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Crisante Veiguela Martins

Crisanto Veiguela Martins

Nasce em 1959 na vila da Veiga de Riba d’Eu, sob administração asturiana. Em Compostela cursa o Bacharelato. É Engenheiro Agrónomo pela Universidade Politécnica de Madrid no ramo da Horto-Fruticultura. Atualmente exerce docência na área de Tecnologia do Ensino Secundário na Galiza.

O seu compromisso com a língua e cultura galegas data de fins da década de ‘70, coincidente com o início da criação literária no campo da poesia e pertença a organizações políticas (ERGA, AN-PG) e culturais (O Galo) nos começos da chamada “transición democrática”.

Transladado a Madrid, afiança a sua atividade reintegracionista em contato com membros da associação Irmandade Galega, nomeadamente Isaac A. Estraviz. Na altura ministra aulas de iniciação à língua galega seguindo as normas ortográficas da Associaçom Galega da Língua (AGAL).

Cofundador, com José Ramão Rodrigues, do coletivo Renovação-Embaixada Galega da Cultura, participa em atividades de caráter reintegracionista no Club Amigos de la Unesco ou na Casa do Brasil. Nesse período publica poemas em revistas das associações de que faz parte (Raigame, Renovação, Agália).

Mais adiante, com Xavier Frias C., colabora desde o Coletivo Cotarelo Valledor com a Mesa para a Defensa do Galego de Astúrias (MDGA), publica poesia, algum relato breve e artigos sobre toponímia na revista A Freita e no suplemento literário desta, O Espello, onde realiza labores de subdireção, correção e tradução. Na década de ‘90 participa na constituição e atividade regular do grupo Bilbao, tertúlia literária de escritores galegos residentes na capital de Espanha.

Impulsor, com José Manuel Outeiro G., no “Centro Gallego de Madrid” do grupo Adiante, que, embora de vida breve, é motor da recuperação do contato de coletivos e pessoas com sensibilidade progressista e galeguista de diversos âmbitos.

Realiza trabalhos de tradução e correção para editoriais, algum deles (Libro Branco das Telecomunicacións) censurado pela Junta que presidia Manuel Fraga. Também retoma a prática política organizada na secção da Emigração do Bloco Nacionalista Galego, na Esquerda Nacionalista.

Tornado à Galiza, mantém a sua atividade nacionalista (Espaço Socialista Galego no BNG), e reintegracionista (AGAL, constituição do MDL). Para o programa informático TOPOGAL compila e analisa os topónimos da região entre Eu e Návia. É membro da associação cultural eu-naviega Abertal desde a sua criação em 2002.

As suas publicações de poesia e alguns relatos e artigos de investigação linguística ou crítica literaria são em português padrão ou na variante eu-naviega própria do seu local de nascença, mormente sob norma da AGAL, quer só (A Vida Sempre e Sobretodo, 2001,) ou em coautoria (Carreiros, 1998), quer a fazerem parte de antologias (Na Boca De Todos, 2006; Évos Un Amaicer Guapo, 2007; A Herdanza Que Nós Temos, 2008), ou em publicações pontuais ou periódicas: El Leite Mouro, 1998; Cinco poetas do Eo-Navia da xeración de 90 en lingua galega [...], 1998; Amiga, 1999; A Ugio Novoneyra, 1999; O nome de lugar Restrepo [...], 2004, junto doutras análises de topónimos (Pividal; Louteiro e Loutom, 1999; Vila Daelhe, 2000; ou Vilarquilhe, inédito).