de Rio. Quatro anos mais tarde, esta vez em Lisboa, na Academia das Ciências, presidida por Jacinto Nunes, de 6 a 12 de Outubro de 1990, houve outro encontro com presença de umha delegaçom galega. Pode que o prédio iniciado em Rio se termine de construir agora com o apoio do parlamento português. Para efectivar este acordo há umha moratória de seis anos.

Entre outras cousas, este acordo ortográfico para toda a lusofonia, representa a desapariçom dos grupos cultos ct, cc e pt, como no português do Brasil. Também a simplificaçom do acento, a desapariçom de c e p nas palavras em que estes fonemas nom som pronunciados, e do hífen e o acento circunflexo em bastantes palavras. Ao incorporar k, w e y, o alfabeto passa de 23 a 26 letras.

Mas o que a nós nos preocupa é o que vai fazer o governinho galego e a Academia corunhesa. Até hoje infelizmente de costas viradas a toda a lusofonia. Continuando ademais com aquele antidemocrático decreto normativo do ano 1983. Data desde a que, como vem de assinalar acertadamente o escritor Caneiro, a política lingüística seguida foi todo um erro e um horror na Nossa Terra. Acrescentamos nós que Galiza ou é lusófona ou nom é nada. Tal como também pensava Carvalho Calero e actualmente Diaz Pardo e o empresário Adolfo Domínguez.

(*) Professor da Faculdade de Educaçom de Ourense.

Fonte original:

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O Diário da República publicou no passado dia 25 de janeiro, terça-feira, a resolução do Conselho de Ministros n.o 8/2011 que determina a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no sistema educativo português no ano letivo de 2011-2012.

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 Guia Prático Acordo Ortográfico

Diploma estabelece um período de transiçom de seis anos

PGL - PS, PSD, Bloco de Esquerda e sete deputados do CDS fizérom com que a votaçom do Acordo Ortográfico na Assembleia da República portuguesa decorresse ontem sem supresas de última hora.

Os deputados do PCP e Verdes optárom pela abstençom, bem como três deputados do PP. Na contra apenas houvo votos individuais, embora significativos, como o caso de Manuel Alegre. Alguns outros deputados pedírom escusa da votaçom.

O protocolo aprovado ontem prevê a inclusom de Timor-Leste no âmbito do Acordo, e define um período de seis anos para a entrada em vigor em todos os países de língua oficial portuguesa desde que três o tenham ratificado (bem como este novo protocolo adicional).

O ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, mostrou-se muito contente ao final da votaçom, rejeitando que o Governo tivesse feito «ouvidos de mercador» às mais de 33 mil assinaturas do abaixo-assinado contra o Acordo, salientando que o novo Acordo vai ajudar a afirmar a língua portuguesa no mundo.

Só resto agora a assinatura por parte do presidente da República para terminar a ratificaçom do mesmo.

Porto Editora lança dicionário com 'dupla grafia'

Entretanto esse diploma era aprovado na Assembleia da República portuguesa, a Porto Editora lançava um novidoso dicionário com 'dupla grafia', em que recolhe «o que havia antes e o que vem depois do novo Acordo».

A obra opta por manter a grafia actual com a remissom para a nova naquelas palavras que se alteram conforme o Acordo Ortográfico de 1990.

A acompanhar o novo dicionário vem um Guia Prático, que explica com exemplos as diversas alteraçons introduzidas pela nova reforma ortográfica.

Fonte original:

[Atualização a 29 de Julho de 2008]

Mais info:

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 Professor Evanildo Bechara

Foi apresentado durante o 3º Encontro Açoriano da Lusofonia

PGL Portugal - Na sequência do recentemente realizado 3º Encontro Açoriano da Lusofonia (8-11 Maio) na Lagoa, Ilha de São Miguel, o professor Evanildo Bechara (tesoureiro da Academia Brasileira de Letras), apresentou um manifesto a favor do Acordo em que também realiza umas interessantes considerações em torno do manifesto-petição contrário ao mesmo.

Bechara é autor, entre outros textos relevantes, da Moderna Gramática Portuguesa, a mais utilizada no Brasil. Já vai pela 37ª edição. O manifesto promovido por ele é também assinado pelo académico João Malaca Casteleiro e outros 34 professores participantes no encontro açoriano.

Para já, e mesmo no dia em que a Assembleia da República portuguesa debate o texto do Acordo, no PGL achamos de interesse divulgar o manifesto Bechara:

Considerações em torno do MANIFESTO-PETIÇÃO dirigido ao senhor Presidente da República e aos Membros da Assembléia da República contra o Novo Acordo Ortográfico de 1990

O noticiário da imprensa portuguesa veicula as razões que levaram numerosas personalidades da cultura do país a assinar o Manifesto-Petição contra o Acordo Ortográfico de 1990, a ser examinado pela Assembléia da República, provavelmente no dia 15 de Maio de 2008, pelo qual se propõe a unificação ortográfica nos países de expressão oficial de Língua Portuguesa.

É incontestável o peso e o prestígio, justamente alcançados, dos signatários do Manifesto-Petição; o que vamos tentar mostrar é o peso e autenticidade das críticas feitas ao texto do Acordo em discussão segundo as declarações, que se dizem extraídas do referido Manifesto-Petição e divulgadas pela imprensa. O primeiro conjunto de críticas atribuídas à proposta de reforma ortográfica diz que ela é “mal concebida” e “desconchavada”.

Ora quem faz a história crítica das diversas propostas da reforma ortográfica em Portugal percebe claramente que elas construíram um macrotexto a partir do estudo inicial de Gonçalves Viana e Vasconcelos Abreu, entre 1885 e 1886, passando pelo livro seminal ortografia Nacional, de Gonçalves Viana, saído em 1904, referendada pelo governo português, consoante proposta assinada por um grupo dos mais conceituados filólogos da época, onde luziam os nomes de J. Leite de Vasconcelos, Gonçalves Viana, Carolina Michaëlllis de Vasconcelos, A. G. Ribeiro de Vasconcelos, entre outros.

De então a esta parte, as bases das reformas ortográficas que se sucederam, independentemente ou em conjunto, em Portugal e no Brasil, vieram tecendo um texto matriz ora reduzido ora ampliado em aspectos necessários, mas na essência, as linhas mestras garantiam o ideário e a concepção dos ortógrafos que, a partir de 1911, pensaram o problema da reforma ortográfica no trilho da ciência lingüístico-filológica.

As bases que orientaram a proposta de 1943 e, principalmente, de 1945 são filhas diletas dessa tradição do macrotexto; nesta última, ressalte-se a erudição e a competência do saudoso ortógrafo Rebelo Gonçalves.

O Acordo Ortográfico de 1986, melhorado na proposta de 1990, graças às críticas e sugestões recebidas, pertencem inexoravelmente, a esta tradição cultural, e, portanto, custa atribuir-lhes os qualificativos de “mal concebido” e “desconchavados”. Aceitá-los, sem um exame aturado como está a exigir um Manifesto-Petição da natureza e propósito dirigido à Assembléia da República, representa no mínimo, desmerecer o trabalho dos que, em Portugal, melhor fizeram para o estabelecimento e progresso das ciências da linguagem.

Pelas mesmas razões até aqui exaradas, não se há de aceitar a crítica, segundo a qual a reforma peca por apresentar-se “sem critério de rigor”. Pode dizer-se, em sã consciência de uma reforma que não se caracteriza pelo critério de rigor, quando essa mesma reforma, publicado o texto de 1986, acolhe as críticas e sugestões que lhe chegaram ao conhecimento, e as incorpora, quando possíveis, à nova redação de 1990?

Diz também o Manifesto-Petição que a proposta é “perniciosa, e de custos financeiros não calculados”. Ora, a crítica não se aplica, em rigor, só à reforma em discussão; mas a toda a série de reformas que, se propuseram – e não foram poucas! – desde 1911 até aos nossos dias. Um inteligente e razoável prazo fixado pelas autoridades e editoras tem minorado os custos financeiros de quem se considera prejudicado.

Toda a motivação que tem justificado as sucessivas reformas ortográficas insiste em que elas pretendem garantir a defesa da língua e facilitar o estudo e ensino do idioma. Por isso, também parece não caber à presente proposta a declaração exarada no Manifesto-Petição de que ela é, “nas suas prescrições, atentatória da defesa da língua”.

Só num ponto concordamos, em parte, com os termos do Manifesto-Petição quando declara que o Acordo não tem condições para servir de base a uma proposta normativa, contendo imprecisões, erros e ambigüidades”. Os doutos lingüistas da Universidade de Lisboa e professores de ambas as margens do Atlântico e especialistas das línguas africanas já apontaram falhas e sugestões. Mas isso tem ocorrido com todas as propostas de reforma, e elas são aceitas e adotadas mesmo assim, com promessas de melhorias no futuro. A mesma reforma de 1911, que tem sido considerada a mais feliz de todas, tão logo foi oficialmente aprovada, mereceu pareceres de elogio, mas também de receio de boa solução para alguns problemas da rica fonologia das vogais e da flexão verbal. E essas partiam do alto saber de D. Carolina Michaëlllis, signatária do texto da reforma.

As falhas que se podem apontar no Acordo Ortográfico, facilmente sanáveis, não devem impedir que a língua escrita portuguesa perca a oportunidade de se inscrever no rol daquelas que conseguiram unificação no seu sistema de grafar as palavras, numa demonstração de consciência da política do idioma e de maturidade na defesa, difusão e ilustração da língua da lusofonia.

 Fonte original:

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Encontro do IILP na Praia

A Academia Galega da Língua Portuguesa foi convidada a participar em agosto e setembro deste ano em dois encontros organizados pelo Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), organismo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para a promoção e defesa da língua comum. Os encontros tiveram lugar na Praia, Cabo Verde, entre 9 e 11 de agosto, e em Maputo, Moçambique, entre 12 e 14 de setembro.

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Lince, conversor para a nova ortografiaO Lince modifica os textos em base ao novo acordo do português

PGL - O governo luso apresentou na sede do Ministério de Cultura o Lince. Esta ferramenta permite converter o conteúdo de ficheiros de texto para a grafia que neste momento está a ser introduzida em vários países do espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Trata-se dum programa de livre descarga e distribuiçom que tem por objetivo tornar mais doada a adaptaçom dos textos ao novo acordo fruto do Plano de Ação de Brasília. Permite converter os textos nos formatos informáticos mais comuns e em qualquer sistema operativo, pois no Portal da Língua Portuguesa fornece-se versom para Linux, Mac e Windows.

Nom se trata exatamente dum verificador ou corretor ortográfico, já que apenas converte texto escrito corretamente segundo os instrumentos ortográficos em vigor anteriormente.

A ministra da Cultura portuguesa, Gabriela Canavilhas destacou que «é um momento importante também no quadro da diplomacia cultural a nível internacional, está em perfeita consonância com o Plano de Ação de Brasília e a promoçom da língua portuguesa».

Ainda que Lince é a primeira ferramenta deste tipo paga polo governo português, nom está decidido que este seja o conversor oficial que se empregue em Portugal para a aplicaçom do acordo nem tampouco na educaçom. Atualmente há outros conversores, cada um ligado a um vocabulário distinto, polo qual, como explicou ao Público, nom será em breve quando se tome algumha decisom a respeito.

No ato celebrado no Palácio da Ajuda de Lisboa estivérom convidados pola própria Gabriela Canavilhas Ângelo Cristovão, em qualidade de secretário da Academia Galega da Língua Portuguesa, e o também académico Joám Evans Pim.

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Resolução adota o Vocabulário Ortográfico do Português

O Governo português aprovou , no passado dia 9 de dezembro, uma resolução que determina a aplicação do acordo ortográfico da língua portuguesa no sistema educativo no ano letivo de 2011/2012 e na administração pública a partir de 1 de janeiro de 2012.

A resolução também adotou o Vocabulário Ortográfico do Português e o conversor Lince como ferramenta de conversão ortográfica de texto para a nova grafia.

Durante a apresentação da resolução, o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, lembrou que estava a decorrer um período de transição de seis anos para a plena aplicação do dito acordo, mas que atualmente «importantes órgãos de comunicação social já operaram a sua adaptação ao acordo ortográfico».

Destarte, já a partir de 1 de janeiro de 2012, o acordo ortográfico da língua portuguesa será aplicado no próprio Diário da República electrónico, como também em toda a atividade do Governo e dos serviços que dependem da administração pública.

Texto na íntegra da dita resolução:

3. Resolução do Conselho de Ministros que Determina a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no sistema educativo no ano lectivo de 2011/2012 e, a partir de 1 de Janeiro de 2012, ao Governo e a todos os serviços, organismos e entidades na dependência do Governo, bem como à publicação do Diário da República

Esta Resolução determina a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no sistema educativo a partir do ano lectivo de 2011/2012, inclusive. Determina também que a partir de 1 de Janeiro de 2012o mesmo Acordo seja aplicado na publicação do Diário da República, bem como, em geral, em toda a actividade do Governo e dos serviços, organismos e entidades na sua dependência.

Esta Resolução adopta, ainda, o Vocabulário Ortográfico do Português, produzido em conformidade com o Acordo Ortográfico, e o conversor Lince como ferramenta de conversão ortográfica de texto para a nova grafia, disponíveis e acessíveis de forma gratuita no sítio da Internet www.portaldalinguaportuguesa.org e nos sítios da Internet de todos os ministérios, ambos desenvolvidos pelo Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC), com financiamento público do Fundo da Língua Portuguesa.

A aprovação da referida Resolução inscreve-se nas iniciativas levadas a cabo no decurso do período transitório de seis anos estabelecido para garantir a adaptação e a aplicação progressiva do Acordo Ortográfico em Portugal.

Nos últimos tempos, a adopção do Acordo Ortográfico por um número crescente de órgãos de comunicação social tem vindo já a contribuir para a familiarização da população com as novas regras ortográficas e a revelar que estão reunidas as condições para concretizar a necessária transição em novos domínios.

A adopção do Acordo Ortográfico, adoptado pelos oito países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), visa contribuir para a expansão e afirmação da Língua Portuguesa, através da consolidação do seu papel como meio de comunicação e difusão do conhecimento, como suporte de discurso científico, como expressão literária, cultural e artística e, ainda, para o estreitamento dos laços culturais. A harmonização ortográfica é igualmente fundamental para dar resposta aos cerca de 250 milhões de falantes, presentes em comunidades portuguesas no estrangeiro, nos países de língua oficial portuguesa ou, ainda, integrados no crescente número de pessoas que procuram a Língua Portuguesa pelas mais diversas razões, bem como para facilitar a afirmação da Língua Portuguesa no contexto das organizações internacionais e das novas tecnologias de informação e comunicação.

A Resolução aprovada prevê, ainda, que, a partir de 1 de Janeiro de 2011, sejam intensificadas as iniciativas de informação e de sensibilização dos funcionários públicos e dos cidadãos em geral, de modo a assegurar um esclarecimento adequado sobre as implicações do novo Acordo Ortográfico, designadamente através dos sítios dos diversos ministérios acessíveis ao público via Internet.

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Evanildo Bechara mostra-se a favor da aplicação do AO na Galiza
e de um entendimento entre a AGLP e a RAG

 AGLP / PGL - Na entrevista, realizada por Breogão Martínez Vila, do Portal Galego da Língua, durante o II Seminário de Lexicologia da Academia Galega da Língua Portuguesa, o professor Bechara começou advertindo que a Academia Brasileira de Letras encontra, inconscientemente, um obstáculo à realização da tarefa que tem encomendada, porquanto deve tratar de língua, e não principalmente de linguística.

Explicou isto da seguinte forma:

"A ABL preocupa-se com a língua e o seu estudo, mas ela não quer ser uma instituição de linguística. Hoje encontramos no Brasil um movimento no sentido de dar uma feição linguística ao ensino da língua. Na Academia temos procurado mostrar que cabe ao professor de língua um papel diferente do professor de linguística".

"Todas as manifestações linguísticas interessam ao linguista, o que não ocorre com o professor de língua portuguesa, que se preocupa em mostrar ao aluno que, ao lado da sua realidade de competência linguística, qualquer e ela seja, existe uma realidade imposta pelas injunções sociais, e que ele tem de se manifestar, em determinadas situações, dentro dessa norma chamada exemplar. Isso não significa que a Academia vai fechar os olhos às outras realidades linguísticas, mas tem de mostrar que ao lado das outras realidades linguísticas existe uma que tem um prestígio cultural e que deve ser aprendida pelo aluno. Então a Academia insiste em que o trabalho do professor de língua é transformar o aluno num poliglota dentro da sua própria língua".

Continuou ainda explicando os saberes que o aluno tem de adquirir, em termos do professor Coseriu: Elocutivo, idiomático e expressivo. "O saber elocutivo é saber falar com congruência. O saber idiomático é saber a língua, saber usá-la com correção. O terceiro é o saber expressivo, saber construir textos orais ou escritos em determinados momentos. E cada um dos saberes tem a sua eficácia".

Relativamente ao Acordo de 1990, indicou que "não pretende ser apenas um disciplinador na grafia das palavras da língua comum. Mas pretende na medida do possível ser também um elemento unificador das terminologias científicas". Referiu o exemplo das terminologias geográficas, pondo o exemplo a divergência na escrita dos nomes das cidades de Moscovo / Moscu e Estugarda /Stuttgart. "O que o Acordo propõe é ao lado da unificação da grafia dos nomes comuns, haja na medida do possível uma unificação entre os países lusófonos, da sua terminologia técnica e científica. Para a medicina, física, química, internet, botânica, toponímia, etc".

Aplicação do Acordo Ortográfico na Galiza

No tocante ao caso da Galiza, o professor é da opinião de aproximar o mais possível o galego das regras do Acordo de 1990. "Por exemplo, escrever o n com til encima, fonema que pode ser representado pelo grafema nh, há grandes possibilidades de no galego se adotar esse grafema, em vez do n com til, que é uma representação mais castelhana".

Finalmente, respondendo à pergunta do entrevistador sobre o trabalho da AGLP, o gramático brasileiro entende "que esta Academia Galega da Língua Portuguesa tem tudo para se fixar. Em primeiro lugar, está fundamentada em princípios científicos. Em segundo lugar, tem na sua presidência e no seu corpo diretivo um conjunto de filólogos e linguistas do mais alto valor. E em terceiro lugar, existe nesta nova Academia Galega da Língua Portuguesa um espírito de pacificação, de solidariedade para se aproximar da academia galega atual".

"De modo que os princípios científicos, os homens que estão na direção desses princípios científicos, e o desejo honesto de chegar a uma solução pacífica naqueles problemas de diferença entre as duas academias, a atual e a AGLP, eu acho que esses três princípios fazem com que nós, do lado de fora, imaginemos os melhores resultados de aproximação dessas duas academias".

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