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Mário Afonso Nozeda Ruitinha

Mário Afonso Nozeda Ruitinha

Nasce em Ourense. É professor Ensino Primário desde 1977; atualmente, no CEIP A Torre-Ilha de Arouça. Licenciado em História e Geografia pela Universidade Sul da Galiza em Ourense (1996), possui a habilitação em português pela Escola de Línguas de Ourense (2002).

Membro da AGAL e do Conselho Assessor da revista Agália desde 1987, fundou Docentes contra a Repressão Linguística (na década de 1990) e colabora no Movimento Defesa da Língua.

É também sócio fundador de Além - Minho, distribuidora na Galiza de livros e materiais audiovisuais em português, alicerce da atual Livros Portugueses; membro fundador do Clube Reintegracionista do Salnês (CRÊS); diretor dos anos 1988 a 1990 do Seminário de Língua Portuguesa com aulas semanais de História e Cultura; co-organizador em 1989 do Cruzeiro da Língua (Embarca-te no galego-português), périplo de dous dias pela ria de Arouça e arraial e pernoita na Ilha de Ons. Organizou e coordenou os Convívios Galego-Portugueses em Guimarães (na década de 1990) e os Encontros Culturais no Linhal da Corredoura (Guimarães); também o 25 Anos do 25 de abril, na A. C. Auriense de Ourense com os testemunhos, a música e a poesia de Tino Flores, cantor da Revolução dos Cravos e Firmino Ribeiro Mendes, professor e poeta, 1o Prémio de Escritores Novéis outorgado pela AELP.

Para além, cumpre apontar no seu percurso biográfico os seguintes factos: Desde início no Condado do Minho (lá vão 30 anos) sempre lecionou em galego não institucionalizado. Em 87-88, após 10 anos de progressão lógica começa a lecionar na Ilha de Arouça na normativa portuguesa; em março de 1988 é ameaçado de expediente e impedido de ministrar aulas em oitavo ano; no ano 1988-89 a Delegação de Educação abre-lhe expediente e é suspendido por um ano. Em 1989-90, banido dos níveis superiores é obrigado a escolher 3º ano. Não obstante, consegue criar uma aula estável de português e juntar 12 alunos (metade da turma deste nível que lhe fora atribuída), enquanto os pais dos seus alunos ganham as eleições ao Conselho Escolar com participação de 60% de eleitores. Por lecionar em português, na primavera de 1990, expulso do ensino por 9 anos.

Artigos e comunicações: (1994) «Contingentes da Galiza Antiga no exército romano»; (1995) «O mundo urbano na Galiza Medieval» (ambos na Universidade Sul da Galiza em Ourense); (1995) «A repressão do português na Galiza» na homenagem dos países de língua oficial portuguesa á Lusofonia perseguida (Galiza, Timor-Leste, Olivença), Teatro Central da Covilhã (Beira Baixa).