A Tecedeira de Bonaval
Antonio Lopes Ferreiro
Coleção "Clássicos da Galiza": Volume 8
Coordenação editorial: Heitor Rodal Lopes (Edições da Galiza) e Ernesto Vasques Souza (AGLP)
Coordenadação: José-Martinho Montero Santalha
Adaptação: Isabel Rei Samartim
Autor da nota biográfica: Ernesto Vasques Souza
Corretores: Carlos Durão e Fernando V. Corredoira
Promove: Academia Galega da Língua Portuguesa. Rua Castelão, nº 27 - 15900 Padrão, Galiza
Edição: Edições da Galiza
Breve resenha:
Episódio da História de Compostela no Século XVI
Ano de lançamento: 2014
Número de páginas: 302.
Poesias Completas
Manuel Leiras Pulpeiro
Coleção "Clássicos da Galiza": Volume 7
Coordenação editorial: Ramom Reimunde Norenha (AGLP)
Adaptação e revisão textual: Ângelo Brea, Carlos Durão e Fernando Vásquez Corredoira
Promove: Academia Galega da Língua Portuguesa. Rua Castelão, nº 27 - 15900 Padrão, Galiza
Edição: Edições da Galiza
Breve resenha:
Com prólogo de Bernardo Penabade, o livro inclui o conjunto da produção poética do autor com adaptação ao Acordo Ortográfico de 1990. Vem acompanhado de numerosas notas de rodapé e um glossário para a melhor compreensão do léxico mindoniense utilizado por Leiras Pulpeiro, bem como a bibliografia completa.
Ano de lançamento: 2012
Número de páginas: 287.
Pode solicitar o Poesias Completas escrevendo para pro[@]academiagalega.org ou comprando diretamente na loja Imperdível
Obra Seleta
Johán Vicente Viqueira
Coleção "Clássicos da Galiza": Volume 6
Coordenação editorial: António Gil Hernández (AGLP)
Adaptação e revisão textual: Ângelo Brea, Carlos Durão e Fernando Vásquez Corredoira
Promove: Academia Galega da Língua Portuguesa. Rua Castelão, nº 27 - 15900 Padrão, Galiza
Edição: Edições da Galiza
Breve resenha:
Johán Vicente Viqueira: Obra Seleta constitui o volume 6 da Coleção Clássicos da Galiza, obra ao cuidado do académico António Gil Hernández. Adaptada ao Acordo Ortográfico, inclui um texto de Jenaro Marinhas del Valle "À maneira de apresentação", uma nova introdução do editor, breve apresentação da vida e obra de Viqueira e dous apêndices. O primeiro destes resgata um "Cantar do Berço" e "Soneto I" com partituras do professor César Morán Fraga. Outras partituras inseridas nos textos de Viqueira obedecem à colaboração da académica Isabel Rei Sanmartim.
Esclarece o autor, na introdução, que acrescentou a esta edição textos de Viqueira publicados em castelhano crunhesa na revista Alfar sobre temas musicais, filosóficos e literários. A publicação contou também com a colaboração dos professores e académicos Ângelo Brea Hernández, Fernando Vasques Corredoira e Carlos Durão. O volume 6 desta coleção constitui uma reedição levemente acrescentada do livro Obra Selecta: Ensaios e Poesias, do mesmo autor, editado no ano 1998 na coleção Cadernos do Povo - Revista Internacional da Lusofonia, das Irmandades da Fala da Galiza e Portugal, em Braga. Cabe destacar que nessa altura foi fundamental o apoio de D. Jenaro Marinhas del Valle.
Mais info sobre a obra e o autor aqui.
Ano de lançamento: 2012
Pode solicitar o Obra Seleta escrevendo para pro[@]academiagalega.org ou comprando diretamente na loja Imperdível
Proel e o Galo e poesia e prosa galega completa
Luís G. Amado Carvalho
Coleção "Clássicos da Galiza": Volume 5
Promove: Academia Galega da Língua Portuguesa. Rua Castelão, nº 27 - 15900 Padrão, Galiza
Edição: Edições da Galiza
Breve resenha:
A poesia de Amado Carvalho (Ponte Vedra 1901-1927) apresenta um tom original, que, pelo seu enlevo alcançou imediatamente grande êxito popular e teve numerosos seguidores na Literatura galega ao longo da primeira metade do século XX.
É, antes de mais, uma poesia paisagística: descreve a paisagem galega. Mas com tons de clara originalidade: a característica mais visível da poesia de Amado Carvalho consiste na abundância de imagens de natureza prosopopeica; isto é: a natureza inanimada (nomeadamente a paisagem rural galega) é apresentada sob fictio personae, com traços humanos: as coisas e, em menor medida, os animais domésticos são apresentados como se fossem seres humanos, que agem e se relacionam entre si como o podem fazer as pessoas. A paisagem aldeã fica, pois, humanizada poeticamente.
Na verdade, esse género de metáforas está presente, talvez desde sempre, em muitos poetas; o que infunde um caráter especial à poesia de Amado Carvalho é o papel que na estruturação dos seus poemas assume esse imaginismo prosopopeico.
Também se deve ressaltar a preferência de Amado Carvalho pelas imagens de natureza pictórica: os seus poemas são como um quadro, de inspiração ingénua, como de um pintor primitivo ou naif, onde prevalecem as cores vivas e chamativas, conforme o gosto popular.
Tem-se denominado de diversos modos esta poesia metaforicamente descritiva: “neorromânica” (pelo seu carácter de primitivismo popular), “imaginista” (pelo papel desenvolvido pelas metáforas na estruturação dos poemas), “hilozoísta” (por ser uma animação [-zoísta) da natureza material [hilo-]). O êxito popular da poesia de Amado Carvalho viu-se propiciado também pela sua singeleza formal. São poemas de compreensão fácil e de leitura agradável mesmo para gente pouco habituada ao uso literário. E é que, como acontecia com as cantigas de amigo trovadorescas, no aspeto formal a poesia de Amado apresenta uma singeleza de estranho encanto. Emprega versos curtos, de forma literária simples, geralmente com rima assonante, com estrutura similar à das cantigas populares tradicionais. Também no terreno linguístico predomina a singeleza: nomeadamente a estrutura sintática é clara e transparente, sem complicações.
Ano de lançamento: 2012
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Folhas Novas
Rosália de Castro
Coleção "Clássicos da Galiza": Volume 4
Promove: Academia Galega da Língua Portuguesa. Rua Castelão, nº 27 - 15900 Padrão, Galiza
Edição: Edições da Galiza
Prólogo:
Editar os textos galegos de Rosalia de um jeito linguisticamente digno é condição prévia a qualquer pretensão de normalidade na cultura galega. Ela, a única figura universal da letras modernas galegas, ao publicar os Cantares Galegos, abrigava o propósito de fazer acordar as energias do povo desta terra.
Editados os Cantares segundo o Acordo Ortográfico do ano '90, fica o repto decerto maior de fazê-lo com as Folhas Novas. É um livro mais difícil por várias razões: o tom escuro, o heterogéneo dos assuntos, mas sobretudo por estar mais distante da lira popular e das suas andadeiras linguísticas, que dão a segurança de sintagmas tradicionais para paliar as eivas que os séculos inseriram no idioma.
Nos Cantares pouco custou emendar as escassas fendas que a mesma Rosalia percebia na sua fala local. Quase tudo foi uma questão de léxico. Mas ao se pôr a fazer poesia na língua do país, nas Folhas, sem ajuda da tradição lírica popular, viu-se obrigada a recorrer à técnica versificatória aprendida na escola castelhana, na que polira a língua familiar, a castelhana da Galiza, em que os setores dos bons recursos económicos viviam a mor parte da sua vida. Para dizê-lo mais breve, a língua das Folhas foi interferida pela ortoépia castelhana. A língua sofre sinéreses impossíveis em casos em que o português pede hiatos.
Os escrúpulos nesta ocasião foram maiores, mas o caso não admite delongas. Lembro o horror de professores de outras gerações ao insinuar a possibilidade de normalizar um texto sagrado, sentida como nefanda transgressão. Ora, se alguém quiser qualificar tal atividade como tradução, terá a liberdade de fazê-lo, e nós já temos a de tentá-lo com toda a alegria e também com o mais lídimo e verdadeiro dos amores a Rosalia.
(Higino Martins)
Ano de lançamento: 2012
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Cantos Lusófonos: Cancioneiro Popular
Coleção "Clássicos da Galiza": Volume 3
Desenhos: Maria Manuela Diaz Orjales
Coordenação editorial: Heitor Rodal Lopes (Edições da Galiza) e Ernesto Vasques Souza (AGLP)
Adaptação e revisão textual: José Luís do Pico Orjais
Correção textual: Carlos Durão e Fernando Vásquez Corredoira
Promove: Academia Galega da Língua Portuguesa. Rua Castelão, nº 27 - 15900 Padrão, Galiza
Edição: Edições da Galiza, 2011
ISBN: 978-84-936481-4-5
Depósito Legal: SE-7169-2011
Breve resenha:
Com este Cantos lusófonos. Cancioneiro Popular, José Luis do Pico Orjais, apresenta-nos, fruto da sua pesquisa no âmbito da historiografia musical e do seu gosto, setenta peças tiradas de cancioneiros galegos, portugueses e brasileiros.
Com duas breves e intensas apresentações de Uxía Senlle e Ugia Pedreira vão cá aquelas letras, lidas uma e outra vez dos principais cancioneiros, postas em papel por Casto Sampedro, Lopes-Graça ou Veríssimo de Melo, escutadas e interpretadas até criarem na memória musical do editor um bom stock de canções tradicionais que agora se oferecem ao público, acompanhadas de partitura e em formato popular para serem tocadas e cantadas.
Trabalho necessário e urgente, com vocação de esperançadora mensagem. Espelho e esponja viva que larga a música tradicional galega na corrente lusófona infinita, para compreendermos e desfrutarmos a perspectiva total de que somos parte. Convidando à festa, à participar da música e do canto, agrupam-se as melodias por blocos, não com critérios taxonômicos, senão mais bem colocando o repertório tal e como o editor na sua experiência gostaria de tocá-lo jeitoso.
Cumpre com este volume a AGLP o desejo de ver editado, em conjunto lusófono e para público lusófono, parte destacada do acervo da nossa cantiga popular. Obrinha muito útil, seguindo as linhas populares das Edições da Galiza, que a paixão de um mestre, a experiência de um intérprete e a erudição de um historiador da cultura galega convertem não apenas num repertório divulgativo quanto numa ferramenta de comunicação destinada a recuperar o canto nos espaços populares, educativos, associativos, festeiros.
Vou já cantar as cantigas, para que fui convidado.
Ano de lançamento: 2011
Número de páginas: 209
Pode conseguir o Cantos Lusófonos: Cancioneiro Popular escrevendo para pro[@]academiagalega.org ou comprando diretamente na loja Imperdível
Queixume dos Pinhos e Outros Poemas
Eduardo Pondal
Coleção "Clássicos da Galiza": Volume 2
Promove: Academia Galega da Língua Portuguesa. Rua Castelão, nº 27 - 15900 Padrão, Galiza
Coordenação editorial: Heitor Rodal Lopes (Edições da Galiza) e Ernesto Vasques Souza (AGLP)
Adaptação e revisão textual: Ângelo Brea, Fernando V. Corredoira e Carlos Durão
Edição: Edições da Galiza, 2011
ISBN: 978-84-936481-3-8
Depósito Legal: SE-7174-2011
Breve resenha:
Na presente edição, segundo volume da Coleção Clássicos da Galiza da AGLP- Edições da Galiza, o especialista e também poeta Ângelo Brea, destaca, explica e anota facetas e contextos, com que dar a conhecer ao público lusófono um poeta Eduardo Pondal (1835-1917) e uma poesia de características excepcionais.
Cantigas, hinos, poemas... Queixumes, com que a voz e figura Tyrteana do Bardo do Anlhões convoca a mocidade galega para ocupar posto nas primeiras filas da apertada falange que se bate ainda nas Termópilas da língua.
Poesia total, feita ao longo da vida inteira e concebida para ser recitada direita no coração; obra orgânica que se aquilata e retifica em continuada construção e compromisso manifesto com a causa nacional entre 1856 e 1917. Voz intensa e simbólica, modelo de língua e reivindicação do sentido da história da Galiza, que impugna a falsificação da história de Espanha, que mergulha no profundo do ser galego, na paisagem nativa, na toponímia, na natureza selvagem e nas pedras para coletivizar ossiánica o indômito mundo brigantino natal. Mito-cosmos que condensa o Atlantismo galaico como destino de ponte e guia do ibérico, do céltico e do lusófono.
Paixão e pátria, sonho das profecias artúricas das idades, saudade histórica das glórias passadas e das presentes arelas de liberdade conformam os poemas de uma das primeiras e mais importantes figuras daquela geração de precursores que entenderam como programa a restauração da Língua. Popular sendo apenas um moço, cingido da glória revolucionária de Conjo, respeitado até pelos inimigos da língua galega pela sua elegância e potência poética, glória nacional nas horas da maturidade, letrista de um dos mais belos hinos e finalmente mito após o seu passamento.
Forja de uma língua nacional e consciência de fazer dela desde o tosco ferro herdado o ouro restaurador, eis a obra de um dos poetas de maior e mais profunda pegada na literatura do seu país.
Atende viandante: certamente, este era grande cousa.
Ano de lançamento: 2011
Número de páginas: 306
Pode conseguir o Queixumes dos Pinhos e Outros Poemas escrevendo para pro[@]academiagalega.org ou comprando diretamente na loja Imperdível
Cantares Galegos
Rosália de Castro
Coleção "Clássicos da Galiza": Volume 1
Versão dirigida por: Higino Martins Esteves
Promove: Academia Galega da Língua Portuguesa. Rua Castelão, nº 27 - 15900 Padrão, Galiza
Edição: Edições da Galiza, 2009
ISBN: 978-84-936218-4-1
Depósito Legal: SE-2914-2010
Índice:
À maneira de apresentação (p. 7, 8)
A propósito desta edição dos Cantares Galegos (p. 9)
Nota biográfica (p. 11, 12)
Cantares Galegos
A Fernán Caballero (p. 1)
Cantares Galegos por Rosalia Castro (p. 3 a 6)
Poemas (p. 7)
Poemas acrescentados na segunda edição (p. 147)
Poemas acrescentados na terceira edição (p. 160)
Notas (p. 13)
Glossário (p. 73)
Breve resenha:
Se alguma vez um livro foi capaz de mudar a trajetória da escrita, da língua e por tanto da imagem que uma nação tem de ela própria e oferece ao mundo é esta obra-prima da nossa enorme Rosália de Castro.
Foi alvorada que abalou em saudades o duro coração dos galegos e rompeu para sempre a tradição de seqüestro noutra língua. Exemplo de tão alegre e melâncolico ritmo demonstrou possível uma literatura galega, radical e moderna, na língua que empregava a gente para cantar e viver, na única em que podiam ser exprimidas todas as subtilezas do ser, toda a complexa, longa e assanhadamente apagada História nacional.
Os Cantares Galegos, nas asas românticas dos lieder, na polêmica céltica dos Barzaz Breiz, em diálogo com as Espanhas de Antonio Trueba, são testemunho e reivindicação da essência poética e musical galega, síntese intensa de leituras, melodias, ares, ditos, ambiente e conversas sobre folclore e nação.
Escritos quando agoniza a I Restauração bourbónica espanhola (1863), num momento em que a Galiza liberal luta pola modernidade, celebrados como bandeira antes da chegada da II Restauração canovista nas Espanhas, são, coincidindo com os sonhos vitais da autora, desafio e desabafo, presente e jogo poético de amor; símbolo e mensagem de uma entusiasta moça dotada de raro talento artístico e tremenda potência intelectual.
Se há um programa é este: o da reivindicação dessa língua familiar e cultura herdada em farrapos, aprendida sem mais escola que a das aldeias e sem gramática de nenhuma classe, que aspira por próprio esforço e constância, em construção permanente desde aquela, a levar o nome de Galiza ao lugar onde lhe corresponde entre as nações da Terra.
Cuidai, que começa...
Ano de lançamento: 2010
Número de páginas: 248
Pode solicitar o Cantares Galegos escrevendo para pro[@]academiagalega.org ou comprando na loja Imperdível