Academia Galega da Língua Portuguesa https://academiagalega.org/ pt-pt info@academiagalega.org (Academia Galega da Língua Portuguesa) Tue, 20 Aug 2019 00:20:19 +0200 JSitemap Pro Galiza: Língua e Sociedade (XIV Ensaios) - Anexo 1 do Boletim da AGLP https://academiagalega.org/component/k2/1338-galiza-lingua-e-sociedade-xiv-ensaios-anexo-1-do-boletim-da-aglp.html https://academiagalega.org/component/k2/1338-galiza-lingua-e-sociedade-xiv-ensaios-anexo-1-do-boletim-da-aglp.html Capa de Galiza: Língua e Sociedade (XIV Ensaios)
Galiza: Língua e Sociedade (XIV Ensaios)
Anexo 1 do Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa
 

Organização: António Gil Hernández

Promove: Associação de Amizade «Galiza-Portugal»

Edição: Academia Galega da Língua Portuguesa. Rua Castelão, nº 27 - 15900 Padrão, Galiza

ISBN: 84-88849-20-6

Depósito Legal: 290635-09

Conteúdos:

0. Seção Prologal. - António Gil Hernández, da Associação de Amizade «Galiza-Portugal» (p. 13)

1. Seção Primeira. - Para uma História de Iruinean Sortua: Comentário à Declaração de Pamplona (1983). Lluís V. Aracil, Sociólogo e colaborador do I.E.L-G (p. 17)

2. Seção Segunda. - O Paradoxo do Pioneiro ou o Contributo de Lluís V. Aracil à Sociolinguística. Josep J. Conill, Sociólogo e colaborador do I.E.L-G (p. 37)

3. Seção Terceira. - Sociolinguística: Revolução e Paradigma. Lluís V. Aracil, Sociólogo e colaborador do I.E.L-G (p. 53)

4. Seção Quarta. - Uma Após-História de Iruinean Sortua (1993). António Gil Hernández, da Associação de Amizade «Galiza-Portugal» (p. 65)

5. Seção Quinta. - Inquéritos Sociolinguísticos na Galiza Espanhola. Ângelo Cristóvão Angueira, da Associação de Amizade «Galiza-Portugal» (p. 95)

6. Seção Sexta. - Linhas Discursivas: As Elites e a Luta pelo Poder Simbólico, mas Também Real sob Forma Guerra de Grafias. Mário Herrero Valeiro, do Instituto Luso-Galaico «M.R.L.-R.C.C.» (p. 115)

7. Seção Sétima. - Caracterização Sociolinguística da Comunidade Linguística da Galiza: Âmbitos de Análise do Bilinguismo Galego. Mário Herrero Valeiro, do Instituto Luso-Galaico «M.R.L.-R.C.C.» (p. 141)

8. Seção Oitava. - A Interpretação Social das Reivindicações Linguísticas. Miroslav Hroch, Professor de História na charles University - Praga (p. 159)

9. Seção Nona. - Um Texto Programático: Manuel Murguia e a Nova Literatura da Nação. Notas sobre o "Discurso Preliminar" do Diccionario de Escritores Gallegos (1862). Ernesto Vázquez Souza (p. 189)

10. Seção Décima. - O Uso do Til no Português da Galiza. A Tradição Escrita. Miguel Cupeiro Frade (p. 221)

11. Seção Undécima. - O Uso do Til no Português da Galiza. A Correspondência Suficiente com os Falares Galego-Portugueses. Miguel Cupeiro Frade (p. 251)

12. Secção Duodécima. - Algumas Vias de Explicação: Dimensão Psico-Sociológica. Carlos Durão, da Associação de Amizade «Galiza-Portugal» (p. 285)

13. Seção Décimo Terceira. - O Dr. De Bono e o Pensamento Lateral. Carlos Durão, da Associação de Amizade «Galiza-Portugal» (P. 303)

14. Seção Décimo Quarta. - La Questione Della Lingua: Introdução e Bibliografia. Ângelo Cristóvão, Secretário da Associação de Amizade «Galiza-Portugal» (p. 327)

Data de lançamento: abril de 2009

Número de páginas: 268

Pode solicitar o Galiza: Língua e Sociedade (XIV Ensaios) escrevendo para pro[@]academiagalega.org

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Anexos do Boletim da AGLP Mon, 11 May 2009 02:00:00 +0200
Higino Martins: "Etimologias Obscuras ou Esconsas" - Anexo 2 do Boletim da AGLP https://academiagalega.org/component/k2/1843-higino-martins-etimologias-obscuras-ou-esconsas-anexo-2-do-boletim-da-aglp.html https://academiagalega.org/component/k2/1843-higino-martins-etimologias-obscuras-ou-esconsas-anexo-2-do-boletim-da-aglp.html

A livraria Andel em Vigo (Camélias, 12) acolhe hoje, 20 de outubro de 2015, pelas 20h00 a apresentação de Etimologias Obscuras ou Esconsas. Apelativos, Antropónimos e Topónimos da autoria de Higino Martins Esteves, académico da Academia Galega da Língua Portuguesa. Além do autor do livro estará presente o também académico José Manuel Barbosa.

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Anexos do Boletim da AGLP Tue, 20 Oct 2015 02:00:00 +0200
Vocabulário Ortográfico da Galiza apresentado na ACL https://academiagalega.org/component/k2/1850-vocabulário-ortográfico-da-galiza-apresentado-na-acl.html https://academiagalega.org/component/k2/1850-vocabulário-ortográfico-da-galiza-apresentado-na-acl.html Vocabulário Ortográfico da Galiza apresentado na ACL

O académico António Gil foi o encarregado de apresentar na Academia das Ciências de Lisboa o Vocabulário Ortográfico da Galiza (VOG), dentro do encontro subordinado ao título "A Língua Portuguesa nos dias de hoje", organizado pelo Instituto de Lexicografia e Lexicologia da Língua Portuguesa.

O presidente da Academia das Ciências de Lisboa, Sr. Artur Anselmo, elogiou o trabalho da AGLP, salientando a importância desse contributo para o enriquecimento do acervo comum da língua nascida na velha Gallaecia.

O VOG é um trabalho da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da AGLP coordenada pelo académico Carlos Durão, editor do volume, que coloca a Galiza ao nível dos outros países e territórios de língua portuguesa, acompanhando o processo de elaboração do Vocabulário Ortográfico Comum, projeto derivado do Acordo Ortográfico de 1990 em que participou uma Delegação de Observadores da Galiza, formada por José Luís Fontenla e António Gil. Com mais de 154.000 entradas e 630 páginas impressas, inclui o léxico propriamente galego, incluindo por exemplo a fauna e flora galegas, bem como os topónimos, antropónimos, gentílicos, etc., mais peculiares da Galiza, nela incluída a Galiza estremeira. Tudo isto junto com o corpus geral da língua, num amplo vocabulário patrimonial, deixa fora só aquele vocabulário mais peculiar dos outros países lusófonos.

O evento foi o palco para a receção do escritor brasileiro Domício Proença Filho como novo académico correspondente da ACL, quem na sua intervenção lembrou as origens da sua vocação como escritor e animou o reforçar as relações entre a Academia Brasileira de Letras, de que é presidente, e a Academia das Ciências de Lisboa.

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Anexos do Boletim da AGLP Mon, 13 Jun 2016 02:00:00 +0200
"Construirmos a nossa soberania linguística", no Arquivo Digital https://academiagalega.org/component/k2/1405-construirmos-a-nossa-soberania-linguistica-no-arquivo-digital.html https://academiagalega.org/component/k2/1405-construirmos-a-nossa-soberania-linguistica-no-arquivo-digital.html

O Arquivo Digital da Academia Galega da Língua Portuguesa disponibiliza já o vídeo e o áudio do evento "2011-11-07 - Raquel Bello Vázquez e Celso Álvarez Cáccamo - Construirmos a nossa soberania linguística". O ato, organizado polo Movemento Estudantil Universitario e apresentado por Maria do Mar Lopes, teve lugar na Faculdade de Filologia da Universidade de Compostela em 7 de novembro de 2011.

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Arquivo Digital na Hora Fri, 11 May 2012 12:07:07 +0200
Arquivo Digital da Academia Galega da Língua Portuguesa https://academiagalega.org/component/k2/1399-arquivo-digital-da-academia-galega-da-lingua-portuguesa.html https://academiagalega.org/component/k2/1399-arquivo-digital-da-academia-galega-da-lingua-portuguesa.html

Capa do site do Arquivo Digital da AGLP

A AGLP acaba de lançar o Arquivo Digital da Academia Galega da Língua Portuguesa (AD), um repositório de materiais digitalizados acerca da língua portuguesa na Galiza e da cultura galega em geral.

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Arquivo Digital na Hora Tue, 11 Oct 2011 00:10:06 +0200
Boletim da AGLP nº 4, já no Arquivo Digital https://academiagalega.org/component/k2/1402-boletim-da-aglp-n-4-ja-no-arquivo-digital.html https://academiagalega.org/component/k2/1402-boletim-da-aglp-n-4-ja-no-arquivo-digital.html


O Arquivo Digital da Academia Galega da Língua Portuguesa disponibiliza o conjunto documental  2011 - Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa, 4, volume em que a Academia rende homenagem ao professor português João Malaca Casteleiro, de maneira similar ao que aconteceu com o número anterior, dedicado ao professor brasileiro Evanildo Bechara.

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Arquivo Digital na Hora Tue, 27 Mar 2012 02:00:00 +0200
Jenaro Marinhas e Elvira Souto, em vídeo no Arquivo Digital https://academiagalega.org/component/k2/1404-jenaro-marinhas-e-elvira-souto-em-video-no-arquivo-digital.html https://academiagalega.org/component/k2/1404-jenaro-marinhas-e-elvira-souto-em-video-no-arquivo-digital.html


O Arquivo Digital da AGLP disponibiliza desde já o interessante Conjunto Documental da dupla palestra: 1994-03-11 - Elvira Souto Presedo e Jenaro Marinhas del Valle: Castelao e Sempre em Galiza cinquenta anos depois. O evento, apresentado por Maurício Castro, foi organizado pola Associaçom da Língua Artábria de Ferrol em 11 de março de 1994.

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Arquivo Digital na Hora Fri, 13 Apr 2012 02:00:00 +0200
Lançamento de "101 Falares com Jeito", já no Arquivo Digital https://academiagalega.org/component/k2/1403-lancamento-de-101-falares-com-jeito-ja-no-arquivo-digital.html https://academiagalega.org/component/k2/1403-lancamento-de-101-falares-com-jeito-ja-no-arquivo-digital.html


O Arquivo Digital da Academia Galega da Língua Portuguesa disponibiliza o conjunto documental  2012-03-27 - Fernando Vásquez Corredoira: 101 Falares com Jeito, com materiais da apresentação que teve lugar no passado 7 de março em Ourense do livro do autor, publicado pela Através  Editora.

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Arquivo Digital na Hora Tue, 03 Apr 2012 02:00:00 +0200
Lançamento de "Guerra de Grafias", já no Arquivo Digital https://academiagalega.org/component/k2/1400-lancamento-de-guerra-de-grafias-ja-no-arquivo-digital.html https://academiagalega.org/component/k2/1400-lancamento-de-guerra-de-grafias-ja-no-arquivo-digital.html


O Arquivo Digital da Academia Galega da Língua Portuguesa disponibiliza o conjunto documental  2012-01-19 - Mário J. Herrero Valeiro: Guerra de Grafias, Conflito de Elites, com materiais da apresentação no passado 19 de janeiro na Corunha do livro do autor, publicado por AGAL / Através Editora.

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Arquivo Digital na Hora Thu, 02 Feb 2012 01:00:00 +0100
Lançamento de "Santos Júnior e os Intelectuais Galegos", já no Arquivo Digital https://academiagalega.org/component/k2/1401-lancamento-de-santos-junior-e-os-intelectuais-galegos-ja-no-arquivo-digital.html https://academiagalega.org/component/k2/1401-lancamento-de-santos-junior-e-os-intelectuais-galegos-ja-no-arquivo-digital.html

 

O Arquivo Digital da Academia Galega da Língua Portuguesa disponibiliza o conjunto documental  2012-03-07 - Isaac Alonso Estraviz: Santos Júnior e os Intelectuais Galegos, com materiais da apresentação que teve lugar no passado 7 de março em Ourense do livro do autor, publicado pela Fundaçom Meendinho.

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Arquivo Digital na Hora Tue, 20 Mar 2012 01:53:51 +0100
Boletim da AGLP nº 1 - 2008 https://academiagalega.org/component/k2/1337-boletim-da-aglp-n-1-2008.html https://academiagalega.org/component/k2/1337-boletim-da-aglp-n-1-2008.html Capa do número 1 do Boletim da AGLP
Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa
Número 1 - 2008
 

Diretor: António Gil Hernández

Subdiretor: José-Martinho Montero Santalha

Secretário: Ângelo Cristóvão

Editor: Joám Evans Pim

Conselho de Redação: Isaac Alonso Estraviz; Ângelo Cristóvão; Joám Evans Pim (editor); António Gil Hernández (diretor); Luís Gonçales Blasco; José-Martinho Montero Santalha; Isabel Rei Sanmatim; Rudesindo Soutelo; Concha Rousia.

Conselho Científico: Carlos Assunção (UTAD); Evanildo Bechara (ABL); Regina Brito (Univ. Presbiteriana Mac-Kenzie); João Malaca Casteleiro (ACL); Carlos Garrido (UVigo); Maria do Carmo Henríquez Salido (UVigo); Álvaro Iriarte (Univ. do Minho); Isabel Moran Cabanas (USC); José Paz (UVigo); Carlos Reis (Univ. Aberta); José Luís Rodríguez (USC); Luís G. Soto (USC); Jurjo Torres (UdC); Álvaro Vidal Bouzon (Univ. de Nottingham); Xavier Vilhar Trilho (USC); Beatriz Weigert (Univ. de Évora).

Edita: Academia Galega da Língua Portuguesa. Rua Castelão nº 27. 15900 Padrão, Galiza

ISSN: 1888-8763

Depósito Legal: C 2345-08

Conteúdos:

ESTUDOS

O nome da Galiza - J. Martinho Montero Santalha  (p. 11)

Síntese do reintegracionismo contemporâneo - Carlos Durão  (p. 35)

Um ponto de inflexão na reivindicação nacional: 1916, a Irmandade da Fala - Ernesto Vázquez Souza (p. 57)

Estado, Nação e Tríade Lingüística: Teorização leve sobre factos graves - António Gil Hernández (p. 89)

Categorias gramaticais e dicionários: para uma didática dos advérbios - Maria do Carmo Henríquez (p. 105)

O hexâmetro dactílico greco-latino e a sua adaptação à métrica galaico-portuguesa - Ângelo Brea Hernández (p. 117)

Galiza, terra e mãe. Mulheres e exílio na obra de Luis Seoane - Bárbara Kristensen (p. 133)

NOTAS

Sobre o conceito de Notáveis na obra sociolinguística de António Gil - Xavier Vilhar Trilho (p. 153)

Um (assombrado) Complexo de Bartleby: Isto [não] é um livro e Eu [não] sou [...] - Álvaro J. Vidal Bouzon (p. 165)

Revendo as noções de ‘Lusofonia’. Uma aproximação conceitual - J. Evans e B. Kristensen (p. 179)

Por um Corpus Musicum em liberdade - Rudesindo Soutelo (p. 187)

INSTITUIÇÃO

Estatutos da Associação Cultural Pró Academia Galega da Língua Portuguesa - Assoc. Cultural Pró AGLP (p. 195)

Crónica da Conferência de Lisboa, intervenções institucionais e documentos - Vários autores (p. 201)

Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa - Países de Língua Portuguesa (p. 213)

Hino da Galiza. Introdução, partitura e letra - Vários autores (p. 235)

Deu-la-deu. Suite para guitarra - Rudesindo Soutelo (p. 241)

PUBLICAÇÕES

As Sete Fontes, de Concha Rousia. Desabafo coletivo e romance auroral - Ernesto Vázquez Souza (p. 245)

Um país poético. Comentários a O País dos Nevoeiros, de Ângelo Brea - António Gil Hernández (p. 251)

Da Lusofonia ameaçada: Temas de linguística política, de A. Gil Hernández - Álvaro J. Vidal Bouzon (p. 259)

Número de páginas: 268

Pode solicitar o Boletim da AGLP escrevendo para pro[@]academiagalega.org

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Boletim da AGLP Mon, 06 Oct 2008 02:00:00 +0200
Boletim da AGLP nº 2 - 2009 https://academiagalega.org/component/k2/1339-boletim-da-aglp-n-2-2009.html https://academiagalega.org/component/k2/1339-boletim-da-aglp-n-2-2009.html Capa do número 2 do Boletim da AGLP
Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa
Número 2 - 2009
 

Diretor: António Gil Hernández

Subdiretor: José-Martinho Montero Santalha

Secretário: Ângelo Cristóvão

Editor: Joám Evans Pim

Conselho de Redação: Isaac Alonso Estraviz; Ângelo Cristóvão; Joám Evans Pim (editor); António Gil Hernández (diretor); Luís Gonçales Blasco; José-Martinho Montero Santalha; Isabel Rei Sanmatim; Rudesindo Soutelo; Concha Rousia.

Conselho Científico: Celso Álvarez Cáccamo (UdC); Carlos Assunção (UTAD); Paulo Borges (Univ. Lisboa); Anabela Brito (Univ. Lusófona-Porto); Evanildo Bechara (ABL); Regina Brito (Univ. MacKenzie); Luis Garcia (USC); João Malaca Casteleiro (ACL); Carlos Garrido (Uvigo); Ma do Carmo Henríquez (Uvigo); Álvaro Iriarte (Univ. Minho); Cristina de Mello (Univ. Coimbra); Isabel Moran (USC); José Paz (Uvigo); Carlos Reis (Univ. Aberta); José Luís Rodríguez (USC); Luís Garcia Soto (USC); Jurjo Torres (UdC); Álvaro Vidal (Univ. Nottingham); Xavier Vilhar (USC); Beatriz Weigert (Univ. Évora).

Conselho Assessor: Artur Alonso Novelhe; José Manuel Barbosa; Ângelo Brea Hernández; Margarida Castro; Henrique Correia; Chrys Chrystello; Marcos Crespo; Renato Epifânio; Carlos Durão Rodrigues; Vítor [Manuel] Lourenço Peres; Higino Martins Estevez; Anabela Mimoso; Mário Afonso Nozeda Ruitinha; Henrique Salles da Oliveira; Francisco Paradelo Rodríguez; Ramom Reimunde Norenha; Valentim Rodrigues Fagim; José R. Rodrigues Fernandez; Cathryn Teasley Severino; Joám Trilho; Fernando Vazques Corredoira; Xavier Vásquez Freire; Ernesto Vázquez; Crisanto Veiguela Martins.

Edita: Academia Galega da Língua Portuguesa. Rua Castelão nº 27. 15900 Padrão, Galiza

ISSN: 1888-8763

Depósito Legal: C 2345-08

Conteúdos:

ESTUDOS

Programa em Honra de Santiago  - Agostinho da Silva  (p. 11)

Machado de Assis e o seu ideário de língua portuguesa  - Evanildo Bechara  (p. 21)

A língua portuguesa e o Acordo Ortográfico - Adriano Moreira (p. 31)

Um Dicionário da Língua Portuguesa Medieval - João Malaca Casteleiro, et al. (p. 37)

«Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos»  - Anabela Brito Mimoso (p. 51)

Noites de Inês-Constança, de Fiama Hasse Pais Brandão  -  Micaela Ramon (p. 59)

Mudança de narrativa  linguística na Galiza  - Concha Rousia (p. 69)

Três textos e um só discurso, ou o peixe que morde a própria língua (I) - Josep J. Conill (p. 81)

Notas sobre uma conversa comprida com Jenaro Marinhas del Valle - Iolanda R. Aldrei (p. 105)

Educação linguística e difusão do português em contexto timorense - Regina Helena Pires de Brito (p. 113)

Pela rota da Índia - Henrique Salles da Fonseca - Henrique Salles da Fonseca (p. 123)

O português de Olivença - Carlos Luna (p. 129)

Do genocídio linguístico à literatura açoriana de Daniel de Sá - Chrys Chrystello (p. 141)

A Reescrita - Beatriz Weigert (p. 153)

Quando o bilinguismo era bom - Mário J. Herrero Valeiro (p. 161)

Pesquisas etimológicas - Higi no Martins Esteves (p. 171)

Para uma virtual reedição da História da Língua em Banda Desenhada - Francisco M. Paradelo, et al. (p. 179)

Notas sobre quatro peças para guitarra do Arquivo Valladares - Isabel Rei Sanmartim (p. 191)

A saudade em Ramón Piñeiro - Maria Celeste Natário (p. 201)

INSTITUIÇÃO

A nossa língua floresce na Galiza  - Vários autores (p. 211)

Membros da AGLP - Vários autores (p. 245)

PUBLICAÇÕES

Atlas Histórico da Galiza - Ernesto Vázquez Souza (p. 273)

Militante, sonhador, rebelde, resignado [...]  - Maria Isabel Morán Cabanas (p. 281)

Oskar Nobiling re-editado e comentado  - Maria Isabel Morán Cabanas (p. 285)

O Padre António Vieira e as mulheres - Carlos Quiroga (p. 289)

Uma proposta cívica: autogestão da língua “própria” - António Gil Hernández (p. 295)

Crítica ao nacionalismo linguístico - António Gil Hernández (p. 305)

Um olhar sobre duas obras recentes [...] - Rui Lopo (p. 309)

Falando de Dicionários - Isaac Alonso Estraviz (p. 317)

Etno-Folk: Revista galega de etnomusicologia - Isabel Rei Sanmartim (p. 321)

Nova Águia - António Gil Hernández (p. 323)

Número de páginas: 336

Pode solicitar o Boletim da AGLP escrevendo para pro[@]academiagalega.org

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Boletim da AGLP Mon, 09 Nov 2009 01:00:00 +0100
Boletim da AGLP nº 3 - 2010 https://academiagalega.org/component/k2/1340-boletim-da-aglp-n-3-2010.html https://academiagalega.org/component/k2/1340-boletim-da-aglp-n-3-2010.html Capa do número 3 do Boletim da AGLP
Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa
Número 3 - 2010
Homenagem ao professor Evanildo Bechara
 

Diretor: António Gil Hernández

Subdiretor: José-Martinho Montero Santalha

Secretário: Ângelo Cristóvão

Editor: Joám Evans Pim

Conselho de Redação: Isaac Alonso Estraviz; Ângelo Cristóvão; Joám Evans Pim (editor); António Gil Hernández (diretor); Luís Gonçales Blasco; José-Martinho Montero Santalha; Isabel Rei Sanmatim; Rudesindo Soutelo; Concha Rousia.

Conselho Científico: Celso Álvarez Cáccamo (UdC); Carlos Assunção (UTAD); João M. Casteleiro (ACL); Evanildo Bechara (ABL); Maria Borges (Univ. Mackenzie); Paulo Borges (Univ. Lisboa); Anabela Brito (ULP); Regina Brito (Univ. Mackenzie); Luis Garcia (USC); Carlos Garrido (Uvigo); M.a do Carmo Henríquez (Uvigo); Álvaro Iriarte (Univ. Minho); Cristina de Mello (Univ. Coimbra); Cilha L. Módia (UdC); Isabel Moran (USC); José Paz (Uvigo); Carlos Reis (Univ. Aberta); Ricardo S. Reis (Univ. Veiga de Almeida); José L. Rodrígues (USC); Jurjo Torres (UdC); Álvaro Vidal (Univ. Nottingham); Xavier Vilhar (USC); Beatriz Weigert (Univ. Évora).

Conselho Assessor: Artur Alonso Novelhe; Silmara P. Annunciato; José Manuel Barbosa; Ângelo Brea Hernández; Margarida Castro; Henrique Correia; Chrys Chrystello; Marcos Crespo; Renato Epifânio; Carlos Durão Rodrigues; Vítor Lourenço Peres; Higino Martins Estevez; Anabela Mimoso; Mário Afonso Nozeda Ruitinha; Henrique Salles da Oliveira; Francisco Paradelo Rodríguez; Ramom Reimunde Norenha; Valentim Rodrigues Fagim; José R. Rodrigues Fernandez; Cathryn Teasley Severino; Joám Trilho; Fernando Vazques Corredoira; Xavier Vásquez Freire; Ernesto Vázquez; Crisanto Veiguela Martins.

Edita: Academia Galega da Língua Portuguesa. Rua Castelão nº 27. 15900 Padrão, Galiza

ISSN: 1888-8763

Depósito Legal: C 2345-08

Conteúdos:

ESTUDOS

O homem intelectual Evanildo Bechara - Marlit Bechara (p. 11)

Um discurso sobre o discurso de Evanildo Bechara - Neusa Oliveira Barbosa Bastos (p. 19)

Evanildo Bechara e suas contribuições ao estudo da gramática numa perspectiva docente - José Nogueira Jr. e Nancy Moreira (p. 37)

Entre o dever de ensinar e o direito de saber - Regina Brito e Vera Hanna (p. 49)

Nomes indígenas no português do Brasil - Maria Zélia Borges (p. 59)

Hibridismo linguístico em Mar paraguayo, de Wilson Bueno - Milton M. Azevedo (p. 77)

Tratamento de corpora informatizados por programas de análise linguística [...] - Zilda Maria Zapparoli (p. 87)

Um olhar sobre as relações de Guilherme de Almeida com a Galiza - Maria Isabel Morán Cabanas (p. 113)

O novo Acordo Ortográfico e os pomos da discórdia - João Malaca Casteleiro (p. 125)

Alguns advérbios enfáticos de lugar, modo e afirmação na Terra de Lemos - I. Alonso Estraviz e J. A. Meixueiro (p. 131)

Da literatura abscondita? ou apontamento liminar sobre Baralha de sonhos - Álvaro J. Vidal Bouzon (p. 139)

Alguns aspectos da pré-história da língua - José Manuel Barbosa (p. 151)

Galiza e a Península Ibérica na cartografia etno-linguística até 1945 - Joám Evans Pim (p. 165)

Sobre o conceito de prática genocida - Isabel Rei Sanmartim (p. 179)

Açorianidade contemporânea - Chrys Chrystello (p. 191)

Três textos e um só discurso, ou o peixe que morde a própria língua (e II) - Josep J. Conill (p. 203)

INSTITUIÇÃO

Relatório do Secretário  - Ângelo Cristóvão (p. 223)

Discurso do Presidente da AGLP na Sessão Interacadémica de Lisboa - José-Martinho Montero Santalha (p. 229)

Entrevistas I Seminário de Lexicologia - Vários autores (p. 233)

Crônicas de Lisboa, Bruxelas e Compostela - Concha Rousia (p. 251)

PUBLICAÇÕES

Homenagem: 80 anos de Evanildo Bechara - Isaac Alonso Estraviz (p. 263)

Entrelaços entre textos - José Luis Rodrigues (p. 269)

Coleta de cores - António Gil Hernández (p. 273)

Galiza: Língua e Sociedade - Álvaro Vidal Bouzón (p. 279)

Da Lusitanidade à Lusofonia - António Gil Hernández (p. 283)

Oxalá voltassem tempos idos! - António Luís Oliveira (p. 389)

As Tribos Calaicas - André Pena Granha (p. 293)

Do Ñ para o NH - Joseph Ghanime López (p. 299)

Presença de Jenaro Marinhas na AGAL e Actas do Congresso Jenaro Marinhas del Valle - César Munhiz (p. 303)

O espírito da letra - Félix Casal (p. 311)

Nova Águia (vol. 3 e 4) - José M. Barbosa (p. 317)

Número de páginas: 324

Pode solicitar o Boletim da AGLP escrevendo para pro[@]academiagalega.org

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Boletim da AGLP Thu, 01 Apr 2010 02:00:00 +0200
Boletim da AGLP nº 4 - 2011 https://academiagalega.org/component/k2/1341-boletim-da-aglp-n-4-2011.html https://academiagalega.org/component/k2/1341-boletim-da-aglp-n-4-2011.html Capa do número 4 do Boletim da AGLP
Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa
Número 4 - 2011
Homenagem ao professor Malaca Casteleiro
 

Diretor: António Gil Hernández

Subdiretor: José-Martinho Montero Santalha

Secretário: Ângelo Cristóvão

Edição: Iolanda Mato Creo e Joám Evans Pim

Conselho de Redação: Isaac Alonso Estraviz; Ângelo Cristóvão; Joám Evans Pim (editor); António Gil Hernández (diretor); Luís Gonçales Blasco; José-Martinho Montero Santalha; Isabel Rei Sanmatim; Rudesindo Soutelo; Concha Rousia.

Conselho Científico: Celso Álvarez Cáccamo (UdC); Carlos Assunção (UTAD); João Casteleiro (ACL); Evanildo Bechara (ABL); Zélia Borges (Mackenzie); Paulo Borges (U. Lisboa); Anabela Brito (ULP); Regina Brito (Mackenzie); Luis Garcia (USC); Carlos Garrido (Uvigo); Ma Henríquez (Uvigo); Álvaro Iriarte (U. Minho); Cristina de Mello (U. Coimbra); Cilha Módia (UdC); Isabel Moran (USC); José Paz (Uvigo); Carlos Reis (Aberta); Ricardo Reis (UVA); José Rodríguez (USC); Augusto S. da Silva (U.C. Pt); Jurjo Torres (UdC); Álvaro Vidal (U. Nottingham); Xavier Vilhar (USC); Beatriz Weigert (U. Évora).

Conselho Assessor: Artur Alonso Novelhe; José Manuel Barbosa; Ângelo Brea Hernández; Margarida Castro; Henrique Correia; Chrys Chrystello; Marcos Crespo; Renato Epifânio; Carlos Durão Rodrigues; Vítor Lourenço Peres; Higino Martins Estevez; Anabela Mimoso; Mário Afonso Nozeda Ruitinha; Henrique Salles da Oliveira; Francisco Paradelo Rodríguez; Ramom Reimunde Norenha; Valentim Rodrigues Fagim; José R. Rodrigues Fernandez; Cathryn Teasley Severino; Joám Trilho; Fernando Vazques Corredoira; Xavier Vásquez Freire; Ernesto Vázquez; Crisanto Veiguela Martins.

Edita: Academia Galega da Língua Portuguesa. Rua Castelão nº 27. 15900 Padrão, Galiza

ISSN: 1888-8763

Depósito Legal: C 2345-08

Conteúdos:

ESTUDOS

A defesa da língua ou a língua como defesa - Carlos Reis (p. 11)

O repto dos vocabulários ortográficos - Álvaro Iriarte Sanromán (p. 25)

Sinonímia, conceptualização e variação social - Augusto Soares da Silva (p. 35)

Dicionário Priberam da Língua Portuguesa - Helena Figueira, et al. (p. 55)

O Grande Dicionário da Língua Portuguesa - Ma Margarida Gomes Faria da Costa (p. 69)

A multiplicidade léxica de Moçambique - Claudia Bergami (p. 83)

O nome de lugar Vila-daelhe ou Vila-delhe - Crisanto Veiguela Martins (p. 91)

Os nossos nomes de família - José-Ma Monterroso Devesa (p. 99)

Do big-bang aos planetas extrassolares - Manuel Andrade Valinho (p. 111)

O marcador discursivo mas - Luís Magarinhos (p. 127)

Linguagem na obra do génio do samba paulistano - Maria Zélia Borges (p. 137)

As palavras de Robindronath Tagore  - José Paz Rodrigues (p. 147)

Apontamentos para uma galeguística  - António Gil Hernández (p. 167)

Revisitação d’Os Eidos - Manuel Castelão (p. 185)

Nos 15 anos da CPLP - Renato Epifânio (p. 201)

Identidade nacional e transnacional - Dina Maria Martins Ferreira (p. 211)

INSTITUIÇÃO

Memória do ano 2010  - Ângelo Cristóvão (p. 229)

Crónicas do Brasil - Concha Rousia e Isabel Rei (p. 235)

Unindo passado e futuro - Concha Rousia (p. 251)

II Seminário de Lexicologia - Ângelo Cristóvão (p. 255)

Portulano de recursos em linha - Ernesto Vázquez Souza (p. 263)

Galiza na América do Sul - Higino Martins Esteves (p. 265)

PUBLICAÇÕES

Cantares galegos - Maria Seoane Dovigo (p. 273)

Ayes de mi País - Joám Trilho (p. 277)

Traditional Marking Systems - Carlos Durão (p. 281)

O Mariscal - Isabel Rei Sanmartim (p. 285)

Português em contato - Álvaro J. Vidal Bouzon (p. 289)

O Sempre em Galiza para Portugal - Carlos C. Varela (p. 297)

Fernando Pessoa em concreto - Carlos Quiroga (p. 303)

Miscelânea de reflexões e estudos em torno da lingua - Maria Isabel Morán Cabanas (p. 307)

Número de páginas: 318

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Boletim da AGLP Thu, 06 Oct 2011 02:00:00 +0200
Boletim da AGLP nº 5 - 2012 https://academiagalega.org/component/k2/1342-boletim-da-aglp-n-5-2012.html https://academiagalega.org/component/k2/1342-boletim-da-aglp-n-5-2012.html Capa do número 5 do Boletim da AGLP
Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa
Número 5 - 2012
 

Diretor: António Gil Hernández

Subdiretor: José-Martinho Montero Santalha

Secretário: Ângelo Cristóvão

Edição: Iolanda Mato Creo

Conselho de Redação: Isaac Alonso Estraviz; Ângelo Cristóvão; Joám Evans Pim; António Gil Hernández (Diretor); Luís Gonçales Blasco; José-Martinho Montero Santalha; Rudesindo Soutelo; Concha Rousia.

Conselho Científico: Celso Álvarez Cáccamo (UdC); Carlos Assunção
(UTAD); J. Malaca Casteleiro (ACL); Evanildo Bechara (ABL); Zélia Borges (Mackenzie); Paulo Borges (FLUL); Anabela Brito (ULP); Regina Brito (Mackenzie); Luís G. Soto (USC); Carlos Garrido (UVigo); Ma Henríquez (UVigo); Álvaro Iriarte (UMinho); Cristina de Mello (UCoimbra); Cilha Módia (UdC); Isabel Morán (USC); José Paz (UVigo); Carlos Reis (UAb); Ricardo Reis (UVA); José L. Rodríguez (USC); Augusto S. da Silva (UCP Braga); Jurjo Torres (UdC); Álvaro Vidal (UNottingham); Xavier Vilhar (USC); Beatriz Weigert (UÉvora).

Conselho Assessor:  Artur Alonso Novelhe; José Manuel Barbosa; Ângelo Brea Hernández; Margarida Castro; Henrique Correia; Chrys Chrystello; Marcos Crespo; Renato Epifânio; Carlos Durão Rodrigues; Vítor Lourenço Peres; Higino Martins Estevez; Anabela Mimoso; Mário Afonso Nozeda Ruitinha; Henrique Salles da Fonseca; Francisco Paradelo Rodríguez; Ramom Reimunde Norenha; Valentim Rodrigues Fagim; José R. Rodrigues Fernandez; Cathryn Teasley Severino; Joám Trilho; Fernando Vazques Corredoira; Xavier Vásquez Freire; Ernesto Vasques; Crisanto Veiguela Martins.

Edita: Academia Galega da Língua Portuguesa. Rua Castelão nº 27. 15900 Padrão, Galiza

ISSN: 1888-8763

Depósito Legal: C 2345-08

Conteúdos:

ESTUDOS

A Reforma Ortográfica de 1911 - Anabela Mimoso (p. 11)

Morrinha-Saudade - Luís G. Soto (p. 23)

Pertinência filosófica do tema da saudade - Maria Celeste Natário (p. 33)

Psicopolítica e emancipação intercultural: A questão Galiza, Brasil e Lusofonia - Evandro Vieira Ouriques (p. 43)

O velho Briugú - André Pena Granha (p. 69)

Das cristandades crioulas lusófonas do oriente à literatura açoriana contemporânea - Chrys Chrystello (p. 83)

A mudança de paradigma e a recuperação da memória histórica na Galiza - José Manuel Barbosa (p. 99)

Interpretação de Manuel António em chave marítima - Ramom Reimunde (p. 117)

Carlos Drummond de Andrade - Beatriz Weigert (p. 133)

Canto IV de Os Lusíadas e Mensagem - Elisa Guimarães (p. 147)

Entre filosofia e literatura - Maria Luísa Malato Borralho (p. 159)

Aprendizagens pós-coloniais em tempos neocoloniais  - Cathryn Teasley (p. 171)

INSTITUIÇÃO

Atividades da AGLP no ano 201  - Ângelo Cristóvão (p. 187)

A lição brasileira - Xavier Vásquez Freire (p. 189)

A Galiza nos encontros do Instituto Internacional da Língua Portuguesa - Concha Rousia (p. 195)

80.º aniversário do Vocabulario castellano-gallego das Irmandades da Fala  - António Gil Hernández (p. 199)

Necrológica: Prof. Amadeu Torres  - António Gil Hernández (p. 209)

PUBLICAÇÕES

Cem números da Revista Agália, 25 anos de presença no mercado - Joel R. Gômez (p. 215)

Novoneyra. Celso Emilio  - César Morán (p. 221)

Léxico Galego:  Degradaçom e Regeneraçom  - Carlos Durão (p. 227)

Dois lados de um rio: nacionalismo e etnografias na Galiza e em Portugal  - Roi Vales da Oliveira (p. 231)

Revista “Nova Águia”. Número 5  - José Manuel Barbosa (p. 237)

Revista “Nova Águia”. Números 6 e 8  - Maria Seoane Dovigo (p. 243)

Revista “Nova Águia”. Número 7  - José Manuel Barbosa (p. 249)

Prof. Dino Preti, sociolinguista: duas obras  - Roi Vales da Oliveira (p. 253)

Número de páginas: 260

Pode solicitar o Boletim da AGLP escrevendo para pro[@]academiagalega.org

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Boletim da AGLP Tue, 27 Nov 2012 01:00:00 +0100
Boletim da AGLP nº 6 - 2013 https://academiagalega.org/component/k2/1343-boletim-da-aglp-n-6-2013.html https://academiagalega.org/component/k2/1343-boletim-da-aglp-n-6-2013.html
Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa
Número 6 - 2013
 

Diretor: António Gil Hernández

Subdiretor: José-Martinho Montero Santalha

Secretário: Ângelo Cristóvão

Edição: Iolanda Mato Creo

Conselho de Redação: Isaac Alonso Estraviz; Ângelo Cristóvão; Joám Evans Pim; António Gil Hernández (Diretor); Luís Gonçales Blasco; José-Martinho Montero Santalha; Rudesindo Soutelo; Concha Rousia.

Conselho Científico: Celso Álvarez Cáccamo (UdC); Carlos Assunção
(UTAD); J. Malaca Casteleiro (ACL); Evanildo Bechara (ABL); Zélia Borges (Mackenzie); Paulo Borges (FLUL); Anabela Brito (ULP); Regina Brito (Mackenzie); Luís G. Soto (USC); Carlos Garrido (UVigo); Ma Henríquez (UVigo); Álvaro Iriarte (UMinho); Cristina de Mello (UCoimbra); Cilha Módia (UdC); Isabel Morán (USC); José Paz (UVigo); Carlos Reis (UAb); Ricardo Reis (UVA); José L. Rodríguez (USC); Augusto S. da Silva (UCP Braga); Jurjo Torres (UdC); Álvaro Vidal (UNottingham); Xavier Vilhar (USC); Beatriz Weigert (UÉvora).

Conselho Assessor:  Artur Alonso Novelhe; José Manuel Barbosa; Ângelo Brea Hernández; Margarida Castro; Henrique Correia; Chrys Chrystello; Marcos Crespo; Renato Epifânio; Carlos Durão Rodrigues; Vítor Lourenço Peres; Higino Martins Estevez; Anabela Mimoso; Mário Afonso Nozeda Ruitinha; Henrique Salles da Fonseca; Francisco Paradelo Rodríguez; Ramom Reimunde Norenha; Valentim Rodrigues Fagim; José R. Rodrigues Fernandez; Cathryn Teasley Severino; Joám Trilho; Fernando Vazques Corredoira; Xavier Vásquez Freire; Ernesto Vasques; Crisanto Veiguela Martins.

Edita: Academia Galega da Língua Portuguesa. Rua Castelão nº 27. 15900 Padrão, Galiza

ISSN: 1888-8763

Depósito Legal: C 2345-08

Conteúdos:

ESTUDOS

O castelhano como blocador da normalidade do português na Galiza – Alexandre Banhos (p. 11)

Apresentação da Obra Seleta de Johán Vicente Viqueira – José António Lozano (p. 27)

Apontamentos gramaticais sobre o português galego – Carlos Durão (p. 39)

Vida e obra de Emílio Ferreiro Míguez – Luís Gonçales Blasco (p. 49)

Aos 150 anos dos Cantares Galegos de Rosália [de] Castro de Murguia – António Gil Hernández (p. 59)

Arredor do vocabulário do calçado – Higino Martins (p. 77)

Resistindo a ser apagado – Otto Leopoldo Winck (p. 87)

Presença do galego-português na língua de Bengala – José Paz Rodrigues (p. 105)

Auto-reflexão, valor e fato – Evandro Vieira Ouriques (p. 117)

Vigência e atualidade de Leiras Pulpeiro – Ramom Reimunde Norenha (p. 127)

INSTITUIÇÃO

Atividades da AGLP no ano 2012 – Ângelo Cristóvão (p. 147)

Encontro A importância da Lusofonia – Maria Seoane Dovigo (p. 149)

Valentim Paz-Andrade, pioneiro do reintegracionismo e do Acordo Ortográfico – Carlos Durão (p. 153)

Memória de atividades da Pró-AGLP no ano 2012 – Junta Diretiva da Pró AGLP (p. 159)

Galiza nas comemorações dos dez anos da independência de Timor-Leste – Maria Seoane Dovigo (p. 163)

Iniciativa Legislativa Popular Valentim Paz-Andrade – Joám Evans Pim e Iolanda Mato (p. 165)

PUBLICAÇÕES

Guerra de grafias e conflito de elites na Galiza contemporânea (textos e contextos até 2000) – Álvaro Vidal Bouzón (p. 219)

A via lusófona, Um novo horizonte para Portugal – Maria Seoane Dovigo (p. 227)

A política e a organizaçom exterior da UPG (1964-1986) – Carlos Durão (p. 231)

Entre Calimero i Superman, Una política ligüística per al català – Roi Vales da Oliveira (p. 235)

Nântia e a cabrita d'ouro – Ernesto Vasques Souza (p. 241)

Revista “Nova Águia”, Números 9 e 10 – Maria Seoane Dovigo (p. 249)

O labirinto da saudade – Roi Vales da Oliveira (p. 255)

Número de páginas: 260

Pode solicitar o Boletim da AGLP escrevendo para pro[@]academiagalega.org

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Boletim da AGLP Fri, 15 Aug 2014 02:00:00 +0200
Volume 7 do Boletim da Academia https://academiagalega.org/component/k2/1824-volume-7-do-boletim-da-academia.html https://academiagalega.org/component/k2/1824-volume-7-do-boletim-da-academia.html

 

O Boletim, iniciou a sua andadura em 2008,
sendo o seu diretor o académico António Gil Hernández

Academia Galega da Língua Portuguesa publica volume 7 do Boletim. Neste número, correspondente ao ano 2014, incluem-se estudos de José-Maria Monterroso Devesa, Celeste Natário, Josep J. Conill, Maria Isabel Morán Cabanas, José Manuel Barbosa, Joaquim Campo Freire, Maria J. Castelo e Maria S. Dovigo, Miguel R. Penas, Chrys Chrystello e Renato Epifânio. Figuram também as habituais secções de Instituição e Publicações.

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Boletim da AGLP Tue, 30 Dec 2014 01:00:00 +0100
Volumes 8 e 9 do Boletim da Academia https://academiagalega.org/component/k2/1897-volumes-8-e-9-do-boletim-da-academia.html https://academiagalega.org/component/k2/1897-volumes-8-e-9-do-boletim-da-academia.html Academia Galega da Língua Portuguesa publica volumes 8 e 9 do Boletim. Nestes dous números, correspondentes aos anos 2015 e 2016, incluem-se estudos de Renato Epifânio, Afonso Xavier Canosa Rodrigues, Carla P. de Oliveira e Susana Mântua, Pablo González Mariñas, Rolf Kemmler, Joaquim Campo Freire, Luís G. Soto, Raul Rios Rodríguez, Evandro Vieira Ouriques, Carlos Durão e António Gil, David Vila, Higino Martins, Alexandre Banhos Campo, Álvaro J. Vidal Bouzon e José Manuel Barbosa.  Figuram também as habituais secções de Instituição e Publicações.

 

Ligações para descarga, abaixo.

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Boletim da AGLP Sun, 14 Apr 2019 15:31:50 +0200
Volume 1: "Cantares Galegos" de Rosalia de Castro https://academiagalega.org/component/k2/1344-volume-1-cantares-galegos-de-rosalia-de-castro.html https://academiagalega.org/component/k2/1344-volume-1-cantares-galegos-de-rosalia-de-castro.html

Rosália de Castro: Cantares Galegos

Cantares Galegos
Rosália de Castro

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Coleção "Clássicos da Galiza": Volume 1

Versão dirigida por: Higino Martins Esteves

Promove: Academia Galega da Língua Portuguesa. Rua Castelão, nº 27 - 15900 Padrão, Galiza

Edição: Edições da Galiza, 2009

ISBN: 978-84-936218-4-1

Depósito Legal: SE-2914-2010

Índice:

À maneira de apresentação (p. 7, 8)

A propósito desta edição dos Cantares Galegos (p. 9)

Nota biográfica (p. 11, 12)

Cantares Galegos

A Fernán Caballero (p. 1)

Cantares Galegos por Rosalia Castro (p. 3 a 6)

Poemas (p. 7)

Poemas acrescentados na segunda edição (p. 147)

Poemas acrescentados na terceira edição (p. 160)

Notas (p. 13)

Glossário (p. 73)

Breve resenha:

Se alguma vez um livro foi capaz de mudar a trajetória da escrita, da língua e por tanto da imagem que uma nação tem de ela própria e oferece ao mundo é esta obra-prima da nossa enorme Rosália de Castro.

Foi alvorada que abalou em saudades o duro coração dos galegos e rompeu para sempre a tradição de seqüestro noutra língua. Exemplo de tão alegre e melâncolico ritmo demonstrou possível uma literatura galega, radical e moderna, na língua que empregava a gente para cantar e viver, na única em que podiam ser exprimidas todas as subtilezas do ser, toda a complexa, longa e assanhadamente apagada História nacional.

Os Cantares Galegos, nas asas românticas dos lieder, na polêmica céltica dos Barzaz Breiz, em diálogo com as Espanhas de Antonio Trueba, são testemunho e reivindicação da essência poética e musical galega, síntese intensa de leituras, melodias, ares, ditos, ambiente e conversas sobre folclore e nação.

Escritos quando agoniza a I Restauração bourbónica espanhola (1863), num momento em que a Galiza liberal luta pola modernidade, celebrados como bandeira antes da chegada da II Restauração canovista nas Espanhas, são, coincidindo com os sonhos vitais da autora, desafio e desabafo, presente e jogo poético de amor; símbolo e mensagem de uma entusiasta moça dotada de raro talento artístico e tremenda potência intelectual.

Se há um programa é este: o da reivindicação dessa língua familiar e cultura herdada em farrapos, aprendida sem mais escola que a das aldeias e sem gramática de nenhuma classe, que aspira por próprio esforço e constância, em construção permanente desde aquela, a levar o nome de Galiza ao lugar onde lhe corresponde entre as nações da Terra.

Cuidai, que começa...

Ano de lançamento: 2010

Número de páginas: 248

Pode solicitar o Cantares Galegos escrevendo para pro[@]academiagalega.org ou comprando na loja Imperdível

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Clássicos da Galiza Thu, 24 Jun 2010 02:00:00 +0200
Volume 2: "Queixumes dos Pinhos e Outros Poemas" de Eduardo Pondal https://academiagalega.org/component/k2/1345-volume-2-queixumes-dos-pinhos-e-outros-poemas-de-eduardo-pondal.html https://academiagalega.org/component/k2/1345-volume-2-queixumes-dos-pinhos-e-outros-poemas-de-eduardo-pondal.html

Eduardo Pondal: Queixumes dos Pinhos e Outros Poemas

Queixume dos Pinhos e Outros Poemas
Eduardo Pondal

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Coleção "Clássicos da Galiza": Volume 2

Promove: Academia Galega da Língua Portuguesa. Rua Castelão, nº 27 - 15900 Padrão, Galiza

Coordenação editorial: Heitor Rodal Lopes (Edições da Galiza) e Ernesto Vasques Souza (AGLP)

Adaptação e revisão textual: Ângelo Brea, Fernando V. Corredoira e Carlos Durão

Edição: Edições da Galiza, 2011

ISBN: 978-84-936481-3-8

Depósito Legal: SE-7174-2011

Breve resenha:

Na presente edição, segundo volume da Coleção Clássicos da Galiza da AGLP- Edições da Galiza, o especialista e também poeta Ângelo Brea, destaca, explica e anota facetas e contextos, com que dar a conhecer ao público lusófono um poeta Eduardo Pondal (1835-1917) e uma poesia de características excepcionais.

Cantigas, hinos, poemas... Queixumes, com que a voz e figura Tyrteana do Bardo do Anlhões convoca a mocidade galega para ocupar posto nas primeiras filas da apertada falange que se bate ainda nas Termópilas da língua.

Poesia total, feita ao longo da vida inteira e concebida para ser recitada direita no coração; obra orgânica que se aquilata e retifica em continuada construção e compromisso manifesto com a causa nacional entre 1856 e 1917. Voz intensa e simbólica, modelo de língua e reivindicação do sentido da história da Galiza, que impugna a falsificação da história de Espanha, que mergulha no profundo do ser galego, na paisagem nativa, na toponímia, na natureza selvagem e nas pedras para coletivizar ossiánica o indômito mundo brigantino natal. Mito-cosmos que condensa o Atlantismo galaico como destino de ponte e guia do ibérico, do céltico e do lusófono.

Paixão e pátria, sonho das profecias artúricas das idades, saudade histórica das glórias passadas e das presentes arelas de liberdade conformam os poemas de uma das primeiras e mais importantes figuras daquela geração de precursores que entenderam como programa a restauração da Língua. Popular sendo apenas um moço, cingido da glória revolucionária de Conjo, respeitado até pelos inimigos da língua galega pela sua elegância e potência poética, glória nacional nas horas da maturidade, letrista de um dos mais belos hinos e finalmente mito após o seu passamento.

Forja de uma língua nacional e consciência de fazer dela desde o tosco ferro herdado o ouro restaurador, eis a obra de um dos poetas de maior e mais profunda pegada na literatura do seu país.

Atende viandante: certamente, este era grande cousa. 

Ano de lançamento: 2011

Número de páginas: 306

Pode conseguir o Queixumes dos Pinhos e Outros Poemas escrevendo para pro[@]academiagalega.org ou comprando diretamente na loja Imperdível

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Clássicos da Galiza Thu, 03 Nov 2011 00:58:51 +0100
Volume 3: "Cantos Lusófonos: Cancioneiro Popular" https://academiagalega.org/component/k2/1346-volume-3-cantos-lusofonos-cancioneiro-popular.html https://academiagalega.org/component/k2/1346-volume-3-cantos-lusofonos-cancioneiro-popular.html

Cantos Lusófonos: Cancioneiro Popular

Cantos Lusófonos: Cancioneiro Popular

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Coleção "Clássicos da Galiza": Volume 3

Desenhos: Maria Manuela Diaz Orjales

Coordenação editorial: Heitor Rodal Lopes (Edições da Galiza) e Ernesto Vasques Souza (AGLP)

Adaptação e revisão textual: José Luís do Pico Orjais

Correção textual: Carlos Durão e Fernando Vásquez Corredoira

Promove: Academia Galega da Língua Portuguesa. Rua Castelão, nº 27 - 15900 Padrão, Galiza

Edição: Edições da Galiza, 2011

ISBN: 978-84-936481-4-5

Depósito Legal: SE-7169-2011

Breve resenha:

Com este Cantos lusófonos. Cancioneiro Popular, José Luis do Pico Orjais, apresenta-nos, fruto da sua pesquisa no âmbito da historiografia musical e do seu gosto, setenta peças tiradas de cancioneiros galegos, portugueses e brasileiros.

Com duas breves e intensas apresentações de Uxía Senlle e Ugia Pedreira vão cá aquelas letras, lidas uma e outra vez dos principais cancioneiros, postas em papel por Casto Sampedro, Lopes-Graça ou Veríssimo de Melo, escutadas e interpretadas até criarem na memória musical do editor um bom stock de canções tradicionais que agora se oferecem ao público, acompanhadas de partitura e em formato popular para serem tocadas e cantadas.

Trabalho necessário e urgente, com vocação de esperançadora mensagem. Espelho e esponja viva que larga a música tradicional galega na corrente lusófona infinita, para compreendermos e desfrutarmos a perspectiva total de que somos parte. Convidando à festa, à participar da música e do canto, agrupam-se as melodias por blocos, não com critérios taxonômicos, senão mais bem colocando o repertório tal e como o editor na sua experiência gostaria de tocá-lo jeitoso.

Cumpre com este volume a AGLP o desejo de ver editado, em conjunto lusófono e para público lusófono, parte destacada do acervo da nossa cantiga popular. Obrinha muito útil, seguindo as linhas populares das Edições da Galiza, que a paixão de um mestre, a experiência de um intérprete e a erudição de um historiador da cultura galega convertem não apenas num repertório divulgativo quanto numa ferramenta de comunicação destinada a recuperar o canto nos espaços populares, educativos, associativos, festeiros.

Vou já cantar as cantigas, para que fui convidado.

Ano de lançamento: 2011

Número de páginas: 209

Pode conseguir o Cantos Lusófonos: Cancioneiro Popular escrevendo para pro[@]academiagalega.org ou comprando diretamente na loja Imperdível

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Clássicos da Galiza Thu, 03 Nov 2011 01:07:19 +0100
Volume 4: "Folhas Novas" de Rosalia de Castro https://academiagalega.org/component/k2/1347-volume-4-folhas-novas-de-rosalia-de-castro.html https://academiagalega.org/component/k2/1347-volume-4-folhas-novas-de-rosalia-de-castro.html

Rosália de Castro: Folhas Novas

Folhas Novas
Rosália de Castro

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Coleção "Clássicos da Galiza": Volume 4

Promove: Academia Galega da Língua Portuguesa. Rua Castelão, nº 27 - 15900 Padrão, Galiza

Edição: Edições da Galiza

Prólogo:

Editar os textos galegos de Rosalia de um jeito linguisticamente digno é condição prévia a qualquer pretensão de normalidade na cultura galega. Ela, a única figura universal da letras modernas galegas, ao publicar os Cantares Galegos, abrigava o propósito de fazer acordar as energias do povo desta terra.

Editados os Cantares segundo o Acordo Ortográfico do ano '90, fica o repto decerto maior de fazê-lo com as Folhas Novas. É um livro mais difícil por várias razões: o tom escuro, o heterogéneo dos assuntos, mas sobretudo por estar mais distante da lira popular e das suas andadeiras linguísticas, que dão a segurança de sintagmas tradicionais para paliar as eivas que os séculos inseriram no idioma.

Nos Cantares pouco custou emendar as escassas fendas que a mesma Rosalia percebia na sua fala local. Quase tudo foi uma questão de léxico. Mas ao se pôr a fazer poesia na língua do país, nas Folhas, sem ajuda da tradição lírica popular, viu-se obrigada a recorrer à técnica versificatória aprendida na escola castelhana, na que polira a língua familiar, a castelhana da Galiza, em que os setores dos bons recursos económicos viviam a mor parte da sua vida. Para dizê-lo mais breve, a língua das Folhas foi interferida pela ortoépia castelhana. A língua sofre sinéreses impossíveis em casos em que o português pede hiatos.

Os escrúpulos nesta ocasião foram maiores, mas o caso não admite delongas. Lembro o horror de professores de outras gerações ao insinuar a possibilidade de normalizar um texto sagrado, sentida como nefanda transgressão. Ora, se alguém quiser qualificar tal atividade como tradução, terá a liberdade de fazê-lo, e nós já temos a de tentá-lo com toda a alegria e também com o mais lídimo e verdadeiro dos amores a Rosalia.

(Higino Martins)

Ano de lançamento: 2012

Pode solicitar o Folhas Novas escrevendo para pro[@]academiagalega.org ou comprando diretamente na loja Imperdível

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Clássicos da Galiza Mon, 26 Nov 2012 19:41:29 +0100
Volume 5: "Proel e o Galo" de Luís G. Amado Carvalho https://academiagalega.org/component/k2/1348-volume-5-proel-e-o-galo-de-luis-g-amado-carvalho.html https://academiagalega.org/component/k2/1348-volume-5-proel-e-o-galo-de-luis-g-amado-carvalho.html

Luís G. Amado Carvalho: Proel e o Galego

Proel e o Galo e poesia e prosa galega completa
Luís G. Amado Carvalho

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Coleção "Clássicos da Galiza": Volume 5

Promove: Academia Galega da Língua Portuguesa. Rua Castelão, nº 27 - 15900 Padrão, Galiza

Edição: Edições da Galiza

Breve resenha:

A poesia de Amado Carvalho (Ponte Vedra 1901-1927) apresenta um tom original, que, pelo seu enlevo alcançou imediatamente grande êxito popular e teve numerosos seguidores na Literatura galega ao longo da primeira metade do século XX.

É, antes de mais, uma poesia paisagística: descreve a paisagem galega. Mas com tons de clara originalidade: a característica mais visível da poesia de Amado Carvalho consiste na abundância de imagens de natureza prosopopeica; isto é: a natureza inanimada (nomeadamente a paisagem rural galega) é apresentada sob fictio personae, com traços humanos: as coisas e, em menor medida, os animais domésticos são apresentados como se fossem seres humanos, que agem e se relacionam entre si como o podem fazer as pessoas. A paisagem aldeã fica, pois, humanizada poeticamente.

Na verdade, esse género de metáforas está presente, talvez desde sempre, em muitos poetas; o que infunde um caráter especial à poesia de Amado Carvalho é o papel que na estruturação dos seus poemas assume esse imaginismo prosopopeico.

Também se deve ressaltar a preferência de Amado Carvalho pelas imagens de natureza pictórica: os seus poemas são como um quadro, de inspiração ingénua, como de um pintor primitivo ou naif, onde prevalecem as cores vivas e chamativas, conforme o gosto popular.

Tem-se denominado de diversos modos esta poesia metaforicamente descritiva: “neorromânica” (pelo seu carácter de primitivismo popular), “imaginista” (pelo papel desenvolvido pelas metáforas na estruturação dos poemas), “hilozoísta” (por ser uma animação [-zoísta) da natureza material [hilo-]). O êxito popular da poesia de Amado Carvalho viu-se propiciado também pela sua singeleza formal. São poemas de compreensão fácil e de leitura agradável mesmo para gente pouco habituada ao uso literário. E é que, como acontecia com as cantigas de amigo trovadorescas, no aspeto formal a poesia de Amado apresenta uma singeleza de estranho encanto. Emprega versos curtos, de forma literária simples, geralmente com rima assonante, com estrutura similar à das cantigas populares tradicionais. Também no terreno linguístico predomina a singeleza: nomeadamente a estrutura sintática é clara e transparente, sem complicações.

Ano de lançamento: 2012

Pode solicitar o Proel e o Galo escrevendo para pro[@]academiagalega.org ou comprando diretamente na loja Imperdível

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Clássicos da Galiza Mon, 26 Nov 2012 19:50:44 +0100
Volume 6: "Johán Vicente Viqueira: Obra Seleta" https://academiagalega.org/component/k2/1349-volume-6-johan-vicente-viqueira-obra-seleta.html https://academiagalega.org/component/k2/1349-volume-6-johan-vicente-viqueira-obra-seleta.html

Johán Vicente Viqueira: Obra Seleta

Obra Seleta
Johán Vicente Viqueira

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Coleção "Clássicos da Galiza": Volume 6

Coordenação editorial: António Gil Hernández (AGLP)

Adaptação e revisão textual: Ângelo Brea, Carlos Durão e Fernando Vásquez Corredoira

Promove: Academia Galega da Língua Portuguesa. Rua Castelão, nº 27 - 15900 Padrão, Galiza

Edição: Edições da Galiza

Breve resenha:

Johán Vicente Viqueira: Obra Seleta constitui o volume 6 da Coleção Clássicos da Galiza, obra ao cuidado do académico António Gil Hernández. Adaptada ao Acordo Ortográfico, inclui um texto de Jenaro Marinhas del Valle "À maneira de apresentação", uma nova introdução do editor, breve apresentação da vida e obra de Viqueira e dous apêndices. O primeiro destes resgata um "Cantar do Berço" e "Soneto I" com partituras do professor César Morán Fraga. Outras partituras inseridas nos textos de Viqueira obedecem à colaboração da académica Isabel Rei Sanmartim.

Esclarece o autor, na introdução, que acrescentou a esta edição textos de Viqueira publicados em castelhano crunhesa na revista Alfar sobre temas musicais, filosóficos e literários. A publicação contou também com a colaboração dos professores e académicos Ângelo Brea Hernández, Fernando Vasques Corredoira e Carlos Durão. O volume 6 desta coleção constitui uma reedição levemente acrescentada do livro Obra Selecta: Ensaios e Poesias, do mesmo autor, editado no ano 1998 na coleção Cadernos do Povo - Revista Internacional da Lusofonia, das Irmandades da Fala da Galiza e Portugal, em Braga. Cabe destacar que nessa altura foi fundamental o apoio de D. Jenaro Marinhas del Valle.

Mais info sobre a obra e o autor aqui.

Ano de lançamento: 2012

Pode solicitar o Obra Seleta escrevendo para pro[@]academiagalega.org ou comprando diretamente na loja Imperdível

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Clássicos da Galiza Wed, 02 Jan 2013 10:42:06 +0100
Volume 7: "Manuel Leiras Pulpeiro: Poesias Completas" https://academiagalega.org/component/k2/1350-volume-7-manuel-leiras-pulpeiro-poesias-completas.html https://academiagalega.org/component/k2/1350-volume-7-manuel-leiras-pulpeiro-poesias-completas.html

Manuel Leiras Pulpeira: Poesias Completas

Poesias Completas
Manuel Leiras Pulpeiro

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Coleção "Clássicos da Galiza": Volume 7

Coordenação editorial: Ramom Reimunde Norenha (AGLP)

Adaptação e revisão textual: Ângelo Brea, Carlos Durão e Fernando Vásquez Corredoira

Promove: Academia Galega da Língua Portuguesa. Rua Castelão, nº 27 - 15900 Padrão, Galiza

Edição: Edições da Galiza

Breve resenha:

Com prólogo de Bernardo Penabade, o livro inclui o conjunto da produção poética do autor com adaptação ao Acordo Ortográfico de 1990. Vem acompanhado de numerosas notas de rodapé e um glossário para a melhor compreensão do léxico mindoniense utilizado por Leiras Pulpeiro, bem como a bibliografia completa.

Ano de lançamento: 2012

Número de páginas: 287.

Pode solicitar o Poesias Completas escrevendo para pro[@]academiagalega.org ou comprando diretamente na loja Imperdível

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Clássicos da Galiza Wed, 02 Jan 2013 10:58:48 +0100
Comissão de Gramática https://academiagalega.org/comissoes-da-aglp/1487-comissao-de-gramatica.html https://academiagalega.org/comissoes-da-aglp/1487-comissao-de-gramatica.html O Pleno da AGLP, reunido em Santiago de Compostela em 8 janeiro de 2011, decidiu a criação da Comissão de Gramática. Em 18 de junho de 2011, reunido o plenário do Patronato da Fundação AGLP, foi aceite como membro da Comissão o académico Ernesto Vasques Souza, ficando integrada a Comissão pelas seguintes pessoas:

Académicos:
  • Carlos Durão Rodrigues (coordenador)
  • Celso Álvarez Cáccamo
  • Higino Martins Estêvez
  • Fernando Vásquez Corredoira
  • Ernesto Vasques Souza
  • Isabel Rei Sanmartim (Comissão Executiva)
 
Colaboradores da Pró AGLP:
  • Maria Dovigo
  • Marcos Celeiro
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Comissões da AGLP Sun, 09 Jan 2011 01:00:00 +0100
Comissão de Lexicologia e Lexicografia https://academiagalega.org/comissoes-da-aglp/1489-comissao-de-lexicologia-e-lexicografia.html https://academiagalega.org/comissoes-da-aglp/1489-comissao-de-lexicologia-e-lexicografia.html  O plenário da AGLP de passado sábado, 29 de dezembro de 2012, elegeu novo coordenador da Comissão de Lexicologia e Lexicografia, ficando integrada pelos seguintes académicos:

  • Carlos Durão Rodrigues (coordenador)
  • Isaac Alonso Estraviz
  • Ângelo Brea Hernández
  • António Gil Hernández
  • Luís Gonçales Blasco "Foz"
  • Álvaro Iriarte Sanromán
  • Higino Martins Esteves
  • José-Martinho Montero Santalha
  • Fernando Vásquez Corredoira

Histórico da Comissão:

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Comissões da AGLP Tue, 01 Jan 2013 23:57:34 +0100
Comissão de Planeamento e Informática https://academiagalega.org/comissoes-da-aglp/1486-comissao-de-planeamento-e-informatica.html https://academiagalega.org/comissoes-da-aglp/1486-comissao-de-planeamento-e-informatica.html  O plenário da AGLP de sábado, 30 de dezembro de 2008, decidiu criar a Comissão de Planeamento e Informática. Em 18 de junho de 2011, reunido o plenário do Patronato da Fundação AGLP, foram aceites como novos membros os académicos Celso Álvarez Cáccamo, Ernesto Vasques Souza e Joám Evans Pim, bem como Maria Xosé Castelo como colaboradora da Associação Pró Academia; ficando integrada a Comissão pelas seguintes pessoas:

Académicas/os:
  • Vítor Manuel Lourenço Peres (coordenador)
  • Valentim Rodrigues Fagim
  • Isabel Rei Sanmartim
  • Francisco Paradelo Rodrigues
  • Ângelo Cristóvão Angueira
  • Celso Álvarez Cáccamo
  • Ernesto Vasques Souza
  • Joám Evans Pim
  • Mário Afonso Nozeda Ruitinha
 
Colaboradora da Pró AGLP:
  • Maria José Castelo
Histórico da Comissão:
  • O académico Rudesindo Soutelo fez parte da Comissão entre 30 de dezembro de 2008 e 18 de junho de 2011.
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Comissões da AGLP Sun, 04 Jan 2009 01:00:00 +0100
Comissão de Relações Internacionais https://academiagalega.org/comissoes-da-aglp/1485-comissao-de-relacoes-internacionais.html https://academiagalega.org/comissoes-da-aglp/1485-comissao-de-relacoes-internacionais.html O Pleno da AGLP, reunido em Santiago de Compostela no passado dia 26 de junho de 2010, decidiu a criação da Comissão de Relações Internacionais. A CRI está integrada pelos responsáveis das Delegações da Academia no Exterior e outros académicos:

  • Joám Evans Pim (coordenador)
  • Carlos Durão Rodrigues (delegado no Reino Unido)
  • Higino Martins Esteves (delegado na República Argentina)
  • Artur Alonso Novelhe
  • José Manuel Barbosa Álvares
  • Ângelo Cristóvão Angueira
  • Álvaro Jaime Vidal Bouzon
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Comissões da AGLP Wed, 07 Jul 2010 02:00:00 +0200
Comissão Executiva https://academiagalega.org/comissoes-da-aglp/1488-comissao-executiva.html https://academiagalega.org/comissoes-da-aglp/1488-comissao-executiva.html Em sessão da Academia Galega da Língua Portuguesa, realizada o passado sábado dia 25 de junho de 2016, o pleno elegeu a sua nova Comissão Executiva com os seguintes cargos:

 

Presidente: Rudesindo Soutelo

Vice-Presidente: Ângelo Cristóvão

Secretário: Joám Evans Pim

Vice-Secretário: Joám Trilho

Tesoureiro: Ângelo José Brea Hernández

Arquiveira-Bibliotecária: Concha Rousia

Acordara-se também que nessa Comissão Executiva se integrassem em qualidade de vogais os atuais Coordenadores das diversas Comissões de Trabalho:

António Gil Hernández, pela Comissão de Lexicologia e Lexicografia

Valentim Rodrigues Fagim, pela Comissão de Planeamento e Informática

Joám Evans Pim, pela Comissão de Relações Internacionais

Carlos Durão Rodrigues, pela Comissão de Gramática

 

Histórico da Comissão:

 

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Comissões da AGLP Thu, 05 Jul 2012 08:00:00 +0200
Comissão Promotora da Academia Galega da Língua Portuguesa organiza conferências https://academiagalega.org/academia/eventos/1446-comissao-promotora-da-academia-galega-da-lingua-portuguesa-organiza-conferencias.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1446-comissao-promotora-da-academia-galega-da-lingua-portuguesa-organiza-conferencias.html
João Malaca e Evanildo Bechara
Dia 8 de Outubro estarão em Compostela
os Professores Malaca Casteleiro e Evanildo Bechara

Angelo Cristóvão - A Comissão Promotora da Academia Galega da Língua Portuguesa organiza conferências em Santiago de Compostela, em que intervirão os professores Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras, e Malaca Casteleiro, da Academia das Ciências de Lisboa. Com a apresentação dos catedráticos galegos Martinho Montero Santalha, José Luís Rodrigues e Maria do Carmo Henriques, terão lugar a segunda-feira 8 de Outubro, na Faculdade de Filologia, polas 12 horas.

Prof. Evanildo Bechara

Bechara falará sobre "A Língua Portuguesa na visão dos fundadores da ABL: unidade e diversidade". Dentre suas teses universitárias contam-se títulos da maior relevância, como As fases históricas da Língua Portuguesa: Tentativa de proposta de Nova Periodização (1985).

Autor de duas dezenas de livros, entre os quais a Moderna gramática da Língua Portuguesa, amplamente utilizada em escolas e meios académicos, é director da equipe de estudantes de Letras da PUC-RJ que, em 1972, levantou o corpus lexical do Vocabulário ortográfico da Língua Portuguesa, sob a direção geral de Antônio Houaiss.

Prof. Malaca Casteleiro

A conferência de Casteleiro leva por título "Contribuição do Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa e do Dicionário Houaiss para a unidade, na diversidade, da Língua Portuguesa". O Professor Malaca Casteleiro é ou foi responsável por Projectos de Investigação de grande importância, de entre os quais se salientam o de Português Fundamental; Estruturas Lexo-Gramaticais do Português Contemporâneo e o Dicionário electrónico do Português Contemporâneo.

Ainda no âmbito dos projectos de maior impacto e das publicações que lhe estão associadas deve recordar-se a obra que, ansiosamente aguardada, foi publicada em 2000: o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, conhecido como o "Dicionário da Academia", e ainda o "Dicionário Escolar da Língua Portuguesa".

Encruzilhada na Galiza e acordo ortográfico

Segundo os organizadores - de que o professor Martinho Montero é porta-voz - o evento responde ao desejo da Comissão Promotora da AGLP de oferecer ao público galego um testemunho directo de dous vultos da língua portuguesa, numa altura em que o português da Galiza se encontra numa encruzilhada e está em jogo a aplicação do Acordo Ortográfico.

 Cartaz Conferências

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Fonte original:

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Conferências Pró Academia Thu, 04 Oct 2007 02:00:00 +0200
Crónica das Conferências de 8 de Outubro de 2007 https://academiagalega.org/academia/eventos/1440-cronica-das-conferencias-de-8-de-outubro-de-2007.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1440-cronica-das-conferencias-de-8-de-outubro-de-2007.html

Conferências de 8 de Outubro de 2007

Professores Evanildo Bechara (ABL) e Malaca Casteleiro (ACL)
participaram no evento

A Comissão Promotora da Academia Galega da Língua Portuguesa organizou as conferências dos académicos Evanildo Bechara e Malaca Casteleiro em Santiago de Compostela, em passada segunda-feira, 8 de Outubro de 2007. O primeiro acto público desta Comissão começou às 12 horas no Salão de Graus da Faculdade de Filologia, Universidade de Santiago.

O evento foi apresentado polo catedrático de língua portuguesa da Universidade de Santiago e Presidente da Comissão Linguística da AGAL, José Luís Rodrigues, que numas breves palavras soube desenhar a essência do acto a realizar.

Professor Evanildo Bechara: «A Academia Brasileira de Letras deve prestar maior atenção à Galiza»

Martinho Montero Santalha, professor da Universidade de Vigo e porta-voz da Comissão Promotora da Academia Galega da Língua Portuguesa, fez um fermoso e breve pormenor biográfico do professor Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras, em que ocupa actualmente a função de Tesoureiro, e repassou a sua importante obra com um especial destaque para a sua Moderna Gramática Portuguesa, que já regista a 37 edição, revista e ampliada.

O Professor Bechara tratou na sua intervenção dous interessantíssimos assuntos: a história da Academia Brasileira das letras, fundada no ano 1886 no Rio de Janeiro, e que teve de primeiro Presidente Machado de Assis até ao seu falecimento em 1908. Falou também do conteúdo dos estatutos, citando o Artigo 1º, referido ao "cultivo da língua e literatura nacional", onde o singular de nacional faz referência à literatura brasileira, pois a língua, para a ABL, é uma só. Falou-nos também do papel de António Morais Silva, o seu dicionário e a relação com a ABL; dos objectivos actuais da ABL e da disponibilização de recursos; sua composição, os trabalhos que nela se fazem, e da incorporação da componente linguística e filológica em anos recentes.

Passou logo o académico brasileiro a falar dos problemas do Acordo Ortográfico, e fez um repasso das distintas tentativas de chegar a um consenso entre o Brasil e Portugal. Expus uma opinião sobre a parte mais problemática do acordo de 1990: a pretensão fazer um modelo de acentuação com base na fonologia, sob o princípio de que a escrita corresponde à fala; sugeriu como solução ideal a redução dos acentos muito significativamente, mas não como proposta a realizar de imediato. Disse o professor que o português tem em toda a parte uma mesma morfossintaxe, e mais dum noventa por cento de coincidência. Infelizmente, com menos do dez por cento de discrepância fonológica, fazemos grandes problemas. Ele proporia, como ideal, começar de novo a discutir o acordo ortográfico partindo de bases novas, pois só pode haver unidade da escrita se esta for repensada sob outros critérios. Por último, salientou a importância de conceber a Lusofonia como uma unidade na diversidade. Anunciou que vai propor à Academia Brasileira de Letras um alargamento a toda a lusofonia, e defendeu a necessidade de essa instituição prestar uma maior atenção à Galiza.

Professor Malaca Casteleiro: «Temos que ser poliglotas dentro da própria língua»

A Catedrática da Universidade de Vigo Maria do Carmo Henriquez Salido fez a apresentação do professor Malaca Casteleiro, da Academia de Ciências de Lisboa, assinalando a sua importância no campo da lexicografia e na elaboração do dicionário da ACL, que tão útil está a ser para os seus trabalhos no âmbito da linguagem jurídica, que é, aliás, um dicionário com "exemplos vivos". Lembrou a sua relação pessoal com Casteleiro, um "firme e ferrenho defensor da unidade da língua".

Começou o professor Malaca agradecendo o convite da organização. Assinalou conceitos indicados por Bechara, afirmando que: "temos que ser políglotas dentro da própria língua", e sabermos inserir a diversidade na unidade.

Logo as palavras do professor nos mergulharam em dous projectos lexicográficos nada contrários entre si, mas complementares: o dicionário da Academia de Ciências de Lisboa, com 70.000 unidades lexicais, no que se recolhe a língua portuguesa dos séculos XIX e XX e no que se incorporam Brasileirismos, africanismos e asiatismos. Por outro lado o dicionário Houaiss, com 218.000 unidades lexicais, onde se recolhe o português dos séculos XVI a XX. Foi Casteleiro que dirigiu a equipa que preparou a edição portuguesa deste dicionário, editada polo Círculo de Leitores e da que já foram vendidos sessenta mil exemplares. Em 16 meses revisaram o dicionário na sua totalidade e até corrigiram alguns erros que nele havia, mudanças serão incorporadas na próxima edição brasileira.

Casteleiro delineou a seguir uma história da Academia de Ciências de Lisboa e dos seus dicionários ou tentativas de dicionários, e as peripécias da sua génese. Como director da equipa realizadora do dicionário da ACL, o atento e entusiasmado público ficou deliciosamente informado da intra-história dessa publicação. Lembrando que os dicionários Houaiss e o da Academia partem de perspectivas filosofias distintas, trata-se de duas excelentes obras nada contraditórias entre si. Anunciou que no futuro vai haver nova edição do dicionário e que os galeguismos poderiam também ser incorporados. Também está em perspectiva a edição de um dicionário abrangende dos séculos XVI a XVIII.

O académico da ACL tratou a seguir o assunto do acordo ortográfico e os problemas que enfrenta, ao ser a ortografia "um campo da soberania política" no mundo lusófono. Manifestou-se bastante pessimista sobre a possibilidade de o acordo vigorar em Portugal no curto prazo, e até deu a entender os problemas isto poderia provocar. Casteleiro realizou uma revisão da história dos acordos ortográficos, complementado nalguns aspectos a magnífica exposição do professor Bechara.

Ver vídeo das conferências

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Mais info:

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Conferências Pró Academia Mon, 29 Oct 2007 11:09:11 +0100
Lançamento do sítio web e vídeo das conferências https://academiagalega.org/academia/eventos/1445-lancamento-do-sitio-web-e-video-das-conferencias.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1445-lancamento-do-sitio-web-e-video-das-conferencias.html Pró-AGLPÂngelo Cristóvão (*) - A Associação Cultural Pró Academia Galega da Língua Portuguesa, criada o 1º de Dezembro de 2007, disponibiliza o vídeo mais a transcrição das conferências de 8 de Outubro, protagonizadas polos académicos Evanildo Bechara, da ABL, e Malaca Casteleiro, da ACL. Estes conteúdos, e outros que iremos produzindo, estão acessíveis neste novo sítio web.

Julgamos de grande interesse a difusão destes textos, verdadeiro exemplo da ideia que os promotores temos da Academia como motor de integração da Galiza na lusofonia, valorização da língua e divulgação cultural.

Naturalmente, estamos acostumados a ver no nosso contexto outros modelos académicos, em geral, como entidades com escassa margem de operação, subordinadas às políticas dos estados, o que se traduz num funcionamento lento, redução de eficácia e dificuldades no relacionamento com o entorno cultural, de que deveria ser um reflexo.

Consideramos que, no nosso caso, outro modelo é possível e necessário. Pretendemos uma instituição nacional galega criada por iniciativa da sociedade civil, independente dos organismos do estado. Uma AGLP presidida por princípios de responsabilidade e rigor no trabalho, integrada por aquelas pessoas que mais têm apoiado a lusofonia galega, através de diversas formas como a docência, a investigação, a criação literária ou o ativismo cultural. Uma entidade que recupere e ponha em valor o nosso património linguístico e literário, ora maltratado, ora esquecido, ora deturpado.

Os leitores podem comprovar como os académicos Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras, e Malaca Casteleiro, da Academia das Ciências de Lisboa, já manifestaram o seu apoio à criação da nova Academia, que pretendemos constituir em 2008. Outras entidades darão a sua aprovação e começarão, logo que possível, o intercâmbio de publicações.

Como presidente da Associação Cultural Pró Academia Galega da Língua Portuguesa e em nome da Junta Diretiva, desejo manifestar o nosso compromisso no projeto e solicitar a colaboração dos leitores em qualquer das formas possíveis.

Ver vídeo das conferências

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(*) Presidente da Associação Pró-Academia Galega da Língua Portuguesa.

Mais info:

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Conferências Pró Academia Fri, 04 Jan 2008 13:45:08 +0100
Transcrição da apresentação das Conferências de 8 de Outubro https://academiagalega.org/academia/eventos/1441-transcricao-da-apresentacao-das-conferencias-de-8-de-outubro.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1441-transcricao-da-apresentacao-das-conferencias-de-8-de-outubro.html

Professor José Luís Rodrigues apresenta o evento

Professor José Luís Rodrigues apresenta o evento

Bom dia. Eu creio que não precisamos [dos microfones] porque a minha voz é suficientemente poderosa como para poder falar a um público como o que nos acolhe neste momento.

Os organizadores deste encontro pediram-me para apresentar (para ser apresentador de apresentadores, realmente) este ato, onde temos dous colegas das universidades galegas, da Universidade de Vigo neste caso, o professor Montero Santalha e a professora Maria do Carmo Henriques Salido, ali à minha direita; o professor, sentado à minha esquerda; para por sua vez apresentarem dous grandes mestres da filologia portuguesa, galego-portuguesa, galego-luso-brasileira, mesmo até galego-luso-afro-brasileira-timorense pelo menos, verdade? Que, como digo, tiveram hoje a gentileza de vir até Compostela desde Bragança onde estavam convidados no VI Colóquio Anual da Lusofonia. Muitíssimo obrigado realmente por terem vindo aqui e por terem feito este esforço para pisar estas velhas pedras compostelanas.

Não precisamos realmente este ato, espero que seja breve por parte dos apresentadores, para deixar tempo para eles falarem porque realmente são absolutamente conhecidos e reputados por toda a parte. Todas as pessoas que se aproximem da filologia e da linguística portuguesa encontram de maneira inevitável, de forma incontornável, os nomes do professor Evanildo Bechara, ou /Betchara/ à galega, e do professor Malaca Casteleiro, especialmente no campo da gramática, como sabemos, no campo da lexicografia, e em tantos outros campos, na história da linguística, até, nos métodos... idiomas, de maneira que, como digo, estamos aqui fundamentalmente para ouvir a sua voz e então a minha vai-se calar e não é preciso que evoque os Lusíadas, mas realmente, a verdade, outras vozes mais poderosas se levantam e deixo a palavra aos meus colegas da universidade galega para que depois introduzam os nossos convidados. Muitíssimo obrigado aos dous por estarem aquí presentes, é um prazer e uma honra para esta velha universidade.

Ver vídeo das conferências

[apresentação do início até os 3 min. 15 seg.]

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Conferências Pró Academia Mon, 19 Nov 2007 13:03:11 +0100
Transcrição da palestra do Professor Evanildo Bechara https://academiagalega.org/academia/eventos/1442-transcricao-da-palestra-do-professor-evanildo-bechara.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1442-transcricao-da-palestra-do-professor-evanildo-bechara.html

Montero Santalha apresenta professor Evanildo Bechara

Montero Santalha apresenta professor Evanildo Bechara

Para todos quantos na Galiza defendemos o carácter lusófono da nossa fala e, portanto, a pertença da Galiza ao mundo da Lusofonia, a presença entre nós dos professores Evanildo Bechara e Malaca Casteleiro é não só uma grande honra mas também um motivo de imensa alegria.

Sentimos na sua visita o calor da companhia dos nossos irmãos de língua que seguramente compreendem a difícil situação em que a nossa língua comum viu a encontrar-se entre nós, e mais ainda sendo Galiza uma parte do território em que a língua teve o seu nascimento. São ambos, ademais, membros egrégios das duas Academias que tradicionalmente se ocupam de orientar a normativa escrita da língua comum. O professor Malaca Casteleiro, da Academia das Ciências de Lisboa, e o professor Bechara, da Academia Brasileira de Letras.

Na Galiza existe desde há anos um movimento cultural conhecido como Reintegracionismo que, em diversos campos, trabalha por reinstaurar a todos os níveis a integração da língua da Galiza como uma norma dentro do Português universal. Com esse espírito reintegracionista desenvolvem meritoriamente e com grande generosidade as suas atividades várias organizações empenhadas em promocionar o uso da nossa língua mantendo a unidade lusófona. Ora, também na Galiza aspiramos a contar com uma instituição congénere das duas Academias citadas: a Academia Galega da Língua Portuguesa, que se encontra em processo de constituição.A Academia Galega da Língua Portuguesa quer ser uma instituição científica que concentre a sua preocupação nos problemas da língua portuguesa da Galiza guiada, portanto, por claros princípios de unidade lusófona e de cooperação com as correspondentes instituições dos demais países de língua portuguesa, e como corporação científica, inspirada pelo amor à verdade e com um sincero respeito a qualquer outra opinião.

Moderna Gramática Portuguesa

Sentimo-nos, pois, muito honrados com a presença destes dous egrégios filólogos de Portugal e do Brasil e corresponde-me a mim agora apresentar o professor Evanildo Bechara, que é natural do Recife, no nordeste brasileiro. Aos 11 anos transferiu-se para o Rio de Janeiro onde logo seguiu o curso de Letras, na modalidade de Neo-Latinas, na faculdade do que hoje é a Universidade do estado do Rio de Janeiro, onde finalmente alcançou o grau de Doutor de Letras em 1964. Recordemos também um dado para nós mais próximo: como parte da sua formação filológica aperfeiçoou-se em Filologia Românica em Madri com o professor Dámaso Alonso nos anos de 1961 e 62. A sua atividade docente no campo da língua portuguesa foi intensa e variada. Entre outras funções desta índole podemos lembrar que em 1964, convidado pelo professor Antenor Nascentes para o seu assistente, chegou à cátedra de Filologia Românica na faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da atual Universidade do estado do Rio de Janeiro. Leccionou também cursos noutros centros do país e, no estrangeiro, em Colónia e em Coimbra. O seu interesse pelos estudos linguísticos vem dos tempos da adolescência quando conheceu o professor Said Ali. Fruto do seu trabalho de investigação é uma longa série de publicações que se iniciou quando, com dezassete anos, escreveu o seu primeiro ensaio intitulado Fenómenos de intonação, publicado em 1948. A este trabalho seguiriam, uns anos mais tarde, o livro primeiro Ensaios de Língua Portuguesa, e assim por diante uma sucessão de livros e artigos que seria longo citar aqui. Mas, não podemos deixar de recordar a sua Moderna Gramática Portuguesa, repetidamente reeditada, que é uma obra fundamental na atual cultura brasileira.

Agora é Professor Emérito da Universidade do estado do Rio de Janeiro e da Universidade Federal Fluminense e entre outras honras é membro da Academia Brasileira de Letras, na qual exerce neste momento a função de Tesoureiro e, se não ando errado, é também sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa e, ademais, por exemplo, é Doutor Honoris Causa da Universidade de Coimbra. O interesse científico do professor Bechara estende-se também à Galiza onde participou nalgum dos Congressos organizados pela Associaçom Galega da Língua, AGaL, e colaborou repetidamente na revista Agália desta associação. Dou-lhe pois a palavra ao professor Evanildo Bechara.

Professor Evanildo Bechara

Palestra do professor Evanildo Bechara
"A Língua Portuguesa na visão dos fundadores da ABL:
unidade e diversidade"

Em primeiro lugar gostaria de manifestar os meus agradecimentos pela honra de vir outra vez à Galiza e conversar não só com os antigos colegas, alguns dos quais fazem parte da mesa, mas também de novos colegas que pertencem à nova geração em cujas mãos com toda certeza está também o destino do Galego na Galiza, e principalmente o destino do Galego incorporado à grande família lusófona.

E, portanto, é com muito prazer que teço algumas considerações sobre o tema apresentado. Escolhi como tema como os fundadores da Academia Brasileira de Letras viam a língua portuguesa no seu tempo. Como sabem, a nossa Academia, fundada em 1897 -está agora completando 110 anos- foi organizada por uma reunião de jornalistas, literatos, poetas que se reuniam na secretaria da revista brasileira dirigida por um crítico literário e por um literato chamado José Veríssimo, natural do Pará, e desse entusiasmo saiu a ideia de se criar a Academia Brasileira, depois anexada ao seu título: Academia Brasileira de Letras.

J. M. Machado de Assis (1839-1908)Nesse sentido Machado de Assis, que foi o primeiro presidente desde a sua inauguração até à data de sua morte, em 1908, imaginava que a nossa Academia deveria ser uma academia de Letras, portanto, de literatos.

Todavia, sobre a influência de Joaquim Nabuco, a Academia Brasileira de Letras passou a ser uma academia do que o Joaquim Nabuco chamava de Notáveis. Os notáveis na medicina, na filosofia, no direito, na teologia, na religião, automaticamente na literatura e na língua. Todavia os fundadores da Academia não contaram teoricamente como filólogos apesar de no seu seio nós termos a presença de João Ribeiro, que foi um notável filólogo brasileiro natural de Sergipe mas radicado no Rio de Janeiro. E tivemos também Carlos de Laertes, jornalista, mas também professor catedrático do colégio Pedro Segundo, e também Silva Ramos, professor catedrático do colégio Pedro Segundo.

Todavia, esses três nomes não entraram na Academia como filólogos. Carlos de Laertes foi um dos representantes do jornalismo brasileiro na época. O João Ribeiro, como historiador, já que ele era autor de uma excelente história do Brasil com visão e projeção puramente didática, e o Silva Ramos como poeta, já que se tinha formado em Coimbra e por essa época escreveu um livro de poesia chamado Adejos. De modo que faltava à Academia uma congregação de professores experientes que fizessem também da Academia uma academia de língua.

Celso CunhaDurante o seu trajeto a academia teve notáveis filólogos, mas que trabalhavam filologicamente fora da academia, como aconteceu em primeiro lugar com o nosso Aurélio Buarque de Holanda, conhecido dicionarista, mas que fez o seu dicionário fora da academia. O professor Antônio Houaiss, filólogo de primeira grandeza, lexicógrafo, mas que também fez o seu dicionário fora da academia apesar de na academia ter trabalhado durante sete anos, mas a academia à época não tinha o suporte financeiro para levar avante o seu dicionário e por isso, graças ao apoio político, ele conseguiu fundar o instituto Antônio Houaiss através do qual saiu o seu dicionário, conhecido dentro e fora do Brasil. E o professor Celso Cunha quem também é excelente filólogo, autor de uma gramática muito divulgada dentro e fora do Brasil, primeiro sozinho mas depois acompanhado do ilustre, saudoso, mestre português Lindley Cintra. De modo que a academia não se apresentava como uma academia também de língua, como é por exemplo o caso da Espanha, que é uma Academia de Língua, com uma seção muito numerosa e muito competente de filólogos espanhóis.

 Nova Gramática do Português ContemporâneoMas curiosamente os fundadores da academia tinham uma ideia muito segura do que vinha a ser a língua portuguesa. Eles achavam -e já os autores românticos trabalhavam nesse sentido embora não usassem essa expressão que ficou célebre na Linguística histórica, da unidade na diversidade, de um modo geral, desde Gonçalves Dias, depois passando a José de Alencar, depois passando a Machado de Assis, que em 1871 escreveu um ensaio para uma revista escrita em português mas publicada em Nova Iorque, um ensaio intitulado Individualidade do Brasil- todos esses escritores sabiam que a língua apresentava uma unidade com a tradição portuguesa. E essa visão desses autores românticos chegou a ser espelhada no primeiro artigo do Estatuto da Academia Brasileira de Letras.

Lindley CintraO primeiro artigo do Estatuto reza o seguinte: «Compete à Academia Brasileira de Letras o cultivo da língua e da literatura nacional». Examinemos que os fundadores não usaram o que seria possível num outro sentido: o cultivo da língua e da literatura nacionais, usando o adjetivo no plural que abarcaria tanto o conceito de língua como o conceito de literatura. Mas eles não fizeram assim não por uma possibilidade de concordância nominal que a língua permite, mas pela expressão de um desejo muito firme: a língua é uniforme, a língua é patrimônio comum ao Brasil e a Portugal. Agora o que cabe especificamente, particularmente à cultura brasileira, é a literatura nacional. Então este primeiro artigo do Estatuto reflete bem o que os nossos fundadores imaginavam do que vinha a ser a língua. A língua é um patrimônio comum à época, às duas nações, já que os falantes de português da África estavam incorporados politicamente a Portugal. Então os nossos fundadores tinham uma ideia muito clara de que a língua era comum a Portugal e ao Brasil. Agora a literatura, essa sim, seria expressão da nacionalidade brasileira.

João Ribeiro (1860-1934)Este critério de observação e esta opinião, não fica somente na concordância do adjetivo nacional com a literatura; fica também expressa no desejo do trabalho da Academia. Sabendo que a língua era comum a Portugal e ao Brasil, os nossos fundadores imaginavam que o trabalho da confecção de um dicionário da língua seria um trabalho para portugueses com a colaboração, naturalmente, dos brasileiros, mas que só cabia aos brasileiros um dicionário de brasileirismos, de modo que no regimento da Academia, no primeiro regimento da Academia, estava lá como atividade da Academia a publicação de um dicionário de brasileirismos e de um dicionário de autores brasileiros, porque não havia ainda compendiados em forma de dicionário os autores, os diversos autores brasileiros, desde o início da literatura brasileira até à época da fundação da Academia Brasileira de Letras.

José de Alencar (1829-1877)Naturalmente, em vista ainda dos primeiros passos de pródromos do que hoje nós chamamos Geografia Linguística, os nossos fundadores não tinham assim uma ideia como hoje nós temos da complexidade de fixar no território brasileiro aquilo que é especificamente do Brasil e que poderia receber o nome de «brasileirismos». O nosso querido e saudoso mestre Celso Cunha tem inclusive um trabalho intitulado «Que é brasileirismo?» e ao final deste trabalho fica uma ideia muito nebulosa do que compete realmente tachar de brasileirismo, uma expressão, um giro sintático, uma construção lexical, do que vem a ser realmente «brasileirismo». De modo que a Academia se empenhou desde a sua fundação no trabalho de se fazer o dicionário de brasileirismos.

Mas à medida que esses brasileirismos eram escolhidos e publicados na Revista da Academia vinha logo a crítica de que aquele termo tido como brasileirismo corria também em Portugal de modo que era difícil fixar o que vem a ser o conceito de «brasileirismo», se nós não tínhamos ainda naquela época, como ainda não temos hoje a confecção dos Atlas linguísticos, apesar dos trabalhos recolhidos particularmente, não somente por filólogos, mas também por pessoas, médicos, engenheiros, advogados mais interessados em particularismos das suas regiões, e muitas dessas contribuições estão inseridas principalmente na revista Lusitana nos seus 38 volumes. Nestes temos um manancial extraordinário dessa investigação feita em relação a Portugal, não somente Portugal continental, mas Portugal também refletido nas suas ilhas. Ora, no Brasil esses estudos começaram muito tarde, graças ao entusiasmo de Serafim da Silva Neto, que foi um dos nossos grandes luminares e que trabalhou muito para a confecção dos atlas linguísticos no Brasil. Não somente Serafim da Silva Neto mas também o prestígio de Celso Cunha, não somente acadêmico, mas também o político, de Celso Cunha, no sentido de preparar uma equipe dirigida, uma equipe que funcionava, que funcionou inicialmente na Universidade da Bahia e que teve como principal orientador o professor Nelson Rossi. Nelson Rossi foi a Portugal estudar fonética com os foneticistas portugueses à época, com trabalhos de laboratório, tendo em vista que esses atlas linguísticos precisavam de uma transcrição não somente fonética mas também fonológica e inicialmente a Universidade da Bahia, graças ao empenho e ao trabalho de Nelson Rossi, publicou na década de 50 para 60 o atlas prévio dos falares baianos. Depois essa mesma equipe trabalhou para a publicação do Dicionário da Paraíba e auxiliou a publicação de outros atlas parciais do Brasil.

Serafim da Silva Neto (1917-1960)Mas estamos ainda muito longe de uma distribuição, de um conhecimento mais atento e vigilante, e como esses trabalhos são publicados com um discurso de tempo muito longo, fica difícil quando nós pegamos à obra publicada sabemos se esta obra reflete atualmente o que existe como particularidades linguísticas nas regiões estudadas. Mas mesmo assim esse trabalho presta um relevante serviço. Entretanto não temos ainda cobertas todas as regiões do Brasil. Temos apenas esses atlas já referidos e atlas parciais de Juiz de Fora, que é uma pequena região de um grande estado que é Minas Gerais. Temos também um atlas parcial do Rio de Janeiro. A própria filha do professor Celso Cunha tem um trabalho sobre o levantamento lexical de certos termos usados por pescadores na região do que nós chamamos lá a região dos lagos. Mas ainda falta muito para o trabalho de fazermos no Brasil, metodológica e cientificamente, um trabalho sobre brasileirismos. Mesmo porque a contrapartida portuguesa também não está hoje ainda totalmente estudada de modo que o trabalho, a confeção contrastiva, não se pode fazer. Os nossos fundadores, e gerações subsequentes, nesses cento e dez anos de vida da Academia acabaram deixando de lado essa ideia da confeção de um dicionário de brasileirismos. Deixaram de lado mas a ideia não está morta. Quando eu entrei para a Academia em 2001 uma das minhas preocupações foi justamente trazer para a Academia esses problemas de língua. Graças à receptividade junto aos colegas pudemos criar uma coleção. A Academia possuia duas coleções, uma Afrânio Peixoto, mais antiga, e outra coleção mais moderna Austregésilo de Athayde e graças a uma indicação minha nós criámos na Academia a Coleção António de Morais Silva em homenagem ao nosso grande lexicógrafo do século XIX. Aliás já no final do século XVIII ele publicou a primeira edição do seu dicionário, calcado do que Bluteau havia publicado no dicionário latino-português, mas apesar de ser uma obra construída à sombra do vocabulário de Bluteau, desde a primeira edição o nosso António de Morais Silva tem uma colaboração muito especial, muito própria, e essa colaboração própria se concretiza na segunda edição desse dicionário que foi publicado em 1813. É a segunda edição, mais propriamente o Dicionário de Morais.

É interessante observar que Morais, sendo natural do Rio de Janeiro, como diz no frontispício do dicionário, se tenha dedicado a isso. Eu tenho uma ideia, mas não passa de ideia, não passa de um palpite, que precisa de uma averiguação maior, mas eu atribuo esse interesse de António Morais Silva para os dicionários e a modernidade técnica lexicográfica para a época, ele a adquiriu quando fugindo a uma perseguição religiosa em Portugal ele foi para a Inglaterra, e nós sabemos que a Inglaterra sempre foi uma grande inspiradora, uma grande fonte de publicação de trabalhos lexicográficos. De modo que pesquisas estão sendo necessárias para rastrear se esse nascer do interesse de António de Morais Silva para a lexicografia não tenha advindo do seu contato com a Inglaterra, à época em que ele lá ficou fugindo a uma perseguição das autoridades, especialmente as religiosas, porque ao terminar o seu curso da universidade de Coimbra, ele não esperou um prazo de um dia santo para começar as festividades naturais de uma turma que se forma, e essa festividade foi antecipada antes de terminar o dia. E isso foi suficiente, ou pelo menos uma razão muito forte, para que a polícia andasse atrás dele, e ele conseguiu fugir de Portugal e ser recebido até por um ministro português a quem ele dedica o seu dicionário, o conde de Balsemão, que foi o responsável pela proteção de António de Morais Silva na Inglaterra.

De modo que essa nova coleção, António de Morais Silva, já tem três trabalhos publicados porque até então a nossa academia só se dedicava à confecção de um vocabulário ortográfico e quase sempre quando as comissões iam a Portugal para tratar de ortografia a Academia não tinha no seu seio um técnico, um filólogo, um linguista, um técnico que pudesse se confrontar com os ortógrafos portugueses, os lexicógrafos portugueses que estavam à frente do dicionário. E a isso se deve, em grande parte, o fato de que os Acordos que foram estabelecidos em Portugal e Brasil a respeito de ortografia, depois de assinados, nem sempre atendiam às necessidades do brasileiro. Isso aconteceu, por exemplo, com o Acordo de 1945. Depois de Portugal e Brasil terem assinado o Acordo, quando os filólogos, os linguistas, os professores de língua portuguesa se detiveram na análise mais rigorosa do Acordo, houve uma reação contra esse acordo, e o governo que tinha assinado o Acordo de 1945 com Portugal acabou voltando ao Acordo de 1943, que atendia mais às necessidades e refletia mais os usos ortográficos e fonéticos do Brasil. De modo que na Academia também conseguimos que o sector de Lexicografia fosse ampliado no sector de Lexicologia e Lexicografia. Essa é a nossa intenção, não somente levar para o seio da Academia, como temos feito, temos tentado fazer: temos recebido o apoio dos colegas. Hoje temos cinco lexicógrafos trabalhando efetivamente na confeção de um dicionário escolar da língua portuguesa.

Mas agora, depois desse VI Colóquio [da Lusofonia, em Bragança] e do contacto com os colegas galegos, eu quero apresentar aos nossos colegas da Academia uma proposta de mostrar-lhes -porque eles, como disse, estão distribuídos em vários interesses profissionais: os embaixadores, os especialistas em direito, os especialistas em medicina- então eu quero levar ao seio da Academia a importância e a expansão da Lusofonia, e a importância que o Brasil, e automaticamente a Academia Brasileira de Letras, pode exercer nesse cenáculo de lusofonia. De modo que eu acredito que nós tenhamos bons resultados no sentido de sensibilizar a Academia Brasileira de Letras para um alargamento do conceito de Lusofonia, e nesse alargamento incluir não somente com justa razão, mas também do ponto de vista científico, a presença e a responsabilidade dos galegos.

Manuel Said Ali Ida (1861-1953)A Academia poder marchar no aspecto linguístico, já que não é um órgão oficial, a Academia Brasileira de Letras não tem nenhum compromisso com o estado brasileiro, não recebe subvenção nem federal nem estadual nem municipal. Ela vive dos seus recursos próprios de alguns prédios que foram doados por um livreiro português chamado Francisco Alves, que chegou ao Brasil pobre e faleceu muito rico, e não tendo herdeiros acabou doando os seus bens à Academia Brasileira de Letras. Isso foi por volta de 1922, o que fez com que a Academia pudesse ter recursos próprios para começar a coleção Pedro Calmon, depois passar à coleção Austregésilo de Athayde. E agora com recursos mais largos em virtude de um prédio que a Academia conseguiu, uma subvenção da Caixa Econômica que durante vinte anos explorou esse prédio, e a partir do ano 2000, toda a soma dos alugueres está entregue à Academia para exercer a sua atividade. Foi por isso que a partir do ano 2000 a Academia se abriu para a sociedade brasileira. A Academia começou a publicar uma série de trabalhos, começou a desenvolver uns prêmios que distribui anualmente, os de poesia, de romance, de literatura infantil de língua portuguesa. Por sinal, o primeiro prêmio que a academia concedeu de língua portuguesa foi ao professor Said Ali, que em 1921 tinha publicado o primeiro volume da sua Gramática Histórica, que sob a influência de Ferdinand de Saussure não chamou Gramática Histórica, mas chamou Gramática do Português Histórico, dentro daquela lição importantíssima do nosso grande e genial linguista suíço, Ferdinand de Saussure, segundo a qual uma descrição como é a descrição histórica num compêndio gramatical, só pode ser feita sincronicamente. De modo que o Said Ali não chamou à primeira edição do seu livro Gramática Histórica mas Gramática do Português Histórico, fazendo um estudo contrastivo entre o português antigo e o português moderno. Essa novidade de haver uma gramática histórica sem Latim foi suficiente para que o livro não tivesse sucesso dentro da escola, porque não se compreenderia uma gramática histórica que não começasse com o Latim. E há gramáticas históricas que até começam com a origem da linguagem! O nosso professor Said Ali, que estava dentro das ideias de Ferdinand de Saussure (Ferdinand de Saussure como sabemos faleceu em 1913, a publicação do seu curso de linguística foi em 1906) e o Said Ali, num trabalho de 1909 já fazia referência às dicotomias Saussurianas espelhadas no seu Curso de Linguística Geral.

De modo que na Academia Brasileira de Letras, tenho a certeza, nós vamos introduzir a preocupação dos nossos colegas galegos quanto à inclusão mais concreta (pelo menos com o apoio da Academia Brasileira de Letras) do Galego numa posição que lhe compete como nosso grande traço antigo e grande traço moderno dos anseios da juventude, do povo galego e dos professores que na Galiza lutam por uma projeção merecida da nossa língua, que faz parte perfeitamente desse conjunto da Lusofonia. Muito obrigado.

Ver vídeo das conferências

[apresentação Montero Santalha dos 3 min. 15 seg aos 8 min. 15 seg.]
[palestra do professor Evanildo Bechara dos 8 min. 15 seg. aos 41 min. 05 seg.]

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Conferências Pró Academia Mon, 19 Nov 2007 13:11:16 +0100
Transcrição da palestra do Professor Malaca Casteleiro https://academiagalega.org/academia/eventos/1443-transcricao-da-palestra-do-professor-malaca-casteleiro.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1443-transcricao-da-palestra-do-professor-malaca-casteleiro.html

Mª do Carmo Henriques apresenta professor Malaca Casteleiro

Mª do Carmo Henriques apresenta professor Malaca Casteleiro

Muito bom dia. Não vai ser o meu propósito fazer uma apresentação de todo o extenso currículo do Professor Malaca, conhecido por todos os estudiosos da linguística e filologia portuguesa. Só vou citar nomeadamente um dos trabalhos que mais impacte teve em mim, que foi dirigir o dicionário da Academia das Ciências de Lisboa, obra da qual posso presumir aqui que posso ser das poucas pessoas no mundo que tenho lido em numerosíssimas ocasiões e que tenho feito um levantamento exaustivo de todo o vocabulário jurídico deste dicionário. Dicionário que tenho sublinhado, marcado e perfeitamente iluminado e que, como fruto deste trabalho, surgiu a publicação de um livro em que se comparam justamente dous grandes dicionários, o dicionário da Academia das Ciências de Lisboa e o dicionário da Real Académia Española. Com uma diferença notável, que no dicionário da Academia das Ciências de Lisboa era a primeira vez que esta conseguia finalizar um dicionário permanentemente inacabado, enquanto a Academia espanhola já estava na vigésimo segunda edição.

Que é o que posso eu dizer desta obra do nosso dicionarista? Eu penso que fazer um dicionário é uma obra permanentemente inacabada, é uma obra que só podem fazer pessoas entregadas dia e noite a um trabalho muito desagradecido, só pessoas que podem renunciar à família, aos amigos, ao vinho, à gastronomia, para estar ali no mundo das palavras, que é um mundo que nunca se acaba. Eu deste dicionário assinalaria, além do seu valor histórico, o labor minucioso que supõe partir dum corpus documental tão extenso e tão minucioso como o que abordaram o professor Malaca e toda a equipa de colaboradores que trabalharam com ele. Penso que apresenta uma das causas que mais valor dão a um dicionário e é o de incorporar sempre o lugar de onde se tira o uso da palavra. Dispor de um dicionário de autoridades, que é como se apresenta basicamente este dicionário, para mim tem um valor imenso, porque é um trabalho minucioso, é um trabalho duro, é um trabalho exaustivo, e eu penso que este trabalho não poderia ter sido feito se não existisse por trás uma cabeça, um organizador e, em poucas palavras, um sábio.

Dicionário Gramatical de Verbos PortuguesesA raiz da publicação deste dicionário tive a oportunidade de coincidir com o professor Malaca em vários encontros, nomeadamente na Universidade da Utah, por umas provas que se celebravam ali; estivemos nos Açores falando precisamente deste dicionário. O melhor que posso dizer do professor Malaca é que é um grande amigo da Galiza, é um combatente, resistente e defensor da unidade da língua portuguesa, em Lisboa. Tenho notícias de que até em Lisboa querem dividir a língua portuguesa por isso de que, pelos vistos, há muitíssimas divergências, e aqui o professor Malaca está a ter um posicionamento muito claro de defesa da unidade dentro da diversidade, pelo qual a minha admiração por ele tem que ser mais salientável.

E também quereria dizer já para finalizar que, em certa medida, a Real Academia espanhola está a imitar e a copiar o que estão a fazer a ACL e a academia brasileira. Nestes momentos a academia espanhola não é tanto uma academia normativa, prescritiva, como uma academia descritiva e está muito mais interessada não tanto no uso correto da língua como em manter a unidade da língua, como se pode ver ao consultar o Diccionário Panhispánico de Dudas. Hoje a academia espanhola o que busca é a unidade da língua e em toda obra que faz sempre aparecem todas as academias, têm um projeto político muito inteligente, é todo o contrário do que costuma acontecer entre galegos, portugueses e brasileiros. Prova disto é que no seio da academia há o grupo dirigido pelo professor García de Entrerría que se encarrega do léxico jurídico. Há outros grupos de trabalho que atendem nomeadamente a todo o que tem que ver com a psicologia e a psiquiatria. Há outro grupo de trabalho de historiadores. Há outro grupo de trabalho do mundo das ciências. Quer dizer que a academia espanhola -e não gosto muito de fazer aqui alusão à academia espanhola estando num ambiente lusófono mas, penso que há que partir sempre do paralelismo que pode haver com esta instituição- e é que curiosamente está a seguir o exemplo da ACL e a ABL, precisamente porque hoje em dia os estudos que há que fazer sobre as línguas, não podem estar à margem do que são todas as novas terminologias, não podem estar à margem do que são as novas inovações, de todos os novos avanços que estão tendo lugar no mundo e no campo das ciências. Continuamente o mundo científico está criando novos termos e precisamos novas definições, precisamos registar esse vocabulário no dicionário, mas como todos sabemos o dicionário nunca pode ser exaustivo, pode ser apenas selecionar uns vocábulos que possam permitir transformar todo esse caudal de vozes num manual, ou dous livros ou três livros, mas de nenhum modo toda a riqueza léxica pode estar num dicionário. Para mim foi uma grande emoção poder ver termos que utilizava o meu avó em Mugardos, então se era o meu avó, deveria fazer agora cento e tantos anos, como tinham uma marca de vulgar no dicionário da ACL, quer dizer, termos que o meu avó quando assistia ao carnaval em Mugardos -que sempre ia ao carnaval, como a minha mãe, sempre foram amigos do carnaval, e não eram brasileiros- que eram de Mugardos, comentava minha mãe que ele cantava por Mugardos e dizia: “quem me compra o nabo?... Quem me compra o grelo?... Quem me compra o meu cascarabelo?...” então as amigas da minha avó vinham a casa a dizer “Ah, Maria, teu marido anda por aí, anda dizendo estas palavras,...” e curiosamente estas palavras, não sei se para o do Brasil, mas para Portugal no meio vulgar ou se queremos obsceno também aí temos muitas similitudes, não só pela parte técnica mas também no plano vulgar e quase coloquial.

Já para finalizar, agradecer a presença na Galiza destes dous velhos conhecidos, destes dous grandes mestres, destas duas pessoas que podem servir de exemplo tanto para os que investigamos no mundo da filologia românica, por dizê-lo assim, como para os que têm concentradas todas as suas investigações no campo da linguística e da filologia galego-portuguesa, nomeadamente as que têm a sua sede nesta Universidade de Compostela e nomeadamente todos esses trabalhos de tanto rigor científico que está a dirigir o meu antigo aluno e hoje professor catedrático de Português da Universidade de Compostela. Agradeço de coração a presença destes dous grandes vultos e agradeço obviamente a Ângelo Cristóvão a oportunidade que nos dá, para poder desfrutar da sua amizade, da sua palavra e da sua ciência.

Obrigada.

Professor Malaca Casteleiro
Palestra do Professor Malaca Casteleiro
«Contribuição do Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa e do
Dicionário Houaiss para a unidade, na diversidade, da Língua Portugues

Desejo começar, em primeiro lugar, agradecendo o convite da Associação de Amizade Galiza-Portugal. Portanto, a minha primeira palavra é justamente de agradecimento. A segunda é de saudação, eu saúdo vivamente a iniciativa de criar uma Academia Galega da Língua Portuguesa porque há, com certeza, razões linguísticas, razões históricas, razões culturais, razões sociais para integrar verdadeiramente a variante galega do português na família comum da Lusofonia. Isso trará vantagens do ponto de vista linguístico, do ponto de vista cultural, do ponto de vista económico. Eu tenho muita pena que quando tratamos nas universidades as literaturas de expressão portuguesa, não esteja aí incluída a literatura galega. É um prejuízo porque, com certeza, que a Galiza ganhará com a integração da variante galega do português neste vasto espaço da Lusofonia. Há com certeza razões políticas para a integração ou não integração. Eu sobre as razões políticas não tenho autoridade para me pronunciar e apenas me pronuncio do ponto de vista linguístico.

Ora bem, o tema que propus, que sugeri para desenvolver aqui tem que ver, portanto, com os dicionários da Academia e o Houaiss da língua portuguesa e a sua contribuição para a unidade na diversidade da língua. Como todos nós sabemos, na competência linguística de um falante de uma comunidade há duas vertentes fundamentais. Há por um lado aquilo que consideramos a competência gramatical e por outro lado aquilo que consideramos a competência lexical, além das competências que têm que ver com a área comunicativa, com a competência comunicativa. Ora bem, do ponto de vista gramatical nós sabemos que as línguas se caracterizam por subsistemas, dentro deste o subsistema fonético-fonológico, o subsistema morfológico, o subsistema sintático, e o sistema ortográfico, que naturalmente é muito importante para a língua escrita, para a difusão da língua escrita e para a produção da unidade da língua escrita. Deste ponto de vista não há diferenças fundamentais no que respeita, portanto, à competência gramatical entre as variantes brasileira, lusitana, galega, e africanas que estão em formação. Portanto aqui encontramos uma unidade geral no que respeita ao sistema gramatical.

Porque aquilo que distingue efetivamente as diferentes variantes é pouco. No sistema fonético-fonológico são poucas as diferenças e elas não impedem a intercompreensão entre os vários falantes da Lusofonia. Não impedem realmente a intercompreensão. Por outro lado, as diferenças que existem são naturalmente lexicais e essas não têm também grande implicação na intercompreensão. Porque nós sabemos que do ponto de vista da competência lexical ela é extremamente variada. Varia com as regiões, varia com a cultura, varia com a formação escolar, varia ao longo da vida. Nós sabemos de projetos que na Europa se realizaram para várias línguas incluída a língua portuguesa, os projetos do estabelecimento do vocabulário fundamental das línguas, no nosso caso o português fundamental, que foi feito para a variante lusitana do português, mostrou que com 2222 palavras era suficiente para a comunicação nas situações do dia-a-dia, da vida corrente, portanto nós comunicamo-nos com relativamente poucas palavras na oralidade. O mesmo se verificou para o espanhol, para o francês, e para outras línguas onde este projeto foi levado a cabo. Ou seja, com cerca de 1500 ou 2000 e poucas palavras, unidades lexicais, nós conseguimos comunicar no dia-a-dia, na vida corrente, para satisfazer as necessidades fundamentais de comunicação.

Ora bem, depois o vocabulário individual vai crescendo, vai aumentando, pelas razões que acabei de apontar e naturalmente que numa pessoa culta o domínio vocabular rondará as 25.000 unidades lexicais. Num erudito, estudioso que trabalha com língua, com as diferentes épocas da língua pode ir às 50.000, mas com certeza não vai haver nenhum utente duma língua que domine 200.000 ou 300.000. Eu próprio, que coordenei a elaboração de um dicionário que tem 70.000 entradas lexicais não domino esse vastíssimo vocabulário todo, há algumas palavras que não sei se estão lá ou não estão, tenho que ir verificar. É impossível. Portanto, o nosso computador interno, mental, não tem uma capacidade tão grande que consiga armazenar um tão vasto leque de informação lexical. Portanto, aí há naturalmente variação. E agora os dicionários, o dicionário da Academia das Ciências e o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa apresentam variação. Eu vou apenas referir-me por um lado à macroestrutura dos dois dicionários, ou seja à nomenclatura que entra em cada um dos dicionários e por outro lado, à microestrutura ou à estrutura dos artigos, para os comparar, mostrar o que há de unidade entre eles e o que há de diversidade.

Antônio Houaiss (1915 – 1999)

Do ponto de vista da nomenclatura destes dicionários, disse que o dicionário da Academia tem cerca de 70.000 entradas lexicais. O dicionário Houaiss tem cerca de 218.000. Portanto, é um número muito maior. E essa corresponde a uma ideia de Antônio Houaiss, o saudoso filólogo brasileiro, que queria que, tal como existem para outras línguas -o inglês, nomeadamente- dicionários de uma vasta amplitude, também a língua portuguesa, que não é de somenos importância relativamente às outras, tivesse um dicionário de 400.000 ou 500.000 entradas lexicais. O dicionário que ele conseguiu produzir e que os seus continuadores, nomeadamente Mauro Vilar, continuaram, abrange um leque vastíssimo de entradas lexicais. Ora bem, nesta nomenclatura, tanto num dicionário como no outro houve a preocupação de manter vivo o espírito da Lusofonia. E portanto, na nomenclatura nós tivemos o cuidado de introduzir do lado brasileiro os lusismos, portanto, os termos portugueses que são próprios da variante, da norma lusitana do português, e por outro lado também os africanismos, os asiaticismos, e nestes nós criamos até termos para os designar: Angolismo, São-Tomensismo, Guineensismo, Moçambicanismo, Timorensismo, portanto acabámos por ter que de algum modo marcar esses termos como próprios nessas variantes e portanto nomeá-los através duma designação.

Eu tive a honra de ser convidado por Antônio Houaiss para me ocupar da introdução dos africanismos e asiaticismos no seu próprio dicionário, e dirigi uma equipa que integrava africanos dos vários países lusófonos e também de Timor e de Macau, portanto investigadores que trabalharam nessa área, no sentido de selecionarmos aquele número de vocábulos, aquele número de unidades lexicais mais características de cada uma das variantes desses países. É evidente que este trabalho, como disse a professora Maria do Carmo, o trabalho lexicográfico, o trabalho dicionarístico, é sempre um trabalho incompleto, é muito difícil ser-se exaustivo, e nesse domínio há muitos termos que infelizmente nós verificamos depois e que escaparam, que não foram registados. Mas esses termos foram registados na versão brasileira do dicionário Houaiss, e depois também na versão portuguesa desse mesmo dicionário, por causa das diferenças ortográficas, fundamentalmente. O professor Antônio Houaiss e os seus colaboradores quiseram que houvesse uma versão portuguesa do dicionário Houaiss e portanto nós fizemos também uma equipa, a minha, que elaborou essa versão portuguesa, a seguir à conclusão do dicionário da Academia, que foi concluído em Dezembro de 2000, nós lançámos imediatamente mãos à obra para elaborar a versão portuguesa do dicionário Houaiss. E levámos 16 meses. Portanto, em 16 meses com uma equipa de 10 pessoas nós conseguimos fazer a revisão completa desse dicionário. Até no sentido de detectar falhas, lacunas, erros, que a própria versão brasileira continha e que depois as transmitimos, tudo foi transmitido. Hoje, felizmente a electrónica permite-nos um contacto constante e imediato. Fizemos realmente esse trabalho e demos uma contribuição bem reconhecida do lado brasileiro para uma segunda edição desse dicionário no sentido de colmatar algumas lacunas, algumas falhas que o próprio dicionário tinha. Portanto, nós fizemos essa revisão completa e a edição portuguesa do dicionário Houaiss foi publicada pelo Círculo de Leitores, começou a ser publicada em Setembro de 2002 e sucessivamente ao longo de vários meses.

Anagrama da Academia das Ciências de Lisboa (fundada em 1779)

Essa primeira edição, pelas informações que tenho, vendeu logo 60.000 exemplares. Portanto, esse dicionário teve realmente uma repercussão muito grande. Infelizmente, nós em relação ao dicionário da Academia não temos o mesmo tipo de informação, eu não sei ainda hoje efectivamente quantos exemplares é que o dicionário vendeu até agora. Portanto, não temos uma informação tão aturada quanto aquela que tivemos na altura do dicionário Houaiss. Ora bem, do ponto de vista da nomenclatura, as diferenças que existem entre o acervo de entradas lexicais dum dicionário e doutro tem que ver com o objetivo essencial do dicionário e com a sua amplitude cronológica. O dicionário da Academia resume-se aos séculos XIX e XX. O dicionário Houaiss abrange desde o século XVI até à atualidade. Portanto ocupa uma época muito mais vasta.

Por que é que na Academia tomámos a decisão de nos concentrarmos nos séculos XIX e XX? Bom, como já foi dito pela professora Maria do Carmo na Academia havia duas tentativas anteriores de elaboração de um dicionário: a primeira que resultou na publicação de um volume para a letra A em 1793, então é o século XVIII, ou seja, treze anos depois da fundação da Academia, no qual logo uma equipa de três lexicógrafos e académicos começou a trabalhar e ficou realmente pela letra A, não teve continuidade, porque infelizmente a Academia não tratou bem estes lexicógrafos; primeiro, os nomes deles nem sequer aparecem na edição do dicionário; segundo, não lhes deu qualquer continuidade ao trabalho; terceiro, nem sequer lhes ofereceram um exemplar do dicionário e se o quiseram tiveram que o comprar. Logo dois faleceram em sequência, o outro ficou cego, e portanto o dicionário acabou aí, não teve continuidade. Só em meados do século XX graças à iniciativa do professor Jacinto Prado Coelho que formou uma equipa com Joseph Piel, alemão lusitanista para a área de etimologia, e com o professor Lindley Cintra é que lançaram mãos à obra, para a produção de um dicionário que ficou novamente pela letra A, com a diferença de que essa letra já não terminou em “azurrar”, como na primeira edição, o que se prestou a malévolas interpretações nomeadamente da parte de Herculano. Mas eu consegui descobrir uma palavra que é para além dessa e que era “azuverte” e então até na capa do dicionário a “azuverte” que designava uma ave de Timor, reparem em que esse nome saiu em 1976, no fim do império, com a queda do império de modo que até essa última palavra pode ser um símbolo relativamente a um termo do império político, porque o império da língua, creio, está vivo e bem vivo. Portanto aquele que era o Quinto Império na perspetiva de Vieira, depois de Pessoa, que retomou essa ideia, pode ser o império da língua, não é? Um império sem imperador. A língua será realmente um imperador.

Ora bem, essas duas iniciativas fracassaram. Em 1976 o professor Jacinto Prado Coelho quis fundar um seminário de lexicografia na Academia e pediu o apoio do Ministério da Educação onde estava um académico, de quem dependia realmente a aprovação daquela ideia, e esse académico por razões políticas disse-lhe que não, era dum outro partido relativamente ao professor Jacinto Prado Coelho, disse-lhe que não e o dicionário morreu por aí em 1976. Esse volume para a letra A levou vinte anos, eu trabalhei já dez anos nesse dicionário, os últimos cinco anos a concluir, a rever provas tipográficas, que era a imprensa nacional, [que] foi ela que editou o dicionário, e então só editava, imprimia o dicionário quando não tinha mais nada que fazer, mas como tinha sempre muito que fazer aquilo levou realmente vários anos. Portanto, quando nós retomámos o projecto em 1988 devido a uma iniciativa da fundação Calouste Gulbenkian, do seu presidente, que era o Professor Ferrer Correia, dizia ele -ele era um apreciador e um conhecedor do francês, ele falava magnificamente francês e consultava muito o Petit Robert- dizia: “que pena, nós não temos para a língua portuguesa um Petit Robert”, um dicionário do tipo do Petit Robert. E então nós agarrámos essa ideia que nos pareceu muito interessante. E limitámos então o nosso trabalho ao século XIX e XX para o qual tínhamos um corpus lexical muito importante que estava em elaboração no centro de Linguística da Universidade de Lisboa, que abrangia as literaturas lusófonas, portanto, portuguesa, brasileira, mas também africanas e que se alargava a área jurídica. Por exemplo, nós temos na área jurídica umas posturas, as publicações do Supremo Tribunal de Justiça que serviram de fonte documental, até os diários da própria Assembleia da República que também nos serviram de fonte documental. E alargámos também à área do jornalismo, portanto, porque os neologismos surgem desde logo na área jornalística, na literatura temos com certeza neologismos mas muitas vezes são mais do tipo idioléctico, são muito próprios, como em Mia Couto nós encontrámos uma quantidade de neologismos, mas são muito próprios, alguns deles depois passam ao uso comum como desconseguir, que é um termo criado por ele que depois se generalizou, mas outros ficam limitados ao autor. Ora bem, para nós registarmos no dicionário uma unidade lexical não podemos olhar só ao uso individual, temos que olhar a frequência, a distribuição do uso. Portanto, se o uso é generalizado então há razão para o introduzir, se se trata de um uso meramente individual então aí não haverá razão para o incluir na nomenclatura do dicionário.

Portanto nós com este corpus lexical riquíssimo tivemos possibilidades, como a professora Maria do Carmo salientou, de co-elaborar um dicionário com outros fundamentos e verdadeiramente um dicionário de autoridades, ou seja, em que as unidades lexicais, as aceções, o uso, estavam testados pelos escritores, mas também pelos jornalistas e por outras fontes documentais das diferentes áreas mais técnicas e científicas, a área jurídica mas também económica, também administrativa, etc. Ora bem, esta opção por um corpus lexical alargado que incluía por exemplo a área jornalística, os principais jornais, não foi muito bem acolhida por muitas pessoas ou por algumas pessoas, que achavam que só devíamos contemplar a literatura, as obras literárias, e não outras obras que fugiam realmente a esse domínio, como se a língua só fosse a língua literária, não é? Ora, a língua literária é uma componente da língua, há outras componentes que realmente temos que registar e se nos resumíssemos apenas à componente literária o dicionário seria com certeza muito mais pobre, e não constituiria verdadeiramente uma radiografia lexical do português que é usado em Portugal, fundamentalmente, mas também em África e também no Brasil.

 Dicionário de Língua Portuguesa Contemporânea

Porque na nomenclatura nós incluímos cerca de 6000 brasileirismos, portanto, não apenas unidades lexicais têm entrada própria como brasileirismos, mas também acepções de unidades lexicais que são de uso apenas no Brasil, incluindo cerca de 1000 unidades lexicais que são africanismos, asiaticismos. De modo que este dicionário que tem 70.000 entradas lexicais é muito limitado porque o limitámos ao século XIX e XX, para o que tínhamos um corpus lexical e, por outro lado, o grande problema relativamente aos projetos anteriores é que eram muito ambiciosos, portanto, pretendiam construir um grande dicionário da língua portuguesa, desde o século XVI (aqui a Idade Média pode ser mais específica e ter outros problemas), do século XVI à atualidade, em vários volumes, cada volume com... por exemplo, no de 1976 o projeto inicial eram três volumes, cada volume com dois tomos, esta estrutura também é um pouco discutível. Ora bem, ficou-se no primeiro tomo do primeiro volume. Então, realmente, em 1988 quando lançámos mão a esta obra, com o apoio financeiro da fundação Calouste Gulbenkian apoiado pelo Ministério da Educação dando-nos a possibilidade de contratar professores destacados do ensino, que eram dispensados das aulas e trabalhavam, portanto, na elaboração do dicionário, nós concebemos o dicionário da Academia como uma trilogia, portanto, em três grandes dicionários: o dicionário da língua portuguesa contemporânea, séculos XIX e XX, e depois o dicionário da língua portuguesa medieval, séculos XII a XV, -este está em curso- e por outro lado o dicionário de português clássico ou moderno -podemos ver qual será a designação mais adequada- que abrangeria os séculos XVI, XVII e XVIII. E portanto, em vez de um grande dicionário de vários volumes que levaria uma eternidade, com certeza, a fazer, e eu pessoalmente nem nenhum dos colaboradores tinha direito à eternidade, por esse motivo, nós optámos pelo século XIX e XX.

Ora bem, do ponto de vista da nomenclatura o dicionário Houaiss é muito mais amplo porque abrange 218.000 entradas, do século XVI à atualidade e, portanto, como dizermos, em domínio técnico e científico é muito mais rico, como não podia deixar de ser, e depois há aí uma grande quantidade de vocabulário que é próprio do Brasil.

 Houaiss

Portanto, se nós pensamos na riqueza imensa da fauna e da flora amazónicas e não só, e do Brasil em geral, há uma quantidade imensa de termos que um dicionário brasileiro tem que registar. Já num dicionário geral da língua levanta problemas, nós para o português tivemos que fazer seleção. Um outro domínio que também se me esqueceu é aquilo que chamamos os termos que designam habitantes. No Brasil há imensos termos para designar os habitantes das diferentes cidades, vilas, aldeias, regiões. Ora bem, nós fizemos apenas uma restrição desse número amplo de termos e registámos apenas até à cidade, e já não podemos ir, até à vila, aldeia, região, cidade, estado. Portanto, fizemos aí realmente uma seleção. Por conseguinte, do ponto de vista da nomenclatura há realmente estas diferenças, mas tanto um dicionário como o outro visam a promoção e a defesa da Lusofonia integrando termos próprios de cada um dos países lusófonos. Infelizmente nós não pudemos integrar os termos galegos e com muita pena, porque aí há problemas de ortografia que complicam. Há alguns problemas de ortografia que complicam realmente a introdução desses termos: “xente”, como é que vamos incluir “xente”, que tem uma grafia diferente? Portanto, já em relação, por exemplo, aos cabo-verdianismos tivemos algum problema porque, digamos do ponto de vista ortográfico, o critério que presidiu à constituição da ortografia do crioulo de Cabo Verde foi a ideia de a um grafema corresponder um fonema e só um. A cada grafema, um fonema, e no português não é esse o critério ortográfico, há muitos fonemas que têm vários grafemas para os representar e vice-versa e, portanto, de um ponto de vista lógico é muito interessante e defensável, mas de um ponto de vista prático não é, porque não é uma palavra da língua portuguesa. Uma língua como o crioulo cabo-verdiano, para se enriquecer, tem que acompanhar o desenvolvimento cultural, tecnológico, científico, portanto tem necessidade absoluta de buscar palavras novas, e uma fonte dessas palavras é o português. Então pegamos numa palavra portuguesa e a introduzimos no crioulo, e em vez de a introduzirmos com uma grafia do português, embora adaptando-a à morfologia do crioulo, acabamos por criar uma ortografia diferente, o que tornou difícil em muitos casos inserir no nosso dicionário tantas palavras próprias do crioulo de Cabo Verde que em Cabo Verde são usadas quando se fala português e se escreve português mas com grafia própria do crioulo cabo-verdiano. Ora para o galego acontecem esses problemas semelhantes do ponto de vista ortográfico.

Bom, eu não quero prolongar muito estas observações, estas considerações, vou agora apenas referir-me à questão da microestrutura dos dois dicionários, ou seja, à estrutura dos artigos. Desde logo, há uma diferença fundamental que tem que ver com o período, com o espaço histórico que os dois dicionários contemplam. Portanto, o da Academia, séculos XIX e XX, o dicionário Houaiss, desde o século XVI à atualidade. Mas há outras diferenças fundamentais, no dicionário da Academia, como é um dicionário de autoridades [que] regista para as unidades lexicais, para as aceções, até para as construções sintáticas próprias das palavras, sobretudo dos elementos predicativos, exemplos de autores. Portanto, há citações de autores, exemplos autênticos, não é? Ora o dicionário Houaiss dá exemplos construídos, produzidos ad hoc para ilustrar o funcionamento da língua. Bom, este processo é um processo perfeitamente legítimo porque os lexicógrafos que elaboram o dicionário conhecem bem a língua e, portanto, ao produzirem um exemplo, produzem-no de acordo com o que é a realidade da língua. Portanto, aí simplesmente há uma diferença fundamental entre exemplos construídos, fabricados ad hoc e exemplos que são retirados de obras produzidas, escritas, portanto, obras literárias e não literárias, há realmente esta diferença.

Uma outra diferença fundamental no que respeita à estrutura dos artigos tem que ver, por exemplo, com a componente morfologia, com a componente etimologia, etimológica. No dicionário da Academia damos a etimologia de uma forma muito sucinta, passa que no dicionário Houaiss, todo com a parte etimológica é muito mais desenvolvida, muito mais aprofundada, dando-se muitas vezes opiniões diversas relativamente à origem de uma palavra, ao étimo de uma palavra porque nem sempre há unanimidade entre os especialistas quanto à origem de uma determinada palavra, quanto ao étimo de uma determinada palavra. Depois, ainda do ponto de vista da estrutura dos artigos há um aspecto muito interessante e muito importante do dicionário Houaiss que é a deteção dessas unidades lexicais, a data de entrada na língua, e a data de entrada das aceções. Portanto, há aí uma informação vastíssima tendo em conta as fontes documentais históricas disponíveis, há aí esse dado que nos encontramos em documentos muito importantes do francês, do inglês e doutras línguas e que para o português é o primeiro dicionário que tem essa preocupação da deteção da entrada da palavra na língua ou da respetiva aceção.

Academia Brasileira de Letras (fundada em 1896)Por outro lado, ainda do ponto de vista ortoépico, nós transcrevemos a pronúncia lisboeta, fundamentalmente, das unidades lexicais, portanto, na entrada do dicionário nós temos uma palavra e entrada, unidade lexical e entrada e depois logo imediatamente a seguir damos a transcrição fonética, segundo o alfabeto fonético internacional, da pronúncia da palavra, mas segundo a variante lisboeta. Bom, também isto foi discutido e é discutível porque não é igual a pronúncia de uma palavra como /leite/, eu digo /leite/ que é mais a pronúncia do centro, de Coimbra, /leite/, um lisboeta diz /lêite/, não é?

Ora bem, aqui nós num caso ou noutro utilizamos, representamos a dupla pronúncia mas não fizemos sistematicamente. É claro que já não falo de pronúncia alentejana que é /lêti/ Portanto, pelo menos as duas pronúncias deviam ter sido registadas. Na próxima edição do dicionário, na seguinte edição, nós temos que ser mais... como é que vou dizer? Mais tolerantes relativamente ao registo da pronúncia, e registámos apenas por uma questão de que o dicionário é para o contexto português, a pronúncia portuguesa, porque é evidente que a pronúncia brasileira é diferente, não é? Mas essa não a registámos, o dicionário era da Academia das Ciências de Lisboa para a área do português de Portugal. Ora bem, em Houaiss há algumas informações ortoépicas mas são muito pontuais, portanto, não há a transcrição fonética da pronúncia de uma forma sistemática como nós realmente o fizemos no dicionário da Academia. Depois há outras diferenças, mas no que respeita, por exemplo, às construções sintáticas, no que respeita ao que chamamos as combinatórias fixas, há um grande número de combinatórias, sei lá, por exemplo, “sala de jantar” e “fim-de-semana”. Nestas combinatórias, “sala de jantar” nunca é hifenisado, nunca é escrito com hífen. “fim-de-semana” aparecia, já nos aparecia nas fontes documentais, umas vezes escrito com hífen, outras vezes sem hífen e optámos por registar com hífen. Portanto, “fim-de-semana”. Ora, a hifenação de uma palavra é constituída em certo modo como uma certidão de nascimento lexicográfica, isso dá direito à combinatória de ser registada como entrada lexical, não é? Então na ordem alfabética nós encontramos “fim-de-semana” grafado com hífen; “sala de jantar” não, porque não é grafado com hífen, então esta combinatória, que é fixa, como sabem, tem propriedades específicas: não se pode inserir, eu não digo “uma sala grande de jantar”, “uma sala de jantar grande” ou “uma grande sala de jantar”. No interior da palavra não introduzo outros elementos. Em salas de jantar, é o primeiro elemento o que vai para o plural, não é o segundo, portanto há aí um certo número de propriedades que permitem identificar uma sequência lexical como combinatória. Ora bem, nós registámos cerca de 22.000 combinatórias deste tipo, mas registámos na entrada sala e também na entrada jantar e é definido na primeira sala de jantar porque o significado é opaco. A sala de jantar não é só aquela sala onde se janta, é também a sala onde se almoça, é onde se toma o pequeno-almoço, portanto é a sala das refeições, e ela é definida na primeira vez que ocorre em sala e depois em jantar remetemos para o primeiro.

Portanto, temos aqui dois dicionários, para concluir, porque não quero abusar do tempo. Estes dois dicionários apresentam diferenças lexicais substanciais no que respeita à nomenclatura, no que respeita à própria estrutura dos artigos, ao modo como eles são compostos, elaborados, mas isso não atenta contra a unidade essencial da língua. Portanto a unidade essencial da língua é definida pelo sistema gramatical e não pelo sistema lexical. E o sistema gramatical é o mesmo que está presente nas duas obras. Muito obrigado.

Ver vídeo das conferências

[apresentação de Maria do Carmo Henriques dos 41 min. 05 seg. aos 51 min. 23 seg.]
[palestra do professor Malaca Casteleiro dos 51 min. 23 seg. a 1 h. 27 min. 40 seg.]

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Conferências Pró Academia Mon, 19 Nov 2007 13:44:18 +0100
Transcrição do debate nas Conferências de 8 de Outubro https://academiagalega.org/academia/eventos/1444-transcricao-do-debate-nas-conferencias-de-8-de-outubro.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1444-transcricao-do-debate-nas-conferencias-de-8-de-outubro.html
 Público assistente às Conferências
Debate Conferências de Evanildo Bechara e Malaca Casteleiro
Fac. Filologia, Univ. Santiago, 8 de Outubro de 2008, 12 h.

José Luís Rodrigues: Bem, a mim foi-me atribuído o papel de moderador assim no último momento e em consequência não está previsto que eu realize perguntas, mas suponho que aqui o público, enquanto não aparecer o Ângelo Cristóvão, poderá fazer algumas perguntas até que o organizador nos diga a que hora terminamos. Eu lembro que são horas já bastante avançadas e especialmente sei que os hábitos portugueses, no sentido das refeições, não são como os de aqui, não? Então fazemos as perguntas até que nos digam o que fazemos. O professor Antonio Gil tem a palavra.

António Gil: Eu rogaria que o moderador perguntasse primeiro.

José Luís Rodrigues: Eu cedo primeiramente aos assistentes a este acto, eu dou-lhes a palavra primeiramente, se não houver ninguém então pergunto algo.

Pergunta 1 (Xavier Vilhar Trilho): Eu perguntaria aos professores como vêem desde a sua perspetiva a falta da unidade ortográfica real das duas variantes principais do português, português de Portugal e o português do Brasil, tendo em conta que já há um acordo ortográfico.

Evanildo Bechara: O Professor Malaca Casteleiro fez parte da Comissão, de modo que eu acho que a pergunta pode ser contestada por ele.

Responde Malaca Casteleiro: Muito obrigado ao Professor Evanildo Bechara. Bom, realmente a questão ortográfica é uma longa guerra de cem anos, não é? Foi desencadeada em 1911. Foi uma declaração de guerra ortográfica, uma declaração, subjazente, indireta. Propriamente, porque Portugal nessa altura resolveu levar por diante uma grande reforma ortográfica sem ter procurado o consenso do Brasil Ora, determinar uma ortografia é um ato de soberania de um país sobre a língua, é um ato político e, portanto, não devia nunca ter sido tomada essa decisão sem o outro grande país de língua portuguesa se ter pronunciado sobre essa mesma reforma. E aí começou o grande erro do lado português. É verdade que no Brasil tinha havido já em 1907 também alguma tentativa de reforma ortográfica. De qualquer modo não foi por diante, não foi oficializada. Ainda que concordante dos dois lados do Atlântico, não podia nunca ser levada por um país avante sem realmente o outro participar nessa decisão política, nesse ato de soberania como é determinar uma nova ortografia para a língua comum.

Portanto esse é o grande problema e depois não houve nunca realmente entendimento. Nós sabemos que em 1945 -como foi aqui lembrada, a convenção ortográfica de 1945- os negociadores portugueses, coordenados pelo professor Rebelo Gonçalves, um classicista que falava o Latim e o Grego, para quem eram as línguas ainda vivas e fundamentais, conseguiu convencer os colegas brasileiros para reintroduzirem na grafia brasileira as consoantes mudas. Já tinham suprimido e suprimiram-nas com certeza por razões de alfabetização. É muito mais difícil para uma criança aprender a escrever a palavra “óptimo”, com p do que escrevê-la sem p, “director” com c, “recepção” é com p mas “direcção” é com dois c. Portanto mesmo não há articulação comum do ponto de vista fónico, e do ponto de vista morfológico há ortografia diferente; “receção” para os brasileiros, realmente, pronunciam “receção”. Mas do ponto de vista da aprendizagem da grafia, portanto uma criança portuguesa que diga /recepção/ tem que por lá um pê, mas direcção tem que escrever lá mais um c. Ora bem, por razões de escolarização, de alfabetização com certeza que essas consoantes foram suprimidas.

Ora bem, em 1945 os lusitanos, filólogos portugueses conseguiram convencer os colegas brasileiros a reintroduzir, portanto foi tudo feito segundo o desejo do professor Rebelo Gonçalves, uma grande figura - não é isso que está em causa- mas não houve consenso. Uma reforma ortográfica tem que fundamentar-se em razões linguísticas, em razões sociais e culturais, e em razões políticas, e portanto aí do ponto de vista social, do ponto de vista político, não houve realmente bom senso nessa opção que realmente foi tomada. Ainda hoje houve símiles da questão, portanto, um certo número de inteletuais portugueses com grande acesso aos meios de comunicação e que são contra a supressão dessas consoantes, porque ao suprimir essas consoantes “muda-se a fala”. A fala é uma coisa e a escrita é outra. E, portanto, naturalmente [há umas] relações entre a fala e a escrita, porque a ortografia portuguesa tem um critério fonético, no qual também se baseia, mas realmente... o alterar a grafia não implica alterar a fala, não é? Então, eu já disse, é o argumento do medo, e que se nós em direcção tiramos o c, as pessoas vão passar a dizer /dirêção/. Portanto, nós temos palavras em que a pretónica é aberta, “padeiro” por exemplo e não há lá nenhuma marca a indicar que esse “a” é aberto. Por outro lado temos “actualizar”, “actual”, temos lá o cê e no entanto a anterior é fechada, /âtual/, /âtualizar/. Portanto, esse argumento não pega mas, infelizmente, é o que tem impedido.

Portanto é unificação ortográfica porque o Acordo de 1990 foi um acordo possível. Não é o acordo ótimo, porque o ótimo seria a unificação absoluta. E então há aí alguns casos em que era muito difícil conseguir uma base comum. O principal é realmente o das esdrúxulas, em que a tónica “e” e “o” são seguidas de consoante nasal: “António”, “género”, em que do lado brasileiro usam acento circunflexo e do lado português é o acento agudo. Bom, Rebelo Gonçalves conseguiu também convencer os colegas brasileiros a substituir o acento circunflexo pelo agudo. Portanto, era tudo feito à medida do desejo de Portugal e o resultado está à vista. Ora, em 1986, numa primeira tentativa de acordo que se realizou em Abril no Rio de Janeiro, tendo do lado brasileiro o professor Antônio Houaiss, muito empenhado neste processo, optámos por suprimir os acentos, que os nossos alunos das nossas escolas têm uma certa relutância em escrever. E portanto aí tínhamos um argumento que é uma realidade que procede da escrita e portanto a pessoa já sabe que em António, o acento está na penúltima, até discutimos se as duas vogais finais não constituem de certo um ditongo crescente. ortanto, em António, sabe perfeitamente que o acento está aí, e portanto a abertura já faz parte da fala, das diferenças que há entre os falares dos dialetos. Mas esse Acordo, desse ano 86, não conseguimos sacá-lo por diante, enfim, motivou uma reação tão intensa do lado de Portugal, esses inteletuais fundamentalmente que se insurgiam contra o acordo. Depois vinham com outros argumentos, pois muito bem para as palavras de uso comum que já conhecemos o exemplo e não faz falta, mas para as palavras que se aprendem através da escrita, e, nomeadamente, do ponto de vista da aprendizagem da língua como língua estrangeira, para um estrangeiro que encontra a palavra escrita, o facto de ter o acento ajuda a fixar a imagem fónica e a imagem gráfica da palavra.

Portanto, agora, fundamentalmente o que falta é a vontade política. Não há vontade política em Portugal, não tem havido vontade política em Portugal para levar o Acordo por diante. Porque é um medo estúpido, incompreensível, de que através do Acordo Ortográfico o Brasil nos conquistará África, como se nós fôssemos os donos da África. Ou através de um Acordo Ortográfico se conquistasse alguma coisa. Mas há essa preocupação de que através da reforma ortográfica a variante brasileira do português se alargará à África. Ora, uma coisa é a escrita e outra coisa é a fala. E do ponto de vista da oralidade até alguns portugueses que falam nos países africanos lusófonos em têm muitos deles características mais semelhantes ao português que se fala no Brasil que do português que se fala em Portugal. Mas a razão fundamental é esta, não tem havido vontade política. E agora o Brasil -aí o professor Evanildo Bechara poderá dizer melhor- que se propõe aplicar o Acordo já no próximo ano, em 2008. Portugal irá depois a reboque, estou absolutamente convencido, ora era preferível que não fosse a reboque [Prof.ª Maria do Carmo Henriques: Irá para a frente] Muito obrigado, eu já me alonguei demasiado sobre esta questão e não sei se respondi inteiramente à questão.

Responde Evanildo Bechara: Quanto à respectiva ortografia, eu acredito que, se nós não lhe darmos as bases científicas de uma ortografia, jamais chegaremos a um acordo, porque já em 1911 e antes, Gonçalves Viana e Vasconcelos Abreu, em 1885-86 já tinham trabalhado no sentido de uma alteração, de uma mudança ortográfica. Tanto em 1885-86 como em 1911 nós tínhamos uma realidade educacional, cultural, diferente de hoje. A linguística nos mostra que uma língua comum só consegue relativa unidade na sua morfossintaxe e os acordos ortográficos querem fazer partir o sistema ortográfico da fonética, duma verdade fonética ou fonológica. Enquanto nós não abolirmos esta preocupação com a realidade fonética e fonológica, não chegaremos a um acordo. Nós vimos pela informação do nosso querido professor Malaca Casteleiro a grita que houve porque o dicionário da Academia registou a pronúncia lusitana, e não registou a realidade de outra pronúncia corrente em Portugal, pelo menos uma pronúncia, acredito coimbrã, de modo que enquanto os ortógrafos ficarem fixados na ortografia, fixados no elemento fonético-fonológico jamais poderemos chegar a um acordo.

Se nós compararmos uma primeira edição de Machado de Assis, por exemplo, 1886, 1900, com a mesma página de Machado de Assis hoje, nós vamos ver que o número de acentos no texto impresso hoje é muito maior, às vezes chega a quatro vezes mais os acentos usados na primeira edição ou numa edição de 1896 ou de 1900. E acontece que esse texto, com uma economia de acentos, era entendido pelas pessoas, e quando a pessoa tinha dificuldade, procurava um dicionário. O dicionário foi feito para ser consultado. Quando nós lemos inglês e quando nós lemos alemão, alemão já não digo tanto porque tem uma ortografia muito próxima da realidade fonética e fonológica, mas no caso do inglês nós nunca sabemos qual será a pronúncia daquela palavra se a vemos pela primeira vez. Eu tenho um livro de dois foneticistas americanos que dizem que se nós damos uma palavra a dez americanos, palavras que eles nunca viram, nós vamos encontrar no mínimo sete tentativas ou sete possibilidades de pronúncia. E o inglês não usa acento, então eu acredito que é o nosso grande problema, porque no sistema ortográfico nós já resolvemos os problemas etimológicos, já acabámos com os grupos gregos ph, sc, etc.

É dizer, a parte etimológica da ortografia já está muito bem racionalizada, agora fica a parte de acentuação. Ora, o emprego de um acento é como se fosse um estímulo à provocação entre realidades fonéticas diferentes, quer realidades nacionais como o Brasil e Portugal, quer realidades dentro do próprio espaço, por exemplo pronúncias diferentes no Brasil da mesma palavra e pronúncias diferentes em Portugal. Quer dizer, enquanto a o sistema ortográfico ficar aumentando o número de utilização de acentos, isto provoca uma dificuldade de uma unificação porque o acento é sempre um desafio, é sempre uma provocação a uma realidade fonética quer dentro do país, nas suas várias regiões, quer na comparação de um sistema fonológico. Ora, nós sabemos, por exemplo, na gramática nós podemos chegar a uma unidade morfossintática em todo o domínio da Lusofonia, mas não podemos fazê-lo no campo da fonética. E o que é que acontece com os ortógrafos desde Gonçalves Viana e Vasconcellos de Abreu em 1885-86, é que há uma necessidade de acentos para facilitar a pronúncia. Ora, essa facilitação da pronúncia naquela época era até justificável, porque a rede escolar era muito restrita. Nós não contávamos com os elementos da mídia falada, como nós temos hoje a televisão, o rádio, etc. De modo que mudou o panorama educacional entre 1885 e 2005-07. E, depois, o acento não garante, quer o acento quer os sinais diacríticos, não garantem a boa pronúncia da palavra, por exemplo, a palavra questão não tem trema e no Rio de Janeiro cada vez mais se acentua a pronúncia qüestão, qüestionário etc. A palavra “recém” tem um longo acento agudo na sílaba tónica e a pronúncia normal é “récem nascido”, “récem criado”, quer dizer a pessoa põe o acento mas não o respeita à hora de proferir. De modo que os ortógrafos têm dado grande importância à presença do acento. Ora a presença do acento numa ortografia vai criar situações de oposição entre a pronúncia, quer no mesmo país, quer em países diferentes. E nós sabemos que o falante resolve o seu problema, vejam por exemplo o caso do plural por metafonia: o plural por metafonia não leva nenhum acento, e todos nós sabemos quando o singular tem o timbre fechado e o plural tem o timbre aberto e que há, naturalmente, variações dessas pronúncias. Portanto, eu acho que o grande problema e a grande dificuldade de uma unificação ortográfica é que a atenção dos ortógrafos está voltada para o maior número de acentos, o que significa a maior provocação de diversidade da realidade fonética entre quer o mesmo país, quer em países diferentes. Eu creio que uma palavra como “Antônio”, proferida em Portugal com timbre aberto e no Brasil com timbre fechado, se nós não usamos o acento os portugueses continuam com timbre aberto, os brasileiros continuam com timbre fechado, e isso não é geral porque no Brasil também existe “António”, aquela região de pescadores da região dos Lagos, que é uma região de contingentes de antigos portugueses, é assim que se pronuncia a palavra, “António”. Quer a pronúncia seja “António”, quer “Antônio”, escrita sem acento nós poderemos chegar a uma unidade ortográfica. Agora se nós quisermos usar o acento com valor, com preocupação pedagógica, didática e educacional jamais teremos um acordo ortográfico. Então a meu ver essa unidade ortográfica só se obterá se nós chegamos a uma mudança da filosofia que deve presidir um Acordo Ortográfico para toda a Lusofonia.

Público assistente às Conferências

Comentário de António Gil: Um apontamento: No italiano a realidade é que não utilizam quase acentos. [Comentário do Professor Bechara: A não ser nos subtítulos] E o que acontece é que na Itália a unidade linguística era relativamente mínima no princípio da existência do estado italiano e não obstante agora na realidade é que o italiano se expandiu totalmente, pode dizer-se que é a única língua da nação e os dialetos estão em recessão total. Portanto...

Resposta de Evanildo Bechara: É. Um linguista italiano dizia que antes do boom da televisão quando quatro ou cinco italianos se juntavam pelo menos três falavam dialetalmente, depois de 1960 essa estatística mudou consideravelmente. Porque nós temos é que fazer frente a que os nossos locutores tanto de rádio como de televisão que não sejam escolhidos pela sua beleza física, mas que sejam promotores da boa pronúncia naquela região em que eles estão falando. Como antigamente os locutores no Rio de Janeiro passavam por um curso de locução, de prosódia, de ortoépia, para que pudessem agir como um elemento difusor da cultura, da língua naquela região.

Pergunta 2 (uma pessoa do público): Só uma pergunta, no caso do Brasil, por exemplo, qual seria a boa pronúncia do português do Brasil, seria a do Sul, a do Rio de Janeiro, a do Pará, a do Amazonas, a de Pernambuco, a da Paraíba? Será que esse conceito de boa pronúncia no Brasil é um conceito político... muitas vezes...

Resposta de Evanildo Bechara: Não, pode haver até uma influência política mas eu responderia com uma frase de um linguista do XIX, um dinamarquês, Otto Jespersen, que dizia: «Cada pessoa culta é um clássico na sua língua» seja ele falante de Londres, seja ele falante de Liverpool, etc. Então nós nunca teremos a boa pronúncia, a boa pronúncia é a pronúncia de cada região. Qual é a boa pronúncia de Portugal? Se ele for lisboeta será a de Lisboa, se ele for de Coimbra será a coimbrã, se ele for carioca será a pronúncia carioca, se ele for paulista será a pronúncia paulista. Quer dizer, não existe a boa pronúncia e isso é uma, é um fantasma que dominava a filosofia dos estudos linguísticos quando se via a língua como um produto natural que nascia, crescia e evoluia independente da vontade do homem. E hoje não, hoje a língua é vista como um produto social, não é? O Sapir diz que nós só falamos porque nascemos no regaço de uma sociedade. Então isso significa que cada região é a sua pronúncia, é o conceito de norma. O que é norma? Antigamente se imaginava “norma” como uma... alguma coisa unitária e uniforme. Hoje norma é o que é normal em cada região, a norma é o que é normal, fixada por uma tradição. De modo que, antigamente por exemplo, no Brasil havia essa ideia de que a melhor pronúncia era a do Pará porque no Pará nós tivemos uma maior influência portuguesa. E isso não existe. Não existe na França, qual é a melhor pronúncia francesa? Não existe. Não, é a pronúncia de cada região, já que a língua é um fenômeno exclusivamente social, histórico-social.

Malaca Casteleiro: Houve em 1986 uma tal reação em Portugal [...] que era impossível.

Evanildo Bechara: É o que eu digo, é a mudança da filosofia que preside à unificação ortográfica. Eu não proponho a abolição dos acentos. O que eu proponho é uma racionalização dos acentos onde tenham uma influência só de sílaba tônica, não de timbre, se aberta ou fechada, como faz por exemplo o espanhol. O espanhol teve mais sorte do que nós porque o espanhol só trabalha com cinco vogais. Eles não têm essa oposição /e/ /ê/ como nós temos, /o/ /ô/, porque eles ditongam as vogais breves. Mas de qualquer maneira nós temos que mudar a filosofia do emprego dos acentos. Se nós chegamos a uma filosofia de tal maneira que o acento marque a sílaba tônica, seja de timbre aberto ou fechado, mas marque a sílaba tônica e não generalizar o acento para todos os casos, nós chegaremos a isso. Numa página de Machado de Assis de 1896 ou 1900, se nós contarmos o emprego dos acentos, nós temos aproximadamente quatro ou cinco palavras acentuadas. Se verificarmos a mesma página num texto impresso depois das reformas ortográficas, aqueles quatro ou cinco acentos são duplicados ou triplicados. Essa é a presença do acento num texto moderno, de modo que o que o que nós devemos fazer é chegarmos a um denominador comum. Há um trabalho de um professor publicado num órgão da imprensa lisboeta onde ele pegou o vocabulário fundamental, são duas mil e tantas palavras. E ele verificou que a coincidência de acentuação entre Brasil e Portugal chega a 90%, quer para o emprego do acento agudo, quer para o acento circunflexo. De modo que a mudança de filosofia é procurar uma racionalização para esses 10% que contrariam a pronúncia, o uso do acento agudo ou do acento circunflexo entre Brasil e Portugal e o resto da Lusofonia. Quer dizer, o nosso problema de acentuação está nesses 10% que mostram uma divergência entre o emprego do acento. Nós teríamos que partir de aí, qual é a solução eu não sei, porque eu não estudei o problema, mas somos suficientemente, não digo inteligentes mas preparados, para chegarmos à solução desses 10%, porque os 90% já foram resolvidos por essa tradição ortográfica. De modo que por isso é que eu acho que o Brasil não devia entrar logo com o Acordo fixado. Por que? Porque se nós estudarmos mais a filosofia da ortografia nós poderemos chegar de aqui a um ano, dois anos, a um sistema que atendesse a todas as componentes da Lusofonia.

José Luís Rodrigues: Bom, então se não houver mais perguntas, tendo em conta já que é uma hora um pouco avançada, encerramos o ato. Mas quero-o fazer, agradecendo muitíssimo a presença dos quatro oradores tanto do colega de tantas lutas passadas, o Professor Martinho Montero Santalha, quase coetâneo meu, como da amiga, minha antiga professora que hoje é colega e amiga, Professora Maria do Carmo Henriques, como especialmente aos nossos convidados e representantes das academias e das universidades de Portugal e do Brasil, que estou certo voltarão muitas vezes mais a esta universidade porque esta universidade tem necessidade de escutar sempre a sua palavra sábia. E estou seguro disso. Muito obrigado a todos.

Ver vídeo das conferências

[debate desde 1 h. 27 min. 40 seg. até o final]

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Conferências Pró Academia Mon, 19 Nov 2007 14:05:01 +0100
Contatar a Pró https://academiagalega.org/component/k2/1833-contatar-a-pro.html https://academiagalega.org/component/k2/1833-contatar-a-pro.html

Contatar

Para contatar com a Associação Pró-Academia pode fazê-lo através do e-mail:

pro[@]academiagalega.org
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Contatar a Pró Fri, 04 Jan 2008 20:32:24 +0100
DVD da Sessão Inaugural da Academia Galega da Língua Portuguesa https://academiagalega.org/component/k2/1384-dvd-da-sessao-inaugural-da-academia-galega-da-lingua-portuguesa.html https://academiagalega.org/component/k2/1384-dvd-da-sessao-inaugural-da-academia-galega-da-lingua-portuguesa.html

DVD da Sessão Inaugural da AGLP

Sessão Inaugural da Academia Galega da Língua Portuguesa

Organização: Associação Cultural Pró Academia Galega da Língua Portuguesa, Academia Galega da Língua Portuguesa e Vicerreitoría de Cultura da Universidade de Santiago de Compostela.

Colaboradores: Xunta de Galicia - Vicepresidencia da Igualdade e do Benestar, Secretaría Xeral de Relacións Institucionais; Xunta de Galicia - Consellaría de Cultura e Deporte; Centro Galego de Arte Contemporánea; Fundación Caixa Galicia.

Depósito Legal: C 4290-08

Sessão Inaugural:

Moderador: Ângelo Cristóvão Angueira.

Oradores: Dr. João Craveirinha, Prof. Dr. João Malaca Casteleiro, Prof. Dr. Artur Anselmo, Prof. Dr. Carlos Reis, Prof. Dr. Evanildo Bechara, Exmo. Sr. Xoán Antón Pérez-Lema, Prof. Dr. José-Martinho Montero Santalha.

Música:

Eduardo Baamonde "Dubi", gaita
Servando Barreiro, acordeão
José Luís do Pico Orjais, percussão

Hino do Batalhão Literário
Hino da Galiza (P. Veiga / E. Pondal)

***

Rudesindo Soutelo, compositor
Isabel Rei, guitarra

Deu-La-Deu

1.- Assédio à fortaleza
2.- A fome impinge a rendição
3.- Oferta de pães ao inimigo
4.- Desistência do cerco
5.- Triunfo incruento da estratégia

Arquivo Marcial Valladares

Rigodões I e II
Valsa
Alvorada
 

Lugar e data: Santiago de Compostela, 6 de outubro de 2008.

Duração aproximada: 180 min.

Pode solicitar o DVD escrevendo para pro[@]academiagalega.org

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DVDs da Academia Sun, 30 Nov 2008 01:00:00 +0100
DVD das Conferências de 8 de Outubro de 2007 https://academiagalega.org/component/k2/1383-dvd-das-conferencias-de-8-de-outubro-de-2007.html https://academiagalega.org/component/k2/1383-dvd-das-conferencias-de-8-de-outubro-de-2007.html

Capa do DVD das Conferências

Conferências de Evanildo Bechara e Malaca Casteleiro

Edita: Comissão Promotora da Academia Galega da Língua Portuguesa

Com o apoio de: Associação de Amizade Galiza-Portugal e Colóquios da Lusofonia

Depósito Legal: C 3806-07

ISBN: 84-88849-19-2

Conteúdo:

Conferência do Prof. Evanildo Bechara (Academia Brasileira de Letras), com a apresentação do Prof. Martinho Montero Santalha:"A Língua Portuguesa na visão dos fundadores da ABL: unidade e diversidade".

Conferência do professor Malaca Casteleiro (Academia das Ciências de Lisboa), com a apresentação da Profª. Maria do Carmo Henriques: "Contribuição do Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa e do Dicionário Houaiss para a unidade, na diversidade, da Língua Portuguesa".

Inclui o debate aberto após ambas as exposições.

Lugar e data: Faculdade de Filologia da Universidade de Santiago de Compostela (Galiza). 12 horas, 8 de Outubro de 2007.

Duração aproximada: 120 min.

Pode solicitar o DVD escrevendo para pro[@]academiagalega.org

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DVDs da Academia Fri, 04 Jan 2008 01:00:00 +0100
DVD do Colóquio Homenagem a Guerra da Cal https://academiagalega.org/component/k2/1396-dvd-do-coloquio-homenagem-a-guerra-da-cal.html https://academiagalega.org/component/k2/1396-dvd-do-coloquio-homenagem-a-guerra-da-cal.html

DVDs do II Seminário de Lexicologia

Colóquio Homenagem a Ernesto Guerra da Cal
III Seminário de Lexicologia
da Academia Galega da Língua Portuguesa

Organização: Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP).

Colaboração: Associação Cultural Pró AGLP.

Agradecimentos: José-Martinho Montero Santalha, Enric Ucelay-Da Cal, Joel R. Gomes, Carlos Durão Rodrigues, Maria do Carmo Henríquez Salido, José Luís do Pico Orjais, Concha Rousia, António Gil Hernández, Isabel Rei Samartim, Iolanda Mato Creo.

Música: Deloise.

Gravação e Edição: Planeta Namec.

Depósito Legal: C 3152-11

Conteúdos:

Vídeo Resumo.

Entrevista a Joel Gomes.

Entrevista a J.L Franco Grande.

Entrevista a António Gil Hernández.

Entrevista a Enric Ucelay-Da Cal

Entrevista a José Luís do Pico Orjais

Entrevista a Carlos Durão

[Programa detalhado: clicar aqui]

Lugar e data: Santiago de Compostela, 2011-2012.

Pode solicitar os DVDs escrevendo para pro[@]academiagalega.org

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DVDs da Academia Fri, 30 Mar 2012 02:00:00 +0200
DVDs do I Seminário de Lexicologia https://academiagalega.org/component/k2/1385-dvds-do-i-seminario-de-lexicologia.html https://academiagalega.org/component/k2/1385-dvds-do-i-seminario-de-lexicologia.html

DVDs do I Seminário de Lexicologia

I Seminário de Lexicologia da Academia Galega da Língua Portuguesa

Organização: Associação Cultural Pró Academia Galega da Língua Portuguesa e Academia Galega da Língua Portuguesa.

Agradecimentos: Fundación Caixa Galicia.

Depósito Legal: C 4096-09

DVDs:

DVD 1: resumo; anúncios dos professores Malaca Casteleiro e Evanildo Bechara; entrevistas aos professores Martinho Montero Santalha (AGLP), Adriano Moreira (ACL), Carlos Reis (UAb), Artur Anselmo (ACL), Evanildo Bechara (ABL), J. Malaca Casteleiro (ACL) e Chrys Chrystello (Colóquios da Lusofonia).

DVD 2: assinatura do protocolo de colaboração (UAb - AGLP); ato de abertura.

DVD 3: primeira sessão; segunda sessão.

DVD 4: terceira sessão; quarta sessão; encerramento do Seminário.

[Programa detalhado: clicar aqui]

Música:

Triunfo incruento da estratégia (Rudesindo Soutelo)
Valsa e Alvorada (Arquivo Valladares)
Moinheira (Popular - Isabel Rei)

***

Isabel Rei, intérprete

Lugar e data: Santiago de Compostela, 5 de outubro de 2009.

Duração aproximada: 320 min.

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DVDs da Academia Wed, 17 Mar 2010 01:00:00 +0100
DVDs do II Seminário de Lexicologia https://academiagalega.org/component/k2/1386-dvds-do-ii-seminario-de-lexicologia.html https://academiagalega.org/component/k2/1386-dvds-do-ii-seminario-de-lexicologia.html

DVDs do II Seminário de Lexicologia

II Seminário de Lexicologia
da Academia Galega da Língua Portuguesa

Organização: Associação Cultural Pró Academia Galega da Língua Portuguesa e Academia Galega da Língua Portuguesa.

Agradecimentos: sócios e sócias da AC Pró AGLP e da AGAL.

Depósito Legal: C 4418-10

DVDs:

DVD 1: resumo e entrevistas aos professores José-Martinho Montero Santalha (AGLP), João Malaca Casteleiro (ACL), Evanildo C. Bechara (ABL), Raul Rosado Fernandes (ACL), Samuel Rego (IC), Joseph Ghamine (ADPG), à doutora Margarida Costa (Porto Editora) e  ao engenheiro Carlos Amaral (Priberam Informática).

DVD 2: primeira sessão.

DVD 3: segunda sessão; terceira sessão (1ª parte).

DVD 4: terceira sessão (2ª parte); quarta sessão.

[Programa detalhado: clicar aqui]

Lugar e data: Sede da Fundação Caixa Galicia em Santiago de Compostela, 25 de setembro de 2010.

Pode solicitar os DVDs escrevendo para pro[@]academiagalega.org

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DVDs da Academia Tue, 01 Mar 2011 01:00:00 +0100
Estatutos da Fundação Academia Galega da Língua Portuguesa https://academiagalega.org/component/k2/1834-estatutos-da-fundacao-academia-galega-da-lingua-portuguesa.html https://academiagalega.org/component/k2/1834-estatutos-da-fundacao-academia-galega-da-lingua-portuguesa.html

CAPÍTULO I

DA DENOMINAÇÃO, REGIME JURÍDICO, DURAÇÃO, SEDE E ÂMBITO DE ATUAÇÕES

Artigo 1º. Denominação.

A Fundação Academia Galega da Língua Portuguesa, adiante designada simplesmente por Fundação, é uma entidade sem fins lucrativos.

A Fundação, uma vez inscrita no Registo de Fundações, tem personalidade jurídica própria e capacidade de obrar, podendo realizar todos os atos necessários para a consecução dos seus fins de acordo com o ordenamento jurídico vigente.

Artigo 2º. Regime jurídico.

A Fundação constitui-se ao abeiro da Ley 50/2002, de 26 de diciembre, de Fundaciones e reger-se-á pela citada Lei e pelo conjunto de normas do ordenamento jurídico que lhe forem aplicáveis.

Artigo 3º. Duração.

A Fundação tem duração ilimitada.

Artigo 4º. Sede.

A Fundação tem o seu domicílio em Padrão (C.P. 15900), R/ Castelão núm. 27, Galiza.

Artigo 5º. Âmbito de atuações.

A Fundação desenvolverá a sua atuação en todo o Estado. Ocasionalmente, por si ou com outras entidades, poderá realizar atividades e estabelecer delegações fora deste território, nomeadamente no âmbito da lusofonia.

CAPÍTULO II

DOS FINS E DAS ATIVIDADES DA FUNDAÇÃO

Artigo 6º. Fins.

A Fundação tem por fins:

  1. A defesa da unidade da língua portuguesa, o seu ensino, aprendizado, uso correto e naturalização na Galiza.

  2. Promover o estudo da língua da Galiza para que o processo da sua normalização seja congruente com os usos que vigoram no conjunto da Lusofonia.

  3. Impulsar o achegamento e facilitar a circulação e intercâmbio cultural da Galiza com o conjunto da Lusofonia, visando a valorização e contintuidade dos laços históricos e culturais.

  4. Promover e difundir o conhecimento recíproco, em todas as suas dimensões e nomeadamente no campo linguístico e cultural, da Galiza e do conjunto de países da Lusofonia, das coletividades emigradas e de outras pertencentes ou relacionadas com o sistema linguístico galego-português.

  5. Se proceder, assessorar e propor iniciativas aos poderes públicos e quaisquer outras instituições interessadas na implementação do Português nos territórios e comunidades da Lusofonia e no desenvolvimento de ações tendentes a fomentar as relações entre a Galiza e o conjunto da Lusofonia.

  6. Promover ações de cooperação para o desenvolvimento no âmbito dos países e territórios de língua portuguesa, nomeadamente no campo da educação, pesquisa e política linguística.

Artigo 7º. Atividades.

Para a consecução dos seus fins, a Fundação poderá realizar as atividades que se enumeram a seguir com caráter enunciativo e não limitativo:

  1. Celebrar convénios, acordos, contratos e outros instrumentos jurídicos com pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado, nacionais ou internacionais.

  2. Organizar cursos, conferências, exposições, simpósios, mesas, seminários, concertos, congressos, e toda classe de encontros nacionais e internacionais bem como qualquer outro tipo de atividades culturais, científicas ou educativas.

  3. Colaborar com outras entidades públicas e privadas da Galiza, do resto da lusofonia e de outros países e organismos internacionais.

  4. Estabelecer delegações e realizar atividades por si ou com outras entidades no conjunto da Lusofonia.

  5. Constituir e colaborar com museus, bibliotecas, videotecas, fonotecas, projetos virtuais na Internet e outras iniciativas similares.

  6. Criar e gerir estabelecimentos e centros dedicados à docência e à investigação.

  7. Editar e publicar livros, folhetos, revistas, etc. relacionados com os fins da Fundação.

  8. Criar, manter ou administrar unidades de apoio e produção de recursos técnico-científicos tais como produção gráfica, recursos audiovisuais e demais atividades correlatas.

  9. Constituir prémios, bolsas, ajudas de custo, subsídios, etc. para realização de atividades tendentes à consecução dos fins da Fundação.

  10. Fomentar a realização de trabalhos de investigação e académicos, e divulgar os existentes.

  11. Fomentar a investigação e o aprendizado da Língua da Galiza.

  12. Fomentar a cooperação entre especialistas e destacadas personalidades do conjunto da Lusofonia.

  13. Fomentar o conhecimento e a difusão de figuras relevantes do pensamento e da cultura de Galiza.

  14. Promover a colaboração do setor privado empresarial e dos poderes públicos nas iniciativas da Fundação.

  15. Em geral, qualquer outra atividade que a juízo do Padroado contribua para a consecução dos fins da Fundação.

CAPÍTULO III

REGRAS BÁSICAS PARA A APLICAÇÃO DOS RECURSOS AOS FINS FUNDACIONAIS E PARA A DETERMINAÇÃO DOS BENEFICIÁRIOS

Artigo 8º. Regras básicas de aplicação dos recursos aos fins fundacionais.

1. Para o cumprimento dos fins fundacionais, a Fundação poderá realizar atividades enunciadas por si ou mediante qualquer sistema de colaboração com outras entidades públicas e privadas.

2. O Padroado terá plena liberdade para determinar as atividades da Fundação tendentes à consecução dos objetivos concretos que considere convenientes em cada momento, dentro do cumprimento dos fins fundacionais.

3. Para a consecução dos seus fins, a Fundação deverá fomentar e atrair a transmissão lucrativa de bens e serviços, aceitando qualquer tipo de bens, subsídios, e ajudas de caráter pessoal ou económico, com pleno respeito da legislação aplicável. O Padroado empreenderá quantas acções considerar oportunas com ânimo de gerar recursos que serão aplicados ao cumprimento dos fins fundacionais.

4. Os gastos de administração não poderão ultrapassar a percentagem máxima que estabeleça a legislação em vigor.

5. À realização dos fins fundacionais deverá-se destinar a percentagem mínima de rendas e ingressos que estabeleça a legislação em vigor.

Artigo 9º. Beneficiários.

1. A Fundação está ao serviço do povo galego.

2. Os beneficiários das atividades da Fundação poderão ser todas as pessoas, físicas ou jurídicas, interessadas no conhecimento da Língua da Galiza, a História e a cultura galegas, e a Lusofonia em geral.

3. O Padroado decidirá como desenvolver os fins fundacionais e escolher as pessoas beneficiárias conforme a critérios de não discriminação e imparcialidade.

4. A Fundação aplicará discrecionalmente recursos a pessoas e entidades que, pela qualidade dos projectos que realizem, o mereçam por contribuírem para promover os fins fundacionais segundo critério do Padroado.

5. A aplicação dos recursos atenderá às previsões estatutárias e à legislação vigorada em cada momento.

CAPÍTULO IV

DO GOVERNO DA FUNDAÇÃO

Artigo 10º. O Padroado.

O órgão que governa e representa a Fundação é o Padroado.

Artigo 11º Composição do Padroado.

O Padroado está composto por Patronas e Patronos, que são postos de confiança, honoríficos e gratuitos.

Porém, as pessoas titulares dum posto de Patrono ou Patrona poderão ser re-embolsadas nas despesas geradas no cumprimento das suas funções em favor da Fundação. Conforme ao ordenamento jurídico também poderão ser retribuídos aqueles serviços profissionais prestados à Fundação diferentes dos correspondentes ao posto de Patrono e Patrona e realizados por pessoas que ostentem esse cargo; com a prévia autorização por parte do Protectorado de Fundações conforme ao estabelecido no artigo 28 da Ley 50/2002, de 26 de diciembre, de Fundaciones.

Artigo 12º Dos Patronos e Patronas com direito de voto.

O Padroado estará composto por um mínimo de dez e um máximo cinquenta e dous membros com direito de voto que se denominarão Patronos e Patronas Académicas de Número e que poderão ser designados diretamente na escritura da Fundação bem como serem-no no futuro mediante eleição do Pleno entre pessoas que tiverem servido desinteressadamente a Galiza nos âmbitos próprios da Fundação e de acordo com os seus fins. Serão os únicos membros do Padroado com voz e voto.

A eleição em Pleno será por maioria, sempre que os candidatos forem previamente propostos, motivadamente, por três Patronos ou Patronas Académicas de Número.

Poderão desempenhar, por eleição do Pleno, quaisquer dos cargos dos órgãos unipessoais do Padroado. Em regra, assistirão às Juntas e Reuniões, participarão nas votações regulamentares e tomarão parte nas atividades da instituição que lhes forem encomendadas pelo Pleno.

Artigo 13º Dos Patronos e Patronas sem direito de voto.

Adicionalmente o Padroado poderá contar com os seguintes tipos de membros sem direito de voto:

a) Patronos e Patronas de Honra.

Sem número mínimo e um máximo de cem.

O Padroado poderá nomear Patronos ou Patronas de Honra aquelas pessoas físicas ou jurídicas que tiverem servido desinteressadamente a Galiza nos âmbitos próprios da entidade e de acordo com os seus fins, ou que pela sua dedicação às atividades e fins próprios da Fundação e a juízo do Padroado, o merecerem.

Poderão ser consultados para o governo da Fundação pelo Pleno do Padroado com voz mas sem voto.

b) Patronos e Patronas Benfeitoras.

Sem número mínimo e com um máximo de cem.

O Padroado poderá nomear Patronos ou Patronas Benfeitoras aquelas pessoas físicas ou jurídicas que tiverem contribuído desinteressadamente para o fortalecimento institucional da Fundação, incrementado o seu património ou colaborado no desenvolvimento das suas atividades.

Poderão ser consultados para pelo Pleno do Padroado com voz, mas sem voto.

c) Patronos e Patronas Académicas Correspondentes.

Sem número mínimo e com um máximo de cem.

Os Patronos e Patronas Correspondentes serão nomeados pelo Pleno do Padroado entre pessoas reconhecidas pelas suas investigações, estudos, publicações, e trajectórias sobre as matérias a que atendem os fins fundacionais. Poderão colaborar nas comissões que criar o Padroado se assim se prevê e podem participar no governo da Fundação com voz, mas sem voto; e colaborarão na efetivação dos fins da Fundação.

Artigo 14º Duração do cargo de Patrono e Patrona e causas de cessamento.

1. Uma vez aceite, o cargo de Patrono e Patrona de quaisquer dos três tipos, a sua duração é vitalícia, enquanto o interessado não se demitir ou for cessado mediante acordo do Pleno por incumprimento grave e reiterado dos seus compromissos como Patrono ou Patrona. Antes de ser cessado, deve ser ouvido pelo Pleno, que deliberará e acordará o que proceder, sem o interessado se achar presente.

2. O cessamento dos Patronos e Patronas também se produzirá quando se verificarem os casos previstos legalmente.

Artigo 15º Da organização do Padroado.

1. O Padroado constará dos seguintes órgãos:

- Órgãos Colegiados: O Pleno e a Comissão Executiva.

- Órgãos Unipessoais: presidência, secretaria, tesouraria e, se for preciso e decidido pelo Pleno do Padroado, o arquivo-biblioteca e a vice-secretaria.

2. Todos os cargos são elegidos pelo Pleno para um período máximo de quatro anos. Serão re-elegíveis sucessivamente uma só vez, para idêntico prazo e função.

A eleição far-se-á em votação secreta durante uma Junta extraordinária privada e convocada com este único ponto na ordem de trabalho.

Os candidatos deverão obter a maioria absoluta (a metade mais um) dos votos dentre os Patronos e Patronas presentes com direito a voto. Se nenhum candidato obtiver esta maioria na primeira votação para cada cargo, proceder-se-á a uma segunda em que bastará a maioria simples.

As nomeações iniciais dos cargos unipessoais poderão constar na ata fundacional.

Artigo 16º Do Pleno do Padroado.

1. O Pleno está integrado pelos Patronos e Patronas Académicas de Número. Reunir-se-á em Juntas ordinárias e extraordinárias. Poderão assistir com voz mas sem voto as e os Patronos de Honra e as e os Patronos Académicos Correspondentes.

2. O Pleno do Padroado reunir-se-á em Junta ordinária como mínimo duas vezes ao ano e sempre que o Presidente do Padroado o convocar.

3. As Juntas extraordinárias serão convocadas por ordem do Presidente, a iniciativa própria ou instância de dous terços dos membros do Padroado com direito a voto.

4. As Juntas podem ser públicas ou privadas segundo o determinar o Pleno ou, no seu caso, a Comissão Executiva.

5. As Juntas serão convocadas pelo secretário por ordem do presidente ou acordo de dous terços do Padroado com nove dias de antecedência mínima.

6. O voto delegado feito por um membro do Padroado em nome e representação doutro para atos concretos será válido em ocasiões extraordinárias que o Pleno ou a Comissão Diretiva fixarão motivadamente.

7. Para ficar constituído o Pleno, precisa-se que estejam presentes a metade mais um dos Patronos e Patronas com direito a voto.

8. Os acordos serão tomados por maioria, salvo que uma previsão legal ou estatutária exigir uma maioria qualificada. O presidente ou uma maioria de académicos poderão determinar que um assunto a tratar requer maioria qualificada.

9. A petição de um só membro com direito a voto, a votação deverá ser secreta.

10. O Padroado reunido em Pleno é o órgão supremo de governo com competências em tudo o referido ao governo, representação e administração da Fundação, sem mais exceções que as previstas no ordenamento jurídico ou nos estatutos.

11. Com caráter enunciativo, são funções do Pleno do Padroado:

    • A representação da Fundação, sem prejuízo de que, por delegação, a exerça habitualmente o seu presidente.

    • Exercer a direção interna e externa da Fundação.

    • Aprovar as Normas de Regime Interno da Academia Galega da Língua Portuguesa como órgão académico especializado para o cumprimento dos fins fundacionais, bem como os regulamentos internos da Fundação que forem precisos.

    • Eleger os cargos unipessoais do Padroado e da Comissão Executiva se a houver.

    • Cumprir com as obrigas legais e regulamentares de contabilidade e documentação da Fundação.

    • Realizar atos extraordinários de governo como a modificação dos estatutos ou acordar a extinção da Fundação.

    • Administrar os bens da Fundação.

    • Interpretar os estatutos e desenvolvê-los mercê dos pertinentes acordos que poderão conformar-se à maneira de regulamentos.

    • Delegar funções e revogar as delegações feitas, quando for juridicamente possível.

Artigo 17º. Comissão Executiva.

1. O Padroado poderá acordar a criação duma Comissão Executiva como órgão subordinado de governo para a melhor gestão dos fins fundacionais. As atribuições e funções delegadas que se determinem no acordo de criação respeitarão os limites legalmente estabelecidos para a delegação de faculdades.

2. A Comissão Executiva estará integrada, como mínimo, pelo presidente, pelo secretário, pelo tesoureiro e, se os houver, pelo arquiveiro-bibliotecário e pelo vice-secretário.

2. Mediante acordo do Pleno do Padroado também se poderão criar conselhos assessores e de estudo, assim como órgãos semelhantes com funções de apoio e assessoramento.

Artigo 18º. O Presidente do Padroado.

1. O Presidente ou Presidenta do Padroado eleger-se-á por maioria do Pleno de entre os Patronos e Patronas Académicas de Número por um período de quatro anos.

2. Corresponde ao presidente:

a) Ordenar a convocatória das reuniões do Padroado e presidi-las.

b) Velar pelo cumprimento dos estatutos e acordos.

c) Representar a instituição perante as entidades públicas ou privadas.

d) Exercer as faculdades que se lhe conferirem regularmente.

e) Em ausência do presidente assume as suas funções o secretário e, em ausência deste, o patrono ou patrona académica de número mais antiga e, em caso de igual antiguidade, a de maior idade.

Artigo 19º. O Secretário do Padroado.

1. O Padroado em Pleno deverá nomear um Secretário ou Secretária que poderá ser uma pessoa alheia a aquele, caso no que terá voz mas não voto.

2. Corresponde ao secretário:

    • Lavrar a ata das sessões, e dar leitura dela e assiná-la com o visto e praz do presidente, depois de aprovada.

    • Substituir o presidente na sua ausência. Nesta situação fará de secretário o vice-secretário, se houver, ou o académico mais recente.

    • Certificar os acordos do Padroado com o visto e praz do presidente.

    • Custodiar o livro de atas e conservar a documentação da Fundação.

    • Efetuar a convocatória das sessões do Padroado por ordem do presidente, bem como a citação aos seus membros.

    • As demais funções que o Padroado lhe assinar.

3. O padroado poderá nomear um ou uma vice-secretária que assumirá as funções do secretário no caso de vacante, ausência ou enfermidade daquela, bem como labores auxiliares em qualquer caso.

Artigo 20º. O Tesoureiro do Padroado.

Corresponderá ao tesoureiro ou tesoureira, se o Pleno do Padroado decidir nomeá-la:

    • Responsabilizar-se da contabilidade da Fundação.

    • Efetivar os pagamentos.

    • Render contas ao Pleno do Padroado.

Artigo 21º. O Arquiveiro-bibliotecário do Padroado.

Corresponderá ao arquiveiro-bibliotecário ou arquiveira-bibliotecária, se o Pleno do Padroado decidir nomeá-la:

    • Velar pela conservação e ordenamento de livros, manuscritos e documentos.

    • Coordenar a adquisição de fundos bibliográficos e documentares e dar conta dos adquiridos.

    • Facilitar regulamentarmente o acesso ao fundo bibliográfico.

Artigo 22º. O Vice-secretário do Padroado.

Corresponderá ao vice-secretário ou vice-secretária, se o Pleno do Padroado decidir nomeá-la:

    • Substituir o secretário na sua ausência.

    • Assisti-lo nas suas funções.

Artigo 23º. Gerência.

Por maioria absoluta e dentro dos limites estabelecidos legalmente, o Pleno do Padroado, poder-lhe-á encarregar o exercício da gestão ordinária ou administrativa das suas atividades a um gerente ou cargo semelhante, que poderá ser uma pessoa física ou jurídica com solvência técnica acreditada.

CAPÍTULO V

OUTROS ÓRGÃOS DA FUNDAÇÃO

Artigo 24º. A Academia Galega da Língua Portuguesa.

O Padroado manterá dependente dele o funcionamento dum órgão da Fundação denominado Academia Galega da Língua Portuguesa como órgão académico especializado para o cumprimento dos fins fundacionais. A sua composição e funções bem como quaisquer outros aspectos da sua regulação determinar-se-ão mediante acordo do Pleno do Padroado aprovado por maioria de dous terços.

Artigo 25º. Outros orgão da Fundação.

Mediante acordo do seu Pleno aprovado por maioria de dous terços o Padroado poderá criar outros órgãos especializados dependentes dele para dar cumprimento aos fins fundacionais.

CAPÍTULO VI

REGIME ECONÓMICO

Artigo 26º. Património fundacional.

1. O património da Fundação estará constituído por qualquer classe de bens, direitos e obrigas suscetíveis de valoração económica que integrem a dotação inicial, assim como por aqueles que adquirir a Fundação posteriormente, afetem-se ou não à sua dotação; sem mais limitações que as estabelecidas no ordenamento jurídico.

2. Todos os bens da Fundação entender-se-ão afetos e adscritos de jeito direto e imediato à realização dos fins fundacionais.

3. A administração e disposição do património da Fundação corresponde ao Padroado, de acordo com as previsões dos estatutos e sujeição à lei.

Artigo 27º. Fundos da Fundação.

Para desenvolver as suas atividades a Fundação empregará os recursos procedentes dos rendimentos do seu património, subsídios, ajudas, doações de toda classe e ingressos procedentes das suas atividades.

Artigo 28º. Regime de contabilidade.

A Fundação levará uma contabilidade ordenada ajeitada para o desenvolvimento das suas atividades e o cumprimento das obrigas legais na matéria.

CAPÍTULO VII

MODIFICAÇÃO ESTATUTÁRIA, FUSÃO E EXTINÇÃO

Artigo 29º. Modificação estatutária.

Os estatutos poderão ser modificados em qualquer momento com o voto afirmativo de dous terços do Padroado e comunicação ao Protetorado.

Artigo 30º. Fusão.

O Padroado da Fundação poderá propor a fusão com outra ou outras Fundações quando for conveniente para os seus interesses mediante o voto afirmativo de dous terços do Padroado.

Artigo 31º. Extinção.

A Fundação extinguir-se-á por quaisquer das causas previstas na lei ou por impossibilidade de dar cumprimento aos fins fundacionais quando se constatar as circunstâncias que impedem esse cumprimento e prévio acordo favorável dos dous terços do Padroado.

Artigo 32º. Liquidação e destino dos bens e direitos resultantes.

Após liquidação, o resultado patrimonial obtido destinar-se-á a obras, associações ou instituições de fins análogos segundo critério do Padroado adotado mediante acordo com o voto afirmativo de dous terços dos seus membros.

Mais info:

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Estatutos da Fundação Mon, 20 Jun 2011 02:00:00 +0200
Estatutos da Associação Cultural Pró Academia Galega da Língua Portuguesa https://academiagalega.org/component/k2/1439-estatutos-da-associacao-cultural-pro-academia-galega-da-lingua-portuguesa.html https://academiagalega.org/component/k2/1439-estatutos-da-associacao-cultural-pro-academia-galega-da-lingua-portuguesa.html

Capítulo I:
Denominação, Fins, Domicílio e Âmbito
Capítulo II: Órgão de Representação
Capítulo III: Assembleia Geral
Capítulo IV: Pessoas Associadas: Direitos e Deveres
Capítulo V: Recursos Económicos
Capítulo VI: Dissolução
Disposição Adicional

CAPÍTULO I: DENOMINAÇÃO, FINS, DOMÍCILIO E ÂMBITO

Artigo 1.º - Com a denominação de Associação Cultural Pró Academia Galega da Língua Portuguesa constitui-se uma associação cultural, a teor da Lei Orgânica 1/2002 de 22 de Março, reguladora do Direito de Associação, com personalidade jurídica e plena capacidade de obrar, carecendo de ânimo de lucro.

Artigo 2.º - A Associação Cultural Pró Academia Galega da Língua Portuguesa constitui-se por tempo indefinido.

Artigo 3.º - Tem como fins os seguintes:

A) Promover, colaborar, assistir e contribuir materialmente à constituição e desenvolvimento da Academia Galega da Língua Portuguesa

B) Promover ações de colaboração de personalidades dos diversos âmbitos da sociedade nas atividades da AGLP.

C) Quaisquer outros fins não recolhidos nos estatutos e conformes com as Leis e, em todo o caso, requerer dos poderes públicos o cumprimento das leis relativamente aos fins propostos

Artigo 4.º - Para o cumprimento destes fins, realizar-se-ão todas as atividades formativas, culturais e de estudo, através de reuniões com diversos setores da sociedade interessados nas atividades académicas, e quaisquer outras coincidentes com os fins assinalados no Artigo 3.º, enquanto forem conformes com a Lei e acordadas nos órgãos competentes.

Artigo 5.º - A sede da Associação é fixada, provisoriamente, em Padrão (C.P. 15900), R/ Castelão, núm. 27.

Artigo 6.º - A Associação Cultural Pró Academia Galega da Língua Portuguesa desenvolverá primordialmente a sua atuação na Galiza. Ocasionalmente, por si ou com outras entidades, poderá realizar atividades fora deste território nos países ou comarcas da Lusofonia.

CAPÍTULO II: ÓRGÃO DE REPRESENTAÇÃO

Artigo 7.º - A Junta Diretiva representa e administra Associação Cultural Pró Academia Galega da Língua Portuguesa. Está integrada pelas pessoas que exercerem os seguintes cargos:

—Presidência

—Vice-Presidência

—Administração-Tesouraria

—Secretaria

—Vocalias, num número entre 1 e 6.

Os cargos que integram a Junta Diretiva são gratuitos e eleitos pela Assembleia Geral. O mandato da Presidência, Vice-Presidência, Administração-Tesouraria e Secretaria terá uma duração de quatro anos, podendo ser eleitos de novo até completarem os oito anos de mandato.

Artigo 8.º - As pessoas da Junta Diretiva, finalizado o prazo para o que foram eleitas, continuarão desempenhando as suas funções até ao momento de os novos elegidos aceitarem o mandato da Assembleia Geral.

Artigo 9.º - A eleição de membros da Junta Diretiva pela Assembleia será realizada dentre as listas fechadas que se apresentarem, nas quais necessariamente constarão os cargos que há de desempenhar cada pessoa integrante da candidatura.

Artigo 10.º - Poderão apresentar-se candidaturas até quinze dias antes da data da Assembleia, quer por meio de carta quer por correio-e enviado ao Presidente da Junta Diretiva.

Extraordinariamente poderia apresentar-se uma candidatura única, consensuada, durante o desenvolvimento da Assembleia em causa.

Artigo 11.º - As vacantes que puderem produzir-se por renúncia voluntária, comunicada mediante escrito à Junta Diretiva, ou por incumprimento das obrigas inerentes ao cargo poderão ser ocupadas provisoriamente por membros que designar a própria Junta Diretiva, até à realização da imediata reunião da Assembleia Geral.

Artigo 12.º - A Junta Diretiva terá de se reunir, pelo menos, uma vez cada seis meses e sempre que for convocada polo seu presidente, ou por petição escrita de um terço das pessoas integrantes da Junta Diretiva.

Artigo 13.º - As faculdades da Junta Diretiva estendem-se, com caráter geral, a todas as atividades derivadas dos fins da Associação, sempre que, conforme com os Estatutos, não for precisa autorização expressa da Assembleia Geral.

São faculdades da Junta Diretiva:

A) Dirigir as atividades da Associação e levar a gestão económica e administrativa, acordando realizar os oportunos atos e contratos.

B) Executar os acordos da Assembleia Geral.

C) Formular e submeter à aprovação da Assembleia Geral os balanços de contas, assim como a programação anual de atividades.

D) Resolver sobre a admissão de sócios, se for preciso.

E) Nomear delegados para alguma determinada atividade da Associação.

F) Qualquer outra faculdade que não for da exclusiva competência da Assembleia e for conforme com a legalidade.

Artigo 14.º - A pessoa que desempenhar a presidência terá as seguintes atribuições:

A) Representar legalmente a Associação perante quaisquer organismos públicos e privados.

B) Convocar, presidir e levantar às sessões que realizar a Assembleia Geral e a Junta Diretiva, assim como moderar as deliberações de uma e outra.

C) Ordenar pagamentos e assinar, junto da pessoa que exercer a administração-tesouraria, os livramentos, cheques e quaisquer outros documentos ao caso.

D) Receber em nome da Associação qualquer quantidade de dinheiro proveniente de subsídios de entidades públicas e privadas.

E) Autorizar com a sua assinatura os documentos, atos e correspondência da Associação.

F) Adotar qualquer decisão urgente que o desenvolvimento da Associação aconselhar, precisar ou convir, sem prejuízo de, posteriormente, dar conta à Junta Diretiva

G) Assumir, em qualquer caso, as faculdades que a Lei estabelece.

Artigo 15.º - A pessoa que desempenhar a Vice-Presidência exercerá as funções da Presidência em ausência da pessoa titular desta ou em caso de força maior.

Artigo 16º.- A pessoa que desempenhar a Administração-Tesouraria, de conformidade com a Presidência e, quando for o caso, com a Secretaria, responderá, perante a Assembleia, dos movimentos económicos da Associação.

Artigo 17.º - À pessoa que desempenhar a Secretaria corresponde-lhe notificar as convocatórias, custodiar as Atas e expedir certificados destas, com o visto da Presidência. As Atas serão aprovadas no fim de cada Assembleia ou na reunião imediata desta.

Desempenhará as funções que lhe reconhecem as Leis vigoradas.

Artigo 18.º - As pessoas que desempenharem as Vocalias desenvolverão as funções que a Presidência lhes encarregar, de que a Assembleia tomará conhecimento.

Artigo 19.º - A vacante de qualquer dos membros da Junta Diretiva que se produzir durante um mandato será assumida provisoriamente entre os membros restantes, até que a Assembleia Geral eleja a pessoa que desempenhar o cargo vacante.

CAPÍTULO III: ASSEMBLEIA GERAL

Artigo 20.º - A Assembleia Geral é o órgão supremo e soberano da Associação e estará integrada por todos os sócios. A presidência e a secretaria da assembleia serão ocupadas pelas pessoas que ocuparem a presidência e a secretaria da Junta Diretiva.

Artigo 21.º - As reuniões da Assembleia Geral serão ordinárias ou extraordinárias.

A Assembleia Geral ficará constituída, em primeira convocatória, se houver um quorum da metade mais um dos sócios, e em segunda convocatória, pelos sócios presentes nela.

Artigo 22.º - A convocatória para a Assembleia Geral será comunicada por escrito aos sócios, quer através dos correios ordinários, quer através do correio-e, dez dias, pelo menos, antes da sua realização.

Artigo 23.º - A Associação deverá realizar uma Assembleia Geral Ordinária no ano, em data que determinará a Junta Diretiva, que também poderá convocar diversas Assembleias Gerais Extraordinárias. Estas também podem ser convocadas por um grupo de pessoas igual ou superior ao 10% dos sócios. Neste último caso será solicitada por escrito dirigido à Presidência, autorizado com as assinaturas dos solicitantes, no que se deve indicar o motivo da convocatória e a ordem dos trabalhos.

Os acordos serão tomados por maioria simples das pessoas participantes e representadas na Assembleia.

Se houver empate, o voto de qualidade, emitido pela Presidência, deixará sem efeito a igualdade dos votos.

Artigo 24.º - Requerer-se-á a maioria qualificada, que resultará se os votos afirmativos ultrapassarem os dous terços dos associados (presentes ou representados), quando deva resolver-se e acordar sobre os seguintes assuntos:

A) Dissolução da Associação.

B) Modificação dos Estatutos.

C) Disposição ou alienação dos bens.

D) Solicitude de declaração de utilidade pública da Associação.

E) Integração em federações de associações.

CAPÍTULO IV: PESSOAS ASSOCIADAS: DIREITOS E DEVERES

Artigo 25.º - Poderão pertencer à Associação Cultural Pró Academia Galega da Língua Portuguesa as pessoas que atingiram a maioridade legal e que tiverem interesse em fomentar a Lusofonia galega.

Também podem fazer parte da associação pessoas jurídicas de acordo com a Lei e a teor do estabelecido no Regulamento de Regime Interno da Associação

Artigo 26.º - São direitos das pessoas associadas:

A) Cooperarem nas atividades da Associação e nos órgãos de governo e representação, exercerem o direito de voto, assim como participarem na Assembleia Geral, de acordo com os Estatutos.

B) Serem informadas sobre a composição dos órgãos de governo e representação da Associação, do estado das contas e do desenvolvimento das atividades.

C) Serem ouvidas com caráter prévio à adoção de medidas disciplinares contra elas e serem informadas dos factos que dêem lugar a essas medidas, devendo ser motivado o acordo que, no seu caso, impuser a sanção.

D) Impugnarem os acordos dos órgãos da Associação que estimarem contrários à Lei ou aos Estatutos.

Artigo 27.º - São deveres das pessoas associadas:

A) Compartilharem os fins da Associação e colaborarem para o seu conseguimento.

B) Satisfazerem as quotas, derramas e outros contributos que, a teor dos Estatutos, puderem corresponder-lhes.

C) Cumprirem o resto de obrigas que derivarem das disposições estatutárias.

D) Acatarem e cumprirem os acordos validamente adotados pelos órgãos de governo e representação da Associação.

CAPÍTULO V: RECURSOS ECONÓMICOS

Artigo 28.º - Os recursos económicos para o desenvolvimento dos fins e atividades da Associação são os seguintes:

A) As quotas, periódicas ou extraordinárias, das pessoas associadas. Serão determinadas pela Assembleia Geral, à proposta da Junta Diretiva.

B) Os subsídios, legados, heranças ou doações (provenientes quer de pessoas físicas, quer de instituições públicas ou de pessoas jurídicas), que receber a Associação, a teor da legalidade vigente.

C) Qualquer outro recurso de procedência lícita.

Artigo 29.º - A Associação carece de património fundacional. O património social a constituir-se será integrado pelos bens que forem adquiridos para a realização dos fins sociais. A administração corresponde à Junta Diretiva.

Artigo 30.º - O exercício associativo e económico coincidirá com o início e fim de cada ano natural.

CAPÍTULO VI: DISSOLUÇÃO

Artigo 31.º - A Associação Cultural Pró Academia Galega da Língua Portuguesa poderá ser dissolvida, quando assim o acordarem, em Assembleia Geral convocada ao efeito, por uma maioria de dous terços das pessoas associadas, a teor do estabelecido na Legalidade vigente.

Artigo 32.º - Se for aprovada a dissolução, na mesma Assembleia será nomeada a Comissão Liquidadora que, extintas as dívidas de vez, destinará à AGLP o remanente líquido que existir.

Salvo acordo em contrário, a Comissão liquidadora estará constituída pelas pessoas integrantes da Junta Diretiva, que procederá segundo determina a Lei reguladora do Direito de Associação.

DISPOSIÇÃO FINAL

A Associação Cultural Pró Academia Galega da Língua Portuguesa desenvolverá estes Estatutos num Regulamento de Regime Interior que será aprovado e, no seu caso, reformado em Assembleia Geral Extraordinária por maioria de 2/3 dos votos das pessoas associadas, assistentes ou representadas.

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Estatutos da Pró Sat, 01 Dec 2007 01:00:00 +0100
A língua como oportunidade https://academiagalega.org/academia/eventos/1867-a-língua-como-oportunidade.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1867-a-língua-como-oportunidade.html A União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) e a Câmara Municipal de Santiago de Compostela organizam a jornada “A Língua como Oportunidade”, que acontece no dia 10 de julho de 2017 a partir das 9.30h, no edifício CERSIA de Santiago, contando com o apoio da Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP).

 

Assinalando a entrada do município de Santiago de Compostela para a UCCLA, como Membro Observador - no dia 19 de abril, por ocasião da sua XXXIIIª Assembleia Geral, realizada em Luanda - as duas organizações decidiram realizar umas jornadas que abordem a importância da língua, nomeadamente na vertente económica.

 

O facto de a Galiza dispor de uma língua comum com os países da Comunidade Lusófona facilita os relacionamentos culturais, institucionais e económicos com as cidades UCCLA e os mercados em que se inserem, inclusive os mais distantes, como os da China. Os percursos do turismo, nomeadamente o turismo religioso e o arquitetónico a ele ligado são, igualmente, formas de intercâmbio que as jornadas refletirão.
 
Está prevista a presença do presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, da diretora-coordenadora do Turismo de Portugal, Lídia Monteiro, da representante da Região Administrativa Especial de Macau em Portugal, O Tin Lin, do embaixador do Brasil junto da CPLP, Gonçalo Mourão, do Secretário-Geral da Academia Galega da Língua Portuguesa, Joám Evans Pim, do Secretário-Geral de Política Linguística do Governo autónomo galego, Valentín García, bem como de representantes empresariais portugueses e galegos, para além do presidente da Câmara Municipal de Santiago de Compostela, Martiño Noriega Sanchez, e do Secretário-Geral da UCCLA, Vitor Ramalho.

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Eventos Wed, 05 Jul 2017 02:00:00 +0200
I Encontro de mulheres da Lusofonia https://academiagalega.org/academia/eventos/1863-i-encontro-de-mulheres-da-lusofonia.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1863-i-encontro-de-mulheres-da-lusofonia.html I Encontro de mulheres da Lusofonia: Mulheres, territórios e memórias


A Academia Galega da Língua Portuguesa e a Associação Pró-AGLP organizam o I Encontro de Mulheres da Lusofonia: Mulheres, territórios e memórias. O encontro visa conhecer o labor das mulheres nos movimentos cívicos e no mundo académico no espaço da lusofonia e abrir por este meio uma via de reconhecimento e colaboração entre o movimento reintegracionista e os movimentos cívicos de aquele espaço.
Ainda durante o encontro terá lugar a assinatura dos protocolos de colaboração entre a Pró-AGLP e as duas associações representadas no encontro, a UMAR-União de Mulheres Alternativa e Resposta e a Femafro-Associação de Mulheres Negras, Africanas e Afro-descendentes em Portugal, com o intuito de reforçar e diversificar as relações da Pró-AGLP com outras associações do espaço da língua portuguesa.
O encontro decorrerá nos dias 18 e 19 de março, no Museu da Límia, em Vilar de Santos (Comarca da Límia). Para além das associações representadas nas palestrantes, conta com a colaboração do concelho de Vilar de Santos, do Museu da Límia, da Arca da Noe e da Fundação António Agostinho Neto-FAAN (Angola).

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Eventos Wed, 15 Mar 2017 01:00:00 +0100
O espaço lusófono como oportunidade https://academiagalega.org/academia/eventos/1862-o-espaço-lusófono-como-oportunidade.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1862-o-espaço-lusófono-como-oportunidade.html A Academia Galega da Língua Portuguesa organiza o seminário «O espaço lusófono como oportunidade», que terá como orador o Professor Gilvan Müller de Oliveira, membro correspondente da AGLP. Estará subordinado aos seguintes temas:

1 - Panorama da política exterior brasileira nos âmbitos da língua e a cultura. O papel do Instituto Rio Branco.
2 - Linhas principais da política comum da Língua Portuguesa (CPLP). O Instituto Internacional da Língua Portuguesa. O exemplo do VOC-Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa e o Vocabulário Técnico e Científico.
3 - Oportunidades e vantagens da participação galega no espaço lusófono.

Terá lugar o dia 13 de janeiro de 2017, às 17 horas, na Casa da Língua Comum, Rua de Emílio e de Manuel, 3, r/c - Santiago de Compostela

Inscrição prévia no endereço: secretaria@academiagalega.org, indicando nome, profissão e contactos.

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Eventos Tue, 10 Jan 2017 01:00:00 +0100
SEMINÁRIO «Galiza, Língua Portuguesa e Acordo Ortográfico» https://academiagalega.org/academia/eventos/1859-seminário-«galiza,-língua-portuguesa-e-acordo-ortográfico».html https://academiagalega.org/academia/eventos/1859-seminário-«galiza,-língua-portuguesa-e-acordo-ortográfico».html SEMINÁRIO «Galiza, Língua Portuguesa e Acordo Ortográfico»

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Eventos Wed, 14 Dec 2016 01:00:00 +0100
Tomada de Posse da Doutora Teresa Moure Pereiro https://academiagalega.org/academia/eventos/1865-tomada-de-posse-da-doutora-teresa-moure-pereiro.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1865-tomada-de-posse-da-doutora-teresa-moure-pereiro.html

A Casa da Língua Comum de Santiago de Compostela acolherá, o próximo dia 17 de junho de 2017, às 11 da manhã, o ato de tomada de posse da académica de número da AGLP, a Doutora Teresa Moure Pereiro.

 

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Eventos Tue, 30 May 2017 02:00:00 +0200
TOMADA DE POSSE DOS ACADÉMICOS CORRESPONDENTES https://academiagalega.org/academia/eventos/1861-tomada-de-posse-dos-académicos-correspondentes.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1861-tomada-de-posse-dos-académicos-correspondentes.html

O sábado 14 de janeiro terá lugar, na Casa da Língua Comum, em Santiago de Compostela, a sessão de tomada de posse de dous novos membros correspondentes da Academia Galega da Língua Portuguesa: O Professor Gilvan Müller de Oliveira, do Brasil, e a Doutora Irene Alexandra da Silva Neto, de Angola.

 

Gilvan Müller de Oliveira é Professor Adjunto no Departamento de Língua e Literatura Vernáculas da Universidade Federal de Santa Catarina e Secretário Executivo Adjunto da MAAYA - Rede Mundial de Multilinguismo, com sede em Paris, Gilvan Oliveira exerceu, entre 2010 e 2014, a Direção Executiva do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), situado em Cabo Verde. À frente dessa instituição promoveu o desenvolvimento do Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC) e do Portal do Professor de Português Língua Estrangeira/Língua Não Materna, entre outras iniciativas.

 

A Doutora Irene Alexandra Neto é Presidente é Presidente do Conselho de Administração da Fundação Dr. António Agostinho Neto e Deputada da Assembleia Nacional de Angola, presidindo à 7ª Comissão de Saúde, Família, Juventude e Desportos, Antigos Combatentes e Acção Social. De 2005 a 2007 foi Vice-Ministra das Relações Exteriores da República de Angola para a Cooperação, sendo a primeira mulher angolana a exercer esse cargo. Com anterioridade, fez parte do Grupo Dinamizador do Ensino Superior, da Brigada Jovem de Literatura de Luanda e da Direção da Alliance Française de Luanda. Atualmente é membro do Comité Central do MPLA e do Júri do Prémio Internacional de Investigação Histórica “Agostinho Neto”.

 

A mesma categoria de académicos correspondentes foi concedida anteriormente pela Academia Galega aos brasileiros Evanildo Bechara e Evando Vieira Ouriques, e aos portugueses Chrys Chrystello, Adriano Moreira, João Malaca Casteleiro e  Eugénio Anacoreta Correia.

Endereço da Casa da Língua Comum: Rua de Emílio e de Manuel, 3, r/c, Santiago de Compostela.

 

Ato aberto ao público.

Contacto: secretaria@academiagalega.org

 

 

Irene Alexandra da Silva Neto (1961) é Presidente do Conselho de Administração da Fundação Dr. António Agostinho Neto e Deputada da Assembleia Nacional de Angola, na que preside a 7ª Comissão de Saúde, Família, Juventude e Desportos, Antigos Combatentes e Acção Social. De 2005 a 2007 foi Vice-Ministra das Relações Exteriores da República de Angola para a Cooperação, sendo a primeira mulher angolana a exercer esse cargo. Com anterioridade, fez parte do Grupo Dinamizador do Ensino Superior, da Brigada Jovem de Literatura de Luanda e da Direção da Alliance Française de Luanda. Atualmente é membro do Comité Central do MPLA e do Júri do Prémio Internacional de Investigação Histórica “Agostinho Neto”.

Licenciada em Medicina e Mestre em Oftalmologia, combinou o seu compromisso social e político com a praxe médica, tendo trabalhado na área da saúde hospitalar de nível secundário e primário em Luanda e gerindo um consultório privado de oftalmologia desde 1999. É membro da Ordem os Médicos de Angola, da Ordem dos Médicos de Portugal, da Société Française d'Ophtalmologie e da American Society of Cataract and Refractive Surgery.

Em 1998 publicou a obra Angola, à flor da pele (Luanda: Instituto Nacional do Livro e do Disco), tendo contribuido diversos textos para obras coletivas, entre as quais Estudos de literaturas africanas: cinco povos, cinco nações (Coimbra: Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, 2005), Agostinho Neto e a libertação de Angola, 1949-1974 (Luanda: Fundação Agostinho Neto, 2011),Agostinho Neto, De Cabeça Levantada 1922-1961 (Luanda: Fundação Dr. António Agostinho Neto, 2015), Agostinho Neto, Todos para o Interior 1962-1971 (Luanda: Fundação Agostinho Neto, 2016), Cartas de Maria Eugénia a Agostinho Neto (Luanda: Fundação Agostinho Neto, 2016). Atualmente coordena as publicações da Fundação Dr. António Agostinho Neto, onde se recolhem testemunhos para o Arquivo Oral sobre a luta de libertação nacional.

 

Gilvan Müller de Oliveira é Professor Adjunto no Departamento de Língua e Literatura Vernáculas da Universidade Federal de Santa Catarina e Secretário Executivo Adjunto da MAAYA - Rede Mundial de Multilinguismo, com sede em Paris. Entre 2010 e 2014 respondeu pela Direção Executiva do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), situado em Cabo Verde. À frente dessa instituição promoveu o desenvolvimento do Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC) e do Portal do Professor de Português Língua Estrangeira/Língua Não Materna, entre outras iniciativas. Fruto desse trabalho intenso, em 2014 recebeu o Prêmio Personalidade Lusófona do Ano do Movimento Internacional Lusófono (MIL) e em 2015 o Prêmio Meendinho, da Fundação Meendinho, por serviços prestados à Língua Portuguesa e à Galiza.

Graduou-se em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas em 1985; concluiu o mestrado em Linguística Teórica, Filosofia e História na Universidade de Konstanz, Alemanha, em 1990, sob a orientação de Peter Auer; finalizou o doutorado em Linguística na Universidade Estadual de Campinas em 2004, sob a orientação de Ataliba Castilho, e fez o pós-doutorado na Universidade Autónoma Metropolitana Iztapalapa, no México, com Rainer Enrique Hamel. De 2002 a 2010 coordenou o IPOL - Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística, de Florianópolis, continuando a sua atução na área de Política Linguística e História das Línguas, com foco na questão da promoção e ensino da Língua Portuguesa como língua não materna e na promoção do multilinguismo, e especialmente da educação bilíngue. Tem publicado numerosas monografias, artigos e comunicações sobre estas e outras matérias.

 

 

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Eventos Sun, 08 Jan 2017 01:00:00 +0100
VI Jornadas galaico-portuguesas de Pitões das Júnias https://academiagalega.org/academia/eventos/1864-vi-jornadas-galaico-portuguesas-de-pitões-das-júnias.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1864-vi-jornadas-galaico-portuguesas-de-pitões-das-júnias.html         Os próximos dias 13 e 14 de maio, vão ter lugar na vila de Pitões das Júnias as VI Jornadas galaico-portuguesas. Organizadas pela associação DTS – Desperta do Teu Sono, a Academia Galega da Língua Portuguesa e a Câmara Municipal de Montalegre. Será com um programa de alta qualidade com intervenientes como Francesco Benozzo ou linguista Marcel Otte, que falará sobre as origens da linguagem humana, com uma palestra subordinada ao título; “Speaking australopithecus: A new theory on the origins of the human languages”.

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Eventos Fri, 12 May 2017 02:00:00 +0200
AGLP organiza I Colóquio Guerra da Cal https://academiagalega.org/academia/eventos/1372-aglp-organiza-i-coloquio-guerra-da-cal.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1372-aglp-organiza-i-coloquio-guerra-da-cal.html

Cartaz "I Colóquio Guerra da Cal"

A Academia Galega da Língua Portuguesa organiza o I Colóquio Guerra da Cal dentro dos atos do centenário do nascimento do professor ferrolano. O evento terá lugar os dias 11 e 12 de outubro em Santiago de Compostela, na Fundação Caixa Galicia com a participação de 20 oradores da Galiza, Portugal e Brasil.

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I Colóquio Guerra da Cal Thu, 22 Sep 2011 11:53:37 +0200
Duas entrevistas ao professor António Gil Hernández https://academiagalega.org/academia/eventos/1381-duas-entrevistas-ao-professor-antonio-gil-hernandez.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1381-duas-entrevistas-ao-professor-antonio-gil-hernandez.html


Para acabar este ciclo de notícias sobre o Colóquio Homenagem a Ernesto Guerra da Cal e o III Seminário de Lexicologia organizado pela AGLP, apresenta-se o áudio da entrevista realizada ao professor António Gil Hernández em 11 de outubro de 2011 na Fundação CaixaGalicia, e também o vídeo de uma segunda entrevista realizada em 7 de janeiro do presente ano, no fim da assembleia da AGLP, no Centro Galego de Arte Contemporânea de Santiago de Compostela.

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I Colóquio Guerra da Cal Mon, 16 Jan 2012 01:00:00 +0100
Editado DVD do Colóquio Homenagem a Guerra da Cal e III Seminário de Lexicologia https://academiagalega.org/academia/eventos/1382-editado-dvd-do-coloquio-homenagem-a-guerra-da-cal-e-iii-seminario-de-lexicologia.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1382-editado-dvd-do-coloquio-homenagem-a-guerra-da-cal-e-iii-seminario-de-lexicologia.html

 

A Academia Galega da Língua Portuguesa editou recentemente um DVD do Colóquio em Homenagem a Ernesto Guerra da CaL e III Seminário de Lexicologia, publicação que inclui um resumo de 10 minutos de duração e entrevistas a alguns dos oradores que dissertaram sobre a figura do homenageado.

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I Colóquio Guerra da Cal Fri, 30 Mar 2012 02:00:00 +0200
Entrevista "Guerra da Cal" ao investigador Joel Gomes https://academiagalega.org/academia/eventos/1375-entrevista-guerra-da-cal-ao-investigador-joel-gomes.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1375-entrevista-guerra-da-cal-ao-investigador-joel-gomes.html

Com esta notícia iniciamos a publicação do ciclo de entrevistas "Guerra da Cal" que a Academia Galega vem de realizar no dia 11 de outubro aos participantes no Colóquio homenagem ao professor ferrolano. Começamos com o investigador Joel Gomes, autor da tese intitulada A trajetória de Ernesto Guerra da Cal nos âmbitos científico e literário (USC, 2010).

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I Colóquio Guerra da Cal Mon, 28 Nov 2011 01:00:00 +0100
Entrevista "Guerra da Cal" ao investigador José Luís do Pico Orjais https://academiagalega.org/academia/eventos/1377-entrevista-guerra-da-cal-ao-investigador-jose-luis-do-pico-orjais.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1377-entrevista-guerra-da-cal-ao-investigador-jose-luis-do-pico-orjais.html

Dentro do ciclo de entrevistas “Guerra da Cal”, que a AGLP realizou durante o Colóquio homenagem dedicado ao inteletual ferrolano, quisemos fazer umas perguntas ao investigador José Luís do Pico, que participou no evento com a palestra intitulada “Ernesto Guerra da Cal e a música”, virada sobre o interesse de Guerra da Cal na música e na interpretação com instrumentos como a gaita ou a guitarra, as pegadas que deixou sobre isso na sua poesia e as obras musicais que foram compostas sobre alguns dos seus poemas.

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I Colóquio Guerra da Cal Mon, 12 Dec 2011 01:00:00 +0100
Entrevista “Guerra da Cal” ao professor Carlos Durão https://academiagalega.org/academia/eventos/1378-entrevista-guerra-da-cal-ao-professor-carlos-durao.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1378-entrevista-guerra-da-cal-ao-professor-carlos-durao.html

Continuando com as entrevistas sobre Guerra da Cal realizadas o 11 de outubro de 2011, durante o Colóquio homenagem ao autor ferrolano, o professor Carlos Durão, depois de proferir a palestra intitulada “Guerra da Cal entre nós” contou-nos como chegou a conhecer o autor de Futuro Imemorial e a manter com ele uma boa amizade em Londres.

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I Colóquio Guerra da Cal Mon, 26 Dec 2011 01:00:00 +0100
Entrevista “Guerra da Cal” ao professor Enric Ucelay-Da Cal https://academiagalega.org/academia/eventos/1379-entrevista-guerra-da-cal-ao-professor-enric-ucelay-da-cal.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1379-entrevista-guerra-da-cal-ao-professor-enric-ucelay-da-cal.html

Continuando com os eventos do Colóquio homenagem a Ernesto Guerra da Cal apresentamos a entrevista realizada a Enric Ucelay-Da Cal, filho do homenageado.

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I Colóquio Guerra da Cal Sun, 18 Dec 2011 11:08:36 +0100
Entrevista “Guerra da Cal” ao professor Xosé Luís Franco Grande https://academiagalega.org/academia/eventos/1376-entrevista-guerra-da-cal-ao-professor-xose-luis-franco-grande.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1376-entrevista-guerra-da-cal-ao-professor-xose-luis-franco-grande.html

Continuando com a publicação das entrevistas realizadas durante o Colóquio Guerra da Cal, é a vez do professor Xosé Luís Franco Grande, advogado e autor de um dicionário (Galáxia, 1968) e um vocabulário (Galáxia, 1972) da nossa língua, editor da obra completa de Leiras Pulpeiro (Galáxia, 1970), e poeta ganhador do prémio Rosalia de Castro pelo poemário Entre o sim e o não (Salnés, 1967).

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I Colóquio Guerra da Cal Mon, 05 Dec 2011 01:00:00 +0100
Guerra da Cal homenageado pela Academia Galega da Língua Portuguesa https://academiagalega.org/academia/eventos/1374-guerra-da-cal-homenageado-pela-academia-galega-da-lingua-portuguesa.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1374-guerra-da-cal-homenageado-pela-academia-galega-da-lingua-portuguesa.html

I Colóquio Guerra da Cal / III Seminário de Lexicologia

Os passado 11 de outubro teve lugar em Compostela o Colóquio Guerra da Cal, jornada de palestras dedicadas ao conhecimento e difusão do inteletual ferrolano, Ernesto Guerra da Cal, com motivo do aniversário do seu nascimento em 19 de dezembro de 1911.

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I Colóquio Guerra da Cal Thu, 24 Nov 2011 20:26:07 +0100
Homenagem a Guerra da Cal, vídeo-resumo do evento https://academiagalega.org/academia/eventos/1380-homenagem-a-guerra-da-cal-video-resumo-do-evento.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1380-homenagem-a-guerra-da-cal-video-resumo-do-evento.html

Como primeira notícia do novo ano 2012 a Academia Galega da Língua Portuguesa apresenta o vídeo-resumo do Colóquio homenagem ao intelectual galego Ernesto Guerra da Cal (Ferrol, 1911 - Lisboa, 1994) realizado em Compostela, na sede da fundação CaixaGalicia, o dia 11 de outubro de 2011.

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I Colóquio Guerra da Cal Sun, 01 Jan 2012 02:21:47 +0100
Tudo pronto para o Colóquio Guerra da Cal https://academiagalega.org/academia/eventos/1373-tudo-pronto-para-o-coloquio-guerra-da-cal.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1373-tudo-pronto-para-o-coloquio-guerra-da-cal.html

Cartaz "Colóquio Guerra da Cal"

Terá lugar os dias 11 e 12 de outubro, em Santiago, o Colóquio Guerra da Cal. Este será um dos primeiros eventos para homenagear o ilustre professor ferrolano no centenário do seu nascimento. Sendo a entrada livre, os assistentes deverão inscrever-se indicando nome, endereço, correio-e e profissão a secretaria[@]academiagalega.org. A estrutura do encontro fomenta o diálogo e debate com o público depois de cada comunicação.

O primeiro dia será dedicado ao estudo e divulgação da obra do homenageado, com 6 oradores, entre os quais Enric Ucelay, filho de Ernesto Guerra da Cal. A AGLP publicou uma breve antologia da sua obra poética, da mão de Carlos Durão, que estará disponível, junto de outras novidades editoriais, numa mesa da Através editora, que estará presente no evento.

O segundo dia está orientado à lexicologia e lexicografia, com alguns dos mais importantes lexicógrafos da língua portuguesa. Um dos temas estrela será a "Norma Galega do Português", tema da comunicação de Malaca Casteleiro e de uma mesa-redonda. Evanildo Bechara apresentará alguns aspetos do Acordo Ortográfico. Como sabemos, é o académico responsável pela comissão de lexicologia da Academia Brasileira de Letras.

Isaac Estraviz falará do Dicionário Estraviz e os trabalhos para a sua atualização. António Gil apresentará a última atualização do Léxico da Galiza com as suas definições, e falará da sua inclusão em dicionários gerais da língua portuguesa.

Celso Álvarez Cáccamo e Vítor Lourenço irão apresentar outra novidade: o Arquivo Digital.

Outra das intervenções que com novidades será a de José Pedro Ferreira, do Instituto de Linguística Teórica e Computacional, de Lisboa, que virá apresentar pela primeira vez na Galiza o Vocabulário Ortográfico Português, léxico oficial de Portugal, bem como a sua colaboração com o IILP na elaboração do Vocabulário Ortográfico Comum. O VOC está a ser elaborado sob o patrocínio do IILP - Instituto Internacional da Língua Portuguesa, órgão da CPLP. Para mais informação sobre a participação galega é só acessar aqui.

O evento será o espaço para o lançamento de novos números da Coleção Clássicos da Galiza: Queixumes dos Pinhos (ed. Ângelo Brea) e Cantos Lusófonos (ed. José Luís do Pico), além do número 4 do Boletim da AGLP, que estarão à venda na mesa da Através Editora.

Por ordem de intervenção, os oradores e temas serão os seguintes:

Orador 1 Joel Gomes: «A amizade de Ernesto Guerra da Cal com Federico Garcia Lorca e os Seis Poemas Galegos»
Orador 2 Carlos Durão: «Guerra da Cal entre nós»
Orador 3 Enric Ucelay-Da Cal: «Uma lembrança em três episódios»
Orador 4 Maria do Carmo Henriquez Salido: «Ernesto Guerra da Cal ao longe»
Orador 5 Xosé Luís Franco Grande: «A poesia de Guerra da Cal»
Orador 6 José Luís do Pico: «Ernesto Guerra da Cal e a Música»
Orador 7: José-Martinho Montero Santalha (AGLP): «Problemática do léxico galego»
Orador 8: Evanildo Bechara (ABL): «Acordo Ortográfico: O interior e o exterior»
Orador 9: João Malaca Casteleiro (ACL): «A norma galega do português e a Lusofonia»
Orador 10: José Pedro Ferreira (ILTEC): «O Vocabulário Ortográfico do Português: critérios, ferramentas e resultados»

Mesa Redonda 1: Léxico da Galiza. Dicionário Estraviz. Perspetivas da Norma Galega do Português. Participantes: Isaac Alonso Estraviz, Carlos Durão, António Gil.

Mesa Redonda 2: Arquivo Digital da AGLP. Lançamento de publoicações da Coleção Clássicos da Galiza: Queixumes dos Pinhos, edição de Ângelo Brea e Cantos Lusófonos, edição de José Luís do Pico; Boletim da AGLP número 4. Participantes: Ângelo Brea, Ernesto V. Souza, Vítor Lourenço, Celso Álvarez Cáccamo.

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I Colóquio Guerra da Cal Mon, 10 Oct 2011 12:12:33 +0200
Editado DVD do Seminário de Lexicologia da AGLP https://academiagalega.org/academia/eventos/1506-editado-dvd-do-seminario-de-lexicologia-da-aglp.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1506-editado-dvd-do-seminario-de-lexicologia-da-aglp.html

Vídeo-resumo do I Seminário de Lexicologia

Já foi editado o DVD do Seminário de Lexicologia da Academia Galega da Língua Portuguesa. O evento, realizado em Santiago de Compostela em 5 de outubro de 2009, reuniu alguns dos mais importantes lexicólogos da língua portuguesa, por convite da Academia Galega da Língua Portuguesa.

O DVD consta de 4 discos com a gravação integral do evento mais 7 entrevistas, somando 5 horas e 20 minutos. Está a ser distribuído gratuitamente em bibliotecas e instituições culturais. O resumo, assim como as entrevistas, foram disponibilizados na internet.

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I Seminário de Lexicologia Wed, 17 Mar 2010 22:17:21 +0100
Léxico da Galiza é incluído nos Vocabulários Ortográficos da Língua Portuguesa https://academiagalega.org/academia/eventos/1499-lexico-da-galiza-e-incluido-nos-vocabularios-ortograficos-da-lingua-portuguesa.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1499-lexico-da-galiza-e-incluido-nos-vocabularios-ortograficos-da-lingua-portuguesa.html Porto EditoraPorto Editora publica Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, com 800 palavras do Léxico da Galiza

O Seminário de Lexicologia da AGLP foi o contexto em que o professor João Malaca Casteleiro apresentou o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Porto Editora, que inclui 800 palavras do léxico galego. Este contributo lexical da Galiza fora inicialmente apresentado pela Academia Galega da Língua Portuguesa na sede da Academia das Ciências de Lisboa, em sessão conjunta com a Academia Brasileira de Letras, em 14 de abril.

O Prof. Casteleiro, orientador do trabalho, salientou a qualidade da equipa lexicográfica da Porto Editora, coordenada pela prof.a Ana Salgado, com a colaboração da Profa. Sofia Rodrigues, ambas presentes no ato.

Com 180.000 entradas lexicais, 5.000 vocábulos do Brasil, bem como africanismos e asiaticismos, e 2.500 antropónimos, é o primeiro vocabulário ortográfico publicado em Portugal de conformidade com o Acordo Ortográfico.

Será posto à venda em todas as livrarias associadas à editora a partir do dia 14 de outubro. A apresentação terá lugar em Lisboa, no Auditório do Padrão dos Descobrimentos, o dia 21.

Por sua vez, o Professor Evanildo Bechara, coordenador da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da Academia Brasileira de Letras, e autor de uma das melhores gramáticas da nossa língua, anunciou, na mesma sessão do Seminário de Lexicologia, a inclusão do léxico elaborado pela AGLP na próxima edição do Vocabulário Ortográfico dessa instituição.

Esta nova publicação, que poderá estar nas livrarias no início de 2010, terá um número de verbetes inferior aos 350.000 incluídos na 5ª edição, restringindo- se ao léxico mais frequente, o que permitirá obter maior difusão no grande público.

Na linha das declarações anteriores, o Professor Artur Anselmo indicou que, também, a Academia das Ciências de Lisboa irá incorporar o léxico elaborado pela AGLP na próxima edição do seu vocabulário, previsto para os próximos meses.

Anúncios dos professores João Malaca Casteleiro e Evanildo Bechara

Mais info:

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I Seminário de Lexicologia Tue, 06 Oct 2009 10:34:42 +0200
Protocolo de colaboração entre a AGLP e a Universidade Aberta https://academiagalega.org/academia/eventos/1498-protocolo-de-colaboracao-entre-a-aglp-e-a-universidade-aberta.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1498-protocolo-de-colaboracao-entre-a-aglp-e-a-universidade-aberta.html UabO Seminário de Lexicologia da Academia Galega da Língua Portuguesa, que terá lugar o dia 5 de Outubro em Santiago de Compostela, será o contexto em que o Ex.mo Sr. Presidente da AGLP e o Reitor Magnífico da UAb assinem um Protocolo de Colaboração.

Os aspectos fundamentais do documento referem a investigação, a valorização da língua portuguesa, e a difusão da oferta académica da Universidade Aberta.

O Presidente da Academia Galega, Prof. Doutor Montero Santalha, catedrático da Universidade de Vigo, referiu que esta convénio vai contribuir a visibilizar a situação do português da Galiza, e facilitar o acesso dos estudantes galegos ao ensino superior, não presencial, na sua língua.

Pela sua parte, o Reitor da Universidade Aberta, Prof. Doutor Carlos Reis, analisou as vantagens do e-learning, em entrevista dada recentemente ao jornal País Económico. Carlos Reis referiu também a Aprendizagem ao Longo da Vida (ALV) como um dos actuais desafios e opção estratégica da UAb, que disponibiliza mais de 20 cursos de ALV neste ano lectivo. A esse respeito, considera que a Universidade tem sabido “tirar proveito das potencialidades técnicas que o Ensino a Distância (EaD) dispõe” para rentabilizar uma vertente de ensino vocacionada para “públicos dispersos adultos, já formados, necessitados de reconversão profissional, necessitados de actualização de aprendizagem”.

Mais info:

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I Seminário de Lexicologia Tue, 29 Sep 2009 10:46:10 +0200
Seminário de Lexicologia da AGLP https://academiagalega.org/academia/eventos/1497-seminario-de-lexicologia-da-aglp.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1497-seminario-de-lexicologia-da-aglp.html Academia Galega da Língua Portuguesa

O repto dos vocabulários ortográficos

Data: 5 de outubro de 2009

Lugar: Fundação Caixa Galicia. Rua do Vilar, 19, Santiago de Compostela.

Destinado a professores, investigadores e estudantes de língua.

Inscrição prévia através do e-mail secretaria[@]academiagalega.org; através do tel. (+34)667628090; através do fax (+34)981811967

Horário

09h30 Recepção aos participantes
10h00 Ato de Abertura
10h30 Comunicações da manhã
14h30 Jantar
16h00 Comunicações da tarde
19h00 Encerramento do Seminário

 Objetivos

Analisar a situação, perspetivas e problemática da elaboração dos Vocabulários Ortográficos, no contexto da aplicação do Acordo Ortográfico.

Oferecer aos assistentes um panorama atual dos estudos de lexicologia. Apresentar os trabalhos da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da AGLP. Favorecer o intercâmbio de conhecimentos e projetos, criando um clima de colaboração.

 Oradores

Prof. Adriano Moreira, Vice-Presidente da Academia das Ciências de Lisboa e Presidente da Classe de Letras

Prof. Álvaro Iriarte Sanromán, AGLP e Universidade do Minho

Prof. Artur Anselmo, Presidente do Instituto de Lexicologia e Lexicografia da ACL e Vice-Presidente da Classe de Letras

Prof. Evanildo Bechara, Academia Brasileira de Letras

Prof. Isaac Alonso Estraviz, Vice-Presidente da AGLP

Prof. João Malaca Casteleiro, Academia das Ciências de Lisboa

Prof. José-Martinho Montero Santalha, Presidente da AGLP

Prof.ª Mª Francisca Xavier, Universidade Nova de Lisboa Prof.ª Mª Lourdes Crispim, Universidade Nova de Lisboa

Resumo dos conteúdos

As jornadas começam às 09h30, após a abertura do secretariado e entrega de materiais, com a assinatura do Protocolo de Colaboração entre a AGLP e a Universidade Aberta. Excelentíssimo Sr. Reitor, Professor Doutor Carlos Reis, e o Excelentíssimo Senhor Presidente da Academia Galega da Língua Portuguesa, Professor Doutor José-Martinho Montero Santalha, apresentarão a oferta educativa da Universidade Aberta.

Os aspetos fundamentais do documento referem a colaboração na investigaçom, a valorização da língua portuguesa, e a difusão da oferta académica da Universidade Aberta. A este respeito, o presidente da AGLP referiu que esta colaboração vai contribuir a visibilizar a situação do português da Galiza, e facilitar o acesso dos estudantes galegos ao ensino superior, não presencial, na sua língua.

Imediatamente a seguir, às 10h00 terá lugar o Ato de Abertura, com os Professores Martinho Montero da Academia Galega da Língua Portuguesa, Adriano Moreira e Malaca Casteleiro da Academia das Ciências de Lisboa, Evanildo Bechara da Academia Brasileira de Letras e autoridades. Atuará em qualidade de moderador Ângelo Cristóvão.

A primeira sessão começa às 10h30 com a palestra "Léxico da Galiza para os dicionários comuns da língua portuguesa: problemas e possíveis critérios de seleção", ministrada por Montero Santalha. Após esta primeira intervençom, Adriano Moreira falará dos "Temas da implantação e preservação da língua" e Evanildo Bechara analisará os "Passos na implantação do Acordo Ortográfico no Brasil". A seguir, às 12h00, realizará-se um debate entre os oradores e os assistentes que quisserem participar.

Com uma pausa para o café de por meio, começará a segunda sessão, em que Artur Anselmo explicará "História dos Vocabulários da Língua Portuguesa editados em Portugal (1866-1970)". Às 13h30 Álvaro Iriarte Sanromán falará sobre "O Dicionário de Espanhol-Português como ferramenta para a codificação do português da Galiza". A seguir realizará-se um debate e haverá um tempo para o almoço.

A terceira sessão terá como protagonistas aos professores João Malaca Casteleiro, que falará dos "Critérios para a elaboração do Dicionário Ortográfico de Pronúncias", às 16h00; e Isaac Alonso Estraviz, que falará do "Dicionário Eletrónico Estraviz", por volta das 16h30.

A última sessão está marcada para 17h30. Maria Francisca Xavier falará do "Dicionário do Português Medieval - Fontes e elementos lexicais galegos - (I)". Na mesma linha do anterior, às 18h00, Maria de Lourdes Crispim continuará a falar do "Dicionário do Português Medieval - Fontes e elementos lexicais galegos - (II)"

Finalmente, às 19h00 procederáse ao acto de encerramento do Seminário, em que participarão os Professores José-Martinho Montero Santalha (AGLP), Adriano Moreira e Malaca Casteleiro (ACL), Evanildo Bechara (ABL) e autoridades.

Mais info:

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I Seminário de Lexicologia Thu, 17 Sep 2009 10:11:21 +0200
Vídeo-entrevista a Adriano Moreira, vice-presidente da ACL https://academiagalega.org/academia/eventos/1501-video-entrevista-a-adriano-moreira-vice-presidente-da-acl.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1501-video-entrevista-a-adriano-moreira-vice-presidente-da-acl.html

«A língua é um problema que não diz apenas a respeito dos governos,
é uma parcela do problema do património imaterial da humanidade»

PGL | AGLP - O professor Adriano Moreira, natural de Macedo, perto de Bragança, a cuja Biblioteca Municipal entregou este ano 10.000 exemplares do seu arquivo privado, é atualmente Presidente da Classe de Letras e Vice-Presidente da Academia das Ciências de Lisboa. Nesta qualidade, é o máximo responsável pelas decisões académicas portuguesas na questão da língua. Na entrevista respondeu as perguntas de Alberto Pombo, do Portal Galego da Língua, num intervalo do Seminário de Lexicologia da AGLP, realizado em Santiago de Compostela o dia 5 de outubro de 2009.

Para o professor, a questão da língua ultrapassa os Estados. A língua «é um problema que não diz apenas a respeito dos governos, é uma parcela do problema do património imaterial da humanidade».

Na conjugação entre «a palavra do poder e o poder da palavra», o que será presidente da Academia das Ciências de Lisboa em 2010 assinalou as duas dimensões em que cabe perspetivar a língua: por um lado a sociedade, por outro, os governos, correspondendo a cada um uma parcela de ação diferente.

Quanto à política de língua, o professor de origem transmontana salientou o papel da Universidade Aberta no plano internacional, e a função do Brasil como ator global. Afirmou que, neste momento, «cabe ao Brasil um papel extremamente importante na dinamização destes problemas», acreditando que terá um lugar no Conselho de Segurança da ONU.

Na questão do Vocabulário Ortográfico da Academia das Ciências de Lisboa, cuja edição será anunciada em breve, indicou que está prevista a elaboração de um Vocabulário Comum, depois de cada país ter editado os seus contributos, sendo que está em causa a intervenção dos governos nesta matéria.

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I Seminário de Lexicologia Mon, 30 Nov 2009 09:00:00 +0100
Vídeo-entrevista a Artur Anselmo, presidente da CLL da ACL https://academiagalega.org/academia/eventos/1503-video-entrevista-a-artur-anselmo-presidente-da-cll-da-acl.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1503-video-entrevista-a-artur-anselmo-presidente-da-cll-da-acl.html

PGL | AGLP - Artur Anselmo é Presidente da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da Academia das Ciências de Lisboa. Alto-minhoto de família originária da Galiza, e alto-alentejano pelo lado paterno, tem lecionado Língua, Literatura e Cultura Portuguesa, assim como Cultura Clássica, Semiologia e História do Livro, em universidades da Europa e do Brasil. Uma das suas obras mais conhecidas As Origens da Imprensa em Portugal (1981).

Nesta entrevista realizada por Diego Bernal, do Portal Galego da Língua, salienta a posição da ACL entre as mais antigas academias europeias (1779), tendo o papel mais importante na preservação da língua. Inclui as classes de Ciências e Letras, sendo instituição de referência que o governo deve consultar nos assuntos da língua. A presidência da ACL corresponde anualmente, de forma alternativa, aos presidentes das classes de ciências e de letras.

A Classe de Letras da ACL

A função principal da Classe de Letras é a edição de glossários, vocabulários e dicionários que permitam atualizar constantemente a língua. Diz Anselmo que «o trabalho do lexicógrafo não se restringe à simples indicação descritiva das palavras: ele tem de registar também as alterações de sentido». Deve atualizar-se constantemente a língua, com contribuições de uso generalizado e corrente que mereçam ser introduzidos nos dicionários.

Neste sentido, indicou que a terceira edição do Vocabulário Ortográfico da ACL está prevista para breve, e terá entre 60 e 70 mil entradas, dando continuidade à tradição da academia portuguesa. Regista «as palavras de uso corrente e generalizado, nem arcaísmos nem neologismos que tanto entram na língua, como saem».

Continua o professor indicando que «a língua não é de ninguém, é de todos». «Todo o que seja visões estáticas, tentar conter a língua em barreiras, prisões... é uma atitude anticientífica».

A posição dominante do inglês

Lamentou o professor a posição dominante do inglês, como segunda edição do que aconteceu com o latim dos Romanos. Rejeita «a ideia da imposição de uma língua única ao mundo», lamentando o declínio de certas línguas da Europa, como o francês. Considera que o inglês está a ser usado, em determinados âmbitos, de forma desnecessária, o que resulta num empobrecimento.

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I Seminário de Lexicologia Mon, 14 Dec 2009 09:00:00 +0100
Vídeo-entrevista a Carlos Reis, reitor da UAb https://academiagalega.org/academia/eventos/1502-video-entrevista-a-carlos-reis-reitor-da-uab.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1502-video-entrevista-a-carlos-reis-reitor-da-uab.html

«A Universidade Aberta está interessada em criar na Galiza
um ou dois Centros Locais de Aprendizagem»

PGL | AGLP - O Prof. Carlos Reis, Reitor da Universidade Aberta, é um conhecido divulgador da obra de Eça de Queirós, tendo realizado edições críticas de várias das suas obras, como O Crime do Padre Amaro. Como especialista participou, o dia 6 de outubro, no júri da tese de doutoramento que Joel Gomes apresentou no Paraninfo da Universidade de Santiago, sobre a obra do saudoso professor galego Ernesto Guerra da Cal. Precisamente, o professor nascido em Ferrol foi o seu mestre e mentor.

Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, ensaísta e correspondente da Real Academia Española, este professor nascido na Angra do Heroísmo, Açores, que foi Diretor da Biblioteca Nacional de Portugal e Presidente da Associação Internacional de Lusitanistas, é provavelmente mais conhecido na Galiza pela sua faceta na defesa e promoção da língua portuguesa. Foi muito comentada a sua intervenção na Conferência Internacional / Audição Parlamentar de 7 de abril de 2008, na Assembleia da República Portuguesa, em defesa do Acordo Ortográfico, frente à posição do eurodeputado Vasco Graça Moura, em nome dos contrários às novas regras da escrita. Foi no mesmo evento em que participaram o ex-presidente da AGAL, Alexandre Banhos, e o presidente da Associação Cultural Pró AGLP, Ângelo Cristóvão.

Na entrevista realizada por Alberto Pombo, do Portal Galego da Língua, o reitor começou explicando a função da Universidade Aberta como instituição pública do ensino a distância, orientada a um público adulto, que frequentemente procura uma requalificação profissional. Afirmou que o processo de aprendizagem ao longo da vida está adquirindo uma maior importância, uma vez que «o ciclo dos saberes, hoje, é muito rápido, e o ciclo da vida ativa é mais longo do que era no passado». Justamente é a esta parcela que se destinam os esforços da Universidade Aberta.

Colaboração AGLP - UAb

Relativamente ao Protocolo de Colaboração entre a AGLP e a Universidade Aberta, assinado o mesmo dia 5 de outubro no início do Seminário de Lexicologia, afirmou que «A língua portuguesa é uma língua acessível para praticamente qualquer galego e, portanto, nesse sentido, dada a facilidade de circulação dos diplomas... nós pensamos que era possível, e útil e pertinente, estendermos a nossa oferta pedagógica à Galiza», declarando a intenção de criar na Galiza um ou dois Centros Locais de Aprendizagem, «pequenas estruturas de apoio aos estudantes, presença da nossa oferta pedagógica, contacto com as populações, com as empresas, etc».

Continuou a sua exposição manifestando que «isto -e gostava de deixar bem clara esta posição- não representa da nossa parte, como universidade pública portuguesa, nem da minha parte como reitor, nenhuma espécie de posição antiespanhola. Esta é uma coisa que eu quero deixar claríssima». Lembrou neste sentido a sua dívida com o professor Guerra da Cal, que defendia a língua e cultura da Galiza, afirmando sempre que isso não significava uma posição contra a Espanha.

Política de Língua

Quanto à política de Língua do seu país, manteve que «A política de língua hoje em Portugal não pode ser a mesma que há 30 ou 35 anos». Devendo ter em conta a existência de 8 estados da CPLP, e ainda a Galiza, que «tem um papel importante a representar». Disse ainda que «a política de língua tem de ter em conta, antes de mais, a diversidade e um sentido estratégico de concertação». Salientou também «o papel de dinamizador de consensos que o Brasil pode desempenhar aqui».

Galiza e a CPLP

A respeito das possibilidades de a Galiza fazer parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, acreditou: «É aceitável pensar que um dia se encontrará a forma de reunir os equilíbrios para que, uma nação como a Galiza, que tem a sua cultura, a sua identidade, a sua paisagem, a sua gente, a sua língua, ainda com os debates que esta língua sempre provoca, um dia faça parte, realmente, da CPLP, no estatuto que se entender que é o mais adequado».

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I Seminário de Lexicologia Mon, 07 Dec 2009 09:00:00 +0100
Vídeo-entrevista a Chrys Chrystello, presidente da CE dos Colóquios da Lusofonia https://academiagalega.org/academia/eventos/1504-video-entrevista-a-chrys-chrystello-presidente-da-ce-dos-coloquios-da-lusofonia.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1504-video-entrevista-a-chrys-chrystello-presidente-da-ce-dos-coloquios-da-lusofonia.html

PGL | AGLP - Nesta entrevista o Presidente da Comissão Executiva dos Colóquios da Lusofonia, Chrys Chrystello, dá mais detalhes da sua tarefa e do seu compromisso social. Uma circum-navegação que o levou de Portugal a Timor, Macau e Austrália, com regresso a Portugal, onde atualmente reside nos Açores.

Com o lema «Não prometemos, fazemos», os Colóquios, que se realizam desde 2001 e já chegaram a 12 edições, têm escolhido em sucessivos anos, temas de atualidade como a questão da língua mirandesa, o português em Timor, o Acordo Ortográfico ou o português da Galiza.

«Os colóquios da lusofonia são independentes, livres, admitem todos os temas, sem pressões de instituições ou governos». Assim define Chrys Chrystello esta iniciativa cultural que começou a realizar-se em 2001-2002 e continua todos os anos a levar escritores, professores e investigadores dos quatro continentes a Bragança (em outubro) e aos Açores (em abril). Neste sentido, afirma serem os Colóquios «os representantes da sociedade civil capaz e atuante».

O seu recente livro Chrónicaçores: Uma circum-navegação, foi descrito como um belo texto com os lados de um triângulo: Autobiografia, livro de aventuras e registo histórico. Pode o leitor aproximar-se dele com três perspetivas, comprovando ao mesmo tempo a intensidade vital associada à crítica social, a minuciosidade na descrição dos factos, e a análise dos diferentes tipos humanos. Disse o autor em 2006: «O único defeito de que não podem acusar-me é de ser politicamente correto».

A dinâmica dos Colóquios

O balanço dos últimos anos é, para o presidente dos Colóquios da Lusofonia, enormemente satisfatório, pondo como exemplo ter ajudado à criação da AGLP, a elaboração em curso da Diciopédia Contrastiva da Língua Portuguesa, com 36 especialistas a trabalhar na sua elaboração, a criação dos Estudos Açorianos que serão ministrados à distância na Universidade do Sul de Santa Catarina, e em modo presencial na Universidade do Minho. Entre os projetos em curso, o Museu da Língua Portuguesa em Bragança, previsto para começar a funcionar em 2011, e a promoção de uma nova Academia da Língua em Portugal, que considera absolutamente necessária.

O Encontro Açoriano da Lusofonia terá lugar em 2010 em Florianópolis, Santa Catarina, tendo previsto ir em anos seguintes a Maputo e Macau, manifestando também a sua vontade de se realizar uma edição na Galiza.

Política de língua

Entende o professor Chrystello que, nestes temas, o governo português não tem uma perspetiva histórica. Precisa-se a criação de uma política de longo prazo, independente de governos, para que a língua seja preservada, atuando lá onde houver falantes de português. Além disto, considera que o Acordo Ortográfico é «um ótimo instrumento» para uma política de língua de futuro, afirmando a facilidade para realizar as adaptações às novas regras.

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I Seminário de Lexicologia Mon, 21 Dec 2009 09:00:00 +0100
Vídeo-entrevista a Evanildo Bechara, coordenador da CLL da ABL https://academiagalega.org/academia/eventos/1505-video-entrevista-a-evanildo-bechara-coordenador-da-cll-da-abl.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1505-video-entrevista-a-evanildo-bechara-coordenador-da-cll-da-abl.html

PGL | AGLP - Evanildo Cavalcante Bechara, natural do Recife, ocupa a cadeira número 33 da Academia Brasileira de Letras, para a qual foi eleito em 2000. Como filólogo, é conhecida a sua edição das Investigações Filológicas de M. Said Ali. Como gramático é autor da muito divulgada Moderna Gramática Portuguesa, (37.ª edição, 1999), a Gramática Escolar da Língua Portuguesa (1.ª edição, 2001) e Lições de Português pela Análise Sintática (18.ª edição, 2004).

Na ABL é coordenador da Comissão de Lexicologia e Lexicografia, tendo apresentado a 5ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, em sessão interacadémica na Academia das Ciências de Lisboa, em abril de 2009, no mesmo evento em que o presidente da AGLP, Montero Santalha, apresentou o Léxico da Galiza.

Na entrevista, realizada o 5 de outubro de 2009, o professor explica a orientação da ABL no sentido de considerar, já no primeiro artigo da sua constituição, em 1897, o facto de a língua portuguesa não ser só do Brasil, «de modo que a identidade brasileira estava na literatura, enquanto a língua era um instrumento de comunicação, de realização profissional e artística comum a Portugal e ao Brasil».

À pergunta do entrevistador sobre a previsão da elaboração do Vocabulário Comum, o professor indica que «o texto do Acordo de 1990 não fala de um vocabulário da chamada língua primária. O que o texto diz é que, depois que os signatários do Acordo de 90 trabalharam na unificação da ortografia, que essa unificação, na medida do possível, e tão completa quanto possível, chegasse à unificação da nomenclatura técnica e científica. O vocabulário comum tem de ser o léxico comum a essas nações». «O Acordo Ortográfico de 1990 fala unicamente da unificação do significante». «Agora, o significado, este, será tarefa dos dicionários».

Quanto à possibilidade de uma maior unificação ortográfica, julga ser impossível. «Se nós optarmos por atender à pronúncia, uma língua pode admitir variantes. Então, assim como os portugueses pronunciam António, e no Brasil pronunciamos Antônio, ou essas duas formas continuarão a ser usadas e escritas diferentemente, ou então adotaremos o seguinte: que nesses casos dos paroxítonos com vogais tónicas nasais, não seja assinalado o timbre da vogal.»

Evanildo Bechara participou no Seminário de Lexicologia da AGLP, em 5 de outubro, com a comunicação «Passos na implantação do Acordo Ortográfico no Brasil».

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I Seminário de Lexicologia Mon, 28 Dec 2009 09:00:00 +0100
Vídeo-entrevista a João Malaca Casteleiro, da ACL https://academiagalega.org/academia/eventos/1507-video-entrevista-a-joao-malaca-casteleiro-da-acl.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1507-video-entrevista-a-joao-malaca-casteleiro-da-acl.html

«A introdução do Léxico da Galiza no Vocabulário da Porto Editora
responde a um objetivo de representação global da língua portuguesa
»

O professor João Malaca Casteleiro encerra a série de 7 entrevistas a professores participantes no I Seminário de Lexicologia da AGLP, realizado em 5 de outubro no Centro Cultural da CaixaGalicia. Na sua intervenção, em Santiago de Compostela, apresentou o Vocabulário Ortográfico da Porto Editora, que inclui um contributo lexical galego de mais de 800 palavras.

Membro da Academia das Ciências de Lisboa desde 1979, de cujo Instituto de Lexicologia e Lexicografia foi presidente entre 1991 e 2008, conta entre os seus maiores contributos ter sido coordenador do Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da ACL (2001) e responsável pela versão portuguesa do Dicionário Houaiss (2002). Atualmente está elaborando o Dicionário Ortográfico e de Pronúncias e o Dicionário do Português Medieval, em que colaboram as professoras Maria Francisca Xavier e Maria de Lourdes Crispim, da Universidade Nova de Lisboa.

Participou na delegação portuguesa ao Encontro de Unificação Ortográfica de 1986 na Academia Brasileira de Letras, como também na redação do Anteprojecto de Bases da Ortografia Unificada da Língua Portuguesa de 1988, assim como nos trabalhos que conduziram ao Acordo Ortográfico de 1990, assinado em 12 de outubro na Academia das Ciências de Lisboa. É um dos maiores defensores da aplicação do Acordo em Portugal, tendo-se destacado na comunicação social pela defesa da sua aplicação.

Léxico da Galiza

Na entrevista o professor Casteleiro afirma que a introdução do Léxico da Galiza no Vocabulário Ortográfico da Porto Editora «Corresponde a um objetivo de representação global da língua portuguesa».

«Reparem que a ABL tinha publicado já o Vocabulário Ortográfico, mais na perspetiva brasileira. Ora, a norma gráfica portuguesa era seguida pelos países africanos de língua oficial portuguesa, na Ásia, em Timor, na Região Administrativa Especial de Macau, e também noutras regiões, e concretamente aqui na Galiza, porque o Acordo foi também adotado e, durante as reuniões que se fizeram em Lisboa, como, aliás, já tinha acontecido em 1986 no Rio de Janeiro, houve uma representação da Galiza, como observadores. Portanto, nós registamos neste Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa que agora se publica pela Porto Editora os africanismos, e os asiaticismos que ocorrem na língua portuguesa e que já estavam, em grande medida, dicionarizados. Faltava aí o léxico da Galiza».

«Ora, acontece que esta ideia de a Galiza elaborar o seu léxico partiu de uma conversa que tivemos com membros da comissão que acompanhou o Acordo Ortográfico (a Conferência Internacional de 7 de abril de 2008, na Assembleia da República) e que era no sentido de dispormos de um repertório de termos, de palavras, de vocábulos próprios da Galiza que pudéssemos integrar no Vocabulário Ortográfico Unificado. E também eu, na altura, pensava na segunda edição do Dicionário da Academia».

Vocabulário técnico e científico

Afirma o professor que a publicação do Vocabulário da Porto Editora responde a uma necessidade do Acordo Ortográfico, e à de evitar que pudesse ser invocada, pelos seus  opositores, a inexistência de um texto desse teor editado em Portugal. Além disto, «o Acordo de 1990 tinha previsto a elaboração de um vocabulário comum unificado da língua portuguesa. Tinha mais como preocupação a unificação, tanto quanto possível, dos termos técnicos e científicos das várias ciências, e sobretudo dos que têm entrado na língua de há umas décadas para acá».

O professor Malaca manifesta-se de acordo com a iniciativa do ministro da Cultura do anterior governo português, Pinto Ribeiro, na necessidade de criar uma nova Academia que se dedique especificamente à Língua Portuguesa. «Não é uma academia contra ninguém, menos contra a ACL».

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I Seminário de Lexicologia Mon, 04 Jan 2010 09:00:00 +0100
Vídeo-entrevista a José-Martinho Montero Santalha, presidente da AGLP https://academiagalega.org/academia/eventos/1500-video-entrevista-a-jose-martinho-montero-santalha-presidente-da-aglp.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1500-video-entrevista-a-jose-martinho-montero-santalha-presidente-da-aglp.html

«É preciso trabalharmos muito e sermos conscientes de que,
efetivamente, a situação é muito dramática»

PGL | AGLP - A Academia Galega da Língua Portuguesa e o Portal Galego da Língua, iniciam a emissão de 7 entrevistas a personalidades da Galiza, Portugal e Brasil, participantes no I Seminário de Lexicologia, realizado pela AGLP o dia 5 de outubro de 2009 em Santiago de Compostela.

Inicia-se esta série com o Presidente da Academia Galega, José-Martinho Montero Santalha, em resposta às perguntas do jornalista Diego Bernal, do PGL. Nas seguintes semanas serão emitidas as correspondentes aos professores Adriano Moreira, Artur Anselmo, Carlos Reis, Chrys Chrystello, Evanildo Bechara e João Malaca Casteleiro. Em breve, a Academia irá disponibilizar também o DVD com a gravação integral do Seminário.

Montero Santalha: «A Galiza tem de inventar uma nova maneira de estar presente na CPLP»

Na sua entrevista, o catedrático da Universidade de Vigo deu algumas explicações sobre a introdução do léxico da Galiza no Vocabulário Ortográfico Comum, indicando o exemplo de “neno”. No mesmo dia 5 de outubro, o professor Malaca Casteleiro apresentava no Seminário de Lexicologia o Vocabulário da Porto Editora, em que está incluído um contributo galego, 800 vocábulos de uso comum na Galiza.

Salientou a “situação verdadeiramente difícil” em que está o português na Galiza. “É verdade que tudo isso se pode ainda corrigir, retificar, mas é preciso trabalhar muito e ser conscientes de que, efetivamente, a situação é muito dramática”.

Quanto às publicações, Santalha mostrou o segundo número do Boletim da Academia, e deu a notícia da iminente edição do primeiro volume da Coleção de Clássicos Galegos: Cantares Galegos, de Rosalia de Castro, numa versão adaptada ao Acordo Ortográfico. Quanto a este texto normativo, disse que, da parte da AGLP “não duvidámos, desde o primeiro momento, em incorporar-nos a esse Acordo”.

Relativamente à CPLP, o professor Montero afirmou que, tendo em conta o facto de esse organismo internacional estar integrado por estados, “A Galiza tem de inventar uma nova maneira de estar presente”.

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I Seminário de Lexicologia Mon, 23 Nov 2009 08:00:00 +0100
II Seminário de Lexicologia - Entrevista a Carlos Amaral https://academiagalega.org/academia/eventos/1517-ii-seminario-de-lexicologia-entrevista-a-carlos-amaral.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1517-ii-seminario-de-lexicologia-entrevista-a-carlos-amaral.html

Última versão do FLiP inclui léxicos de todas as variedades
da língua portuguesa,  de todos os países da CPLP mais da Galiza e Macau

AGLP / PGL - Acaba a série de entrevistas realizadas durante o II Seminário de Lexicologia, organizado pela AGLP em 25 de setembro de 2010, com a intervenção de Carlos Amaral, administrador da Priberam Informática, que nos explicou as vantagens da ferramenta em língua portuguesa de maior difusão no mercado, o FLiP.

Começou explicando que «Uma das principais atividades da Priberam desde há mais de 15 anos tem sido a Língua Portuguesa». «O produto principal tem sido o FLiP» que no Brasil é comercializado sob a marca 'Aurélio'. «Em termos internacionais o impacto maior que temos em produtos em língua portuguesa foi quando a Microsoft nos licenciou para que o FLiP fosse incluído no Microsoft Office.»

Carlos Amaral anunciou que as principais novidades na última versão do FLiP são a inclusão de léxicos de todas as variedades da língua portuguesa, de todos os países da CPLP mais da Galiza e Macau. Outra novidade é a inclusão do dicionário Priberam.

Quanto ao dicionário Priberam, este apresenta novas funcionalidades, como a mostra da última palavra pesquisada, o gráfico de pesquisas em cada palavra ou as ocorrências dessa palavra no FLiP.

Com a inclusão do Léxico da Galiza, assim como de outras variedades de português «o que nós pretendemos é que quem escreve em português, seja onde for, tenha ferramentas que o ajudem a essa tarefa, a escrever da melhor maneira possível», afirma Carlos Amaral. «Há determinadas especificidades no português da Angola e de outros países africanos, nomeadamente coisas tão simples como topónimos e antropónimos e também nomes comuns que só existem naqueles países.»

«Quando há uma mudança na forma de escrever não sei quantas palavras, e ainda por cima há dúvidas, como é que se devem escrever e se mudaram ou não mudaram, o FLiP pode ser uma ferramenta mesmo indispensável. Daí que por exemplo em Portugal todos os jornais e revistas que já aderiram o Acordo Ortográfico utilizam o FLiP.»

Proximamente será publicado o vídeo-resumo do II Seminário de Lexicologia, a conter fragmentos das intervenções realizadas pelos participantes no evento.

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II Seminário de Lexicologia Mon, 10 Jan 2011 02:00:00 +0100
II Seminário de Lexicologia - Entrevista a José-Martinho Montero Santalha https://academiagalega.org/academia/eventos/1510-ii-seminario-de-lexicologia-entrevista-a-jose-martinho-montero-santalha.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1510-ii-seminario-de-lexicologia-entrevista-a-jose-martinho-montero-santalha.html

Presidente da AGLP anuncia início dos trabalhos
para a elaboração da Gramática do Português da Galiza

 AGLP / PGL - A Academia Galega da Língua Portuguesa e o Portal Galego da Língua iniciam a emissão de 8 entrevistas aos responsáveis das instituições galegas, portuguesas e brasileiras participantes no II Seminário de Lexicologia , realizado pela AGLP o dia 25 de setembro de 2010 em Santiago de Compostela.

Inicia-se esta série com o Presidente da Academia Galega, José-Martinho Montero Santalha, em resposta às perguntas de Iolanda Mato, da Associação Cultural Pró AGLP. Nas seguintes semanas serão emitidas as correspondentes aos professores Raul Rosado Fernandes (Academia das Ciências de Lisboa), Evanildo Bechara (Academia Brasileira de Letras), Samuel Rego (Instituto Camões), Joseph Ghanime (Docentes de Português na Galiza), Margarida Costa (Porto Editora), Carlos Amaral (Priberam Informática) e João Malaca Casteleiro (Academia das Ciências de Lisboa). Em breve a Academia irá disponibilizar também o DVD com a gravação integral do Segundo Seminário.

Nas suas declarações, Montero Santalha salientou as publicações da Academia: Boletim, Anexos do Boletim e Coleção de Clássicos da Galiza, de que foi editado o primeiro número, Cantares Galegos de Rosalia de Castro.

A seguir explicou o sentido da escolha do léxico da Galiza para incluir no Vocabulário Ortográfico Comum: “Aquela parte do léxico galego que seja autêntica e genuína … aquelas palavras que, depois de um estudo bem fundamentado, histórico e filológico, se chega à conclusão de que são autênticas, que não são castelhanismos nem disparates … possa entrar a formar parte dos vocabulários de língua portuguesa”.

Gramática do Português da Galiza

Entre as atividades da Academia, o catedrático da Universidade de Vigo referiu o início da elaboração da Gramática do Português da Galiza, concretizando: “O primeiro é estabelecer a pronúncia culta ..., mas também que nos dicionários portugueses apareça, pelo menos para o léxico galego, a transcrição fonética da pronúncia galega”.

Quanto ao Vocabulário Ortográfico Comum da língua portuguesa, indicou que “nesse caminho se vai. Em Portugal, como no Brasil, as suas academias tinham o seu próprio vocabulário ortográfico, que se vinha re-editando. Ainda se está nesse ponto, mas penso que não haverá grande dificuldade em fazer um Vocabulário Ortográfico Comum. Desde logo, nós os galegos, já demos o nosso contributo, disponível, que já começa a estar recolhido nalguns vocabulários. De modo que não tardará em fazer-se".

Na questão do futuro da língua, indicou: “Temos claro que a língua da Galiza não sobreviverá se quer fazê-lo fora do mundo lusófono. No século XXI criar uma língua independente, que tem menos de 3 milhões de falantes, e já não digamos com a situação problemática dentro da mesma Galiza, com o influxo tão poderoso do castelhano, é um suicídio cultural. De modo que isso temo-lo claro. O galego só vai sobreviver como português. Se não for assim, morrerá, ficará como o resto de uma língua escrita … Sempre haverá uma minoria que defenda a sua língua como português, que talvez chegue a se maioria algum dia, de modo que para o futuro da língua, cremos ser o único caminho”.

Fez finalmente um balanço positivo dos primeiros dous anos de existência da Academia Galega da Língua Portuguesa. Disse que “A acolhida foi surpreendentemente boa em muita gente. Houve também reações contrárias, especialmente ao nome de Língua Portuguesa, mas em geral foi uma acolhida muito positiva”.

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II Seminário de Lexicologia Wed, 17 Nov 2010 02:00:00 +0100
II Seminário de Lexicologia - Entrevista à professora Margarida Costa https://academiagalega.org/academia/eventos/1513-ii-seminario-de-lexicologia-entrevista-a-professora-margarida-costa.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1513-ii-seminario-de-lexicologia-entrevista-a-professora-margarida-costa.html

«Seria muito vantajoso que o galego fosse considerado
uma variedade  do português»

AGLP / PGL - Nesta quarta entrevista, na sequência das já publicadas pela AGLP em colaboração com o PGL , a professora Margarida Costa, da Porto Editora , apresenta os produtos da editorial e manifesta-se a favor da defesa das variedades dentro da língua portuguesa.

A entrevista começa por apresentar a Porto Editora: «É a maior editora no mercado de língua portuguesa. É a que tem maior representatividade» com a publicação de dicionários de diversas línguas como o russo, o polaco, o sueco, etc. «Por outro lado estamos implementados em África, em Angola e Moçambique através da Plural Editores» e «temos várias parcerias com editoras europeias e brasileiras» pelo que a Porto Editora está bem representada «em termos não só nacionais mas também no mercado internacional».

A professora falou a seguir do Grande Dicionário, objeto da sua apresentação no II Seminário de Lexicologia da AGLP e destacou, entre outras publicações, o conhecido Dicionário da Língua Portuguesa, que acompanha a editora desde a sua fundação.

Tendo em conta o incremento de procuras através da Internet, a Porto Editora oferece dentro dos seus produtos informáticos o portal Infopédia, que reune as páginas de vinte e um dicionários prontos para consulta.

O Acordo Ortográfico é visto como uma oportunidade para renovar os produtos da empresa. A editora aproveita o periodo de transição para oferecer um serviço de orientação ao usuário, fornecendo a forma que as palavras tinham e, ao lado, a forma atual.

Margarida Costa mostrou-se a favor de Portugal reforçar uma posição ativa na área da expansão da língua e a cultura portuguesa, no investimento em educação e no reforço das variedades linguísticas «por exemplo, através da publicação desse Vocabulário Ortográfico Comum que tanto aguardamos».

«Tendo em conta a proximidade entre Portugal e a Galiza, mais o Norte de Portugal com a Galiza, é uma ligação muito forte, muito estreita, tanto a nível cultural como a nível linguístico, eu penso que considerar o galego como uma variedade do mesmo idioma só traria vantagens. Todos sabemos que tendo a mesma língua, se trabalharmos com a mesma língua, se nos comunicarmos na mesma língua todas as relações comerciais e culturais seriam facilitadas. Portanto, seria muito vantajoso para ambos que o galego fosse uma variedade do mesmo idioma, como é a variedade brasileira, a variedade angolana, a variedade portuguesa».

A professora Margarida Costa acabou por desejar a pronta elaboração e publicação do Vocabulário Ortográfico Comum precisamente para poder aglutinar num único texto todas as variedades idiomáticas e elaborar sobre essa base os futuros textos pedagógicos da língua portuguesa.

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II Seminário de Lexicologia Thu, 09 Dec 2010 02:00:00 +0100
II Seminário de Lexicologia - Entrevista ao professor Evanildo Bechara https://academiagalega.org/academia/eventos/1512-ii-seminario-de-lexicologia-entrevista-ao-professor-evanildo-bechara.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1512-ii-seminario-de-lexicologia-entrevista-ao-professor-evanildo-bechara.html

Evanildo Bechara mostra-se a favor da aplicação do AO na Galiza
e de um entendimento entre a AGLP e a RAG

 AGLP / PGL - Na entrevista, realizada por Breogão Martínez Vila, do Portal Galego da Língua, durante o II Seminário de Lexicologia da Academia Galega da Língua Portuguesa, o professor Bechara começou advertindo que a Academia Brasileira de Letras encontra, inconscientemente, um obstáculo à realização da tarefa que tem encomendada, porquanto deve tratar de língua, e não principalmente de linguística.

Explicou isto da seguinte forma:

"A ABL preocupa-se com a língua e o seu estudo, mas ela não quer ser uma instituição de linguística. Hoje encontramos no Brasil um movimento no sentido de dar uma feição linguística ao ensino da língua. Na Academia temos procurado mostrar que cabe ao professor de língua um papel diferente do professor de linguística".

"Todas as manifestações linguísticas interessam ao linguista, o que não ocorre com o professor de língua portuguesa, que se preocupa em mostrar ao aluno que, ao lado da sua realidade de competência linguística, qualquer e ela seja, existe uma realidade imposta pelas injunções sociais, e que ele tem de se manifestar, em determinadas situações, dentro dessa norma chamada exemplar. Isso não significa que a Academia vai fechar os olhos às outras realidades linguísticas, mas tem de mostrar que ao lado das outras realidades linguísticas existe uma que tem um prestígio cultural e que deve ser aprendida pelo aluno. Então a Academia insiste em que o trabalho do professor de língua é transformar o aluno num poliglota dentro da sua própria língua".

Continuou ainda explicando os saberes que o aluno tem de adquirir, em termos do professor Coseriu: Elocutivo, idiomático e expressivo. "O saber elocutivo é saber falar com congruência. O saber idiomático é saber a língua, saber usá-la com correção. O terceiro é o saber expressivo, saber construir textos orais ou escritos em determinados momentos. E cada um dos saberes tem a sua eficácia".

Relativamente ao Acordo de 1990, indicou que "não pretende ser apenas um disciplinador na grafia das palavras da língua comum. Mas pretende na medida do possível ser também um elemento unificador das terminologias científicas". Referiu o exemplo das terminologias geográficas, pondo o exemplo a divergência na escrita dos nomes das cidades de Moscovo / Moscu e Estugarda /Stuttgart. "O que o Acordo propõe é ao lado da unificação da grafia dos nomes comuns, haja na medida do possível uma unificação entre os países lusófonos, da sua terminologia técnica e científica. Para a medicina, física, química, internet, botânica, toponímia, etc".

Aplicação do Acordo Ortográfico na Galiza

No tocante ao caso da Galiza, o professor é da opinião de aproximar o mais possível o galego das regras do Acordo de 1990. "Por exemplo, escrever o n com til encima, fonema que pode ser representado pelo grafema nh, há grandes possibilidades de no galego se adotar esse grafema, em vez do n com til, que é uma representação mais castelhana".

Finalmente, respondendo à pergunta do entrevistador sobre o trabalho da AGLP, o gramático brasileiro entende "que esta Academia Galega da Língua Portuguesa tem tudo para se fixar. Em primeiro lugar, está fundamentada em princípios científicos. Em segundo lugar, tem na sua presidência e no seu corpo diretivo um conjunto de filólogos e linguistas do mais alto valor. E em terceiro lugar, existe nesta nova Academia Galega da Língua Portuguesa um espírito de pacificação, de solidariedade para se aproximar da academia galega atual".

"De modo que os princípios científicos, os homens que estão na direção desses princípios científicos, e o desejo honesto de chegar a uma solução pacífica naqueles problemas de diferença entre as duas academias, a atual e a AGLP, eu acho que esses três princípios fazem com que nós, do lado de fora, imaginemos os melhores resultados de aproximação dessas duas academias".

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II Seminário de Lexicologia Wed, 01 Dec 2010 02:00:00 +0100
II Seminário de Lexicologia - Entrevista ao professor João Malaca Casteleiro https://academiagalega.org/academia/eventos/1514-ii-seminario-de-lexicologia-entrevista-ao-professor-joao-malaca-casteleiro.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1514-ii-seminario-de-lexicologia-entrevista-ao-professor-joao-malaca-casteleiro.html

«Hoje temos que entender o português europeu
como tendo duas normas, a norma portuguesa e a norma galega»

AGLP / PGL - Continuamos com as entrevistas realizadas durante o II Seminário de Lexicologia organizado pela AGLP o passado mês de setembro. É a vez do distinguido professor João Malaca Casteleiro, grande promotor do Acordo Ortográfico e da política comum sobre língua entre todos os países de língua portuguesa.

O professor inicia a sua entrevista de maneira clara: «Hoje temos que entender o português europeu como tendo duas normas, a norma portuguesa e a norma galega». A continuação apresenta o projeto no que está a trabalhar neste momento que é o Dicionário Ortográfio e de Pronúncias.

Casteleiro manifesta-se a favor da elaboração do Vocabulário Ortográfico Comum como elemento para promover a unidade da língua comum incluindo todas as variantes e as suas normas cultas «não apenas dos oito países [de língua portuguesa] mas também da região administrativa especial de Macau e também da Galiza».

O professor Casteleiro admite que «são precisos materiais didáticos» para a implementação do Acordo Ortográfico nas escolas e nos âmbitos profissionais e sociais em que a língua é elemento indispensável.

Sobre as contribuições para uma maior afirmação da língua portuguesa no mundo, o professor explica que «Neste momento podemos dizer que existe já uma política externa da língua portuguesa admitida pela CPLP. Eu próprio tive ocasião de participar em finais de março passado numa grande reunião promovida pelo Brasil, em Brasília, com os representantes de todos os países de língua portuguesa em que foi exatamente consagrada a missão de uma política externa da língua portuguesa. A atual direção da CPLP está muito empenhada em promover essa política.»

«Acho que é muito importante que a norma galega do português, portanto é uma norma galega como há a norma portuguesa no plano europeu, que ela se afirme» […] «A Academia Galega da Língua Portuguesa é um instrumento muito importante dessa política e nomeadamente nas publicações que faz aceitou desde logo o Acordo Ortográfico. Isso é muito importante para a afirmação da norma galega do português no plano da lusofonia.»

Já no fim o Professor lembrou as vantagens económicas e de divulgação cultural que tem o uso da língua comum e a percentagem em valor económico que a língua portuguesa tem para Portugal, a qual representa um 17% do valor total das atividades económicas do país luso. Mostrou-se a favor de promover a unidade essencial da língua e a sua promoção em todos os espaços nacionais e internacionais, porquanto a nossa é a terceira língua europeia mais falada no mundo.

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II Seminário de Lexicologia Wed, 15 Dec 2010 02:00:00 +0100
II Seminário de Lexicologia - Entrevista ao professor Joseph Ghanime https://academiagalega.org/academia/eventos/1516-ii-seminario-de-lexicologia-entrevista-ao-professor-joseph-ghanime.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1516-ii-seminario-de-lexicologia-entrevista-ao-professor-joseph-ghanime.html

«É necessário seduzir a sociedade galega para que escolha o português»

AGLP / PGL - Continuamos com a sequência de entrevistas realizadas pelo Portal Galego da Língua e a Academia Galega da Língua Portuguesa durante o II Seminário de Lexicologia, realizado em Compostela no passado 25 de setembro. Desta volta o entrevistado é o professor Joseph Ghanime, da Associação de Docentes de Português na Galiza.

O professor Ghanime começa explicando os motivos do nascimento da associação e os seus fins. Informa de que a situação do ensino do português na Galiza é residual e não estrutural, porque «não existe no ensino secundário na Galiza um único professor de português que tenha sido contratado como tal, bem como não existe uma lista de substituições e interinidades profissionais» nesta matéria, sendo que o ensino da nossa língua vê-se relegado às Escolas Oficiais de Idiomas, e não a todas pois «falta avançar neste sentido, porque há escolas como Viveiro, Ribadeu, ou seções de escolas como Ordes, Noia ou Monforte que não têm português».

Contrariamente, na Extremadura espanhola a situação do português é estrutural: «Em dez anos, de 1996 a 2006, a Extremadura passou de 600 a 10.000 alunos». «Aí houve um trabalho em muitos âmbitos, não se trabalhou apenas o ensino, trabalharam muito a comunicação social, cada vez há mais notícias referentes a Portugal na imprensa extremenha e trabalharam também espaços de diálogo, de intercâmbio, etc.»

O professor adverte que em matéria de língua portuguesa «o nosso desafio é lutar contra o desconhecimento». A sociedade galega poderia tirar muitas vantagens do aprendizado do português, sempre que soubesse quais são, pelo que afirma que «temos que falar muito, com a sociedade civil, com as pessoas que estão a trabalhar, com as que estão desempregadas, com os sindicatos, com todos os atores sociais, e explicar as vantagens do português».

Da Docentes insistem em que é necessário «seduzir a sociedade galega para que escolha o português». «Facilitar, fornecer as informações necessárias» e «satisfazer a gente», isto último «depende muito da qualidade de ensino», pelo que afirmam que devem ser «pioneiros em estratégias didáticas». O tipo de alunado variou bastante nos últimos anos, explica Ghanime, posto que de um perfil mais galeguista, ligado de jeito emocional a Portugal, passou-se a um perfil em que predomina a visão prática, mais conhecedora dos aspetos económicos ou de prestígio da língua portuguesa.

Dentro dessa visão prática, não excludente da emocional, Joseph lembra que a nossa é «Uma língua de 200 milhões de falantes. Somos fronteirizos com Portugal, país com o qual existem muitíssimas relações comerciais. E o Brasil é um país de 180 milhões de habitantes, em termos macroeconómicos é uma das economias com maior produto interno bruto do mundo».

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II Seminário de Lexicologia Wed, 29 Dec 2010 02:00:00 +0100
II Seminário de Lexicologia - Entrevista ao professor Raul Rosado Fernandes https://academiagalega.org/academia/eventos/1511-ii-seminario-de-lexicologia-entrevista-ao-professor-raul-rosado-fernandes.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1511-ii-seminario-de-lexicologia-entrevista-ao-professor-raul-rosado-fernandes.html

Professor Rosado Fernandes defende a aproximação das academias
à sociedade civil, bem como a sua internacionalização

AGLP / PGL - Continuamos com a série de entrevistas a participantes no II Seminário de Lexicologia , realizado pela AGLP o dia 25 de setembro de 2010 em Santiago de Compostela. Após a entrevista ao catedrático Montero Santalha, agora é a vez do professor Raul Rosado Fernandes, académico efectivo da Academia das Ciências de Lisboa (ACL).

O professor Raul Rosado Fernandes é professor catedrático jubilado do Departamento de Filologia Clássica da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, universidade de que foi Reitor entre 1979 e 1982, bem como Investigador do Centro de Estudos Clássicos daquela Faculdade, na área das Fontes Clássicas da Cultura Portuguesa. No II Seminário de Lexicologia da AGLP participou em representação da ACL.

Em resposta às perguntas do entrevistador Breogão Martínez Vila, do Portal Galego da Língua, começou indicando a necessidade de alargar o espaço das academias. “Têm de penetrar mais nos interesses da sociedade civil, têm de se ligar mais à evolução da tecnologia, inclusive para encontrar um vocabulário que seja aceitável para as invenções tecnológicas...” Frisou que a ACL vai ter “uma espécie de universidade para seniores”, para acrescentar o contacto com a sociedade civil, e salientou a necessidade de internacionalização das Academias.

Entre as tarefas que o incumbem na tarefa académica, o professor Rosado Fernandes está ligado ao grupo de trabalho que está a fazer uma revisão do Dicionário da ACL. Já no terreno dos estudos clássicos, está interessado também em fazer uma comparação entre os cânticos homéricos e os servo-croatas e albaneses, ligando isso a o escritor albanês Ismail Kadare.

Relativamente ao papel político da língua portuguesa, entende que pode entrar como língua de trabalho em diversos organismos internacionais, o que precisará de muitas negociações. Neste terreno, o papel do Brasil poderá ser decisivo. Finalmente, relacionou a promoção da língua com a investigação e, por consequência, as patentes.

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II Seminário de Lexicologia Wed, 24 Nov 2010 02:16:47 +0100
II Seminário de Lexicologia - Entrevista ao professor Samuel Rego https://academiagalega.org/academia/eventos/1515-ii-seminario-de-lexicologia-entrevista-ao-professor-samuel-rego.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1515-ii-seminario-de-lexicologia-entrevista-ao-professor-samuel-rego.html

«Na Galiza, os projetos culturais portugueses
são integrados de forma natural numa agenda geral galega»

PGL / AGLP - Dentro da sequência de entrevistas realizadas pela Academia Galega da Língua Portuguesa e pelo Portal Galego da Língua durante o II Seminário de Lexicologia realizado em Compostela o 25 de setembro passado, foi entrevistado o representante do Instituto Camões na Galiza, prof. Samuel Rego.

Depois de apresentar o Instituto Camões e de explicar o seu papel dentro das atividades culturais na Galiza, o professor Rego expôs as duas vertentes das principais atividades do Instituto: «promover a língua, por um lado, e a cultura, por outro. Aqui, na Galiza, conseguimos ter essas duas frentes muito ativas, por um lado, colaborar com as Universidades, Escolas de Idiomas, ensino secundário a partir do ano passado, e ao mesmo tempo trazer projetos culturais portugueses e integrá-los na agenda cultural galega.»

«Na Galiza, dada a intensidade das relações, e a profundidade com que se pode trabalhar no ambiente cultural, temos essa facilidade: os projetos culturais portugueses são integrados de forma natural numa agenda geral galega».

No âmbito da atualidade do instituto, o professor Rego informa de que «colaboramos com as instituições sociais galegas, quer sejam públicas, de carácter associativo ou mesmo empresarial. […] Neste momento uma das grandes prioridades tem sido a aplicação do Acordo Ortográfico. No primeiro semestre de 2010 fizemos uma ofensiva no que tem sido a formação em torno ao Acordo Ortográfico junto do corpo de Docentes de Português da Galiza. E devo dizer que foi um éxito, portanto, a Galiza a nível de aplicação do Acordo Ortográfico vigente nos países da CPLP, tem sido um modelo a seguir».

Para uma promoção conjunta e eficaz da língua portuguesa, o prof. Rego afirma que «É necessário que as embaixadas de todos os países lusófonos do mundo tenham uma agenda mais convergente». «O crescimento económico do Brasil é ainda uma novidade que temos que aproveitar».

A respeito da Galiza e a CPLP «compete ao governo autónomo da Galiza posicionar-se face ao que é o conjunto dos países da CPLP. Jamais Portugal ou as instituições portuguesas devem pronunciar-se sobre algo que é uma matéria doméstica, ou seja, apesar de sabermos que tem a ver com a política externa da Galiza é um assunto que entendemos como interno das instituições públicas galegas».

Samuel Rego acaba manifestando-se a favor da elaboração do Vocabulário Ortográfico Comum, que considera «extremamente positivo», e pela existência da AGLP sobre a qual «o Instituto Camões só tem a congratular-se pelo facto de existir instituições na Galiza que se dediquem ao estudo e promoção da língua portuguesa».

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II Seminário de Lexicologia Wed, 22 Dec 2010 02:00:00 +0100
II Seminário de Lexicologia da AGLP https://academiagalega.org/academia/eventos/1508-ii-seminario-de-lexicologia-da-aglp.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1508-ii-seminario-de-lexicologia-da-aglp.html A Academia Galega da Língua Portuguesa organiza o II Seminário de Lexicologia, que terá lugar em Santiago de Compostela o dia 25 de setembro de 2010.

Está confirmada a participação das academias portuguesa e brasileira, além da Porto Editora e a Priberam Informática.

Além de facilitar o intercâmbio de informações, o evento servirá também para a apresentação de novidades editoriais.

A participação no evento requer inscrição prévia no endereço secretaria[@]academiagalega.org. Os interessados devem indicar nome completo, instituição que representam, endereço de correio e telemóvel de contato.

Mais informação:

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II Seminário de Lexicologia Mon, 02 Aug 2010 02:00:00 +0200
Lançamento de DVDs do II Seminário de Lexicologia https://academiagalega.org/academia/eventos/1519-lancamento-de-dvds-do-ii-seminario-de-lexicologia.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1519-lancamento-de-dvds-do-ii-seminario-de-lexicologia.html

DVDs do II Seminário de Lexicologia

Acaba de sair a edição da gravação do II Seminário de Lexicologia organizado pela Academia Galega da Língua Portuguesa em 25 de setembro de 2010. Os quatro DVDs contêm um resumo do evento, oito entrevistas aos representantes das instituições convidadas e o registo de todas as palestras na íntegra.

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II Seminário de Lexicologia Tue, 01 Mar 2011 20:21:21 +0100
Programa do II Seminário de Lexicologia https://academiagalega.org/academia/eventos/1509-programa-do-ii-seminario-de-lexicologia.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1509-programa-do-ii-seminario-de-lexicologia.html Academia Galega da Língua Portuguesa

A Academia Galega da Língua Portuguesa organiza o II Seminário de Lexicologia, que terá lugar em Santiago de Compostela o dia 25 de setembro de 2010. Está confirmada a participação das academias portuguesa e brasileira, além da Porto Editora e a Priberam Informática.

Além de facilitar o intercâmbio de informações, o evento servirá também para a apresentação de novidades editoriais. A participação no evento requer inscrição prévia no endereço secretaria[arroba]aglp.net. Os interessados devem indicar nome completo, instituição que representam, endereço de correio e telemóvel de contato.

II SEMINÁRIO DE LEXICOLOGIA
Academia Galega da Língua Portuguesa
PROGRAMA

Data: 25 de setembro de 2010

Lugar: Fundação Caixa Galicia. Rua do Vilar, 19, Santiago de Compostela

Horário:

9.30 Receção aos participantes e entrega de materiais

10.00 Primeira sessão: O papel das Academias

12.00 Segunda sessão: Situação do ensino do português

14.00 Jantar

16.30 Terceira sessão: Dicionários e vocabulários

18.30 Quarta Sessão: Lexicologia e Lexicografia

20.00 Encerramento do Seminário

Destinado a professores, investigadores e estudantes de língua

Inscrição: Indicar nome, profissão e endereço de contato.

Quota normal: 30 euros. Quota reduzida: 15 euros (estudantes e desempregados)

Enviar correio a: secretaria[arroba]academiagalega.org. Telefone: (34) 667628090 Fax: (34) 981811967

Entidades participantes:

Oradores:

  • António Gil Hernández, Secretário da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da AGLP
  • Carlos Amaral, Administrador da Priberam Informática
  • Evanildo Bechara, Representante da Academia Brasileira de Letras
  • Fernando V. Corredoira, Comissão de Lexicologia e Lexicografia da AGLP
  • Helena Figueira, Responsável pelo Dicionário Priberam
  • João Malaca Casteleiro, da Academia das Ciências de Lisboa (ACL)
  • José-Martinho Montero Santalha, Presidente da Academia Galega da Língua Portuguesa
  • Joseph Ghanime, Vice-Presidente da Associação Docentes de Português na Galiza
  • Margarida Costa, Departamento de Dicionários da Porto Editora
  • Margarita Correia, Vice-Presidente do Instituto de Linguística Teórica e Computacional
  • Raúl Rosado Fernandes, Representante da Academia das Ciências de Lisboa
  • Samuel Rego, Representante do Instituto Camões na Galiza
  • Valentim Rodrigues Fagim, da Academia Galega da Língua Portuguesa e Presidente da AGAL

PROGRAMA

9:30 Abertura do secretariado e entrega de materiais.

1ª SESSÃO: O papel das academias. Moderador: Ângelo Cristóvão

10:00 José-Martinho Montero Santalha (AGLP)

10:20 Raúl Rosado Fernandes (ACL)

10.40 Evanildo Bechara (ABL)

11.00 Debate

11.30 Pausa para café

2ª SESSÃO: Situação do ensino da língua. Moderador: José Paz Rodrigues

12:00 Samuel Rego (Instituto Camões): «A ação do Instituto Camões no Mundo»

12:20 Joseph Ghanime (DPG): «Situação do ensino do português na Galiza»

12:40 Valentim R. Fagim (AGLP) «Do Ñ para o NH: Pedagogia do ensino do português na Galiza»

13:00 Debate

13.30 Fim da sessão da manhã

14:00 Jantar

3ª SESSÃO: Ferramentas linguísticas. Moderadora: Concha Rousia

16:30 Margarida Costa (Porto Editora): «O Grande Dicionário da Língua Portuguesa»

16:50 Carlos Amaral (Priberam): «FliP, 15 anos a dar a volta ao texto»

17:10 Margarita Correia (ILTEC): «O Portal da Língua Portuguesa e seus recursos»

17:30 Helena Figueira (Priberam): «Dicionário Priberam da Língua Portuguesa»

17:50 Debate

4ª SESSÃO: Lexicologia e Lexicografia. Moderador: Joám Evans Pim

18:30 João Malaca Casteleiro (ACL): «O uso do hífen segundo o novo Acordo Ortográfico»

18:50 António Gil Hernández (AGLP): «Sobre léxico da Galiza: Critérios»

19:10 Fernando V. Corredoira (AGLP): «A recuperação do léxico galego no Sempre em Galiza de Castelão»

19:30 Debate

20:00 Encerramento do Seminário, com José-Martinho Montero Santalha (AGLP), Raúl Rosado Fernandes (ACL), Evanildo Bechara (ABL) e João Malaca Casteleiro (ACL).

Mais informação:

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II Seminário de Lexicologia Mon, 20 Sep 2010 09:00:00 +0200
Vídeo-resumo do II Seminário de Lexicologia https://academiagalega.org/academia/eventos/1518-video-resumo-do-ii-seminario-de-lexicologia.html https://academiagalega.org/academia/eventos/1518-video-resumo-do-ii-seminario-de-lexicologia.html

Apresenta-se na série de notícias relacionadas com o II Seminário de Lexicologia, o vídeo-resumo elaborado pela Academia Galega da Língua Portuguesa para a sua divulgação na rede.

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II Seminário de Lexicologia Wed, 19 Jan 2011 02:00:00 +0100
"101 Falares com Jeito", de Fernando Vásquez Corredoira https://academiagalega.org/component/k2/1714-101-falares-com-jeito-de-fernando-vasquez-corredoira.html https://academiagalega.org/component/k2/1714-101-falares-com-jeito-de-fernando-vasquez-corredoira.html

Capa de "101 Falares com Jeito"

A mais recente novidade da ATRAVÉS|EDITORA é o livro 101 Falares com Jeito, de Fernando Vásquez Corredoira. Será apresentado publicamente na próxima segunda-feira, dia 25 de julho, às 21h15, na Galeria das Letras do Festigal (Compostela), e proximamente estará na Imperdível.

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Info Atualidade Fri, 22 Jul 2011 02:00:00 +0200
"A Carta de Brest", por Luís Gonçales Blasco https://academiagalega.org/component/k2/1708-a-carta-de-brest-por-luis-goncales-blasco.html https://academiagalega.org/component/k2/1708-a-carta-de-brest-por-luis-goncales-blasco.html

Na apresentação do livro "A Ollada Exterior do Nacionalismo Galego"

O passado 24 de junho foi apresentado o livro A Ollada Exterior do Nacionalismo Galego na Biblioteca Ánxel Casal de Santiago de Compostela. O académico Luís Gonçales Blasco, membro da Academia Galega da Língua Portuguesa, autor do capítulo "A Carta de Brest", falou sobre a relação da Carta de Brest com a Charte d'Alger e a Convention du Morne-Rouge.

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Info Atualidade Tue, 12 Jul 2011 20:14:23 +0200
"A crise sociolinguística da Galiza à luz de Bourdieu" na Universidade de Coimbra https://academiagalega.org/component/k2/1784-a-crise-sociolinguistica-da-galiza-a-luz-de-bourdieu-na-universidade-de-coimbra.html https://academiagalega.org/component/k2/1784-a-crise-sociolinguistica-da-galiza-a-luz-de-bourdieu-na-universidade-de-coimbra.html

Celso Álvarez Cáccamo

Celso Álvarez Cáccamo no seminário do Centro de Estudos Sociais,
Laboratório Associado da Universidade de Coimbra

O sociolinguista e académico da AGLP Celso Alvarez Cáccamo (Universidade da Corunha) ministrará em Coimbra um seminário subordinado ao título "A crise sociolinguística da Galiza à luz de Bourdieu". O evento é organizado no âmbito do Núcleo de Estudos sobre Humanidades, Migrações e Estudos para a Paz (NHUMEP) e terá lugar nesta terça-feira, dia 23 de abril, às 14h00 na sala 2 do CES-Coimbra.

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Info Atualidade Mon, 22 Apr 2013 12:41:52 +0200
"Adelaida", primeiro romance de Artur Alonso Novelhe https://academiagalega.org/component/k2/1731-adelaida-primeiro-romance-de-artur-alonso-novelhe.html https://academiagalega.org/component/k2/1731-adelaida-primeiro-romance-de-artur-alonso-novelhe.html

Artur Alonso Novelhe

Depois de ter navegado pelos mares da poesia, com três livros individuais no seu haver (Entre os teus olhos; Uma Meixela depois a outra e Filhos da Brêtema), assim como um livro coletivo (Dez x Dez) Artur Alonso nos apresenta agora seu primeiro romance...

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Info Atualidade Wed, 30 Nov 2011 19:08:00 +0100
"aPorto", cursos de português no Porto https://academiagalega.org/component/k2/1699-aporto-cursos-de-portugues-no-porto.html https://academiagalega.org/component/k2/1699-aporto-cursos-de-portugues-no-porto.html


O programa Galicia por Diante, da Rádio Galega, realizou a 9 de junho uma alargada reportagem sobre o aPorto, cursos de português na cidade do Porto, organizados em parceria pola AGAL e Andaime. Durante perto de 20 minutos passaram polo programa o presidente da AGAL e académico da AGLP, Valentim Rodrigues Fagim, e Paula Lubián, aluna na passada edição dos cursos, que explicaram todos os detalhes de uma atividade cuja segunda edição arranca em agosto.

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Info Atualidade Fri, 10 Jun 2011 18:56:22 +0200
"Ayes de Mi País" apresenta-se no Paço de Tor https://academiagalega.org/component/k2/1590-ayes-de-mi-pais-apresenta-se-no-paco-de-tor.html https://academiagalega.org/component/k2/1590-ayes-de-mi-pais-apresenta-se-no-paco-de-tor.html

Capa de Ayes de Mi País: o Cancioneiro de Marcial Valladares

Cancioneiro foi editado de parceria com aCentral Folque e a AGLP

Neste sábado 8 de janeiro, às 20h30, apresenta-se Ayes de Mi País: o Cancioneiro de Marcial Valladares, o primeiro cancioneiro  musical galego com a edição crítica recentemente publicada por José Luís do Pico Orjais e Isabel Rei em Dos Acordes. A apresentação será no Paço de Tor (Monforte). Haverá um recital de guitarra de Isabel Rei interpretando peças do cancioneiro.

O Paço de Tor, nas imediações de Monforte, acolherá a apresentação do 1º cancioneiro galego de música, coletânea de peças populares até agora inédito na sua versão completa. Precisamente nos ambientes da fidalguia pacega foi onde se desenvolveram as sensibilidades e se reinterpretavam estes temas nas soirées ou veladas musicais em meados do século XIX, muito à moda européia nessa altura. Por esta razão haverá um pequeno concerto de guitarra no ato de apresentação.

Marcial Valladares e a sua família, mantinham este costume no seu paço de Vilancosta (Estrada) e fruto das recolheitas de campo sobre o folclore galego e a sua relação com outros inteletuais e músicos da época, conseguiu formar uma colecão de cantigas  e melodias muito ricas que nunca foram publicadas na sua integridade e que agora vêem a luz numa exaustiva edição do historiador José Luís do Pico Orjais e da intérprete e investigadora Isabel Rei.

Uma publicação muito completa com uma ampla contextualização histórica e material gráfico, assim como as partituras originais e uma transcrição moderna das mesmas, editada em Dos Acordes de parceria com a aCentral Folque e a AGLP.

Marcial Valladares (1821-1903) foi jornalista, poeta, novelista e lexicógrafo galego. Autor do famoso Diccionario gallego-castellano (1884) com 11.000 entradas que recolheu entre 1850 e 1884, ao que incorporou como referência 240 cantigas e 460 textos em prosa, na sua maioria literatura popular. No ano 1970 a Real Academia Galega dedicou-lhe o "Dia das Letras Galegas". O 'Senhor de Vilancosta' foi, sem dúvida, um dos escritores mais prolíficos do Rexurdimento. Como novelista foi o primeiro em publicar em galego (Maxina ou a filla espúrea), obra inicial da narrativa galega.

José Luís do Pico Orjais, é mestre, músico e historiador. Foi Professor de Teoria e Método do Conservatório Folque de Lalim, fundador do grupo Leixaprén e membro habitual do grupo de Maria Manuela. Autor de numerosas conferências sobre o folclore, tem publicado diferentes artigos em revistas especializadas sobre património musical e historiografia dos cancioneiros galegos, tendo publicado a edição crítica do cancioneiro de Inzenga.

Isabel Rei Sanmartim é professora de guitarra no Conservatório Superior de Música de Santiago de Compostela. Intérprete profissional e internacional (Bélgica, Alemanha, Itália, Portugal...) e ganhadora de numerosos prémios para o seu instrumento. É académica da Academia Galega da Língua Portuguesa, fazendo parte da sua Comissão Executiva.

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Info Atualidade Fri, 07 Jan 2011 17:15:54 +0100
"Ayes de Mi País" na Universidade do Minho https://academiagalega.org/component/k2/1649-ayes-de-mi-pais-na-universidade-do-minho.html https://academiagalega.org/component/k2/1649-ayes-de-mi-pais-na-universidade-do-minho.html

Image

O Centro de Estudos Galegos e o Departamento de Música do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho, convidaram a professora Isabel Rei e o professor José Luís do Pico Orjais a apresentar Ayes de Mi País: o Cancioneiro de Marcial Valladares, volume editado em Dos Arcordes de parceria com a Central Folque e a AGLP.

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Info Atualidade Mon, 18 Apr 2011 02:00:00 +0200
"Cantares Galegos" no Centro Social Gomes Gaioso da Corunha https://academiagalega.org/component/k2/1700-cantares-galegos-no-centro-social-gomes-gaioso-da-corunha.html https://academiagalega.org/component/k2/1700-cantares-galegos-no-centro-social-gomes-gaioso-da-corunha.html

António Gil Hernández e Xavier Vásquez Freire
apresentarão a edição em AO da obra de Rosalia de Castro

PGL - A 19 de novembro, sexta-feira, às 20 horas, o Centro Social Gomes Gaioso da Corunha acolhe a apresentaçom dos Cantares Galegos, primeira ediçom desta magnífica obra de Rosalia de Castro seguindo as normas do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

António Gil Hernández e Xavier Vásquez Freire serám os encarregados de apresentar este trabalho, promovido pola Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP), editado por Edições da Galiza e disponível para compra na loja Imperdível, entre outros locais.

Em entrevista publicada polo PGL a 13 de outubro, o professor Higino Martins, coordenador desta ediçom dos Cantares Galegos, explicava, acerca das dificuldades do trabalho, que estas nom foram «maiores que as do estudo da história da língua», porque «os falares galegos som os restos maravilhosos da língua comum, têm a vantagem de ser um tesouro que venceu o túnel do tempo. A fantasia de viajar no tempo nas nossas mãos». Destarte, o processo foi «similar ao do norueguês, do checo ou do hebreu. Certo que ainda sem os recursos do estado, pelo que cumpre opor a resistência heroica, que muitas vezes compromete o pam».

Poeta musical

Para o professor Martins, a competência musical de Rosalia ainda é «pouco conhecida», e há dados biográficos que a mostram como «virtuosa em vários instrumentos», o qual influi também na medida e nos ritmos acentuais da sua obra.

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Info Atualidade Wed, 17 Nov 2010 01:00:00 +0100
"Conversas com Isaac Alonso Estraviz" pelo País todo https://academiagalega.org/component/k2/1804-conversas-com-isaac-alonso-estraviz-pelo-pais-todo.html https://academiagalega.org/component/k2/1804-conversas-com-isaac-alonso-estraviz-pelo-pais-todo.html

Ourense e a Límia abrem a série de apresentações da obra de Bernardo Penabade, editada por Através Editora, cujo protagonista é o vice-presidente da AGLP

A cidade de Ourense abre a série de apresentações das Conversas com Isaac Alonso Estraviz, de Bernardo Penabade. Destarte, sexta-feira dia 17, às 20h00, a sala vermelha do Auditório da cidade das Burgas acolherá um grande evento de apresentação pública, com a atuação musical de Terra Morena e a presença de Isaac Alonso Estraviz, de Bernardo Penabade e do presidente da AGAL Miguel Penas.

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Info Atualidade Wed, 15 Jan 2014 11:08:18 +0100
"Galiza: Língua e Sociedade" em Bruxelas https://academiagalega.org/component/k2/1586-galiza-lingua-e-sociedade-em-bruxelas.html https://academiagalega.org/component/k2/1586-galiza-lingua-e-sociedade-em-bruxelas.html GALIZA: Língua e SociedadeA Livraria Orfeu de Bruxelas, especializada em livro português e galego, ofereceu o seu espaço nessa capital europeia para a presentação da última publicação da AGLP, Galiza: Língua e Sociedade.

O ato decorrerá o dia 4 de julho de 2009, às 18 horas. Estarão presentes os académicos Carlos Durão e Ernesto Vázquez Souza, co-autores do livro, e a académica Concha Rousia, escritora e psicoterapeuta, que realizarão a apresentação de outras publicações da AGLP.

Orfeu, livraria portuguesa e galega
Willem de Zwijgerstraat, 43, Rue du Taciturne
B-1000 BRUSSEL/BRUXELLES
België/Belgique
Tel/Fax: +32 (0)2 735 00 77 | orfeu@skynet.be | www.orfeu.net

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Info Atualidade Thu, 02 Jul 2009 00:52:40 +0200
"Galiza: Língua e Sociedade", um pretexto com futuro https://academiagalega.org/component/k2/1533-galiza-lingua-e-sociedade-um-pretexto-com-futuro.html https://academiagalega.org/component/k2/1533-galiza-lingua-e-sociedade-um-pretexto-com-futuro.html

Apresentação na Crunha

Apresentação na Feira do Livro da Corunha

Isabel Rei Sanmartim - No crunhês bairro da Pescadaria, entre o Porto e a rua de Santo André, num extremo do parque de Mendes Nunes, lugar onde durante vários dias sediou a anual Feira do Livro da Crunha, decorreu o passado 10 de agosto a última das apresentações deste verão da Academia Galega da Língua Portuguesa.

O ato foi uma reivindicação do antigo galeguismo crunhês, hoje oculto pelas vidraças grisalhas dos edifícios das grandes fundações espanholas que tomaram o espaço antes destinado às relações comerciais entre os galegos do mar e da terra.

Aguardávamos no local das apresentações e não o víamos, mas o Atlântico batia no porto com a calma amortecida do oceano que chega mansinho à sua ribeira, sabedor de que um conjuro contra os defenestradores da Galiza estava argalhando-se não muito longe das suas ondas.

Começou o ato arredor das 20h45, uns quinze minutos depois da hora prevista, porque as apresentações anteriores rematavam com o recitado de sonetos, essas formas clássicas italianas da modernidade que aqui chegaram, à terra da lírica galego-portuguesa tão galega ela, tão incompreensível para aqueles que insistem em não nos entender.

E foi por esse motivo que o ato demorou até quase as dez da noite, depois das apresentações devidas realizadas pelo académico e minucioso investigador Fernando Vásquez Corredoira, que traçou a pouco conhecida para as massas, mas brilhante e fundamental linha de estudos dos académicos Ernesto Vázquez Souza e António Gil Hernández, co-autores da obra.

António Gil Hernández, Fernando Vásquez Corredoira e Ernesto Vázquez Souza

António Gil Hernández, Fernando Vásquez Corredoira
e Ernesto Vázquez Souza

O primeiro, que estava no bairro da sua infância, falou da Academia e lembrou os passeios com o seu avô, que foi quem lhe ensinou a arte de reclamar o que é nosso por direito de humanidade. O segundo, era o editor do livro que se apresentava, ainda não o disse? o Galiza: Língua e Sociedade, anexo I do Boletim da Academia, isto é, um produto mais da sua atividade em prol da terra que também é sua por direito, apesar de ele ser filho natural de Castela, facto que ainda nos honra mais aos naturais da Galiza e da Lusofonia toda.

E foi nisto em que estávamos, eu tirando fotos quase hiperativa, com as idas e vindas para diante, para trás, de dentro, de fora, o que me deu uma boa perspetiva do público: assistiu gente desconhecida, familiares e também antigos companheiros e companheiras de aventuras, da mesma cidade e de fora dela, reunidos dando vida aos espíritos galeguistas de outros tempos, emocionados (adverti) por ver os três amigos oradores, de gerações diferentes, defender com firmeza a revolucionária ideia da ação cidadã, de tomar nas nossas mãos o leme da história e fazer da nossa terra, nosso ser, ser nossa em reciprocidade necessária, inequívoca e apremiante.

Era o último evento do mês de agosto na agenda da Academia Galega da Língua Portuguesa e toque final a um percurso que nos levou a participar nas feiras do livro de Vigo e da Crunha, graças à colaboração da Federación de Libreiros de Galicia, nomeadamente de Antonio Fernández Maira, e a ajuda e interesse dos próprios livreiros, muitos dos quais nos ofereceram um apoio inestimável.

Não vamos esquecer a amabilidade de Xaime, da Andel de Vigo, por exemplo. Ou a calorosa acolhida na livraria O Pontillón de Moanha. A oportunidade da apresentação na livraria Orfeu, em Bruxelas. A grata visita que fizemos à Torga, em Ourense, ou as amostras deixadas na Couceiro de Compostela e da Crunha, e na Xiada, também da Crunha. E na outra Couceiro, a também crunhesa livraria M. Couceiro.

Estivemos no Festigal de Compostela, onde o livreiro Pedreira nos arranjou um local para mostrar a nossa produção, vender alguns livros e obsequiar outros. Mas, sobretudo, pudemos estar presentes e criar mundo, que ninguém dos que por lá passou deixou de levar informação suficiente para começar a sair do tobo alienante dividido em quatro províncias, esse galpão mental ou gaiola de quatro ferros que construíram para nós desde o longe.

E também alimentámos na medida do possível as bibliotecas da nossa base social. Por enquanto, nos centros sociais da Gentalha do Pichel, em Compostela, da Esmorga, em Ourense e da Fundaçom Artábria, em Ferrol podem consultar-se gratuitamente as publicações da Academia Galega e as atividades da Associação Cultural  Pró AGLP. Mas isto é só o começo, como dissemos um dia, logo haverá mais visitas a centros sociais e o espalhamento da consciência cívica terá ainda mais argumentos para se fortalecer e dar os frutos em terra própria.

A história faz-se cada dia, somos nós, sim, Nós, a fazê-la. O nosso tecido arterial está em expansão, como o universo, e as estrelas que levamos na frente ainda estão por dar os maiores e melhores cantares dos nossos bicos.

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Info Atualidade Thu, 20 Aug 2009 12:02:44 +0200
"III Português Perto. Aquelas Nossas Músicas" em Ourense https://academiagalega.org/component/k2/1785-iii-portugues-perto-aquelas-nossas-musicas-em-ourense.html https://academiagalega.org/component/k2/1785-iii-portugues-perto-aquelas-nossas-musicas-em-ourense.html

Pessoas e realidades que falam a nossa língua com diferentes musicalidades, cores, sabores e formas formam parte do prato multicultural que é o “III Português Perto. Aquelas nossas músicas». O evento decorre em Ourense de 7 a 10 de maio. O evento é organizado pela Vicerreitoria do Campus de Ourense (Universidade de Vigo) com a colaboração da Pró-Academia Galega da Língua Portuguesa (Pró-AGLP) e Associaçom Galega da Língua (AGAL).

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Info Atualidade Sat, 04 May 2013 10:53:27 +0200
"Marinhas del Valle e a Lusofonia na sua obra poética" https://academiagalega.org/component/k2/1574-marinhas-del-valle-e-a-lusofonia-na-sua-obra-poetica.html https://academiagalega.org/component/k2/1574-marinhas-del-valle-e-a-lusofonia-na-sua-obra-poetica.html

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Palestra do professor António Gil Hernández no contexto do ciclo
Língua, Literatura e Naçom
, organizado pela AC 'O Facho'

O vindouro dia 25 de janeiro, terça-feira, o ensaísta e professor António Gil Hernández, falará dentro do ciclo Língua, Literatura e Naçom, organizado pela Agrupaçom Cultural 'O Facho'. A sua palestra terá lugar às 20h00 na Fundación Caixa Galícia (Cantão Grande – Corunha) e versará sobre "Marinhas del Valle e a Lusofonia na sua obra poética".

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Info Atualidade Fri, 21 Jan 2011 02:00:00 +0100
"Multiplica X100 a tua língua" https://academiagalega.org/component/k2/1787-multiplica-x100-a-tua-lingua.html https://academiagalega.org/component/k2/1787-multiplica-x100-a-tua-lingua.html

Pró AGLP e AGAL manifestar-se-ão no próximo 17 de maio
O blogue X100 recolhe testemunhos de pessoas
que multiplicam o galego por cem

A Associação Pró Academia Galega da Língua Portuguesa e a Associaçom Galega da Língua convidam a toda a cidadania galega a participar na manifestação do Dia das Letras para defender os valores e os conteúdos da ILP 'Paz Andrade'. A marcha partirá às 12h da Alameda de Santiago de Compostela, com ambas as entidades a marcharem atrás de umha faixa com o lema «Multiplica X100 a tua língua».

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Info Atualidade Thu, 09 May 2013 00:31:02 +0200
"O galego chave para os teus negócios no mundo" https://academiagalega.org/component/k2/1768-o-galego-chave-para-os-teus-negocios-no-mundo.html https://academiagalega.org/component/k2/1768-o-galego-chave-para-os-teus-negocios-no-mundo.html


Xosé Morell - O dia 3 de outubro de 2012 é já um dia histórico para todos os galegos e galegas que achamos que o nosso idioma é o mesmo do que falam mais de 200 milhões de pessoas no mundo, fato de que devemos tirar o máximo aproveitamento, na vez de vivermos de costas entre nós.

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Info Atualidade Thu, 04 Oct 2012 11:18:18 +0200
"O povo das ilhas quer" https://academiagalega.org/component/k2/1783-o-povo-das-ilhas-quer.html https://academiagalega.org/component/k2/1783-o-povo-das-ilhas-quer.html

Alexandre Banhos e Maria Dovigo no I Congresso da Cidadania Lusófona

Maria Dovigo - Nos passados dias 2 e 3 de abril teve lugar na Sociedade de Geografia de Lisboa o I Congresso da Cidadania Lusófona sob o mote "A Afirmação da Sociedade Civil", promovido pela PASC- Plataforma Activa da Sociedade Civil e coordenado pelo MIL-Movimento Internacional Lusófono. A este apelo concorremos pessoas dos oito países da CPLP e de comunidades de língua portuguesa espalhadas por todo o mundo.

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Info Atualidade Fri, 19 Apr 2013 12:12:05 +0200
"Percepção e influência de Tagore em Goa e no Mundo Lusófono" https://academiagalega.org/component/k2/1776-percepcao-e-influencia-de-tagore-em-goa-e-no-mundo-lusofono.html https://academiagalega.org/component/k2/1776-percepcao-e-influencia-de-tagore-em-goa-e-no-mundo-lusofono.html

José Paz Rodrigues

José Paz Rodrigues

Organizada pela  LSG - Lusophone Society of Goa - Sociedade Lusófona de Goa em colaboração com a AGLP, a Goa State Central Library - Conference Hall, Patto, Near Kadamba Bus Station, Panjim, acolherá na próxima segunda-feira, 4 de fevereiro, às 16h00 (horário local), uma comunicação do professor José Paz Rodrigues, académico da AGLP, voltada para Tagore e Goa.

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Info Atualidade Thu, 31 Jan 2013 12:13:38 +0100
"Talvez a Academia Galega da Língua Portuguesa tenha um efeito agora incalculado" https://academiagalega.org/component/k2/1614-talvez-a-academia-galega-da-lingua-portuguesa-tenha-um-efeito-agora-incalculado.html https://academiagalega.org/component/k2/1614-talvez-a-academia-galega-da-lingua-portuguesa-tenha-um-efeito-agora-incalculado.html

Celso Álvarez Cáccamo

Entrevista a Celso Álvarez Cáccamo

A Esmorga / MDL / PGL - Na sequência das I Jornadas de Língua que estão a decorrer em Ourense, nesta quinta-feira, dia 3 de Abril, a sala 04 da Faculdade de Humanidades será palco de uma interessante conferência ministrada pelo professor Celso Álvarez Cáccamo, um dos poucos sócio-linguistas galegos que pode presentar unha formação académica como tal. De certeza, as suas análises radicais não vão deixar indiferente ninguém.

Subordinada ao título "A perda da Lingua, as clases e as formas de capital", a conferência estará virada para dissertar sobre a substituição linguística, consistente esta em que uma língua ou variedade, simplesmente, deixa de utilizar-se como primeiro idioma no seio da família e nos grupos de amigos, e outra língua ou variedade ocupa o seu lugar. Os factores de vários tipos que entram em jogo neste processo serão analisados em profundidade por Álvarez Cáccamo.

Ainda, a sua exposição também estará virada para as diferentes formas do capital e das suas propriedades dentro do mercado linguístico e social na sociedade de classes, com o objectivo de compreender a perda da língua na Galiza, e, portanto, de imaginar maneiras de intervir para a inversão deste processo desde basicamente, ora uma óptica reformista, ora uma óptica emancipadora.

Como estamos a fazer já habitual durante estes dias a respeito das jornadas ourensanas, o Celso respondeu algumas questões que lhe apresentamos, desta vez as reflexões sobre quatro citações suas que nos pareceram suficientemente significativas ou provocadoras, para nos introduzir mais no assunto...

"Nom gosto de me definir como reintegracionista. Sou simplesmente escritor galego em português. Pratico a unidade da língua portuguesa como pratico a unidade da língua inglesa, que também escrevo".

(Celso Alvarez Cáccamo. Entrevista no Novas da Galiza nº 56, Julho de 2007).

Qualquer auto-definição é quase sempre nociva. Amiúde, uma auto-definição situa a focagem, o enquadramento, onde o adversário ideológico (que sempre existe) quer, não onde um quer ou não quer. O "reintegracionismo" é simplesmente a normalidade duma língua, de qualquer língua. Para a saúde mental, é mais prudente deixar aos adversários (não a um próprio) o problema de se auto-definir. Mas neste meu rechaço (intermitente) da etiqueta não sou nada original: demorei anos em compreender, por exemplo, o sentido da não-auto-definição doutras pessoas, como o Mário Herrero.

Ora, eu compreendo também a utilidade pragmática do vocábulo "reintegracionista". Se o "reintegracionismo" existe como categoria social, embora deformada (qualquer embalagem deforma a realidade), os "reintegracionistas" podemos utilizar o posicionamento que nos fazem outros para interpelá-los, interrogar o seu enquadramento com perguntas figuradas deste tipo: "Tudo bem, como quiseres: serei 'reintegracionista'; serei 'lusista'; escreverei 'em português', não em galego. Mas, diz-me de vez, faço ou não faço cultura galega?".

Se a sua resposta é Não, o exercício da procurada exclusão é transparente, e portanto inquestionável. Se a sua resposta é Sim, claro, então desmembram-se as escusas. E se é Sim, talvez, mas..., esse "mas" que resume o conflito linguístico imposto requer, em lógica ética e democrática, ser detalhadamente explicado. Isso já seria bastante para nutrir a ilusão de diálogo..

"A ideia elementar é que a língua é sempre uma questão de classe, e que, enquanto houver classes, haverá sempre alguma questione della lingua. Que não se saiba isto é terrível sintoma da descerebralização maciça".

(Celso Alvarez Cáccamo. "Último texto sobre a língua", artigo no PGL e Vieiros, 24 de Agosto de 2005).

Negar a existência das classes ou reduzi-las a uma trivial diferença resultante da diversidade humana (de gostos, interesses, etc.) nivelada por uma relativa comodidade da renda é uma velha táctica ideológica e pseudo-sociológica para impedir a ré-união da gente. E, se as classes sociais, construíveis (construíveis) no princípio da posição estrutural (se produzes ou não produzes; se te produzem; o que produzes) existem, é apenas lógico que devem ter alguma ligação com um recurso simbólico tão poderoso como a Língua como padrão, como Standard (isto é, estandarte).

Onde se viu que os grupos desiguais possuam qualquer recurso em igual quantidade ou forma, ou em comparável natureza? Que não se aprenda isto nas escolas além do velho indoutrinamento de que "Sabendo o padrão da Língua chegas mais longe" é sintoma da secura mental que nos invade. A perícia na Língua, claro, sempre classifica: class-ifica. Como o faz é uma pergunta possível. Qual Língua ou quais Línguas o fazem é outra. Se nos interessa reproduzir a lógica da class-ificação social a meio da língua, só nos interessará abordar a segunda pergunta, e construiremos a questione della língua em torno dum resvaladiço conflito entre "o español" e "o português" ou "o galego".

Mas se nos interessa apontar elementos de debate para romper essa lógica, teremos de concluir que é melhor, embora duro, renunciar ao nosso étnico amor filial a uma destas línguas e compreender a terrível contradição de "fazer língua". Teremos que perguntar-nos outras cousas, como: como classifica a língua? E concluiremos cousas que talvez nos façam tremer se, por natureza, socialização ou adquirida comodidade, somos pessoas indefensas perante as contradições.

A maior parte das vezes, porém, fazemos as duas perguntas (e mais) simultaneamente, sem distingui-las; daí a confusão do activismo linguístico galego.

"Foi pessoa que sentenciou essa aberração de "a minha pátria é a língua portuguesa", não é? Substituamos "portuguesa" por "galega", ou "galego-portuguesa", e a aberração é comparável. O povo e as elites são as duas faces da pátria, e esse é o problema. Cada pátria imposta preexiste e é eterna: uma inescapável mácula mental".

(Celso Alvarez Cáccamo. "Último texto sobre a língua", artigo no PGL e Vieiros, 24 de Agosto de 2005).

A metade da resposta está na resposta anterior. A Pátria (não as pátrias miúdas que as pessoas, livremente, cultivam para exercerem a política poética ou sobrelevarem a anomia diária), isto é, a "Pátria imposta", sempre requer dous elementos complementares para funcionar como totalizador imaginário: as elites sociais reais, e o Povo a-social irreal construído polas elites reais. Então, acho que nessa Pátria absoluta não há História como tal, como trajecto: na concepção a-social das elites que se chamam patrióticas, o nascimento duma Pátria seria um evento auto-contraditório.

Portanto, por definição a Pátria preexiste ao tempo e ao universo (que até tem um momento inicial, uma singularidade) e, como Deus, tampouco pode morrer. Jamais um autêntico patriota desejará a morte da sua Pátria (enquanto, polo contrário, um autêntico socialista desejará a morte do socialismo para que nasça o comunismo, e um autêntico comunista a morte do comunismo para que nasça o anarquismo). De maneira que o patriotismo não parece uma ideologia política, mas uma posição político-poética cosmogónica alimentada sobre e contra o povo histórico por elites muito pouco patrióticas, o cultivo de cuja retórica ajuda muito a obter subsídios nacionalistas.

E quando a língua se converte em Pátria (isto é, quando se converte em Língua), a diferença linguística é um atentado terrorista e surgem as negociações político-poéticas (em duas frontes) como miragem. Não nos enganemos: qualquer Língua sempre vai querer matar-nos.

"Nom é o meu papel julgar as Academias, porque reconheço que nom me interessam. Em geral, as culturas geram instituiçons deste género para defenderem os seus interesses, e eu nom me sinto implicado com isto".

(Celso Alvarez Cáccamo. Entrevista no Novas da Galiza nº 56, Julho de 2007).

Eu julgo diariamente as academias na minha prática ideológica interna, mas não é o meu papel: não concebo que para a recuperação dum idioma agonizante, como o nosso, as Academias possam ser um projecto intelectual interessante. Mas esse é o meu escoramento próprio (cada um tem o seu, ou muitos). Ora bem, eu quisera chegar a aprender a respeitar bastante o direito de cada pessoa e grupo humano, de cada grupo activista, a fabricarem as suas íntimas maneiras de situar-se no mundo e, após muitos anos, acabarem a vida com a sensação de que não tudo o que fizeram entre os demais e com os demais foi inútil para paliarem o arrepiante devalo do projecto humano. Este é um objectivo modesto, como é obrigado.

Obviamente, incluo-me neste desejo de respeito aos meus escoramentos: também eu tenho as minhas maneiras, diárias, de pensar que as minhas práticas não são de todo inúteis, de que até parágrafos como estes podem ter um efeito de, polo menos, diferença (preferivelmente de confusão) na percepção das cousas da língua por alguma pessoa que os leia. Ignoramos o futuro, não é? Existem fenómenos de estranha mudança que os físicos chamam "transição de fase" polos quais um estado aparentemente estável, por acumulação de forças (por acumulação de vontades), pode dar passo num instante a um novo estado radicalmente diferente, como a água que ferve de súbito como se cada partícula fosse consciente da fruição das demais (a consciência é um contínuo, não um absoluto). E, se unimos a isto, por excrescência retórica, o chamado "princípio de incerteza", então complica-se-nos mais, proverbialmente, a tarefa de predizer qualquer cousa.

Por outras palavras: talvez a língua galega ferva logo na Galiza, quase sem nos decatarmos, antes do que suspeitávamos, para se tornar naquilo que a ideologia já diz que é: em língua portuguesa. Então, se isto acontecer, talvez a Academia Galega da Língua Portuguesa tenha tido um efeito agora incalculado. Em qualquer caso, como sempre diz sabiamente Ângelo Cristóvão, é melhor estarmos preparados para uma nova fase (como, por outra parte, já estamos preparados para a desaparição do galego), enquanto continuamos, na vida, a resistir qualquer tipo de exclusão e dominação por mor da nossa liberdade de letras. Das letras galegas.

Obrigado por esta entrevista.

Fonte original:

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Info Atualidade Tue, 01 Apr 2008 02:00:00 +0200
"Viagem às nascentes da língua portuguesa" https://academiagalega.org/component/k2/1698-viagem-as-nascentes-da-lingua-portuguesa.html https://academiagalega.org/component/k2/1698-viagem-as-nascentes-da-lingua-portuguesa.html Sob a organização do Instituto Cultural Brasil-Galiza

Um grupo de escritores e artistas brasileiros da fotografia e outras artes, convocados pelo editor português Vítor Alegria, administrador da editora Thesaurus e radicado em Brasília desde 1960, visitarão Compostela e Rianjo o domingo, dia 12, e segunda-feira, 13 de junho.

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Info Atualidade Fri, 10 Jun 2011 12:06:27 +0200
'Cantares Galegos' em Ginzo de Límia https://academiagalega.org/component/k2/1592-cantares-galegos-em-ginzo-de-limia.html https://academiagalega.org/component/k2/1592-cantares-galegos-em-ginzo-de-limia.html

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Número 1 dos Clássicos da Galiza apresentado por todo o País

Edições da Galiza e a Academia Galega da Língua Portuguesa publicaram recentemente a nova versão dos Cantares Galegos de Rosália de Castro segundo o último Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Esta versão foi realizada e dirigida polo membro da Academia Prof. Dr. Higino Martins Esteves, constando de 248 páginas entre preliminares, texto e notas finais.

Além do seu lançamento nacional em Compostela, o primeiro dos livros publicados da coleção dos Clássicos da Galiza, já foi apresentado nas últimas semanas em Ourense e na Corunha. Agora, esta edição especial será apresentada nesta sexta-feira, 14 de janeiro, em Ginzo de Límia.

O evento terá lugar a  partir de 20h00 na Casa da Cultura da capital limiã e nele participarão o vice-presidente da AGLP, o professor e lexicógrafo Isaac Alonso Estraviz, e mais a também académica Concha Rousia. Para a organização deste evento, a Academia Galega conta com a parceria do Centro Cultural Popular do Límia, do Centro Social Aguilhoar e de Edições da Galiza.

Breve resenha do livro

Se alguma vez um livro foi capaz de mudar a trajetória da escrita, da língua e por tanto da imagem que uma nação tem de ela própria e oferece ao mundo é esta obra-prima da nossa enorme Rosália de Castro.

Foi alvorada que abalou em saudades o duro coração dos galegos e rompeu para sempre a tradição de seqüestro noutra língua. Exemplo de tão alegre e melâncolico ritmo demonstrou possível uma literatura galega, radical e moderna, na língua que empregava a gente para cantar e viver, na única em que podiam ser exprimidas todas as subtilezas do ser, toda a complexa, longa e assanhadamente apagada História nacional.

Os Cantares Galegos, nas asas românticas dos lieder, na polêmica céltica dos Barzaz Breiz, em diálogo com as Espanhas de Antonio Trueba, são testemunho e reivindicação da essência poética e musical galega, síntese intensa de leituras, melodias, ares, ditos, ambiente e conversas sobre folclore e nação.

Escritos quando agoniza a I Restauração bourbónica espanhola (1863), num momento em que a Galiza liberal luta pola modernidade, celebrados como bandeira antes da chegada da II Restauração canovista nas Espanhas, são, coincidindo com os sonhos vitais da autora, desafio e desabafo, presente e jogo poético de amor; símbolo e mensagem de uma entusiasta moça dotada de raro talento artístico e tremenda potência intelectual.

Se há um programa é este: o da reivindicação dessa língua familiar e cultura herdada em farrapos, aprendida sem mais escola que a das aldeias e sem gramática de nenhuma classe, que aspira por próprio esforço e constância, em construção permanente desde aquela, a levar o nome de Galiza ao lugar onde lhe corresponde entre as nações da Terra.

Cuidai, que começa...

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Info Atualidade Fri, 14 Jan 2011 02:00:00 +0100
13º Colóquio da Lusofonia / 5º Encontro Açoriano da Lusofonia https://academiagalega.org/component/k2/1689-13-coloquio-da-lusofonia-5-encontro-acoriano-da-lusofonia.html https://academiagalega.org/component/k2/1689-13-coloquio-da-lusofonia-5-encontro-acoriano-da-lusofonia.html Colóquios da LusofoniaPGL – Entre os dias 5 e 9 de Abril, Açorianópolis (Florianópolis) recebe as 3 Academias de Língua Portuguesa para debater a Açorianidade e a Literatura Açoriana sob o signo do novo acordo ortográfico.

O evento, que está na sua 13ª edição, acontece desde 2001 nos Açores e em Bragança, Portugal. Desta vez, terá lugar em Florianópolis, no Brasil.

O Açorianópolis, que terá suas atividades concentradas no Teatro Pedro Ivo, na SC-401, contará com a presença dos professores Doutores  João Malaca Casteleiro (Classe de Letras, 2ª Secção – Filologia e Linguística, da Academia de Ciências de Lisboa), e Evanildo Cavalcante Bechara (Academia Brasileira de Letras) patronos dos Colóquios e representantes da Academia Galega da Língua Portuguesa.

A participação de 2010 conta com 53 oradores e dezenas de participantes presenciais representando os Açores, Austrália, Brasil, Bélgica, Canadá, França, Galiza, Rússia, Macau, Moçambique e Portugal. Igualmente de salientar a presença numa sessão sobre literatura de matriz açoriana do escritor convidado Vasco Pereira da Dosta.

Mais um ano, a Galiza estará presente nos colóquios

No evento, poderá ser presenciado o lançamento de seis livros, integrados numa mostra de autores e obras açorianas, havendo música açoriana, fado, sessão de poesia (Açores, Galiza e Brasil), três representações teatrais entre várias atividades integradas no corpo das sessões.

Nesta linha, os organizadores apontam: «Pretendemos levar os Açores ao mundo. Independentemente da sua Açorianidade, mas por via dela, pretendemos que mais lusofalantes e lusófilos fiquem a conhecer esta realidade com todas as suas peculiaridades, trazendo aos Açores outras vozes para que desse intercâmbio se possa difundir a verdadeira cultura açoriana».

Os Colóquios, desta feita no Brasil

A realização do Açorianópolis – em alusão ao colóquio acontecer em Florianópolis – foi possível através de acordo firmado com o governo de Santa Catarina, e pela primeira vez o evento sairá das terras portuguesas e açorianas, vindo para o Brasil. Dentro da programação, a comitiva oficial deverá visitar bairros de colonização açoriana como Pântano do Sul, Ribeirão da Ilha e Santo Antônio de Lisboa, além das fortalezas mantidas pela UFSC. O Núcleo de Estudos Açorianos (NEA) da Universidade também receberá os participantes.

Fonte original:

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Info Atualidade Mon, 22 Mar 2010 01:00:00 +0100
22º PLENO DA AGLP https://academiagalega.org/component/k2/1893-junta-ordinária-22º-pleno-da-aglp.html https://academiagalega.org/component/k2/1893-junta-ordinária-22º-pleno-da-aglp.html Na Casa da Língua Comum (Rua de Emílio e de Manuel, 3, r/c - Santiago de Compostela),  às 11.00 horas do sábado, 29 de dezembro de 2018, realizou-se o 22º pleno da Academia Galega da Língua Portuguesa. 

Entre outros assuntos, apresentou-se e submeteu-se a votação o Plano de Atividades para o ano 2018 e as candidaturas a novos académicos de número e correspondentes.

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Info Atualidade Tue, 08 Jan 2019 20:38:57 +0100
25 de abril académico https://academiagalega.org/component/k2/1650-25-de-abril-academico.html https://academiagalega.org/component/k2/1650-25-de-abril-academico.html

Imagem: http://asletrasdo9d.files.wordpress.com

Atividades académicas e assembleia da Associação Cultural Pró AGLP

A Academia Galega da Língua Portuguesa organiza no próximo 25 de abril, em Santiago de Compostela, uma série de atividades, entre as quais o lançamento de uma antologia poética dedicada a Guerra da Cal, a apresentação do nº 7 da revista Nova Águia e a assinatura do protocolo de cooperação com o Observatório da Língua Portuguesa. As atividades terão lugar na Sala de Conferências da Fundación Caixa Galicia (Rua do Vilar, 19); a assistência é livre.

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Info Atualidade Tue, 19 Apr 2011 12:09:56 +0200
8º Colóquio Anual da Lusofonia https://academiagalega.org/component/k2/1691-8-coloquio-anual-da-lusofonia.html https://academiagalega.org/component/k2/1691-8-coloquio-anual-da-lusofonia.html Colóquios da LusofoniaPGL – De 30 de setembro a 2 de outubro de 2009 terá lugar em Bragança o 8º Colóquio Anual da Lusofonia, 12º no total, em que se juntarám as três Academias de Língua Portuguesa. Mais um ano, será notável a presença galega, com seis oradores.

Presentes no Anfiteatro Dr. Paulo Quintela de Bragança (Portugal) estarám Adriano Moreira (Vice-Presidente da Academia de Ciências de Lisboa), que se junta aos Patronos dos Colóquios desde 2007 João Malaca Casteleiro (Classe de Letras, 2ª Secçom – Filologia e Linguística, da Academia de Ciências de Lisboa), e Evanildo Bechara (Academia Brasileira de Letras) e onde estarám também o convidado de 2009, escritor Dr. Cristóvão de Aguiar, e o Dr. Ângelo Cristóvão (da Academia Galega da Língua Portuguesa).

Entre outros actos, o 8º Colóquio acolherá umha sessom especial sobre literatura (de matriz açoriana) e traduçom na que participarám Cristóvão Aguiar, Rosário Girão, Zélia Borges, Ilyana Chalakova e Chrys Chrystello. A ediçom deste ano, conta ademais com 47 oradores e dezenas de presenciais representando os seguintes países, regiões e universidades: Portugal (19), Brasil (12), Galiza (6), Açores (4), Bélgica (1), Macau R. P. China (1), Espanha (1), Bulgária (1), Nigéria (1), Ucrânia (1) e Roménia (1).

Haverá tempo ainda para a apresentaçom e lançamento de livros, integrados numha mostra de obras açorianas, havendo música açoriana, música galega, duas representaçons teatrais de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Catarina, Brasil e sessons de poesia (galega, portuguesa e brasileira).

Finalmente, debaterám-se propostas e projectos dos Colóquios: Planos de Acçom/Conclusons. Propostas/Projectos para 2010, Museu Virtual da Lusofonia/Língua, Acordo Ortográfico, Diciopédia, Crioulos de Origem Portuguesa, Estudos Açorianos, Estudos Transmontanos, o 13º Colóquio de 2010 em santa Catarina no Brasil  etc.

Oferecemos a seguir a listagem de temas em debate:

1. Homenagem contra o esquecimento (Autores sugeridos)

1.1. Carolina Michaёlis

1.2. Leite de Vasconcellos

1.3. Euclides da Cunha

1.4. Agostinho da Silva

1.5.Rosalía de Castro

1.6. Gulamo Khan (Moçambique 1952-1986)

1.7. Outros autores esquecidos


2. Lusofonias:

2.1. Debate sobre questons e raízes da Lusofonia.

2.2. A vigência do 2º Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico de 1990

2.3. Promoçom da Língua Portuguesa (2ª língua/língua estrangeira)

2.4. Ponto da Situaçom da Língua Portuguesa no Mundo.

2.5. Léxicos da Lusofonia.

2.6. Lusofonias e Insularidades

2.7. Criaçom de umha base de dados sobre Estudos de Crioulos da Língua Portuguesa


3. Traduçom:

3.1. Traduçom de autores portugueses

3.2. Tradutores de Português e Tradutores para Português

3.3 Traduçom e  novas tecnologias

 

4. Propostas de dinamizaçom dos projectos dos Colóquios da Lusofonia:

4.1. Diciopédia

4.2. Crioulos de origem portuguesa, criaçom de umha base de dados

4.3. Museu da língua/museu virtual da lusofonia

4.4. Estudos açorianos na Unisul (universidade do sul de santa catarina)

4.5 Estudos transmontanos

 

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Info Atualidade Mon, 21 Sep 2009 02:00:00 +0200
A Academia na Fundação Vicente Risco de Alhariz https://academiagalega.org/component/k2/1743-a-academia-na-fundacao-vicente-risco-de-alhariz.html https://academiagalega.org/component/k2/1743-a-academia-na-fundacao-vicente-risco-de-alhariz.html


Na passada sexta-feira, 27 de janeiro, foram apresentados os Clássicos da Galiza e mais o Arquivo Digital na Fundação Vicente Risco de Alhariz. A salientar que da Fundação, representada pelo seu secretário, Luís Martínez-Risco, fomos muito bem atendidos, primeiro com uma visita aos locais (fantásticos) e depois com uma pormenorizada explicação do projeto de recuperação e divulgação dos seus fundos.

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Info Atualidade Mon, 30 Jan 2012 11:46:34 +0100
A AGLP assina novos protocolos https://academiagalega.org/component/k2/1553-a-aglp-assina-novos-protocolos.html https://academiagalega.org/component/k2/1553-a-aglp-assina-novos-protocolos.html ProtocolosO Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística (IPOL) com sede em Florianópolis, Santa Catarina, a Associação Brasileira de Linguística (ABRALIN) com sede em Curitiba, Paraná e o Centro de Estudos de História do Atlântico (CEHA), sediado no Funchal, Madeira, são as instituições que mais recentemente têm assinado Protocolos de Colaboração e Apoio Recíproco com a Academia Galega da Língua Portuguesa.

O IPOL é organismo assessor do Governo Federal do Brasil, com grande experiência na gestão e assessoramento em línguas e um amplo catálogo de publicações. O seu presidente, Gilvan Müller de Oliveira, participou em 7 de abril de 2008 na Conferência Internacional sobre o Acordo Ortográfico, na Assembleia da República de Portugal.

O protocolo assinado com a ABRALIN entre o presidente da AGLP, José-Martinho Montero Santalha e a presidenta da ABRALIN, Maria José Foltran, inclui a colaboração na publicação de artigos, para além do intercâmbio de publicações, segundo o qual a Academia já recebeu o volume 7 da revista ABRALIN, , núm. 1 (Jan./Jun. de 2008) e núm. 2 (Jul./Dez. De 2008).

O CEHA foi criado em 1985 pelo Governo Regional da Madeira para promover a  investigação histórica sobre as ilhas atlânticas. O protocolo de colaboração assinado com a AGLP em 2010 liga por primeira vez uma instituição galega e uma madeirense, iniciando assim os primeiros passos para uma colaboração mais estreita e um mútuo conhecimento entre ambas regiões atlânticas.

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Info Atualidade Thu, 24 Jun 2010 03:49:00 +0200
A AGLP assinou um Protocolo de Colaboração e Apoio Recíproco com o Instituto de Estudos Europeus de Macau https://academiagalega.org/component/k2/1709-a-aglp-assinou-um-protocolo-de-colaboracao-e-apoio-reciproco-com-o-instituto-de-estudos-europeus-de-macau.html https://academiagalega.org/component/k2/1709-a-aglp-assinou-um-protocolo-de-colaboracao-e-apoio-reciproco-com-o-instituto-de-estudos-europeus-de-macau.html

Logo do Instituto de Estudos Europeus de Macau

A AGLP formalizou a sua primeira parceria com uma entidade asiática, neste caso da Região Administrativa Especial de Macau, na República Popular da China, assinando um protocolo com o Instituto de Estudos Europeus de Macau.

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Info Atualidade Sat, 16 Jul 2011 13:14:01 +0200
A AGLP disponibiliza na rede os «Clássicos da Galiza» https://academiagalega.org/component/k2/1814-a-aglp-disponibiliza-na-rede-os-classicos-da-galiza.html https://academiagalega.org/component/k2/1814-a-aglp-disponibiliza-na-rede-os-classicos-da-galiza.html

Rosália de Castro: Cantares Galegos

A Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP) põe na rede ao dispor de todos os leitores a coleção de «Clássicos da Galiza», em versão em PDF dos textos editados anteriormente em papel. Isso é possível mercê à generosidade da editora «Edições da Galiza», criada e sustida pela iniciativa e laboriosidade de Heitor Rodal, a quem agradecemos mais uma vez a sua generosidade.

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Info Atualidade Fri, 16 May 2014 08:14:26 +0200
A AGLP no Seminário Preparatório do IV FestLatino https://academiagalega.org/component/k2/1546-a-aglp-no-seminario-preparatorio-do-iv-festlatino.html https://academiagalega.org/component/k2/1546-a-aglp-no-seminario-preparatorio-do-iv-festlatino.html FestlatinoA académica Concha Rousia e o académico Ângelo Cristóvão assistem ao Seminário Preparatório do IV FestLatino «A Língua Portuguesa no Século XXI: Desafios e oportunidades» esta terça-feira, 27 de abril, em Lisboa.

Esse festival atua no sentido de ampliar os vínculos entre os países europeus de línguas neolatinas, os países ibéricos, a América Latina os Estados membros do Mercosul e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Ao abrigo do patrocínio da CPLP, do ISCTE, do Instituto Camões, da Associação Mares Navegados e do Gabinete Português de Leitura de Pernambuco, este seminário contará com conferências e palestras de diversos representantes de instituições culturais, políticas e universitárias.

A intervenção «O papel da Academia Galega da Língua Portuguesa» do Prof. Ângelo Cristóvão terá lugar na mesa redonda presidida pelo embaixador de Portugal na CPLP, António Russo Dias com o título «O papel de Portugal e dos demais países membros da CPLP no esforço para ampliar a projeção internacional da Língua Portuguesa» com a palestrante Joana Cardoso, Diretora do GPEARI, do Ministério da Cultura de Portugal, entre outros convidados.

Já de tarde, o secretário do Consello da Cultura Galega, Henrique Monteagudo, participará junto com o Prof. João Malaca Casteleiro, da Academia das Ciências de Lisboa, e Rui Rasquilho, do Instituto Histórico-Geográfico do Distrito Federal de Brasília, numa palestra intitulada «A Galiza e o espaço linguístico-cultural de expressão portuguesa».

Mais informação:

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Info Atualidade Tue, 27 Apr 2010 09:00:00 +0200
A Ásia recebeu os Colóquios da Lusofonia numa ponte entre os Açores e Macau https://academiagalega.org/component/k2/1651-a-asia-recebeu-os-coloquios-da-lusofonia-numa-ponte-entre-os-acores-e-macau.html https://academiagalega.org/component/k2/1651-a-asia-recebeu-os-coloquios-da-lusofonia-numa-ponte-entre-os-acores-e-macau.html

Chrys Chrystello

Crónica da 15º edição dos Colóquios da Lusofonia da mão de Chrys Chrystello, diretor da AICL (Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia) e presidente da Comissão Executiva dos Colóquios. O evento teve lugar em Macau entre 11 e 15 de abril de 2011, contando com a participação da académica Concha Rousia em representação da AGLP.

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Info Atualidade Tue, 26 Apr 2011 22:45:44 +0200
A Ciência da criação musical https://academiagalega.org/component/k2/1734-a-ciencia-da-criacao-musical.html https://academiagalega.org/component/k2/1734-a-ciencia-da-criacao-musical.html

Rudesindo Soutelo

No âmbito do 7º Encontro Internacional das Artes - Diálogos das Artes com as Ciências, no próximo dia 6 de dezembro de 2011, às 19h30, no Auditório do Museu de Arte e Arqueologia de Viana do Castelo (Portugal) terá lugar a comunicação (conferência-concerto) de Rudesindo Soutelo, académico da AGLP, A ciência da criação musical - The Science of musical creation.

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Info Atualidade Sat, 03 Dec 2011 12:29:30 +0100
A EBI da Maia vai preparar os seus docentes para o Acordo Ortográfico https://academiagalega.org/component/k2/1674-a-ebi-da-maia-vai-preparar-os-seus-docentes-para-o-acordo-ortografico.html https://academiagalega.org/component/k2/1674-a-ebi-da-maia-vai-preparar-os-seus-docentes-para-o-acordo-ortografico.html

Escola Básica Integrada da Maia

O professor Malaca Casteleiro fará parte das ações formativas

PGL Portugal - A Escola Básica Integrada da Maia, na ilha de São Miguel (Açores), vai preparar os seus docentes para as novidades que traz o Acordo Ortográfico, antecipando-se ao período em que ficará oficialmente obsoleta a velha norma, 2014.

Na sequência do compromisso assumido em 30 de Março de 2009 na Sessão de Esclarecimento sobre o Acordo Ortográfico de 1990, com a presença da Diretora Regional da Educação, Dra. Fabíola Jael de Sousa Cardoso, dos Professores Doutores Malaca Casteleiro (Academia das Ciências de Lisboa), Evanildo Bechara (Academia Brasileira de Letras), Carlos Reis (Reitor da Universidade Aberta), Dr. Ângelo Cristóvão (da Academia Galega da Língua Portuguesa) e Dr. Chrys Chrystello (Presidente da Comissão Executiva dos Colóquios da Lusofonia), a Escola Básica Integrada da Maia, vai antecipar-se e começar a preparar os seus docentes para as novas regras ortográficas.

Assim, deslocar-se-á propositadamente à Maia, o Professor Doutor Malaca Casteleiro (Academia das Ciências de Lisboa) durante a semana de 12 a 16 de Julho, para ministrar uma Ação de Formação sobre as alterações já aprovadas e que, lentamente, começam a vigorar sob a alçada do 2º Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico de 1990. Lembra-se que Malaca Casteleiro foi um dos linguistas da delegação portuguesa envolvidos na conceção das novas normas. As inscrições, já esgotadas, permitirão ainda a professores de outras escolas da ilha de São Miguel beneficiarem desta Ação de Formação.

A EBI da Maia pretende assim manter-se na vanguarda, ao preparar, atempadamente, os seus professores e demais pessoal escolar para as novas normas, não esperando pela execução nacional das mesmas.

Igualmente, de salientar, que a EBI da Maia fez em devido tempo, uma proposta à Direção Regional da Educação para a inclusão no Currículo Regional do Ensino Básico de autores de matriz açoriana. Está, neste momento, a Professora Doutora Rosário Girão dos Santos da Universidade do Minho conjuntamente com a Mestre Helena Chrystello, a ultimar a publicação de uma Antologia de Autores Açorianos Contemporâneos.

Trata-se, em suas palavras, de colmatar «uma grave lacuna» que visa enaltecer a rica produção literária açoriana contemporânea e dá-la a conhecer aos mais novos num esforço de dinamizar, igualmente, o gosto pela leitura e a preservação do caráter cultural açoriano e suas idiossincrasias.

 Fonte original:

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Info Atualidade Tue, 29 Jun 2010 02:00:00 +0200
A Galiza marcará presença no I Encontro de Escritores da Lusofonia https://academiagalega.org/component/k2/1706-a-galiza-marcara-presenca-no-i-encontro-de-escritores-da-lusofonia.html https://academiagalega.org/component/k2/1706-a-galiza-marcara-presenca-no-i-encontro-de-escritores-da-lusofonia.html

Palácio da Brejoeira com a Casa das Artes à esquerda

A Casa das Artes do Palácio da Brejoeira organizará durante os dias 29, 30 e 31 de julho o I Encontro de Escritores da Lusofonia, reunindo em Monção (na raia do Minho), romancistas, músicos, poetas, atores, realizadores, investigadores, criadores e público em geral dos países e comunidades de língua portuguesa, incluindo Angola, Brasil, Cabo Verde, Galiza, Guiné-Bissau e Portugal.

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Info Atualidade Wed, 29 Jun 2011 19:29:34 +0200
A Galiza na Lusofonia: Reflexões sobre a Academia Galega da Língua Portuguesa https://academiagalega.org/component/k2/1638-a-galiza-na-lusofonia-reflexoes-sobre-a-academia-galega-da-lingua-portuguesa.html https://academiagalega.org/component/k2/1638-a-galiza-na-lusofonia-reflexoes-sobre-a-academia-galega-da-lingua-portuguesa.html

Professor António Gil Hernández

António Gil Hernández

Devo, antes de mais, advertir que as que seguem são apenas reflexões1 meditadas, mas não documentadas (cá) sobre a situação da Galiza no seio da Lusofonia, perspetivada desde o facto de a Academia Galega da Língua Portuguesa [AGLP] existir publicamente desde o 6 de outubro de 2008.

Deixo de lado a organização interna da AGLP. Simplesmente considero que é entidade (ou instituição) privada na «Comunidad Autónoma de Galicia» [CAG] com objetivos e atividades que ultrapassam a sua condição de privada, mas decisivos no que atinge às relações da Comunidade lusófona galega com os países —na realidade estados— da Lusofonia, nomeadamente com Portugal e com o Brasil.

1.- A Galiza no Reino de España e na Lusofonia: Contexto sócio-político.

Não é fácil nem singelo, nem sequer para os súbditos2 do «Reino de España» [RdE], entender o acontece na Galiza, quer na CAG, quer entre os ainda galego-utentes na «Comunidad de Castilla y León» e no «Principado de Asturias».

Reconheço que, depois de viver mais de trinta anos na Galiza, vou compreendo bastante do que se passa no RdE relativamente, em particular, à Galiza lusófona. Ao caso aponto uns factos, a meu ver, fulcrais:

A) O RdE é estado, como noutras ocasiões tenho dito, reacionariamente moderno.

Com efeito, é resultado, por agora, de três restaurações da Casa dos Bourbões: A primeira (1814) repôs o Absolutismo, depois do reinado de José I Bonaparte (1808-1814); a segunda (1875) suprimiu, mercê de um golpe militar, a I República, federal (1873-1874); a terceira, trás eliminar sanguinariamente (1936-39) a II República, foi preparada pela ditadura do general Franco (1936-1975) e nela estamos agora os súbditos do RdE, sob o chefe do estado que Franco nomeou e impôs.

B) O projeto e processo nacional [ou nacionalista] do RdE é reacionariamente jacobino.

Explico-me: Os dirigentes não apresentam a eliminação de «las demás lenguas españolas» (procurada) como eliminação da «féodalité» e a imposição maciça de castelhano, como expansão da língua da «liberté», segundo fizeram os revolucionários franceses, mormente o abade Grégoire no seu Relatório (1794). Antes o castelhano vem a ser símbolo de uma uniformidade plana e vazia.

C) Por consequência, da parte espanhola, o Galego, quer dizer, o Português da Galiza ou Português galego, acha-se não só desprotegido desde princípios do séc. XIX, depois de longo silêncio escrito a que uns e outros submeteram os seus utentes, mas abertamente atacado, como evidenciam as declarações e atuações dos dirigentes do PP, paradoxalmente presidido por uma pessoa nada na Galiza, que alardeia de “gallego”3, os quais dirigentes acovilham ou se aompanham de entidades e partidos contrários a existência da Galiza em Português galego.

D) Por outro lado, ao contrário do proceder do RdE, no seio da Hispanofonia, em prol da sua língua nacional, a Lusofonia ainda está a articular-se em grau ainda deficiente, de modo que, por uns motivos e por outros, o Galego, o Português da Galiza, se acha, por esse lado também, isolado no território da CAG e não confortado com a devida ajuda dos países lusófonos, nomeadamente com a ajuda de Portugal. Tenho de reconhecer que desde 1986, ano do primeiro Acordo, pouco e pouco na República portuguesa se acrescenta o interesse em prol da Galiza, dos galegos e da sua língua e cultural, por vezes interferido por ações governamentais do RdE.

2.- O Galego e o Português na Galiza e na Lusofonia: Nomes e realidade linguística e social.

De uma armadilha, falsamente “filológica”, se servem os “notables” do RdE, desde as suas instituições, para isolarem (e de passagem abafarem) a Comunidade Lusófona da Galiza: É usurpação da “cousa” pelo “nome”. Vejamos:

Nos textos legais do RdE, para se referir à língua da Galiza, nunca se utiliza a denominação Português, mas Galego.

Daí os “filólogos”, junto dos “politicos, argumentam: «Se a “cousa-língua” recebe o nome de Galego, e não de Português, é pelo “facto” de a galega ser língua diferente da portuguesa

A seguir concluem (escolásticos mais velhacos do que matreiros): Portanto, não só é ilícito confundir Galego e Português, mas sobretudo é ilegal. E, como ilegal, mesmo deve ser punível.

De facto já bastantes cidadãos, funcionários mormente, foram punidos por susterem que as falas galegas podem e devem ser cobertas pela ortografia portuguesa.

Permita-se-me insistir:

Não me parece grave que os políticos, afeitos a serem matreiros e velhacos quando lhes convém, utilizem essa “arguta argumentação”.

O que estimo sumamente grave é que professores sisudos e mesmo inteletuais universitários revistam de roupagens pseudocientíficas tamanha falsidade, que dana qualquer inteleto normal.

Sabe-se que uma mesma “cousa” pode receber nomes diferentes, segundo a perspetiva com que for observada. A «lengua nacional» do RdE tem o nome constitucional (art. 3.1) de “castellano”, enquanto as «academias» dessa «lengua», a começar pela «Real Academia Española» persistem em a denominar “español” ou “lengua española”.

Em honra da congruência, eu concederia alguma razão aos “filólogos” na CAG, funcionários do RdE, se, ao diferençarem entre Galego e Português, aplicassem a mesma lógica “separatista” aos idiomas do “castellano” ou “español”: Surgiriam, só do castelhano europeu, pelo menos cinco “diferentes”: andaluz, panocho, canário, extremenho e castelhano-manchego.

Seja como for, as falas galegas acham-se, em grau diverso, contaminadas pela pressão da «lengua nacional» do RdE, que, na pronúncia e nalgum léxico, as distingue do Português. Se, ao ver dos professores funcionários do RdE, essas diferenças justificam a existência de uma «lingua galega» diversa e divergente da portuguesa, deveriam também reclamar, por honradez inteletual, a existência de divergentes «lenguas» relativamente à castelhana. Mas não o fazem.

Antes, baseiam a unidade e unicidade da «lengua castellana», que eles insistem em denominar «española», na unidade gráfica, como explicitamente sentençam as «Academias de la Lengua Española» no prólogo da última edição (1999) da «Ortografía». É o discurso dominante (e politicamente correto) entre os professores funcionários do RdE e, em geral, da Hispanofonia.

Por exemplo, a Prof.ª Eva Bravo4, da Universidade de Sevilha, reitera essa concepção:

[...] Afortunadamente, hay uniformidad gráfica en el mundo hispanohablante, que de manera indiscutible facilita la internacionalización en el nivel escrito y da cohesión formal a la lengua por encima de las variedades de pronunciación. (o negrito e itálico são meus)

Quando os “filólogos” funcionários do RdE “normativizaram” o “galego”, adaptaram a grafia do castelhano de modo que na escrita o “galego” divergisse do português. Aduzem para assim proceder o facto de a pronúncia galega ser diversa da portuguesa. Se utilizassem a lógica, teriam de considerar «pronúncias» (em plural) tanto do “galego” quanto do Português.

Na realidade, quando as comparam, não o fazem entre pronúncias homologáveis, mas opõem as populares galegas (imaginadamente unificadas) à culta portuguesa, em particular à lisboeta5.

No proceder “normativizador”, os “filólogos” funcionários do RdE na CAG não inventaram uma “ortografia” ad hoc, própria do Galego; antes, adaptaram, como disse, o “Alfabeto Fonético Nacional” do “español-castellano”, até ao ponto de pregoar que a letra Ñ, símbolo da Hispanidad, é letra caracteristicamente galega.

Confirmo o acima exposto com umas afirmações do atual Catedrático de Galego na Universidade de Santiago de Compostela [USC], lá por volta de 19816:

Cando se tratou de normativiza-la lingua e a Academia Galega e o Instituto da Lingua Galega da Universidade [USC] chegaron a unha normativa case común, a uns cantos aficionados ocurréuselles presentar unha normativa lusista, ou reintegracionista, como se di pra disimular, querendo achega-lo galego ó portugués na grafía, na morfosintaxe e no léxico, porque resulta que utiliza-lo galego vivo é escribir baixo a presión do castelán e hai que recupera-lo que nunca existiu. Así chégase a dúas posturas totalmente contrarias, porque unha exclúe á outra e non hai posibilidade de entendemento.

Estes galegoaprendices en moitos casos fixéronlle un fraco favor ó galego e contribuíron a que a xente se indispuxese aínda máis contra a nosa lingua. Sabido é que nas aldeas falan o galego coa conciencia de que o falan mal. Se por enriba lle imos [dizendo] de que o verdadeiro galego é alleo e con lusismos, aínda se convencen máis eles. O que debemos facer é facilitarlles todo o labor de aprendizaxe do propio idioma e pra eso cómpre ter en conta o que deprenden na clase de castelán. O galego e o castelán teñen hoxe unhas características moi semellantes, cousa que non sucede entre o galego e o portugués falado, e mesmo escrito.

Perante tanta fraqueza da razão e gordura da ideologia, alguns “filólogos” da mesma escola compostelana tentaram basear a independência do Galego, a respeito do Português, no facto de aquele ser língua por elaboração, diversa da levada adiante neste. Contudo, não explicam os motivos por que eles elaboram um “galego” afastado do português. Talvez porque, em definitivo, teriam de confessar a sua arbitrariedade para assim proceder. Deveras incorrem num perverso círculo vicioso. Ei-lo, resumido:

«Elaboramos um “galego” diferente do Português para “provar” que o “galego” é diferente do Português.»

Seja como for, os governantes utilizam essa “normativización” do “galego” para lograr que o “galego” seja cada vez mais parecido com o castelhano. e assim efetivarem mais rapidamente o projeto-e-processo nacionalizador do RdE, De facto, nos âmbitos do ensino, mormente não universitário, e através dos média incutem nas consciências dos galegos tanto a doutrina nacional/ista, quanto a espécie da o “galego” (o seu “galego”) não ser português. Os efeitos perversos estão mais cada vez a estender-se: Os cidadãos entendem que o “galego” sobeja, que é supérfluo perante a eficácia do castelhano.

3.- A Academia Galega da Língua Portuguesa: Agente superador da “deriva” do Galego (“también oficial”) para o castelhano (nacional e “oficial” do RdE)

O processo assimilador do Galego ao castelhano vinha sendo intenso desde tempos anteriores a 1936. Contudo, a ditadura do general Franco e do seu “Movimiento Nacional” radicalizou-o desde o início da guerra civil (1936-39).

Contra ele, mormente a partir da morte do ditador, movimentaram-se pessoas agrupadas em associações; por ordem de aparição, foram as Irmandades da Fala da Galiza e Portugal, a Associação de Amizade Galiza-Portugal, a Associaçom Galega da Língua, a Associação Sócio-Pedagógica Galaico-Portuguesa, o Movimento Defesa da Língua, no âmbito da CAG, e mais umas, de âmbito local. Todas adoptam a concepção reintegracionista da Galeguidade.

Existem outras “asociacións” que procuram a conservação e “normalización” do Galego, como a Mesa pola Normalización Linguística.

Umas e outras publicam revistas, livros, realizam reuniões e conferências de diverso tipo pela Galiza adiante.

Não obstante, não conseguiram levantar o isolamento a que a Galiza está submetida pelo RdE a respeito da Lusofonia. Só em 1986 e em 1990, com ocasião dos Acordos Ortográficos e mercê das gestões de pessoas, como o saudoso Prof. Guerra da Cal e o advogado José Luís Fontela, alguns galegos estiveram presentes, como observadores, nas reuniões do Rio e de Lisboa. Dessarte, a Galiza ultrapassou as fronteiras do RdE e pôde evidenciar que faz parte da Lusofonia. Mercê de aquela participação foi possível que onze galegos, das organizações culturais e sociais anteditas, estivessem presentes na reunião preparatória da ratificação do Acordo de 1990 realizada na Assembleia da República, em Lisboa (7 de abril de 2008).

Foi também naquela data que esses e outros galegos decidiram pôr em andamento a Academia Galega da Língua Portuguesa [AGLP], de que, havia tempo, uns e outros, como o saudoso Prof. Carvalho Calero vinham falando. No Colóquio da Lusofonia de 2006, em Bragança, José Martinho Montero Santalha, atual presidente da AGLP, propôs formalmente a sua necessidade e mesmo urgência.

3.1.- A denominação “língua portuguesa”: Controvérsias

Um dos assuntos em discussão foi o nome. Afeitos a denominar as falas da Galiza pelo nome Galego, houve e há reticências para adoptar, como adequado a elas, a denominação Língua Portuguesa. Dizem os contrários que é apelativo estrangeirizante, impróprio do Galego e inaplicável às falas galegas. Na realidade estão a aceitar, inconscientemente na maioria dos casos, a pressão do “oficialismo español”, que utiliza em exclusivo o nome Galego, segundo acima assinalei.

Felizmente bastantes pessoas vão entendendo não só a propriedade do nome, mas sobretudo a sua pertinência e eficácia aos efeitos não só culturais, genéricos, mas também administrativos, no RdE e fora dele. De facto a denominação Academia Galega da Língua Portuguesa foi registada, sem graves dificuldades, no RdE e na República Portuguesa. Igualmente a Associação Cultural Pró AGLP ficou registada na CAG, também sem dificuldade. É no seio dessa Associação que se acha, por agora, a AGLP7.

3.2.- O ato inaugural de 6 de outubro de 2008: Instituições e pessoas que participaram

Na rede existe informação sobre o ato inaugural da AGLP. Para além, foi editado um DVD que recolhe completo o ato. Por isso apenas faço esta breve reflexão.

Na intenção dos seus promotores, a AGLP não deve nem se sobrepor aos grupos cívicos e culturais existentes na Galiza com vistos à normalização da sociedade em Galego, nem menos ainda as tornar supérfluas. O labor fundamental da AGLP abrange dous aspetos, a meu ver, elementarmente básicas:

a) No interior da Galiza, pode conjuntar as atividades de todos os grupos galeguizadores fornecendo-lhes sentido de universalidade, ao oferece-lhes o Português como instrumento e símbolo de comunicação entre os cidadãos da Galiza. E não só, porque também pode induzir à colaboração de todas as interessadas, pessoas e associações, na [re-] naturalização do Galego, como Português galego.

b) Outro aspeto, capital, justamente se dirige a abrir a Galiza ao mundo da Lusofonia.

Ambos os aspetos ficaram patentes no ato inaugural e sobretudo nas palestras dos diferentes oradores que nele intervieram.

A presença e palavras do Prof. Artur Anselmo, da Academia das Ciências de Lisboa, e do Prof. Evanildo Bechara, da Academia Brasilera de Letras, outorgaram à AGLP nascente a condição e dignidade lusófona8.

Esta foi confirmada pela presença e palavras dos Prof.es Carlos Reis e Malaca Casteleiro, da República portuguesa. O escritor João Craveirinha, pela parte da Lusofonia africa, coroou as intervenções dos professores citados.

Nalguma medida, o governo galego, representado pelo Sr. Pérez-Lema, da Vice-Presidência da “Xunta de Galicia”, e, por ele, o RdE (ao menos oficiosamente), também reconheceu, junto da condição e dignidade lusófona da AGLP, a pertença da Comunidade “galegófona” à Lusofonia. Hoje, tristemente, temos (ou tem-nos?) outro governo, esperemos que não contrário demais à Lusofonia.

3.3.- Atividades em processo: Boletim e Comissões

Acabo com uma breve relação das atividades em desenvolvimento:

a) A publicação do primeiro volume do Boletim da AGLP, distribuído no ato inaugural. Está quase preparado o segundo volume, que possivelmente seja dado a lume em maio ou junho próximos.

b) A publicação do DVD acima apontado, assim como a colocação na rede de um muito estudado resumo das intervenções no ato inaugural.

c) A elaboração do Léxico da Galiza pela Comissão de Lexicologia e Lexicografia para ser incluído no Vocabulário comum da Língua Portuguesa. Seguirá a elaboração do Léxico galego, igualmente com vistos a ser incluído nos Dicionários da Língua Portuguesa.

d) A edição do I Anexo do Boletim da AGLP, intitulado Galiza: Língua e Sociedade (XIV ensaios), que será oferecido ao longo da Galiza em atos diversos.

d) Os trabalhos da Comissão de Planeamento.

e) A conseguinte preparação e futura publicação de uma Coleção de Clássicos Galegos, versionados na escrita comum.

f) A preparação de um Arquivo Geral de textos, a ser instalado na rede, pela parte da Comissão de Informática.

4.- Conclusões... abertas ao futuro imediato e menos imediato

As conclusões, por agora, podem ser encerradas em duas:

1.ª Há muito a fazer.

2.ª Há entusiasmo para levar adiante o que cumpre fazer.

Notas:

1 Texto apresentado como comunicação aos Colóquios da Lusofonia.- IV Encontros Açorianos da Lusofonia, Abril de 2009, revisto para o PGL.

2 São ditos cidadãos, mas para tudo o referente às línguas «autonómicas» (Galego ou Português galego, Basconço ou Euskara e Catalão, divido pelo Reino em duas “línguas”, catalão e valenciano) esses cidadãos passam a ser súbditos, submetidos, sujeitos à lei da desigualdade, como assinalo a seguir.

3 Estou a referir-me, como bem se sabe, ao Sr. Rajoy. Nunca usou a língua que o acreditaria de Galego, nem sequer quando, com Fraga como presidente, vice-presidia a “Xunta de Galicia”.

4 No seu El español internacional, Madrid, Arco/Libros, 2008, p. 17.

5 Vale lembrar que,desde que foi banido da produção escrita, circa 1521, no Galego não existe pronúncia que possa estimar-se unificada. Em regra, os cidadãos da Galiza que pretendiam —e pretendem— “falar culto”, fazem-no em castelhano, enquanto para se exprimirem em Galego, procuram ruralizar a expressão para “falar como o Povo”.

6 Cito de «Unhas cantas reflexións sobre o galego», artigo publicado em El Ideal Gallego, Crunha, 18 de outubro de 1981. Tomo os parágrafos aqui citados de Que galego na escola?, Sada, Eds. do Castro, 1984, p. 81, nota 12.

7 Foi por prudência política ou diplomática, no mais nobre sentido das palavras, que assim a ordenamos, porquanto tememos, dados alguns precedentes conhecidos, que não seria registada no RdE como entidade juridicamente independente. O pretexto seria que entra em colusão com a Real Academia Galega, existente desde 1906, inicialmente “reintegracionista”, mas cedo desviada dessa orientação.

8 Em 14 de abril do presente ano, tal aceitação foi confirmada e cenificada em Lisboa, no ato de lançamento do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, preparado pela ABL a teor do Acordo Ortográfico, já vigorado no Brasil, e da proposta de Léxico da Galiza, preparado pela Comissão de Lexicologia e Lexicografia da AGLP, com o objetivo de ser integrado tanto no Vocabulário Comum da Língua Portuguesa, quanto nos dicionários portugueses.

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Info Atualidade Mon, 18 May 2009 02:00:00 +0200
A implementação do Novo Acordo Ortográfico pode ter início na EBI da Maia https://academiagalega.org/component/k2/1525-a-implementacao-do-novo-acordo-ortografico-pode-ter-inicio-na-ebi-da-maia.html https://academiagalega.org/component/k2/1525-a-implementacao-do-novo-acordo-ortografico-pode-ter-inicio-na-ebi-da-maia.html Ribeira GrandeComissão Novo Acordo Ortográfico

São esperadas quase duas centenas de docentes para ouvirem dois dos principais mentores do Novo Acordo Ortográfico, Professor Doutor João Malaca Casteleiro (Academia de Ciências de Lisboa) e Professor Doutor Evanildo Cavalcante Bechara (Academia Brasileira de Letras), juntamente com outros vocais proponentes, o Professor Doutor Carlos Reis, Reitor da Universidade Aberta e o Doutor Ângelo Cristóvão  da Academia Galega de Língua Portuguesa.

A Escola Básica 2,3 da Maia, concelho da Ribeira Grande, no dia 30 de Março, pelas 16 horas, torna-se, assim, a primeira Escola do País (e dos Açores) a realizar uma sessão de esclarecimento acerca da nova ortografia unificada.

Nas várias escolas e instituições em que por esse mundo fora se ensina e cultiva o português, convém que haja só uma ortografia, e não duas, pois tal facilita a aprendizagem. Para isso os docentes da EBI da Maia (Deptº de Língua Portuguesa) elaboraram já uma proposta de formação de professores a ser ministrada pelo próprio Professor Malaca Casteleiro, inicialmente na ilha de São Miguel e posteriormente no restante arquipélago.

Esta atitude pró-activa da EBI 2,3 da Maia visa proporcionar aos docentes e discentes os instrumentos necessários para a fase de transição na aplicação do novo acordo, não se limitando a aguardar . Não é todos os dias que os Açores podem ter um leque tão alargado de especialistas na matéria para debater algo que diz respeito a todos nós enquanto falantes de uma língua viva em constante mutação.

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Info Atualidade Fri, 27 Mar 2009 18:33:21 +0100
A literatura portuguesa depois da revista Orpheu https://academiagalega.org/component/k2/1838-a-literatura-portuguesa-depois-da-revista-orpheu.html https://academiagalega.org/component/k2/1838-a-literatura-portuguesa-depois-da-revista-orpheu.html

Primeira sessão do Ciclo de Cultura Contemporânea Nexos
17 de outubro, Biblioteca e Arquivo da Galiza

A revista Orpheu, fundada há cem anos agora, foi "o primeiro grito moderno que se deu em Portugal", nas palavras de Almada Negreiros. Desse grito inaugural derivaram ecos virtuosos nos terrenos da poesia e da narrativa. Um dos frutos mais celebrados foi a obra do poeta Herberto Helder, falecido infelizmente no vigente 2015. Outros de seus marcos culminantes são os romances da escritora Lídia Jorge. Por ocasião do centenário da Orpheu, o ciclo Nexos e o Instituto Camões propõem uma viagem ao último século da literatura portuguesa, com parada em dois nomes aplaudidos pela crítica e por várias gerações de leitores.

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Info Atualidade Wed, 14 Oct 2015 02:00:00 +0200
A Música de seis poemas universais de Ernesto Guerra da Cal https://academiagalega.org/component/k2/1767-a-musica-de-seis-poemas-universais-de-ernesto-guerra-da-cal.html https://academiagalega.org/component/k2/1767-a-musica-de-seis-poemas-universais-de-ernesto-guerra-da-cal.html

A editora “Dos Acordes” vem de publicar sob o patrocínio da Academia Galega da Língua Portuguesa “A Música de Seis Poemas Universais de Ernesto Guerra da Cal” (1911-1994), uma edição comemorativa do centenário da nascimento deste grande poeta galego. A edição esteve a cargo de Isabel Rei Samartim (académica), de José Luis do Pico Orjais (socio da Pró-AGLP) e de Joám Trillo (académico).

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Info Atualidade Mon, 17 Sep 2012 19:03:23 +0200
A Porto Editora disponibiliza VOLP online https://academiagalega.org/component/k2/1537-a-porto-editora-disponibiliza-volp-online.html https://academiagalega.org/component/k2/1537-a-porto-editora-disponibiliza-volp-online.html VOLP da Porto EditoraA Porto Editora decidiu disponibilizar gratuitamente na internet, em 28 de janeiro, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP), que foi publicado em Outubro de 2009 sob a orientação científica do professor João Malaca Casteleiro, e que pela primeira vez na história incluiu um contributo lexical galego.

O mesmo dia, a Academia Brasileira de Letras publicou na sua página web a 5 edição do seu Vocabulário Ortográfico, com mais de 381.000 verbetes, e que foi lançado em Lisboa na sessão interacadémica de 14 de abril, em que a AGLP apresentou o seu Léxico da Galiza.

Segundo Graciete Teixeira, responsável pelo departamento de dicionários da Porto Editora, «a disponibilização deste Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa ao maior número possível de cidadãos justifica-se pela sua relevância nesta fase de transição ortográfica». A administradora e linguista acrescenta que «tendo em conta o seu percurso e dedicação em prol da língua portuguesa, a Porto Editora assumiu a responsabilidade de elaborar uma obra desta envergadura e de a disponibilizar num formato de fácil acesso».

O VOLP é uma obra lexicográfica de referência, única no panorama nacional, e constitui um instrumento indispensável de consulta e de esclarecimento das dúvidas levantadas pela aplicação do novo Acordo Ortográfico. Este Vocabulário foi elaborado com a orientação científica de João Malaca Casteleiro, o representante da República Portuguesa que participou nos encontros que conduziram à elaboração do Anteprojeto de Bases da Ortografia Unificada da Língua Portuguesa e liderou a equipa técnica que assinou o Acordo Ortográfico em 1990.

A obra, agora de acesso gratuito na Infopédia da Porto Editora, permite pesquisar mais de 180.000 vocábulos representativos do vasto património lexical da língua portuguesa e oferece informações sobre a classificação gramatical, indicação de pronúncia, formas irregulares do feminino, plurais de compostos e outras indicações úteis. Além de todo o vocabulário geral disponível, são ainda pesquisáveis os estrangeirismos, as abreviaturas e os símbolos mais usados na língua portuguesa.

Mais info:

Aquisição do VOLP:

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Info Atualidade Tue, 09 Feb 2010 21:53:01 +0100
A Universidade Aberta de Lisboa abrirá dous centros na Galiza https://academiagalega.org/component/k2/1663-a-universidade-aberta-de-lisboa-abrira-dous-centros-na-galiza.html https://academiagalega.org/component/k2/1663-a-universidade-aberta-de-lisboa-abrira-dous-centros-na-galiza.html

Universidade Aberta de Lisboa

Primeiros frutos do acordo de colaboraçom entre a AGLP
e a
Universidade Aberta de Lisboa (UAb)

PGL – O acordo de colaboraçom entre a AGLP e a Universidade Aberta de Lisboa (UAb), assinado no Seminário de Lexicologia que tivo lugar em Compostela no mês de Outubro,  concretiza-se agora com o compromisso em firme da Universidade Aberta de abrir dous centros na Galiza para começar a sua actividade no vindouro curso académico 2010-2011.

Os galegos e galegas interessadas em matricular-se nalgum dos títulos, mestrados ou doutorados que a instituiçom pública portuguesa de ensino a distancia oferece, poderám fazê-lo entre os meses de maio ou junho do ano próximo.

No portal web da UAb já foi disponibilizada a informaçom relativa à oferta académica e aos requerimentos de matrícula. O acesso é livre para os universitários galegos, já que pode aceder qualquer aluno em posse do  título ou que tenha aprovada, no mínimo, umha disciplina. Os demais, terám que fazer um exame de acesso.

O reitor da UAb, o professor Carlos Reis, referiu que «a língua portuguesa é umha língua acessível para qualquer galego» e que «dada a facilidade de circulaçom dos diplomas», entendêrom «possível, útil e pertinente, estender a oferta pedagógica à Galiza».

Ainda, Reis asseverou que «é aceitável pensar que um dia se encontrará a forma de reunir os equilíbrios para que umha naçom como a galega forme parte, realmente, da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), no estatuto que se entenda que é o mais adequado».

Fonte original:

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Info Atualidade Tue, 15 Dec 2009 01:00:00 +0100
Academia disponibiliza inventário da biblioteca Fontenla. https://academiagalega.org/component/k2/1875-academia-disponibiliza-inventário-da-biblioteca-fontenla.html https://academiagalega.org/component/k2/1875-academia-disponibiliza-inventário-da-biblioteca-fontenla.html O sábado 30 de dezembro, pelas 10 horas terá lugar na Casa da Língua Comum, sede da Academia Galega da Língua Portuguesa, um ato público de homenagem a José Luís Fontenla Rodrigues, em que intervirão o presidente da Academia, Rudesindo Soutelo, o académico Joám Trilho, que recordará a intensa atividade cultural, cívica, editorial e política do protagonista, durante quase 5 décadas. Seguidamente o professor Luís Fontenla (filho) e finalmente o próprio homenageado e doador da biblioteca, José Luís Fontenla Rodrigues.

 

O ato servirá para fazer entrega à família Fontenla do inventário e catálogo da biblioteca, com mais de 9200 títulos, trabalho realizado sob a responsabilidade de Joám Trilho durante a sua etapa de arquiveiro da AGLP.  Na mesma jornada o catálogo será disponibilizado, para consulta pública, na página web www.academiagalega.org

 

Lugar: Casa da Língua Comum - Rua de Emílio e de Manuel, 3, r/c

(Castinheirinho) - 15702 Santiago de Compostela

 

 

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Info Atualidade Thu, 28 Dec 2017 00:20:26 +0100
Academia Galega apresenta "Galiza: Língua e Sociedade" na Livraria Torga https://academiagalega.org/component/k2/1584-academia-galega-apresenta-galiza-lingua-e-sociedade-na-livraria-torga.html https://academiagalega.org/component/k2/1584-academia-galega-apresenta-galiza-lingua-e-sociedade-na-livraria-torga.html GALIZA: Língua e SociedadeO Anexo do Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa 1 será apresentado em Ourense

A apresentação decorrerá o dia 17 de junho, às 20 horas, na Livraria Torga de Ourense. Intervirão os membros da Academia Galega Ângelo Cristóvão, sociolinguista e empresário, secretário da AGLP; António Gil Hernández, sociolinguista e professor de ensino secundário, secretário da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da AGLP que elaborou o provisório Léxico da Galiza para ser integrado no Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa; e Concha Rousia, escritora e terapeuta, membro da Executiva da AGLP.

O evento contará com a moderação de Francisco Paradelo Rodrigues, humorista gráfico e ativista social, membro da Junta Diretiva da Associação Cultural Pró Academia Galega da Língua Portuguesa

Todos os ourensãos e ourensãs estão convidadas a assistir a esta apresentação em que se tratarão diversos aspetos nomeados no livro Galiza: Língua e Sociedade.

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Info Atualidade Sun, 07 Jun 2009 23:54:36 +0200
Academia Galega apresenta três novas publicações https://academiagalega.org/component/k2/1765-academia-galega-apresenta-tres-novas-publicacoes.html https://academiagalega.org/component/k2/1765-academia-galega-apresenta-tres-novas-publicacoes.html

A Academia Galega da Língua Portuguesa apresenta 2 novos números da Coleção Clássicos da Galiza: Folhas Novas e Proel e o Galo, e A música de seis poemas universais de Ernesto Guerra da Cal. O lançamento das três novidades editoriais terá lugar o dia 24 de julho às 17.45 em Santiago de Compostela, no Festigal (Campus Universitário).

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Info Atualidade Mon, 23 Jul 2012 11:40:34 +0200
Academia Galega celebrou o Dia da Língua Portuguesa e Culturas da CPLP https://academiagalega.org/component/k2/1880-academia-galega-celebrou-o-dia-da-língua-portuguesa-e-culturas-da-cplp.html https://academiagalega.org/component/k2/1880-academia-galega-celebrou-o-dia-da-língua-portuguesa-e-culturas-da-cplp.html A Casa da Língua Comum, de Santiago de Compostela, foi o espaço em que a AGLP celebrou o do Dia da Língua Portuguesa e Culturas da CPLP, no sábado 5 de maio.

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Info Atualidade Fri, 11 May 2018 01:06:40 +0200
Academia Galega da Língua Portuguesa cria Coleção de Clássicos Galegos https://academiagalega.org/component/k2/1522-academia-galega-da-lingua-portuguesa-cria-colecao-de-classicos-galegos.html https://academiagalega.org/component/k2/1522-academia-galega-da-lingua-portuguesa-cria-colecao-de-classicos-galegos.html

Plenário da Academia

Reunião Plenário da AGLP

A criação de uma Coleção de Clássicos Galegos, a apresentação do DVD da Sessão Inaugural de 6 de outubro, e a entrada do professor doutor Celso Álvarez Cáccamo como novo académico numerário, são as notícias mais destacadas do plenário realizado em 30 de dezembro em Santiago de Compostela, com a presença de 25 dos 29 membros, vindos alguns de Inglaterra e Portugal.

Celso Álvarez Cáccamo, trigéssimo académico

Celso Álvarez CáccamoO prestigioso linguista e escritor Celso Álvarez Cáccamo, doutor em Filologia Hispânica, Ph. D. em Sociolinguística e Antropologia Linguística pela Universidade de California (Berkeley), professor da Universidade da Corunha (Galiza), é o trigésimo membro numerário da Academia. Com longa experiência investigadora, tem publicado numerosos artigos em revistas especializadas sobre sociolinguística e análise de discurso, em português e em inglês. Mantém uma intensa atividade na internet, tendo criado espaços como a revista çopyright - pensamento, crítica e criação, e Versão Original, com material audiovisual e documentos digitalizados sobre o debate linguístico na Galiza. É salientável também a sua produção literária, nomeadamente poesia, com Os Distantes (Espiral Maior, 1995) ou Poemas ao Pai (2008).

Comissão de Lexicologia reforçada

O plenário da AGLP decidiu reorganizar e reforçar a Comissão de Lexicografia, que está integrada pelos especialistas Isaac Alonso Estraviz, Ângelo Brea Hernández, Carlos Durão Rodrigues, António Gil Hernández (Secretário), Luís Gonçáles Blasco "Foz", Álvaro Iriarte Sanromán, Martinho Montero Santalha e Fernando Vázquez Corredoira. O secretário da comissão, António Gil, afirmou que a primeira versão da parte galega do léxico comum, poderá estar pronta no primeiro trimestre de 2009, visando a sua incorporação ao Vocabulário Ortográfico Comum, decorrente da aplicação do Acordo Ortográfico, que vigora no Brasil desde o primeiro de janeiro, e começará a ser aplicado em Portugal nos próximos anos.

Nova Comissão de Publicações

Cientes da necessidade de recuperar e pôr em valor o património literário produzido na Galiza, umas vezes mal transcrito, e outras pouco conhecido ou estudado, a Academia decidiu também a criação de uma Comissão de Publicações, integrada pelos escritores e investigadores Artur Alonso Novelhe, José Manuel Barbosa, Ângelo Brea Hernández, Ramom Reimunde Norenha, Concha Rousia e Ernesto Vázquez Souza (secretário). A sua primeira missão será a preparação da Coleção de Clássicos Galegos, cujo primeiro número será apresentado nos próximos meses. Rosalia Castro, Eduardo Pondal, João Vicente Biqueira ou Cotarelo Valledor poderiam ser alguns dos primeiros autores em ser editados.

DVD da sessão inaugural apresentado

A edição do DVD da sessão inaugural (300 exemplares), que inclui um resumo de 7 minutos mais a gravação integral com 3 horas de duração, permite aos interessados visualizar as palestras da sessão da manhã do 6 de outubro, de Evanildo Bechara (Academia Brasileira de Letras), Artur Anselmo e João Malaca Casteleiro (Academia das Ciências de Lisboa), Carlos Reis (Universidade Aberta), João Craveirinha (escritor moçambicano), José-Martinho Montero Santalha (Presidente da AGLP) e Ângelo Cristóvão (Presidente da Ass. Cultural Pró AGLP).

O vídeo inclui também a oferenda floral no Panteão de Galegos Ilustres, as interpretações musicais da académica Isabel Rei na guitarra: estreia absoluta da Suite "Deu-la-deu", do compositor e académico Rudesindo Soutelo, além de quatro obras do espólio do escritor e compositor galego Macial Valladares. E finalmente a interpretação do Hino da Galiza, por José Luís do Pico e Eduardo Baamonde "Dúbi".

Este DVD está a ser enviado gratuitamente a universidades, instituições culturais e investigadores da lusofonia toda.

Pode ser solicitado nos endereços: secretaria[@]academiagalega.org ou pro[@]academiagalega.org

Membros da Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP)
  1. Isaac Alonso Estraviz
  2. Artur Alonso Novelhe
  3. Celso Álvarez Cáccamo
  4. José Manuel Barbosa Álvarez
  5. Ângelo Brea Hernández
  6. Ângelo Cristóvão Angueira
  7. Carlos Durão Rodrigues
  8. João Evans Pim
  9. António Gil Hernández
  10. Luís Gonçález Blasco
  11. Álvaro Iriarte Sanromán
  12. Vítor Manuel Lourenço Peres
  13. Higino Martins Esteves
  14. José-Martinho Montero Santalha
  15. Mário Alonso Nozeda Ruitinha
  16. Francisco Paradelo Rodrigues
  17. José Paz Rodríguez
  18. Isabel Rei Sanmartin
  19. Ramom Reimunde Norenha
  20. Valentim Rodrigues Fagim
  21. José Ramom Rodrigues Fernandes
  22. Concha Rodrigues Peres
  23. Rudesindo Soutelo
  24. Joám Trillo Pêrez
  25. Fernando Vásquez Corredoira
  26. Xavier Vásquez Freire
  27. Ernesto Vásquez Sousa
  28. Crisanto Veiguela Martins
  29. Álvaro Jaime Vidal Bouzon
  30. Xavier Vilhar Trilho

Mais info:

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Info Atualidade Sat, 03 Jan 2009 04:59:52 +0100
Academia Galega da Língua Portuguesa e Priberam assinam Protocolo de Cooperação https://academiagalega.org/component/k2/1545-academia-galega-da-lingua-portuguesa-e-priberam-assinam-protocolo-de-cooperacao.html https://academiagalega.org/component/k2/1545-academia-galega-da-lingua-portuguesa-e-priberam-assinam-protocolo-de-cooperacao.html PriberamA Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP) e a empresa informática Priberam assinaram o dia 26 de abril, em Lisboa, um Protocolo de Cooperação que explicita, entre as atividades a desenvolver: “A incorporação progressiva nas bases de dados e nos programas informáticos da Priberam dos conteúdos da norma galega do português, nomeadamente no relativo ao léxico, semântica, sintaxe e fraseologia”.

O primeiro passo na sua concretização é a inclusão do Léxico da Galiza no Vocabulário que a Priberam disponibiliza na internet, consultável desde o 27 de abril. Nesta primeira vez constam 1092 palavras e as respetivas flexões, de uso corrente na fala quotidiana ou na língua literária da Galiza. O Protocolo inclui a atualização regular deste léxico e a elaboração das suas definições, que serão integradas no Dicionário Priberam e noutros produtos desenvolvidos por esta empresa.

A responsabilidade deste trabalho corresponde à Comissão de Lexicologia e Lexicografia da Academia Galega da Língua Portuguesa, coordenada pelo professor António Gil Hernández, que indicou o facto de ser esta a terceira versão do Léxico, ampliado e corrigido a respeito da edição apresentada em 14 de abril de 2009 na Academia das Ciências de Lisboa, em sessão conjunta com a Academia Brasileira de Letras, e que fora incluído no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Porto Editora, editado em outubro de 2009.

O Presidente da Academia Galega, Professor Doutor José-Martinho Montero Santalha, salientou a importância da colaboração com a Priberam como “passo importante na senda da normalidade e do reconhecimento do galego, dentro e fora da Galiza, como variedade da língua comum”. “A comunidade linguística galega não é uma ilha isolada no mundo, faz parte de uma comunidade de mais de 200 milhões de falantes. Esta é uma vantagem que devemos saber aproveitar”. Frisou ainda a conceção da Academia como “entidade de titularidade privada, orientada ao serviço público”. Quanto aos efeitos práticos desta colaboração, indicou que a inclusão das características galegas na norma comum, nomeadamente do léxico de uso geral na Galiza, “vai facilitar o seu uso normal na Galiza através dos produtos informáticos mais inovadores, reforçando o prestígio do galego e da comunidade linguística”.

Assinatura do Protocolo

A Priberam é a maior empresa informática de Portugal dedicada à produção e venda de corretores de textos, com produtos muito divulgados como o FLiP 7 e o Novo Corretor Aurélio 2, incluindo serviços gratuitos on-line como auxiliares de tradução, conjugador, conversor para o Acordo Ortográfico, corretor ortográfico e sintático, dúvidas linguísticas e vocabulário. Para Helena Figueira, linguista da Priberam “a inclusão do léxico da Galiza no Vocabulário da Priberam resulta do interesse da empresa na expansão das ferramentas linguísticas com recursos de mais variedades do português (para além do português europeu e do português do Brasil).”

“Com mais de um milhão de páginas vistas por dia o Dicionário Priberam é o dicionário de língua portuguesa mais visitado na Internet. Espanha é o 4.º país em termos de visitantes e Santiago de Compostela, Corunha e Vigo ocupam os 3.º, 4.º e 5.º lugares entre as cidades daquele país com maior número de visitantes. Já em número de visitantes por mil habitantes estas cidades da Galiza ocupam os 3 primeiros lugares. Mesmo que não existissem outras, esta era uma razão mais que suficiente para a formalização deste protocolo de colaboração” acrescenta Carlos Amaral, administrador da Priberam.

Mais informação:

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Info Atualidade Tue, 27 Apr 2010 17:00:00 +0200
Academia Galega da Língua Portuguesa em Macau https://academiagalega.org/component/k2/1647-academia-galega-da-lingua-portuguesa-em-macau.html https://academiagalega.org/component/k2/1647-academia-galega-da-lingua-portuguesa-em-macau.html

 Cerimónia de abertura do 15º Colóquio da Lusofonia

Arrancou o 15º Colóquio da Lusofonia
com a participação da académica Concha Rousia

Inaugurou-se hoje, 12 de abril, no Instituto Politécnico de Macau (IPM), o 15º Colóquio da Lusofonia, sob o tíulo "Macau: Quatro séculos de Lusofonia - Passado, Presente e Futuro". No evento, que decorrerá até 15 de abril, participam 38 oradores da mais diversa procedência: Portugal, Galiza, Brasil, Macau, Moçambique, Alemanha, Bélgica, Bulgária...

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Info Atualidade Tue, 12 Apr 2011 22:58:04 +0200
Academia Galega da Língua Portuguesa na TVG https://academiagalega.org/component/k2/1629-academia-galega-da-lingua-portuguesa-na-tvg.html https://academiagalega.org/component/k2/1629-academia-galega-da-lingua-portuguesa-na-tvg.html

José-Martinho Montero Santalha entrevistado no programa Bos Días

PGL - O presidente da Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP), o catedrático José-Martinho Montero Santalha, foi entrevistado hoje de manhá no programa Bos Dias, do canal público Televisión de Galicia. A entrevista foi emitida ao vivo às 09h41 e prolongou-se durante 10 minutos.

Na mesma o presidente da AGLP respondeu diversas perguntas, desde a denominação da língua, até os passos e trabalhos a fazer pola nova academia, passando por questons relativas à fonética, à escrita, à economia, ou a discriminaçom e grave situaçom em que se encontra a língua galega ou português na Galiza neste momento.

Na última pergunta, Montero Santalha manifestou que a AGLP está pronta para colaborar com Política Linguística, embora entenda que essa instituiçom esteja submetida às leis do momento e, portanto, tenha que as cumprir.

Fonte original:

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Info Atualidade Mon, 20 Oct 2008 22:00:00 +0200
Academia Galega ganha o prémio Meendinho https://academiagalega.org/component/k2/1661-academia-galega-ganha-o-premio-meendinho.html https://academiagalega.org/component/k2/1661-academia-galega-ganha-o-premio-meendinho.html

Logótipo da Fundaçom Meendinho

A Associação Pró Academia
também esteve entre as entidades votadas

PGL - O padroado da Fundaçom Meendinho anunciou que a Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP) resultou ganhadora dos prémios outorgados polo colectivo. A adjudicaçom fizo-se entre as entidades e/ou pessoas propostas por votaçom popular.

Segundo a Fundaçom, «fôrom muitas as entidades e pessoas votadas para receber o prémio», entre as quais também a AGAL, Ângelo Cristóvão, a Associação Pró Academia,  ASPG-P, Chrys Chrystello, Ernesto Vázquez Souza, Fernando V. Corredoira, a Fundaçom Artábria, a Gentalha do Pichel, Martinho Monteiro Santalha ou o Movimento Internacional Lusófono (MIL).

Porém, o padroado decidiu outorgar o prémio à AGLP por, entre outras, algumhas das seguintes razons:

  • Porque, pola primeira vez, «na Galiza temos uma Academia da Língua».

  • Por existir «um antes e um depois», desde a sua constituiçom «a respeito da projecçom e da realidade da língua galega na Lusofonia toda, e como um elemento mais dela».

  • Por ter feito realidade com o seu trabalho «que os escassos galeguismos diferenciadores, que existem no português da Galiza, entre 800 e 1.300 palavras, algumas comuns com o norte de Portugal, que nom eram recolhidos nos dicionários comuns de português, hoje já estejam incorporados aos principais dicionários de português».

  • Polo prestígio «justamente ganho na sua curta história» e «polo leque escolhido de magníficas personalidades da Galiza que a componhem».

  • Por ajudar a criar «umha imagem prestigiosa da língua da Galiza, na Galiza e no nosso mundo».

  • Por «sabermos que premiando a Academia estamos premiando todos os seus componentes e as pessoas e instituiçons promotoras do projecto».

O prémio será entregue em 12 de junho numha ceia que terá lugar no "Hotel Congreso" (Montouto, Teu), «que, decerto, há de se converter numha afirmaçom do reintegracionismo», enfatiza a Meendinho. Para comunicar e reservar a assistência à ceia é necessário escrever para meendinho[arroba]galiza-gz.info ou ligar para o +34 661 418 661.

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Info Atualidade Wed, 19 May 2010 02:00:00 +0200
Academia Galega no ato da assinatura do protocolo entre a UAb e a Câmara de Rianjo https://academiagalega.org/component/k2/1595-academia-galega-no-ato-da-assinatura-do-protocolo-entre-a-uab-e-a-camara-de-rianjo.html https://academiagalega.org/component/k2/1595-academia-galega-no-ato-da-assinatura-do-protocolo-entre-a-uab-e-a-camara-de-rianjo.html

Dia 24 de janeiro, às 13h00, no Salão de Plenos da Câmara Municipal de Rianjo, o seu Presidente, Pedro Piñeiro Hermida assinou um protocolo de colaboração com o Reitor da UAb, Carlos Reis, polo qual a entidade universitária vai instalar um Centro Local de Aprendizagem (CLA) nesta vila galega, o que vem a representar a primeira instituição deste teor que se erige fora de território português.

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Info Atualidade Wed, 26 Jan 2011 01:00:00 +0100
Academia Galega participa no Colóquio de Guaramiranga https://academiagalega.org/component/k2/1756-academia-galega-participa-no-coloquio-de-guaramiranga.html https://academiagalega.org/component/k2/1756-academia-galega-participa-no-coloquio-de-guaramiranga.html


A Academia Galega da Língua Portuguesa participa no Colóquio Internacional “A Língua Portuguesa na Internet e no Mundo Digital”, que tem lugar de 24 a 26 de abril em Fortaleza, Redenção e Guaramiranga (Ceará, Brasil), sendo organizado pelo IILP em parceria com a UNILAB, o Ministério da Educação, o Itamaraty e o Conselho Nacional da Educação do Brasil.

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Info Atualidade Tue, 24 Apr 2012 23:29:36 +0200
Academia Galega participa no VIII Encontro de Escritores de Língua Portuguesa, em Cabo Verde. https://academiagalega.org/component/k2/1877-academia-galega-participa-no-viii-encontro-de-escritores-de-língua-portuguesa,-em-cabo-verde.html https://academiagalega.org/component/k2/1877-academia-galega-participa-no-viii-encontro-de-escritores-de-língua-portuguesa,-em-cabo-verde.html Organizado pela Câmara Municipal da Praia e a UCCLA - União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, terá lugar nessa capital, de 19 a 21 de abril, um novo Encontro de Escritores, que reunirá personalidades de diversas latitudes. O evento contará com a participação do Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, o Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, bem como o Presidente da UCCLA, Vítor Ramalho, e diversas personalidades e escritores de Angola, China, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Pela Galiza, em representação da Academia Galega da Língua Portuguesa, estará presente a académica e escritora Concha Rousia, que intervirá com uma comunicação subordinada ao título "Mudança de narrativa linguística na Galiza". O encontro inclui atividades paralelas como uma mostra / feira do livro, a exposição "Praia e Literatura", ou visita ao Tarrafal.

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Info Atualidade Tue, 17 Apr 2018 01:50:03 +0200
Academia Galega publica entrevista à Diretora Geral da CPLP https://academiagalega.org/component/k2/1879-academia-galega-publica-entrevista-à-diretora-geral-da-cplp.html https://academiagalega.org/component/k2/1879-academia-galega-publica-entrevista-à-diretora-geral-da-cplp.html A Academia Galega da Língua Portuguesa divulga uma entrevista à Doutora Georgina Benrós de Mello, Diretora Geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que foi registada o dia 7 de abril, durante a sua assistência ao II Encontro de Mulheres da Lusofonia. A Diretora Geral responde perguntas sobre a importância das mulheres na CPLP, a possibilidade de a Galiza vir a fazer parte desse organismo internacional, e uma valorização do trabalho da AGLP e do próprio Encontro de Mulheres que se estava a desenvolver na Casa da Língua Comum, sede da AGLP, em Santiago de Compostela

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Info Atualidade Fri, 04 May 2018 01:12:45 +0200
Academia homenageia professor Carvalho Calero https://academiagalega.org/component/k2/1697-academia-homenageia-professor-carvalho-calero.html https://academiagalega.org/component/k2/1697-academia-homenageia-professor-carvalho-calero.html

Carvalho Calero (1910 - 1990)

AGLP organiza ato em homenagem a Carvalho Calero, 28 de outubro, às 19h30, no salão de atos da Biblioteca Ângelo Casal, Rua João XXIII, Santiago de Compostela. Neste evento confluem 3 especialistas na obra do saudoso professor, apresentados pela académica Concha Rousia:

  • 1ª Palestra: "Evocação da pessoa de Carvalho Calero por um discípulo".
    Relator: José Luís Rodríguez, catedrático de Filologia Galega e Portuguesa da USC.

  • 2ª Palestra: "Uma visão da língua de Ricardo Carvalho Calero".
    Relator: António Gil Hernández, Secretário da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da AGLP.

  • 3ª Palestra: "A codificação no modelo ortográfico, morfológico e lexicográfico em Scórpio de Ricardo Carvalho Calero".
    Relator: Xavier Vásquez Freire, poeta e adaptador de Scórpio para o Acordo Ortográfico.

Coincidindo com 100ª aniversário do nascimento do professor Ricardo Carvalho Calero, esta semana estão a realizar-se diversos atos de homenagem organizados por diversos coletivos e entidades, que encerrarão com chave de ouro no dia 30 de outubro, na data exata do centenário, quando às 11 da manhã será colocada uma estátua dedicada ao professor ferrolano na Alameda de Santiago de Compostela.

Mais info:

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Info Atualidade Wed, 27 Oct 2010 02:00:00 +0200
Academia no 14º Colóquio Anual da Lusofonia https://academiagalega.org/component/k2/1559-academia-no-14-coloquio-anual-da-lusofonia.html https://academiagalega.org/component/k2/1559-academia-no-14-coloquio-anual-da-lusofonia.html

Colóquios da Lusofonia

De 27 de setembro a 2 de outubro terá lugar em Bragança o 14º Colóquio Anual da Lusofonia, com a presença de mais de 40 oradores de todos os continentes

Nesta edição, em que se recorda o escritor português Vasco Pereira da Costa, em homenagem especial, irão participar os académicos António Gil, Concha Rousia e Ângelo Cristóvão, além do sociólogo Alexandre Banhos, presidente da Fundação Meendinho. O prazo de inscrições termina o dia 15 de setembro.

TEMAS

HOMENAGEM CONTRA O ESQUECIMENTO

Recordar autores lusófonos esquecidos, (convidado este ano VASCO PEREIRA DA COSTA)

LUSOFONIAS

A herança islâmica portuguesa
Marranos ou conversos, judeus e cripto-judeus em Portugal
Influências culturais africanas em Portugal de 1380 a 2010
Questões e raízes da Lusofonia.
2º Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico de 1990
Língua Portuguesa como língua segunda e como língua estrangeira
Língua e Literatura Portuguesa no Mundo.
Lusofonias e Insularidades
Literaturas africanas de língua português

TRADUÇÃO

Tradução de autores portugueses no estrangeiro. Tradutores e autores
Tradução Monocultural e intercultural
Tecnologias e Tradutologia

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Info Atualidade Sat, 11 Sep 2010 20:52:37 +0200
Academia no Mês das Letras Galegas em Alcalá de Henares https://academiagalega.org/component/k2/1666-academia-no-mes-das-letras-galegas-em-alcala-de-henares.html https://academiagalega.org/component/k2/1666-academia-no-mes-das-letras-galegas-em-alcala-de-henares.html

Professora Isabel Rei

A Associação Galega Corredor do Henares convidou para quinta-feira, 12 de maio, a professora e acadêmica Isabel Rei Sanmartim a apresentar mediante uma palestra, Ayes de mi País: o Cancioneiro de Marcial Valladares.

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Info Atualidade Tue, 10 May 2011 00:23:16 +0200
Academia publica Clássico número 6 "Viqueira: Obra Seleta" https://academiagalega.org/component/k2/1772-academia-publica-classico-numero-6-viqueira-obra-seleta.html https://academiagalega.org/component/k2/1772-academia-publica-classico-numero-6-viqueira-obra-seleta.html

Johán Vicente Viqueira: Obra Seleta constitui o volume 6 da Coleção Clássicos da Galiza, obra ao cuidado do académico António Gil Hernández. Adaptada ao Acordo Ortográfico, inclui um texto de Jenaro Marinhas del Valle "À maneira de apresentação", uma nova introdução do editor, breve apresentação da vida e obra de Viqueira e dous apêndices.

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Info Atualidade Thu, 27 Dec 2012 10:29:23 +0100
Acadêmico da AGLP Evandro Vieira Ouriques faz palestra na Reunião Científica do Grupo Galabra-USC sobre Auto-reflexão, Fato e Valor: a Unidade para a Mudança https://academiagalega.org/component/k2/1803-academico-da-aglp-evandro-vieira-ouriques-faz-palestra-na-reuniao-cientifica-do-grupo-galabra-usc-sobre-auto-reflexao-fato-e-valor-a-unidade-para-a-mudanca.html https://academiagalega.org/component/k2/1803-academico-da-aglp-evandro-vieira-ouriques-faz-palestra-na-reuniao-cientifica-do-grupo-galabra-usc-sobre-auto-reflexao-fato-e-valor-a-unidade-para-a-mudanca.html

O Acadêmico Correspondente da Academia Galega da Língua Portuguesa Prof. Dr. Evandro Vieira Ouriques, que está na Europa baseado na Faculdade de Letras da Universidade do Porto a convite do Programa Erasmus Mundus, tratará do tema Auto-reflexão, Fato e Valor: a Unidade para a Mudança em palestra na Reunião Científica do Grupo Galabra, da Faculdade de Filologia da Universidade de Santiago de Compostela, na próxima terça-feira, dia 14 de Janeiro, às 16 horas, no Seminário B.

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Info Atualidade Mon, 13 Jan 2014 01:12:29 +0100
Acordo ortográfico para a lusofonia https://academiagalega.org/component/k2/1620-acordo-ortografico-para-a-lusofonia.html https://academiagalega.org/component/k2/1620-acordo-ortografico-para-a-lusofonia.html

José Paz Rodrigues

José Paz Rodrigues (*)

O passado dia 7 do presente mês de Abril é já umha data histórica para todo o mundo lusófono. A que por língua e cultura também pertence Galiza. Na Assembleia da República de Portugal, em Lisboa, tivo lugar umha Conferência Internacional sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, com participaçom de representantes dos diferentes países que no mundo têm como oficial a nossa língua.

Pola primeira vez, de maneira oficial, os portugueses convidaram a participar a directivos galegos da entidade reintegracionista AGAL. A que, com verdadeiro altruísmo, abriu a representaçom a outras entidades, como a Associaçom Cultural Pró-Academia Galega da Língua Portuguesa, recentemente constituída, a Associaçom de Amizade Galiza-Portugal, o Movimento Defesa da Língua e a ASPGP, criada no ano 1978 e presidida por quem subscreve este artigo.

Entre outros ali estivérom Alexandre Banhos e Isaac Estraviz, presidente e vice-presidente, respectivamente, da Associaçom Galega da Língua. Também Ângelo Cristóvão, Xavier Vilhar Trilho, José-Martinho Montero Santalha, Margarida Martins, Concha Roussia e Manuela Ribeira. Banhos e Cristóvão apresentárom cadanseu relatório sobre a importância que tem a presença da Galiza, berço da lusofonia, na conferência, comunicando a adesom de todas as entidades reintegracionistas ao futuro acordo ortográfico. Que se espera será aprovado no parlamento português a princípios de Maio e para o que se organizou esta conferência preparatória.

Estamos, portanto, num momento histórico para a nossa língua, que daqui a pouco será também de uso habitual na ONU. A hispanofonia tem desde há muito tempo umha norma comum para a escrita do castelhano, embora os falares sejam diferentes em cada lugar. As diferentes academias do castelhano que há no mundo som um verdadeiro exemplo do que deve fazer-se para a promoçom e sobrevivência dum idioma. Em poucos anos o castelhano superará mesmo ao inglês. O galego-português, outra língua muito importante, presente em todos os continentes, necessita como água de Maio um acordo ortográfico. Depois de muitos anos parece que Portugal da um passo à frente somando-se a este acordo. Com polémica e debate, também necessários.

A primeira pedra para este acordo já se colocou no Encontro de Rio de Janeiro, celebrado de 6 a 12 de Maio de 1986 na Academia Brasileira de Letras, que presidia Antônio Houais. Naquela altura já estivera presente no encontro de unificaçom ortográfica para a lusofonia Isaac Estraviz, entre outros galegos. Quem subscreve fazia parte da comissom galega para trabalhar pola integraçom do idioma galego no acordo.

Os galegos fomos os primeiros, e quase os únicos, em publicar com a ortografia do chamado Acordo de Rio. Quatro anos mais tarde, esta vez em Lisboa, na Academia das Ciências, presidida por Jacinto Nunes, de 6 a 12 de Outubro de 1990, houve outro encontro com presença de umha delegaçom galega. Pode que o prédio iniciado em Rio se termine de construir agora com o apoio do parlamento português. Para efectivar este acordo há umha moratória de seis anos.

Entre outras cousas, este acordo ortográfico para toda a lusofonia, representa a desapariçom dos grupos cultos ct, cc e pt, como no português do Brasil. Também a simplificaçom do acento, a desapariçom de c e p nas palavras em que estes fonemas nom som pronunciados, e do hífen e o acento circunflexo em bastantes palavras. Ao incorporar k, w e y, o alfabeto passa de 23 a 26 letras.

Mas o que a nós nos preocupa é o que vai fazer o governinho galego e a Academia corunhesa. Até hoje infelizmente de costas viradas a toda a lusofonia. Continuando ademais com aquele antidemocrático decreto normativo do ano 1983. Data desde a que, como vem de assinalar acertadamente o escritor Caneiro, a política lingüística seguida foi todo um erro e um horror na Nossa Terra. Acrescentamos nós que Galiza ou é lusófona ou nom é nada. Tal como também pensava Carvalho Calero e actualmente Diaz Pardo e o empresário Adolfo Domínguez.

(*) Professor da Faculdade de Educaçom de Ourense.

Fonte original:

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Info Atualidade Fri, 23 May 2008 02:00:00 +0200
Adela Figueroa representará a Galiza no "IX Encontro de Escritores de Língua Portuguesa", em Cabo Verde https://academiagalega.org/component/k2/1902-adela-figueroa-representará-a-galiza-no-ix-encontro-de-escritores-de-língua-portuguesa,-em-cabo-verde.html https://academiagalega.org/component/k2/1902-adela-figueroa-representará-a-galiza-no-ix-encontro-de-escritores-de-língua-portuguesa,-em-cabo-verde.html O evento é promovido pola UCCLA (União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa) de que faz parte a cidade galega de Santiago de Compostela.

 

A Biblioteca Nacional de Cabo Verde (Várzea, cidade da Praia) vai acolher, de 20 a 22 de junho, a 9.ª edição do Encontro de Escritores de Língua Portuguesa - evento em torno da língua portuguesa que contribui para o diálogo e a aproximação entre os escritores dos diferentes continentes - organizado pela UCCLA e pela Câmara Municipal da Praia.
 Este encontro tem como tema principal “A Literatura Infantojuvenil” e 3 subtemas: “Pôr imagens e sons nas palavras, pôr palavras nas imagens”, “A Literatura Infantojuvenil, lugar de afeto e da emoção” e “Escrever o mundo, escrever-se a si”.
 A sessão de abertura desta edição do Encontro de Escritores decorrerá no dia 20 de junho, às 16 horas, no Parque 5 de Julho, e contará com as intervenções do Primeiro-Ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia da Silva, do presidente da Câmara Municipal da Praia, Óscar Santos, do Secretário-Geral da UCCLA, Vitor Ramalho, e do presidente da EMEP - Empresa de Mobilidade e Estacionamento da Praia, Victor Coutinho.
 Uma homenagem ao escritor cabo-verdiano Germano Almeida - Prémio Camões 2018 - dará um enriquecimento ainda maior a este IX Encontro de Escritores de Língua Portuguesa.
 
Estão confirmadas as presenças dos seguintes escritores:
- Angola: A. Pedro Correia e Cremilda Lima;
- Brasil: Andréa Zamorano;
- Cabo Verde: Ana Cordeiro, Augusta Teixeira (Mana Guta), Daniel Medina, Germano Almeida, Hermínia Curado Ferreira, João Lopes Filho, Natacha Magalhães e Odair Varela; 
- Galiza: Adela Figueroa Panisse;
- Guiné-Bissau: Kátia Casimiro;
- Moçambique: Conceição Queiroz; 
- Portugal: André Letria, Avelina Ferraz, Daniel Completo, José Fanha e Sílvia Alves;
- São Tome e Príncipe: Olinda Beja.
 
 No âmbito do programa do encontro haverá, também, visita a escolas – para ouvir os alunos falarem sobre literatura -, assim à Assomada, Tarrafal e Cidade Velha.
 
De salientar que as anteriores edições do Encontro de Escritores de Língua Portuguesa decorreram na cidade de Natal (Brasil - 4), em Luanda (Angola - 1) e na cidade da Praia (Cabo Verde - 3). 
 
Já participaram mais de 100 escritores, entre os quais escritores consagrados pelos principais prémios literários das literaturas escritas em Língua Portuguesa - incluindo 6 prémios Camões: Arménio Vieira, Eduardo Lourenço, João Ubaldo Ribeiro, Pepetela, Mia Couto e Germano Almeida -, mas também escritoras e escritores de diferentes gerações e tradições literárias.

 

MAIS INFO:

 

Adela Figueroa Panisse

Programa do Encontro de Escritores de Língua Portuguesa

Brochura do Encontro de Escritores de Língua Portuguesa

Nova na web da UCCLA

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Info Atualidade Tue, 18 Jun 2019 21:05:14 +0200
Adiado o ato de entrega do prémio Meendinho https://academiagalega.org/component/k2/1664-adiado-o-ato-de-entrega-do-premio-meendinho.html https://academiagalega.org/component/k2/1664-adiado-o-ato-de-entrega-do-premio-meendinho.html

Logótipo da Fundaçom Meendinho

Cerimônia provavelmente coincidirá com a inauguração
do monumento a Ricardo Carvalho Calero

PGL - A Fundaçom Meendinho informa de que devido a problemas de agenda fica desconvocada a ceia para entregar o prémio que outorga a instituição e que este ano recebe a Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP).

Segundo a Fundaçom, a ceia, que teria lugar no vindouro dia 12 na localidade de Montouto (concelho de Teu) coincide com um ato da AGLP em Bragança, em concreto a constituição da Academia de Letras de Trás-os-Montes, pelo qual é "de difícil participação nela [na ceia]", informam de Meendinho.

Por este motivo, a entrega do prémio terá lugar numa cerimônia reduzida, que se pretende fazer coincidir com a inaguração do monumento a Ricardo Carvalho Calero.

Fonte original:

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Info Atualidade Tue, 08 Jun 2010 02:00:00 +0200
Agália, nº 93/94 e Boletim da AGLP nº 1 https://academiagalega.org/component/k2/1633-agalia-n-93-94-e-boletim-da-aglp-n-1.html https://academiagalega.org/component/k2/1633-agalia-n-93-94-e-boletim-da-aglp-n-1.html

José-Martinho Montero Santalha arvora-se num lugar cimeiro do Reintegracionismo

As duas revistas tenhem como referente
José-Martinho Montero Santalha

Joám Manuel Araújo - A revista de Ciencias Sociais e Humanidades Agália, editada pola Associaçom Galega da Língua, publicou o número duplo 93/94, correspondente ao Primeiro Semestre de 2008. E o Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa debuta no mercado. As duas publicaçons tenhem em comum favorecer o diálogo entre a Galiza e os povos que conformam o intersistema lusófono, em especial Portugal e o Brasil; além de umha apresentaçom de atractivo e muito correcta. Também as duas revistas tenhem como referente José-Martinho Montero Santalha, quem se arvora num lugar cimeiro do Reintegracionismo após mais de 30 anos de dedicaçom e trabalho continuado: do Manifesto dos 13 de Roma a publicaçons específicas na imprensa, em revistas especializadas e em volumes, difundiu diferentes possibilidades de aplicaçom da ortografia histórica galega. Esta trajectória faz dele um dos especialistas mais representativos entre aqueles que mais se implicárom neste labor, com umha vultosa produçom científica e literária, que justificam essa privilegiada posiçom referencial e a importante representatividade.

Nova etapa da Agália

Capa da Revista Agália nº 93-94A principal novidade do número da Agália (ver conteúdos aqui) está no relevo na direcçom, agora assumida por José-Martinho Montero Santalha, professor da Universidade de Vigo. Finaliza assim umha etapa muito interessante e intensa, em que estivo dirigida por Carlos Quiroga, da Universidade de Santiago de Compostela.

Entre o que mais impacta no leitor neste novo volume está a ausência de materiais gráficos na capa e no interior, tam importantes nos últimos anos, pois nom se encontra apenas nengumha ilustraçom, embora haja reproduçom de documentos, algum facsimilarmente. Também nom há neste número a secçom de «Percurso», que incluia notícias da actualidade dos últimos meses.

A Agália mantém o estilo que a diferenciou e a colocou num lugar referencial na Galiza, desde 1985. Continuam os conselhos de Redacçom e Científico sem mudanças a respeito de números anteriores, e renova o interesse com contributos de atractivo em que convivem metodologias e propostas ortográficas muito diferentes, que espelham a diversidade que de regra é habitual na lusofonia.

A revista oferece 300 páginas muito bem desenhadas e apresentadas, e trabalhos do maior interesse. Merecem destaque dous dos contributos de Montero Santalha: a ediçom do epistolário de Álvarez Blázquez e Manuel Rodrigues Lapa, 37 cartas datadas entre Setembro de 1951 e Julho de 1956, e 3 mais entre 1965 e 1970, con informaçons valiosas para entender o evoluir da cultura galega nos meados do século passado; e mais a recuperaçom, na secçom de «Textos Literarios», de Joaquim Árias Miranda, editando 18 composiçons procedentes de um caderno autógrafo de poemas, e «reproduzindo exactamente o original de Arias Miranda, tamén as suas particularidades gráficas», que Santalha esclarece ter conhecido a través de amizades ferrolanas. Inclui dados da biografia deste produtor, e informa de como foi referenciado na historiografia literaria galega por estudiosos como Carré Aldao, Couceiro Freijomil, Carvalho Calero, Fernández del Riego ou Dolores Vilavedra, com o que contribui a recuperar umha figura muito secundarizada e desconhecida das Letras Galegas.

Também resulta de interesse a secçom de recensons, em que se estreia como colaboradora a prestigiosa investigadora e professora brasileira Gilda Santos, quem pertence ao Conselho Científico da Agália há anos, e neste contributo frisa o «trabalho minucioso e amoroso de uma filóloga [a professora Vanda Anastasio, da Universidade de Lisboa]... sobre outra filóloga [a Marquesa de Alorna]», que conclui serem «duas mulheres notabilíssimas» de dous períodos diferentes de Portugal: os tempos de hoje e o século XVIII.

Lançamento do Boletim da AGLP

Capa do Boletim da AGLP nº 1O Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa sai ao mercado com o número 1, que se divulgou já desde o 6 de Outubro, data do lançamento desta instituiçom, e em que predominam os textos dos académicos, que combinam referências à história e à actualidade. Esta publicaçom está dirigida por António Gil Hernández; tem José-Martinho Montero Santalha de subdirector; Ângelo Cristóvão, de secretário; Joám Evans Pim, editor; para além de um Conselho de Redacçom integrado por 9 pessoas da Galiza; e um Conselho Científico conformado por 16 pessoas, todas elas nomes prestigiados do ámbito académico, representantes das três universidades da Galiza, e outras de Portugal, Brasil (entre eles Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras; e João Malaca Casteleiro, da Academia das Ciências de Lisboa) e da Inglaterra.

A respeito do conteúdo, inclui um «Editorial» (pp. 7-8), que principia com os seguintes parágrafos: «Começamos, neste ano 2008, uma caminhada tão esperançada quanto difícil. Esperamos contribuir para a construção da Comunidade lusófona da Galiza: somos conscientes das dificuldades que acompanham as propostas, as actividades e as atuações para verificarmos essa esperança. Confiamos, como Castelão, no Povo galego e nos restantes Povos da Lusofonia para ultrapasarmos com sucesso as dificuldades». Indica como um dos objectivos principais a defesa da ortografia do Acordo Ortográfico aprovado neste ano por Portugal e com anterioridade por outros três países.

Na continuaçom inclui umha citaçom de A. Vilar Ponte. E segue-se umha estrutura iniciada por seis estudos: «O nome da Galiza», de José-Martinho Montero Santalha, presidente da Academia Galega da Língua Portuguesa (pp. 11-34), em que oferece argumentos para a escolha de Galiza em lugar de «Galicia», umha discrepância fulcral (entre outras muitas) desta nova instituiçom com a histórica Real Academia Galega, que neste semestre defendeu a pertinência de «Galicia». Outros estudos som: «Sintese do reintegracionismo contemporâneo», de Carlos Durão (pp. 35-56); «Um ponto de inflexão na reivindicação nacional: 1916, a Irmandade da Fala», de Ernesto Vázquez Souza; «Estado, Nação e Tríade Lingüística: Teorização leve sobre factos graves», de António Gil Hernández (pp. 89-104); «Categorias gramaticais e dicionários: para uma didática dos adverbios», de Maria do Carmo Henríquez Salido (pp. 105-116); «O hexâmetro dactílico greco-latino e a sua adaptação à métrica galego-portuguesa», de Ângelo Brea Hernández (pp. 117-132); e «Galiza, terra e mãe. Mulheres e exílio na obra de Luís Seoane» de Barbara Kristensen (pp. 133-150).

Na secçom «Notas» inclui «Sobre o conceito de Notáveis na obra sociolinguística de António Gil», de Xavier Vilhar Trilho (pp. 153-164); «Um (assombrado) Complexo de Bartleby: Isto [não] é um livro e Eu [não] sou [...]» de Álvaro J. Vidal Bouzon (pp. 165-178); «Revendo as noções de ‘Lusofonia’. Uma aproximação conceitual», de J. Evans e B. Kristensen (pp. 179-186); e «Por um Corpus Musicum em liberdade», de Rudesindo Soutelo (pp. 187-194).

Na secção «Instituição» incluem os Estatutos da Associação Cultural Pró Academia Galega da Língua Portuguesa (pp. 195-200); a «Crónica da Conferência de Lisboa, intervenções, instituições e documentos» (pp. 201-212), em que Concha Rousia relata (pp. 201-206) a experiência da presença galega na sessom da Assembleia da República de Lisboa, aos 7 de Abril de 2008, em que aconteceu a audiência a diversas pessoas e instituiçons sobre o Acordo Ortográfico, incluindo o texto das intervençons de Alexandre Banhos, presidente da Associaçom Galega da Língua (pp. 206-209) e de Ângelo Cristóvão, presidente da Associação Pro-Academia Galega da Língua Portuguesa (pp. 209-211), bem como reproduçom do convite oficial (p. 212); o texto integral, com as XXI bases, do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (pp. 213-234); o Hino da Galiza, com introdução, partitura e letra (pp. 235-240); e a composiçom Deu-la-deu, suite para guitarra de Rudesindo Soutelo, estreada pola guitarrista Isabel Rei com ensejo da inauguraçom da AGLP.

A revista finaliza com 3 recensons: de Ernesto Vázquez Souza (sobre As Sete Fontes, de Concha Rousia), de António Gil Hernández (de O País dos Nevoeiros, de Ângelo Brea) e de Álvaro J. Vidal Bouzon (de Temas de lingüística política, de A. Gil Hernández).

Conclusom

Estamos, portanto, perante duas publicaçons que oferecem umha perspectiva muito interessante do relacionamento da Galiza com o mundo, através do diálogo com o intersistema dos povos que conformam a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). É esta umha possibilidade aberta, pouco aproveitada ainda na Galiza, que se disponibiliza polo facto de partilhar idioma comum. Ambas as revistas situam-se numa vanguarda referencial: a Agália com umha importante trajectória já de 24 anos, em cujas páginas tenhem colaborado nomes de relevo da Galiza e dos diferentes países lusófonos, e nom só; e o Boletim da AGLP iniciando o seu andamento.

Esse relacionamento com a comunidade lusófona tem oferecido frutos importantes já para a Galiza, e abre perspectivas e posibilidades muito aliciantes. Quando prosperarem, nom se poderá negar o papel pioneiro e os trilhos abertos por publicaçons como estas, entre as principais que tenhem trabalhado por esse objectivo de abertura ao mundo e de integraçom num âmbito que, por história e tradiçom, nom pode ser alheio para a comunidade galega.

Compostela, Dezembro de 2008.

Fonte original:

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Info Atualidade Tue, 16 Dec 2008 21:00:00 +0100
AGLP adere ao Conselho das Academias de Língua Portuguesa https://academiagalega.org/component/k2/1685-aglp-adere-ao-conselho-das-academias-de-lingua-portuguesa.html https://academiagalega.org/component/k2/1685-aglp-adere-ao-conselho-das-academias-de-lingua-portuguesa.html


A Academia Galega da Língua Portuguesa aderiu ao Conselho das Academias de Língua Portuguesa que, presidido pelo professor Doutor Adriano Moreira, reúne as academias portuguesas de História, Medicina, Marinha, Engenharia e Belas Artes, bem como a Academia das Ciências de Lisboa, Sociedade de Geografia de Lisboa, Academia Internacional da Cultura Portuguesa e Sociedade da Língua Portuguesa.

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Info Atualidade Fri, 27 May 2011 02:00:00 +0200
AGLP apresenta "Galiza: Língua e Sociedade" na Feira do Livro da Crunha https://academiagalega.org/component/k2/1532-aglp-apresenta-galiza-lingua-e-sociedade-na-feira-do-livro-da-crunha.html https://academiagalega.org/component/k2/1532-aglp-apresenta-galiza-lingua-e-sociedade-na-feira-do-livro-da-crunha.html Galiza: Língua e SociedadeO Anexo I do Boletim, o livro GALIZA: LÍNGUA E SOCIEDADE, editado pela Academia Galega da Língua Portuguesa será apresentado também na Feira do Livro da Crunha.

A apresentação decorrerá o dia 10 de agosto, último dia da Feira, às 20.30h, com a participação dos académicos da Academia Galega Fernando Vásquez Corredoira, que apresentará e moderará o ato, António Gil Hernández, orador e editor do livro e Ernesto Vázquez Souza, orador e co-autor do livro.

Queremos agradecer de novo a colaboração do coordenador das feiras do livro, Antonio Fernández Maira, pelo seu apoio tanto na Feira do Livro de Vigo quanto agora, na da Crunha.

Este livro já foi apresentado na Livraria Couceiro de Compostela (14 de maio) e da Crunha (18 de junho de 2009), na Livraria Torga de Ourense o dia 17 de junho de 2009, na Livraria Orfeu de Bruxelas o dia 4 de julho de 2009, com visita ao Parlamento Europeu, na Feira do Livro de Vigo, dia 13 de julho de 2009, no FESTIGAL, dia 24 de julho de 2009 e na Livraria "O Pontillón" de Moanha, dia 24 de julho de 2009

O Galiza: Língua e Sociedade, junto com outros materiais editados pela Academia Galega da Língua Portuguesa podem ser consultados nos Centros Sociais da Gentalha do Pichel, em Compostela, d'A Esmorga, em Ourense, da Fundaçom Artábria, em Ferrol.

E também podem ser adquiridos nas livrarias Andel, em Vigo, Torga, em Ourense, Pedreira , em Compostela, Couceiro, em Compostela e na Crunha, Xiada, na Crunha e O Pontillón, em Moanha.

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Info Atualidade Sat, 08 Aug 2009 23:25:58 +0200
AGLP apresenta o Portulano de Recursos em linha https://academiagalega.org/component/k2/1561-aglp-apresenta-o-portulano-de-recursos-em-linha.html https://academiagalega.org/component/k2/1561-aglp-apresenta-o-portulano-de-recursos-em-linha.html Survival Kit

A maior das dependências culturais estriba na imagem do mundo que nos dão trilhado, e que acompanhamos sem questionar

Os galegos falamos há décadas das possibilidades para nos desempenhar com recursos e ferramentas lusófonas. Porém, uma vista de olhos aos principais centros de pesquisa das instituições públicas e privadas galegas evidenciam a mesma absoluta carência de recursos lusófonos que qualquer outra instituição espanhola, e uma idêntica estruturação hierárquica dos conteúdos e categorias de pesquisa que se impõe, alheia a esta nossa vantagem lusófona, sobre a qualidade dos recursos e ferramentas disponibilizadas.

A Academia Galega da Língua Portuguesa, consciente desta necessidade social e dentro dos seus princípios fundacionais, apresentou no II Seminário de Lexicologia realizado o sábado 25 de setembro em Compostela, desenhados com o programa de software livre Netvibes, três escritórios virtuais para uso da comunidade internauta:

O escritório institucional da AGLP é uma página Netvibes com a informação oficial da Academia antes publicada nesta página web: Objetivos da Academia, Membros, Parcerias, Publicações, informações sobre o Acordo Ortográfico e a Comunidade de Países de Língua Portuguesa, notícias e outras informações como a consulta do Léxico da Galiza.

O Portulano de Recursos em linha é hoje o maior arquivo de arquivos digitais em língua portuguesa, a conter mais de 3.000 ligações a páginas de recursos e informações de consulta livre sobre temas relacionados com as culturas lusófonas. Em menor medida, o Portulano de Recursos contém ligações a repositórios e ferramentas em língua inglesa, francesa e castelhana. Ótimo para uso de investigadores e curiosos, o Portulano de Recursos constitui a primeira ferramenta de pesquisa comum a todos os países lusófonos. Abrange, por isso, os repositórios e bibliotecas das principais universidades lusófonas, incluídas as galegas, tornando-se assim um grande instrumento a disposição da comunidade investigadora.

O Survival Kit, ou guia básico de recursos sobre língua portuguesa, é um escritório de recursos indispensáveis para o aperfeiçoamento da língua portuguesa. Desenhado especialmente para neo-escreventes galegas e galegos, o Survival Kit consta de duas abas ou separadores principais em que se acham os recursos sobre língua tais como dicionários, tradutores, conjugadores verbais, dicas de fraseologia, prontuários e pesquisas em rede, e alguns dos mais conhecidos centros sociais da Internet reintegrante galega, para além de algumas ligações escolhidas sobre literatura, história e música em língua portuguesa.

Os três escritórios estão ligados entre si e podem ser consultados desde qualquer um dos outros dous. No Survival Kit, ou maletim de sobrevivência, a dica diária Portulano do Dia oferece uma sugestão dentre as ligações contidas no Portulano de Recursos.

Para mudar os costumes podemos começar por colocar como página de início qualquer um dos três escritórios, pois os tempos dos galegos aproveitarmos as nossas vantagens práticas como lusófonos são chegados.

Portulano de Recursos AGLP

Survival Kit AGLP

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Info Atualidade Wed, 06 Oct 2010 19:50:48 +0200
AGLP aprova plano editorial do ano 2011 e constitui uma Comissão de Gramática https://academiagalega.org/component/k2/1591-aglp-aprova-plano-editorial-do-ano-2011-e-constitui-uma-comissao-de-gramatica.html https://academiagalega.org/component/k2/1591-aglp-aprova-plano-editorial-do-ano-2011-e-constitui-uma-comissao-de-gramatica.html

Image

A Academia Galega da Língua Portuguesa, reunida o sábado 8 de janeiro em Santiago de Compostela, aprovou a proposta da Comissão de Publicações para a edição de 10 títulos dos Clássicos da Galiza no ano 2011, em colaboração com as Edições da Galiza; bem como a criação da Comissão de Gramática.

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Info Atualidade Thu, 13 Jan 2011 02:00:00 +0100
AGLP assina dous novos protocolos de cooperação https://academiagalega.org/component/k2/1773-aglp-assina-dous-novos-protocolos-de-cooperacao.html https://academiagalega.org/component/k2/1773-aglp-assina-dous-novos-protocolos-de-cooperacao.html

A Academia Galega da Língua Portuguesa acaba de assinar 2 novos protocolos de cooperação, com a Academia Internacional de Direito Linguístico - The International Academy of Linguistic Law, com sede em Montréal, Canadá, e com a Lusophone Society of Goa - Sociedade Lusófona de Goa, Índia.

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Info Atualidade Thu, 27 Dec 2012 10:51:44 +0100
AGLP assina protocolos de colaboração com o Centro Nacional de Cultura e o Instituto Luso-Árabe para a Cooperação https://academiagalega.org/component/k2/1755-aglp-assina-protocolos-de-colaboracao-com-o-centro-nacional-de-cultura-e-o-instituto-luso-arabe-para-a-cooperacao.html https://academiagalega.org/component/k2/1755-aglp-assina-protocolos-de-colaboracao-com-o-centro-nacional-de-cultura-e-o-instituto-luso-arabe-para-a-cooperacao.html


A Academia Galega da Língua Portuguesa participou anteontem 18 de abril em dous atos de assinatura de protocolos em Lisboa, estando representada polo presidente da Fundação AGLP Ângelo Cristóvão e polo Coordenador da Comissão de Relações Internacionais da AGLP Joám Evans Pim. Os convénios estabeleceram o início o relacionamento institucional com o Centro Nacional de Cultura e o Instituto Luso-Árabe para a Cooperação.

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Info Atualidade Fri, 20 Apr 2012 02:00:00 +0200
AGLP assina três novos protocolos https://academiagalega.org/component/k2/1560-aglp-assina-tres-novos-protocolos.html https://academiagalega.org/component/k2/1560-aglp-assina-tres-novos-protocolos.html

ISCTE

A Academia Galega da Língua Portuguesa vem de assinar
mais três protocolos de colaboração com entidades lusófonas

 O presidente da Academia Galega, José-Martinho Montero Santalha, tem anunciado publicamente a assinatura dos protocolos com a Academia das Ciências de Lisboa e o Instituto Universitário de Lisboa durante a jornada do II Seminário de Lexicologia realizado em Santiago de Compostela o passado sábado 25 de setembro.

E mais recentemente tem-se formalizado o protocolo com a Sociedade de Língua Portuguesa, instituição fundada em 1949 e vocacionada para a investigação, difusão e defesa da Língua Portuguesa, que atualmente mantém o serviço digital Ciberdúvidas de grande sucesso na Internet.

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Info Atualidade Tue, 05 Oct 2010 18:37:56 +0200
AGLP assinou protocolo com o Observatório da Língua Portuguesa https://academiagalega.org/component/k2/1665-aglp-assinou-protocolo-com-o-observatorio-da-lingua-portuguesa.html https://academiagalega.org/component/k2/1665-aglp-assinou-protocolo-com-o-observatorio-da-lingua-portuguesa.html

Embaixador Eugénio Anacoreta Correia, professor José-Martinho Montero Santalha e Francisco Nuno Ramos

No contexto das atividades realizadas no passado 25 de abril em Compostela, a AGLP assinou um protocolo de colaboração com o Observatório da Língua Portuguesa (OLP), entidade associada à CPLP que esteve representada no evento pelo embaixador Anacoreta Correia e pelo professor Francisco Nuno Ramos.

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Info Atualidade Sat, 07 May 2011 00:01:49 +0200
AGLP assinou Protocolo de Colaboração com a Fundação Dr. António Agostinho Neto https://academiagalega.org/component/k2/1555-aglp-assinou-protocolo-de-colaboracao-com-a-fundacao-dr-antonio-agostinho-neto.html https://academiagalega.org/component/k2/1555-aglp-assinou-protocolo-de-colaboracao-com-a-fundacao-dr-antonio-agostinho-neto.html Fundação Dr. António Agostinho Neto

A AGLP assinou um Protocolo de Colaboração e Apoio Recíproco com a Fundação Dr. António Agostinho Neto.

O Acordo, no âmbito da investigação científica, a cultura e a divulgação da língua portuguesa, foi firmado pelo presidente da Academia Galega, Prof. Doutor José-Martinho Montero Santalha e a presidente da instituição angolana, S.E. D. Maria Eugénia da Silva Neto, viúva do Doutor Agostinho Neto.

Angola acolhe a VIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP em 23 de julho em Luanda. A XV Reunião Ordinária do Conselho de Ministros vai acontecer em 22 de julho, sendo precedida pela 135º sessão do Comité de Concertação Permanente, no dia 21, e pela XXI Reunião dos Pontos Focais, a 17 e 18 de julho.

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Info Atualidade Mon, 12 Jul 2010 01:46:28 +0200
AGLP convidada à Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial https://academiagalega.org/component/k2/1541-aglp-convidada-a-conferencia-internacional-sobre-o-futuro-da-lingua-portuguesa-no-sistema-mundial.html https://academiagalega.org/component/k2/1541-aglp-convidada-a-conferencia-internacional-sobre-o-futuro-da-lingua-portuguesa-no-sistema-mundial.html

Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial

Evento terá lugar em Brasília, no Palácia Itaramaty,
nos dias 26 e 27 de março de 2010

As académicas Concha Rousia e Isabel Rei, que viajam na comitiva dos Colóquios da Lusofonia para intervir no 5 Encontro Açoriano da Lusofonia em Florianópolis, Santa Catarina, participam esta semana, por convite dos governos do Brasil e de Portugal, na Conferência Internacional que tem lugar no Palácio Itamaraty, em Brasília, de 25 a 28 de março, destinada a examinar oportunidades, desafios e instrumentos para a valorização da língua e sua projeção no cenário internacional.

Durante a sua presença na capital do Brasil, irão realizar um intercâmbio de ideias e troca de experiências com personalidades e instituições de toda a lusofonia, escritores, académicos, editores, jornalistas e outros profissionais diretamente vinculados à difusão da língua, apresentando a posição da Academia sobre os temas consignados no programa do evento: Ensino, difusão e projeção da língua; estado de desenvolvimento do Acordo Ortográfico, participação da sociedade civil, e importância da língua portuguesa nas diásporas.

Os participantes serão recebidos no dia 25 com coquetel e programação cultural, que compreenderá leitura de trechos de obras literárias de autores de língua portuguesa pela intérprete Maria Bethânia. A sessão inaugural da Conferência está marcada para a manhã do dia 26, às 9h no auditório do Palácio.

A segunda etapa da Conferência, nos dias 29 e 30 de março, consistirá em reunião das delegações governamentais dos países da CPLP. Os Estados membros discutirão propostas passíveis de compor um programa de ações da Comunidade para cumprimento dos objetivos fixados pelos Chefes de Estado e de Governo da CPLP na “Declaração sobre a Língua Portuguesa” (VII Cimeira, Lisboa, 25 de julho de 2008).

Além dos Estados membros – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste –, foram convidados à Conferência a Guiné Equatorial, as Ilhas Maurício e o Senegal, na qualidade de Estados observadores associados.

No dia 31 de março será realizada uma Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros da CPLP, durante a qual os Chanceleres analisarão estratégias e ações para a projeção da língua portuguesa, com vistas à formulação de recomendações à próxima Cimeira da Comunidade, a efetuar-se em Luanda, em 2010.

A Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no sistema Mundial e a Reunião Extraordinária do Conselho de Ministros da CPLP serão copresididas pelo Brasil, como país-sede, e por Portugal, como atual presidente da Comunidade.

Paralelamente à Conferência Internacional, será organizada uma semana cultural da língua portuguesa, cuja programação envolverá exposição intitulada “Língua Viagem – em português todos se encontram”, mostra de cinema, apresentações musicais e encontros de escritores, com participação de todos os Estados membros da CPLP. A exposição sobre a língua portuguesa ocorrerá no Palácio Itamaraty e os demais eventos no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília (CCBB DF).

A seguir,transcrevemos a ordem de trabalhos dos dias 26 e 27:

Conferência Internacional sobre o
Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial
Brasília, Palácio Itamaraty
(26 e 27 de março de 2010)
Itens da Agenda

Sessão Inaugural

  • Abertura
  • Importância e valorização da língua portuguesa (logo após a Abertura)

Sessões de Trabalho

(a) Fortalecimento do ensino da língua portuguesa
(a.1) Fortalecimento do ensino da língua portuguesa para estrangeiros
(a.2) Cooperação educacional e cultural para o ensino da língua portuguesa no espaço da CPLP
(b) Difusão pública da língua portuguesa
(b.1) Ampliação da difusão da língua portuguesa nos meios de comunicação de massa
(b.2) Valor econômico e cultural da difusão da língua portuguesa
(c) Projeção da língua portuguesa em foros multilaterais
(d) Estado de desenvolvimento do Acordo Ortográfico
(e) Participação da sociedade civil na projeção da língua portuguesa
(f) Importância da língua portuguesa nas diásporas

LISTA EXEMPLIFICATIVA DE TEMAS PARA CONSIDERAÇÃO AO ABRIGO DOS ITENS “A” a “F” DA AGENDA

(a) Fortalecimento do ensino da língua portuguesa
(a.1) Fortalecimento do ensino da língua portuguesa para estrangeiros
(a.2) Cooperação educacional e cultural para o ensino da língua portuguesa no espaço da CPLP

Indicação de temas para tratamento sob este item: (i) Iniciativas e projetos no âmbito da CPLP; (ii) Perspectivas de atuação em terceiros países; (iii) Desafios didáticos: Elaboração de material didático; Formação inicial e capacitação de professores de português para atuar no exterior; Ensino de português à distância;  Valorização das tecnologias de informação e de comunicação; Formação de tradutores e intérpretes.

(b) Difusão pública da língua portuguesa
(b.1) Ampliação da difusão da língua portuguesa nos meios de comunicação de massa
(b.2) Valor econômico e cultural da difusão da língua portuguesa

Indicação de temas para tratamento sob este item: (i) Inclusão de material audiovisual em português na programação televisiva internacional; (ii) Ampliação do uso de português em outros meios de comunicação de massa; (iii) Promoção da língua portuguesa por meio da difusão cultural; (iv) Desenvolvimento de ações conjuntas para divulgação da literatura em língua portuguesa; (v) Exploração de possibilidades de valorização da língua portuguesa durante eventos de visibilidade internacional sediados pelos países da CPLP; (vi) A relevância da difusão da língua portuguesa como elemento facilitador de negócios.

(c) Projeção da língua portuguesa em foros multilaterais

Indicação de temas para tratamento sob este item: (i) Implantação ou ampliação do uso da língua portuguesa em Organizações Internacionais; (ii) Promoção da língua portuguesa no marco dos processos de integração regional.

(d) Estado de desenvolvimento do Acordo Ortográfico

Indicação de temas para tratamento sob este item: (i) Ponto da situação; (ii) A questão da elaboração de um vocabulário ortográfico comum nos termos do artigo 2 do AOLP; (iii) Os desafios das terminologias científicas e técnicas.

(e) Participação da sociedade civil na projeção da língua portuguesa

Indicação de temas para tratamento sob este item: (i) A contribuição de instituições acadêmicas e organizações não-governamentais; (ii) O estímulo a parcerias com a iniciativa privada.

(f) Importância da língua portuguesa nas diásporas

Indicação de temas para tratamento sob este item: (i) As políticas dos membros da CPLP relacionadas à ligação das diásporas com a cultura de seus países de origem; (ii) Possibilidades de desenvolvimento conjunto de programas pautados no papel da língua portuguesa como fator de união das diásporas.

Mais informação acerca da Conferência Internacional:

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Info Atualidade Thu, 25 Mar 2010 08:00:00 +0100
AGLP convidada pela ACL à apresentação do Vocabulário Comum https://academiagalega.org/component/k2/1524-aglp-convidada-pela-acl-a-apresentacao-do-vocabulario-comum.html https://academiagalega.org/component/k2/1524-aglp-convidada-pela-acl-a-apresentacao-do-vocabulario-comum.html

Academia Galega na Academia das Ciências de Lisboa

Léxico Galego apresentado à Academia das Ciências de Lisboa

A Academia Galega da Língua Portuguesa, reuniu-se com a Academia das Ciências de Lisboa, na Sala de Reuniões Internacionais da ACL, onde também tiveram lugar as reuniões conducentes ao Acordo Ortográfico de 1990, nas quais participara uma Delegação de Observadores da Galiza.

Pela ACL participaram o Prof. Doutor Eduardo Romano Arantes e Oliveira, Presidente. O Prof. Doutor Adriano Moreira, Vice-Presidente da ACL e Presidente da Classe de Letras. O Prof. Doutor Artur Anselmo, Presidente do Instituto de Lexicologia e Lexicografia. O Prof. Doutor Fernando Roldão Dias Agudo, e o Prof. Doutor João Bigotte e Chorão.

Da parte da AGLP participaram os académicos Isaac Alonso Estraviz, Vice-Presidente. Ângelo Cristóvão, Secretário. Concha Rousia, Vice-Secretária, e António Gil, Secretário da Comissão de Lexicologia.

Os integrantes da AGLP apresentaram a novel academia, manifestando a sua disposição para contribuir à universalidade da língua portuguesa, nascida na velha Gallaecia. Na reunião trataram-se temas de interesse conjunto, como a aplicação do Acordo Ortográfico e a elaboração do Vocabulário Ortográfico Comum. A Delegação da AGLP apresentou um Léxico Galego, elaborado para ser integrado nesse Vocabulário. Os professores Isaac Estraviz e António Gil explicaram o método seguido na elaboração deste documento, que assinalaram como texto inicial de discussão. Deverá ser adaptado em volume e caraterísticas conforme com os critérios que forem adotados para o Vocabulário Comum.

Os académicos da ACL manifestaram a sua disposição para integrar o material apresentado e convidaram a AGLP a participar formalmente na reunião prevista para o dia 14 de abril na sede desta instituição, onde será apresentado o Vocabulário Comum elaborado pela Academia Brasileira de Letras e, também, o Léxico Galego.

Ao finalizar esta reunião, os académicos da ACL acompanharam a Delegação da AGLP numa visita guiada pelas dependências do edifício, mostrando exemplares valiosos como a Crónica Geral da Espanha, de 1344, as magníficas bibliotecas e diferentes salas de reuniões.

Seguiu-se um jantar de alto nível gastronómico, de que desfrutaram os convivas, durante o qual continuaram as conversas sobre os temas tratados na reunião precedente, de uma forma muito descontraída e animada.

Os brindes deram conclusão a uma jornada histórica, salientada pelo Prof. Doutor Artur Anselmo em declarações à Agência Lusa, por ser a primeira vez responsáveis pela Academia Galega visitaram oficialmente a Academia das Ciências de Lisboa.

Na Academia das Ciências de Lisboa

Mais info:

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Info Atualidade Wed, 18 Mar 2009 09:00:00 +0100
AGLP disponibiliza Conferência de Ricardo Carvalho Calero sobre a narrativa de Ramón Otero Pedrayo https://academiagalega.org/component/k2/1906-academia-disponibiliza-conferência-de-ricardo-carvalho-calero-sobre-a-narrativa-de-ramón-otero-pedrayo.html https://academiagalega.org/component/k2/1906-academia-disponibiliza-conferência-de-ricardo-carvalho-calero-sobre-a-narrativa-de-ramón-otero-pedrayo.html A palestra foi ministrada durante as  I Jornadas de Didática da Língua e da Literatura, celebradas na Escola de Magistério de Santiago de Compostela, 16, 17 e 18 de fevereiro de 1989.

 

A gravação original foi realizada e montada por Ramom Reimunde Norenha, quem cedeu o material à Academia Galega da Língua Portuguesa. A digitalização e edição é de Celso Alvarez Cáccamo (2019).

Esta obra tem uma Licença Creative Commons - BY-NC-ND-4.0 Internacional (Atribuição-NãoComercial-SemDerivações) - Academia Galega da Língua Portuguesa 2019. Pode-se reproduzir, exibir, copiar e distribuir parcial ou totalmente, sempre com atribuição da fonte. Não se pode exibir com fins comerciais. Não se pode alterar para fazer obras derivadas.

 

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LIGAÇÃO AO VÍDEO

 

Notas sobre a edição.

A gravação original em vários fragmentos em fita de vídeo VHS-PAL foi levemente editada e montada numa cópia, também em VHS-PAL, nos anos da gravação. Esta fita de segunda geração foi recentemente digitalizada e editada para preservar a melhor qualidade possível, com desentrelaçamento dos campos da gravação PAL, e eliminação de linhas horizontais e verticais de ruído, com o resultado de 50 fotogramas progressivos por segundo em lugar de 25 entrelaçados. Para evitar a posterior pixelização, o vídeo não foi redimensionado mas incorporado numa matriz de 1280x720 píxeis. O vídeo contém um fragmento final que se conserva da fita de primeira geração.

A cópia na melhor resolução (5,6 GB) está a dispor de quem o solicitar.

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Info Atualidade Tue, 25 Jun 2019 22:10:43 +0200
AGLP disponibiliza Léxico da Galiza https://academiagalega.org/component/k2/1556-aglp-disponibiliza-lexico-da-galiza.html https://academiagalega.org/component/k2/1556-aglp-disponibiliza-lexico-da-galiza.html Léxico da GalizaA Academia Galega da Língua Portuguesa, considerando a relevância social e a necessidade de dar cabida à participação cidadã, divulga o Léxico da Galiza na sua segunda revisão, corrigida e acrescentada, e cria uma conta de correio para consultas e sugestões, cll[arroba]academiagalega.org que será atendida pela Comissão de Lexicologia e Lexicografia.

Logo após a sua criação, a Academia Galega, considerando a importância da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 e a necessidade de incluir um contributo galego elaborou, por meio da Comissão de Lexicologia e Lexicografia, o Léxico da Galiza para ser integrado no Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa. Este documento consiste numa escolha de léxico galego não incluído até agora nos dicionários da língua comum, tomando como referência o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa.

O documento, com 800 vocábulos, foi apresentado em Lisboa, em reunião com a Academia das Ciências de Lisboa, em 17 de março de 2009. No mês seguinte, uma primeira revisão corrigida e acrescentada foi exposta pelo presidente José-Martinho Montero Santalha na sessão interacadémica de realizada em 14 de abril, na sede da Academia das Ciências de Lisboa, na altura em que a Academia Brasileira de Letras apresentou a quinta edição do seu Vocabulário Ortográfico.

Em outubro de 2009 a Porto Editora lançou, no I Seminário de Lexicologia da AGLP, em Santiago de Compostela, o seu Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, adaptado ao Acordo Ortográfico. Realizado sob a direção do professor Malaca Casteleiro, da Academia das Ciências de Lisboa, contém 800 vocábulos do contributo galego, sendo a primeira vez que um vocabulário português inclui explicitamente vocabulário de uso corrente na Galiza. Posteriormente, em março de 2010, a Porto Editora divulgou na sua página web o Vocabulário, para consulta gratuita. Proximamente incluirá o mesmo léxico, com as suas definições, no Dicionário da Língua Portuguesa.

A segunda revisão do Léxico da Galiza, correspondente a janeiro de 2010, e que chegou aos 1200 vocábulos, foi incluída em 27 de abril de 2010 no Vocabulário Priberam, consultável na internet, na sequência do Acordo de Colaboração entre a Academia Galega e a Priberam Informática, assinado esse mesmo mês. O documento estabelece, também, a inclusão do léxico galego com as suas definições no Dicionário Priberam.

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Info Atualidade Wed, 21 Jul 2010 19:15:42 +0200
AGLP e Porto Editora assinam Protocolo de Cooperação https://academiagalega.org/component/k2/1557-aglp-e-porto-editora-assinam-protocolo-de-cooperacao.html https://academiagalega.org/component/k2/1557-aglp-e-porto-editora-assinam-protocolo-de-cooperacao.html

AGLP e Porto Editora

Porto / Santiago de Compostela, 23 de julho de 2010

 A Porto Editora e a Academia Galega da Língua Portuguesa assinam um Protocolo de Cooperação que explicita, entre as atividades a desenvolver «a divulgação das respetivas atividades, nomeadamente as relacionadas com a difusão de produtos de valor cultural, com especial atenção ao português europeu, em que se insere a variedade galega», e «a incorporação progressiva nas bases de dados da Porto Editora dos conteúdos da norma galega do português, nomeadamente no relativo ao léxico, semântica, sintaxe e fraseologia».

Léxico da Galiza já foi incorporado ao Vocabulário Ortográfico da Porto Editora em outubro de 2009, consultável na Infopédia. O Acordo inclui a atualização regular deste léxico e a elaboração das suas definições, que serão integradas no Dicionário da Língua Portuguesa e outras publicações.

A responsabilidade deste trabalho corresponde à Comissão de Lexicologia e Lexicografia da Academia Galega da Língua Portuguesa, coordenada pelo professor António Gil Hernández. O Presidente da Academia Galega, Professor Doutor José-Martinho Montero Santalha, salientou a relevância da colaboração com a Porto Editora como «passo importante no reconhecimento internacional da variedade galega do português, e no fortalecimento das relações culturais luso-galaicas».

A Porto Editora é a maior editora portuguesa, com um catálogo diversificado nas áreas da Educação, Referência e Literatura, e da edição digital de conteúdos educativos.

A Infopédia constitui a maior base de conteúdos online em língua portuguesa e encontra-se estruturada em duas grandes áreas: 19 Dicionários (de Língua Portuguesa, bilingues, de verbos e especializados) e Enciclopédia, sendo um serviço indispensável como instrumento de estudo e de trabalho.

Mais informação:

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Info Atualidade Sat, 24 Jul 2010 09:00:00 +0200
AGLP em Bragança nos atos do 5 de outubro https://academiagalega.org/component/k2/1696-aglp-em-braganca-nos-atos-do-5-de-outubro.html https://academiagalega.org/component/k2/1696-aglp-em-braganca-nos-atos-do-5-de-outubro.html Logótipo Câmara Municipal de BragançaNa comemoração do aniversário da República e na reunião da Academia de Letras de Trás-os-Montes

PGL - A Academia Galega da Língua Portuguesa participa, por convite do Presidente da Câmara Municipal de Bragança, nos atos comemorativos do aniversário da República, além de estar na reunião da Academia de Letras de Trás-os-Montes.

A representação será levada pelos académicos Joám Trilho e Luís Gonçales Blasco. Nos atos oficiais do centenário da República Portuguesa, que terão início às 10 horas no Auditório Paulo Quintela, participará o professor Luís Gonçales Blasco.

À mesma hora, na Biblioteca Municipal, o professor Joám Trilho tomará parte da reunião geral da Academia de Letras de Trás-os-Montes, em representação do presidente da AGLP. Estes eventos constituem o vigésimo ato oficial internacional da Academia Galega no ano 2010, depois de ter participado em diversos encontros em Bragança, Brasília, Florianópolis, Lisboa, Porto, Rio de Janeiro e São Paulo.

Fonte original:

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Info Atualidade Tue, 05 Oct 2010 02:00:00 +0200
AGLP em Florianópolis no 9º Didascálico - Mostra de Arte e Cultura https://academiagalega.org/component/k2/1693-aglp-em-florianopolis-no-9-didascalico-mostra-de-arte-e-cultura.html https://academiagalega.org/component/k2/1693-aglp-em-florianopolis-no-9-didascalico-mostra-de-arte-e-cultura.html

Cartaz 9º Didascálico - Mostra de Arte e Cultura

Entre os dias 20 e 24 de setembro, o Instituto Federal de Santa Catarina-IFSC realiza em Florianópolis o 9º Didascálico - Mostra de Arte e Cultura. Por segundo ano o Instituto Cultural Brasil-Galiza  e a Academia Galega da Língua Portuguesa integram o evento apresentando literatura galega e outros aspectos histórico-culturais da Galiza.

Ao todo, serão apresentados ao público brasileiro a mostra literária de 8 escritores galegos, elaborados especialmente para esta ocasião, versando sobre o tema "Você vive sem a arte?".

Esta 9ª edição do Didascálico- IFSC, com uma programação [PDF] intensa  exibirá filmes, peças teatrais, apresentações de dança e música, mostra literária, além de oficinas de arte. Em 2009, o evento contou com um público de cinco mil pessoas, entre alunos e comunidade. Para 2010, a coordenação espera um número bem mais elevado de visitantes.

Fonte original:

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Info Atualidade Mon, 20 Sep 2010 02:00:00 +0200
AGLP explorará origens da escrita com nova Sociedade Internacional https://academiagalega.org/component/k2/1688-aglp-explorara-origens-da-escrita-com-nova-sociedade-internacional.html https://academiagalega.org/component/k2/1688-aglp-explorara-origens-da-escrita-com-nova-sociedade-internacional.html

Signum: International Society for Mark Studies

A AGLP vem de apoiar o estabelecimento the "Signum: International Society for Mark Studies" (Sociedade Internacional para o Estudo das Marcas), uma associação cooperativa transdisciplinar centrada na pesquisa sobre marcas não linguísticas, com especial interesse para a compreensão das origens do fenómeno da escrita nas sociedades humanas.

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Info Atualidade Mon, 30 May 2011 18:57:16 +0200
AGLP foi apresentada em Bruxelas https://academiagalega.org/component/k2/1588-aglp-foi-apresentada-em-bruxelas.html https://academiagalega.org/component/k2/1588-aglp-foi-apresentada-em-bruxelas.html Ernesto Vázquez Souza, Concha Rousia e Carlos DurãoAna Miranda recebeu a delegação da Academia Galega no Parlamento Europeu

Carlos Durão - Nos dias 4 a 6 passados, a Academia Galega da Língua Portuguesa desenvolveu em Bruxelas diversas atividades, culturais e de relacionamento com o Parlamento Europeu. Iniciaram-se com a apresentação do livro “Galiza: língua e sociedade”, primeiro anexo do Boletim no. 1 da AGLP, na livraria Orfeu, no dia 4 à tarde.

A livraria Orfeu está especializada no livro português e galego, e é regentada por Joaquim Pinto da Silva, «galego do sul», como ele gosta de se chamar, e como assim é, pois este grande amigo da Galiza leva a vias de prática os melhores ideais duma Portugaliza sonhada.

Na apresentação participaram, além dos três académicos Concha Rousia, Ernesto Vázquez Souza e Carlos Durão (nesta ordem), a deputada do BNG no PE Ana Miranda e o próprio Joaquim Pinto da Silva.

Ernesto Vázquez Souza, Concha Rousia e Carlos Durão com Joaquim Pinto da Silva

Ernesto Vázquez Souza, Concha Rousia e Carlos Durão
com Joaquim Pinto da Silva na Livraria Orfeu

Joaquim iniciou o ato com uma introdução necessária do livro e da AGLP para o público ali reunido. Disse que era mágoa não se ter convocado o ato para a volta das férias, de maneira que pudessem assistir mais pessoas. Mas ainda assim podiam-se contar umas 20, ao todo, entre elas um timorense (que não falou, mas que tomava muitas notas), vários funcionários portugueses do PE, colegas galegos, etc.

Referiu-se também o Joaquim à comunidade de fundo entre os povos de aquém e além Minho (em ambos os sentidos), nunca tronçada ao longo da história apesar da fronteira política traçada entre os dous Estados por cima da realidade que a transcende: a raia não é fronteira.

A seguir Ana Miranda falou de o galego ser a forma do português na Galiza, que tem pleno direito a ser usado no PE, o que tem o precedente dos deputados Camilo Nogueira e José Posada que, falando cada um com o seu sotaque, foram interpretados nas cabinas de português, ficando assim registadas as suas intervenções no livro das Atas na nossa língua internacional.

Concha explicou a génese da AGLP, desde os Colóquios de Bragança e antes, com as propostas de Ricardo Carvalho Calero e Martinho Montero Santalha, e deixou claro que ela falava no seu galego do norte da raia, que é comum com o do sul, numa zona do interior com caraterísticas próprias que a diferenciam do resto da Galiza e de Portugal. Também falou do Couto Misto, e da naturalidade com que as gentes de ambos lados da raia se relacionam sem repararem em se são do N ou do S.

Ernesto apresentou as produções e os projetos da AGLP, como o Boletim, o DVD da inauguração e o Léxico da Galiza para ser integrado no Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa. E disse-nos que a Galiza não vai perder o seu carácter pelo que irá a acontecer nos próximos anos, pois durante pelo menos os derradeiros 5.000 anos vem reproduzindo a sua forte identidade num habitat fortemente humanizado. Ah!, e lembrou-lhe aos portugueses que a palavra “pedra” não é particularmente lusa nem brasileira, mas... galega! O humor não impediu, antes ajudou a partilhar connosco a sua erudição.

Eu fiz um percorrido pelos ensaios do livro objeto da apresentação, procurando dizer algo informativo sobre os autores e o conteúdo para um público não galego. Cá e lá fazia excursos explicativos para arredondar alguma ideia do reintegracionismo, sempre pensando nos que se achegam à problemática desde as coordenadas de quem não tem questionada a sua identidade linguística e acha difícil entender a nossa urgência.

No colóquio intervieram tradutores e funcionários portugueses do PE; o ambiente foi-se animando até abranger a maior parte do público (incluídos Miro Momán e Suso Requena), com todos nós, que tocamos afinal todos os temas fundamentais da nossa problemática: o acosso não declarado do Estado Espanhol (denominado Reino de España) à língua própria da Galiza, a Constituição Espanhola, propositadamente desigual para as línguas estatais, a trajetória da sociolinguística galega nos derradeiros 30 anos (a começar pelo próprio editor do livro apresentado, António Gil Hernández), a justificação para se fundar a AGLP como entidade galega cívica, orientadora da língua nacional da Galiza, etc.

Momentos de conversas

Momentos de conversa

No remate veio à baila a utilidade ou não das línguas ditas menos extensas: o pano de fundo era se não seria melhor sacrificar o uso de línguas oficiais como o gaélico ou o maltês (entre as 23 do PE) em benefício do inglês, para poupar os custos de tradução cada vez maiores.

A seguir assinamos exemplares do livro, e do Boletim, que o Joaquim já tinha na sua livraria (como também o DVD, trípticos da Pró-AGLP, e ainda o Léxico da Galiza, que lhe foi presenteado).

O ato resultou muito positivo, não só para a AGLP, mas também para a valente livraria Orfeu, onde se vêm realizando desde há muito tempo atos deste tipo, palestras, concertos, etc., num quadro geral galego-português (alguns nomes: José L. Fontenla, Fernando Venâncio, César Varela, Isabel Rei).

O outro alvo da visita da AGLP a Bruxelas era o relacionamento com o PE. Mas o domingo, 5, passamo-lo em visitas à cidade ou, no meu caso, acolhido à generosa hospitalidade do Joaquim e a sua esposa; com eles tive tempo para tratar os temas “galécios” muito queridos para nós, e falarmos de atividades e projetos.

Com eles fui convidado ao lar doutro “galego do sul”, neste caso do Barroso, e ali pude escuitar uma fala bem galega, até com a adversativa “pero”, assim pronunciada, paroxítona, que os dicionários portugueses dão como antiga ou arcaica. E falava-se da raia, do Couto Misto, de Lôvios e Entrimo, do Ginzo, como de lugares que estavam aí à mão.

O facto de a casa do Joaquim estar situada nos arredores de Bruxelas, na zona flamenga, deu-nos pé para refletir na imersão total na língua própria, levada a cabo até com beligerância, dita intransigente, pelos francófonos; mas é difícil ver-se uma alternativa para os flamengos manterem a sua identidade (como não fosse a independência). Dá que pensar para nós.

Reunimo-nos em fim, à tardinha, com o grupo galego, ao que se somou Xavier Queipo. E com Ana combinamos a visita ao PE no dia seguinte.

No Parlamento Europeu com Ana Miranda

No Parlamento Europeu com Ana Miranda

Na segunda, 6, fomos ao PE com Ana; entramos no moderno edifício, onde tivemos que nos deixar retratar por uma câmara automática, para se fazer uns passes que nos identificassem cada vez que havia que passar um controlo automático.

Ana mostrou-nos as confortáveis dependências do “nosso” parlamento, na “nossa” capital. Retratamo-nos na tribuna do grande auditório das sessões solenes. Conversamos sobre questões linguísticas e outras. Continua a ser possível seguir o precedente do Camilo no PE de empregar ali a nossa língua. Mais uma vez, constatamos a “inveja” dos deputados bascos e catalães, que não têm essa opção e que não entendem como é que as instituições galegas não a aproveitam.

Jantamos todos, junto com o Joaquim (que voltara do seu escritório no PE, onde trabalha), no refeitório do local. Ele mencionou que seria útil divulgar mais em Portugal a história da língua comum, a origem e o nome, porquê ela, nada na Galécia, chegou a se conhecer internacionalmente como português, etc.

Em fim, entrando já a tarde, chegou a hora das despedidas; todos um pouco saudosos, mas muito gratos pela amabilidade da Ana Miranda, com quem prometemos manter o contato no futuro.

Concluímos que a AGLP é levada a sério nas instituições europeias, que tem um grande amigo no portuense Joaquim, e que representa um grande valor para a sociedade galega e a Galiza.

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Info Atualidade Wed, 08 Jul 2009 23:07:37 +0200
AGLP lança medalhas protocolares https://academiagalega.org/component/k2/1704-aglp-lanca-medalhas-protocolares.html https://academiagalega.org/component/k2/1704-aglp-lanca-medalhas-protocolares.html

Medalha da Academia Galega da Língua Portuguesa

A Academia dispõe já de medalhas protocolares que serão entregues aos primeiros académicos correspondentes e de honra a partir do próximo ano. Trata-se de peças de porcelana vitrificada de 85 cm de diâmetro elaboradas especialmente pela Fábrica de Cerâmica de Sargadelos, incluindo o símbolo e nome da Academia.

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Info Atualidade Tue, 21 Jun 2011 01:22:24 +0200
AGLP na Comissão Temática da Língua Portuguesa da CPLP https://academiagalega.org/component/k2/1874-aglp-na-comissão-temática-da-língua-portuguesa-da-cplp.html https://academiagalega.org/component/k2/1874-aglp-na-comissão-temática-da-língua-portuguesa-da-cplp.html A Academia Galega da Língua Portuguesa foi admitida na Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa, dos Observadores Consultivos da CPLP, na sessão que teve lugar o dia 21 de novembro, da qual fazem parte instituições da sociedade civil de diversos países de língua portuguesa, às quais adere a AGLP, na sequência da concessão do estatuto de Observador Consultivo da CPLP, acordado pela XXII Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP realizado em Brasília em 20 de julho de 2017.

A Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa é uma estrutura operacional criada no âmbito dos Observadores Consultivos da CPLP que desenvolve actividade específica de debate e de troca de experiências sobre temas da sua área de competência, com vista à identificação e partilha de boas práticas e da implementação de projectos comuns, sempre enquadrada na ação geral prosseguida pela CPLP e com observância do estabelecido no Regulamento dos Observadores Consultivos.

No espaço da internet da Comissão indica-se que «A adoção do Plano de Ação de Brasília para a Promoção e Difusão da Língua Portuguesa, em 2010, permitiu a criação de um instrumento que pudesse constituir a base de atuação nesta matéria. Foram identificadas as prioridades de implementação da língua portuguesa nas organizações internacionais; a promoção da língua portuguesa, nomeadamente através do ensino da língua no espaço da CPLP e do seu fortalecimento como língua estrangeira; a implementação do Acordo Ortográfico, que privilegia a existência de terminologias científicas e técnicas harmonizadas em todo o espaço da CPLP; a difusão pública, através da produção e disseminação de conteúdos audiovisuais em língua portuguesa; a importância e especificidade das diásporas, que são muitas vezes os embaixadores da língua portuguesa pelo mundo fora; e a participação da sociedade civil, na concretização das metas políticas».

Atualmente a sua coordenação corresponde à Doutora Maria Helena Melim Borges, em representação da Fundação Calouste Gulbenkian, com sede em Lisboa.

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Info Atualidade Fri, 24 Nov 2017 19:38:00 +0100
AGLP na inauguração do monumento a Ricardo Carvalho Calero https://academiagalega.org/component/k2/1568-aglp-na-inauguracao-do-monumento-a-ricardo-carvalho-calero.html https://academiagalega.org/component/k2/1568-aglp-na-inauguracao-do-monumento-a-ricardo-carvalho-calero.html

José-Martinho Montero Santalha, presidente da AGLP, participou no evento
com a leitura do poema "A palavra de Dom Ricardo Carvalho Calero"

 AGLP / PGL (*)- O centenário do nascimento de Ricardo Carvalho Calero, vulto principal do reintegracionismo e Membro de Honra da Associaçom Galega da Língua, está a mobilizar pessoas de sensibilidades muito diferentes, de toda a Galiza e mesmo do exterior, que reivindicam a atualidade do seu legado. O ato central aconteceu o sábado em Compostela, no passado dia 30 de outubro de 2010, com o descerramento de uma estátua na sua honra.

A estátua foi colocada muito perto da casa da rua Carreira do Conde, onde o professor Carvalho Calero residiu os últimos anos da vida; e do liceu Rosalia de Castro e da que foi sede da Faculdade de Filologia da Universidade de Santiago de Compostela, na Praça de Maçarelos, onde exerceu a docência de língua e literatura, sendo titular da primeira cadeira universitária.

O monumento foi promocionado pola Fundaçom Meendinho, que solicitou contributos populares e de diferentes entidades e instituiçons. O principal foi da associação de empresários graniteiros do Porrinho, que cedeu a base, de Rosa Porrinho, sobre a que repousa a estátua, elaborada polo escultor José Molares, quem estava também presente.

AGLP no evento

José-Martinho Montero Santalha, como presidente da AGLP, qualificou o ato de homenagem como "de justiça à memória do mestre Ricardo Carvalho Calero", de quem destacou a defesa da língua e o estudo da nossa literatura. Leu o seguinte poema de homenagem, intitulado "A palavra de Dom Ricardo Carvalho Calero":

Dom Ricardo Carvalho Calero, voz amiga,
que ecoa na folhagem da carvalheira antiga:

por palavras de sábio, por exemplo de mestre,
transforma num milagre a Galiza silvestre,

e na terra queimada faz renascer as flores,
e nos corações limpos arder velhos amores.

Com ciência e com carinho, sem maltrato nem míngua,
orquestra um cantar novo na nossa velha língua.

E ressoa a mensagem que vem de antigas eras,
mas que leva guardadas outras mil primaveras.

Viva o fruto da ciência, do amor e do trabalho,
viva a palavra viva do professor Carvalho!

Oradores

O ato foi apresentado por Margarida Martins, da Fundaçom Meendinho. Na continuação participaram diversos oradores, em representação de instituições e entidades diversas: Javier Garbayo e Manuel Fernández Iglésias, vice-reitores das universidades de Santiago de Compostela e Vigo; Maria Pilar García Negro, do Departamento de Galego-Português da universidade da Corunha; José-Martinho Montero Santalha, como presidente da AGLP; José Paz, como presidente da ASPG-P; Valentim Rodrigues Fagim, presidente da AGAL; Guadalupe Rodríguez, vereadora do Concelho de Santiago; Elvira Cienfuegos, também representante do Governo Municipal de Compostela; Margarida Carballo Calero, filha do homenageado; Ramiro Parracho Oubiña, secretário confederal da CIG; Alexandre Banhos, como presidente da Fundaçom Meendinho.

Descerramento e hino galego

Na continuação aconteceu o descerramento da estátua, um magnífico monumento de bronze de José Molares, como ficou assinalado.

Na base, no frente, além do nome de Ricardo Carvalho Calero constam “Ferrol. 30.10.1910” e “Santiago de Compostela. 25.03.1990”, como referência às cidades e datas em que nasceu e morreu, respectivamente.

Na esquerda constam, por esta ordem, a Fundaçom Meendinho, Universidades Galegas, AGLP, AGAL, ASPG-P, CIG e Achegas Populares, para lembrar as diferentes contribuiçons para poder erigir este monumento.

E na direita, a inscrição da seguinte frase:

A fala da Galiza, o português de Portugal, o português do Brasil e os portugueses dos distintos territórios lusófonos formam um único diassistema lingüístico conhecido entre nós popularmente como Galego e internacionalmente como Português.

Encerrou-se a homenagem com a interpretação do Hino Galego por gaiteiros da Gentalha do Pichel.

Participantes

Para além das pessoas já assinaladas, participaram no acto outras que se deslocaram desde diferentes cidades, vilas e lugares da Galiza e da própria comarca de Compostela. Entre elas José Luís Rodríguez, Isaac Alonso Estraviz, Bernardo Penabade, Luís Gonçales Blasco, Ana Pontón, Carme Fernández Pérez-Sanjulián, Manuela Ribeira Cascudo, Anxo Louzao, Rubén Cela, Artur Alonso Novelhe, José Manuel Barbosa, Concha Rousia, Ana Cabanas, Ramom Reimunde, outros familiares de Carvalho Calero, e umha ampla representação da comunicação social.

(*) Extrato da crónica publicada pelo PGL.

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Info Atualidade Tue, 23 Nov 2010 01:00:00 +0100
AGLP na Sociedade de Geografia de Lisboa no encontro "A Importância da Lusofonia" https://academiagalega.org/component/k2/1751-aglp-na-sociedade-de-geografia-de-lisboa-no-encontro-a-importancia-da-lusofonia.html https://academiagalega.org/component/k2/1751-aglp-na-sociedade-de-geografia-de-lisboa-no-encontro-a-importancia-da-lusofonia.html

Organizado pelo MIL (Movimento Internacional Lusófono) decorreu na passada sexta-feira, na Sociedade de Geografia de Lisboa,  a entrega do prémio Personalidade Lusófona 2011. O ato contou com a presença dos académicos Ângelo Cristóvão, Concha Roussia e Ernesto Vásquez Souza.

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Info Atualidade Sun, 26 Feb 2012 11:58:22 +0100
AGLP NO 25º COLÓQUIO DA LUSOFONIA EM MONTALEGRE https://academiagalega.org/component/k2/1842-aglp-no-25º-colóquio-da-lusofonia-em-montalegre.html https://academiagalega.org/component/k2/1842-aglp-no-25º-colóquio-da-lusofonia-em-montalegre.html Montalegre acolheu o 25º Colóquio da Lusofonia, com a colaboração da Academia Galega da Língua Portuguesa, do 21 ao 25 de abril.

Entre os temas tratados, a Língua Portuguesa, Açorianidade e Lusofonia, Tradutologia e uma sessão dedicada à Galiza, para além de varias outras comunicações também galegas.

Este Colóquio acolheu assistentes procedentes de Alemanha, Açores, Austrália, Bangladeche, Bélgica, Brasil, Canadá, França, Galiza, Goa, Índia, Itália, Luxemburgo, Malaca, Portugal, Macau, e Timor-Leste, incluindo 10 representantes de três academias de língua portuguesa e 13 universidades e politécnicos.

O evento contou com a participação ativa do Prémio Nobel da Paz 1996, D. Ximenes Belo, como convidado especial. Durante o Colóquio homenageou-se o dramaturgo Norberto Ávila, com a representação de uma peça do escritor açoriano Álamo Oliveira. Foi também o marco para a assinatura do convénio que a AICL firmou com o Observatório da Língua Portuguesa.

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Info Atualidade Mon, 23 May 2016 02:00:00 +0200
AGLP no 4º Encontro Açoriano da Lusofonia https://academiagalega.org/component/k2/1636-aglp-no-4-encontro-acoriano-da-lusofonia.html https://academiagalega.org/component/k2/1636-aglp-no-4-encontro-acoriano-da-lusofonia.html Colóquios da LusofoniaEvento contará com representações dos Açores, da Austrália, do Brasil, da Bélgica, do Canadá, da Eslovénia, da França, da Galiza, da Itália, de Moçambique e de Portugal

PGL - Entre 31 de março e 4 de abril, nos Açores juntam-se as 3 Academias de Língua Portuguesa para debater a Açorianidade e a Literatura Açoriana sob o signo do novo acordo ortográfico. Pela Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP) estarão presentes Ângelo Cristóvão (convidado de honra), Concha Rousia e Joám Trillo.

A delegação galega acompanhará, no Cineteatro Lagoense da Câmara Municipal de Lagoa, S. Miguel, os Professores Doutores Adriano Moreira (Vice-Presidente da Academia, Presidente da Classe de Letras, Presidente do Instituto de Altos Estudos da Academia das Ciências de Lisboa), Artur Anselmo (Academia de Ciências de Lisboa Presidente do Instituto de Lexicologia e Lexicografia) que se juntam aos Patronos dos Colóquios desde 2007 João Malaca Casteleiro (Classe de Letras, 2ª Secção – Filologia e Linguística, da Academia de Ciências de Lisboa), e a Evanildo Cavalcante Bechara (Academia Brasileira de Letras) onde estarão também o Professor Doutor Carlos Reis (Reitor da Universidade Aberta, Lisboa), o Governador do Estado de Santa Catarina, deputados e mais representantes daquele Estado.

Igualmente de salientar a presença numa sessão sobre literatura açoriana dos consagrados escritores Cristóvão Aguiar, Daniel de Sá e Sidónio Bettencourt, além do notável historiador micaelense Mário Moura. A participação de 2009 conta com 50 oradores e dezenas de participantes presenciais representando Açores, Austrália, Brasil, Bélgica, Canadá, Eslovénia, França, Galiza, Itália, Moçambique e Portugal.

Durante o Econtro os serão lançados até quatro livros, integrados numa mostra de autores e obras açorianas, havendo música açoriana, uma representação teatral de Santa Catarina, Brasil e duas sessões de poesia (galega e brasileira).

O encontro pretende llevar os Açores ao mundo. Independentemente da sua Açorianidade, mas por via dela, pretende que mais lusofalantes e lusófilos fiquem a conhecer esta realidade com todas as suas peculiaridades, trazendo aos Açores outras vozes para que desse intercâmbio se possa difundir a verdadeira cultura açoriana.

O 4º Encontro Açoriano da Lusofonia conta com a parceria da Direção Regional das Comunidades estabelecendo as pontes com os Açorianos no Mundo e o imprescindível apoio da autarquia da Lagoa ao nível logístico. Este importante evento é totalmente concebido e levado a cabo por uma rede organizativa de voluntários.

Os Encontros, iniciados em 2006 com a duração de apenas dois dias, aumentaram gradualmente a sua relevância e impacto e já se prorrogarão ao longo de cinco dias no Cineteatro Lagoense. Reconhecendo a vitalidade e idiossincrasias da Literatura Açoriana voltam-se, agora, mais para esta vertente, sem descurar a tradução e os aspetos estruturantes que interessa debater da Lusofonia e da Açorianidade.

Comunicações que serão apresentadas pelas/os académicas/os da AGLP

  • Ângelo Cristóvão: «O acordo ortográfico».
  • António-Gil Hernández / Concha Rousia: «A Galiza na Lusofonia: reflexões sobre a Academia Galega da Língua Portuguesa».
  • Concha Rousia: «Mudança de narrativa linguística».
  • Isabel Rei / Joám Trillo: «A guitarra no Arquivo Valladares: música galega na lusofonia».

Fonte original:

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Info Atualidade Mon, 30 Mar 2009 02:00:00 +0200
AGLP participa em cerimónia interacadémica na ACL https://academiagalega.org/component/k2/1527-aglp-participa-em-cerimonia-interacademica-na-acl.html https://academiagalega.org/component/k2/1527-aglp-participa-em-cerimonia-interacademica-na-acl.html Presidente da AGLP Prof. Montero SantalhaDisponibilizamos texto lido por Montero Santalha na sessão de passado dia 14 em Lisboa

Numa sessão interacadémica, realizada em 14 de Abril no Salão Nobre da Academia das Ciências de Lisboa, foi apresentado o Léxico da Galiza elaborado pela Academia Galega da Língua Portuguesa, e a 5ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, elaborado pela Academia Brasileira de Letras sob a coordenação do Prof. Evanildo Cavalcante Bechara.

O lançamento realizou-se numa cerimónia que encabeçaram os presidentes das três academias da língua: portuguesa, brasileira e galega. Integraram a representação da Galiza vários académicos da AGLP: Ângelo Cristóvão (Secretário), Joám Trilho (Arquiveiro), Concha Rousia (Vice-Secretária), e Luís Gonçáles Blasco e Fernando V. Corredoira (da Comissão de Lexicologia e Lexicografia). Também assistiu o presidente da AGAL, Alexandre Banhos.

A sessão interacadémica decorreu no espaço de 70 minutos com as intervenções do Presidente da Academia das Ciências de Lisboa, Prof. Arantes e Oliveira, o Presidente da Academia Brasileira de Letras, Prof. Cícero Sandroni, o académico da ABL, Prof. Evanildo Cavalcante Bechara, o académico da ACL Aníbal Pinto de Castro, e o Presidente da Academia Galega da Língua Portuguesa, Prof. Martinho Montero Santalha, encerrando o ato o Vice-Presidente da ACL, Prof. Adriano Moreira.

Presidência da Sessão Interacadémica

Presidência da Sessão Interacadémica

Para além da assistência de uma delegação da Academia Brasileira, académicos da ACL e a delegação galega, o ato contou com o Sr. embaixador do Brasil em Portugal, Celso Marcos Vieira de Souza, o Dr. Augusto Joel, assessor do Ministério da Cultura Português, e o Sr. Gaspar Diaz, Chefe da Conselharia Cultural da Embaixada da Espanha em Lisboa.

O Presidente da Academia das Ciências de Lisboa, Prof. Eduardo Romano de Arantes e Oliveira, assegurou que «há equívocos nas relações entre Portugal e a língua portuguesa», reclamou ter em consideração a Galiza, os países africanos de língua portuguesa e também o Brasil, e afirmou que «vamos num futuro breve editar a nossa própria versão do Vocabulário».

Pela sua parte, o professor Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras (ABL), lembrou que se trata da quinta edição do Vocabulário em consonância com as normas do Acordo Ortográfico de 1990. A ABL edita desde 1970 o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, sucessivamente atualizado. A quinta edição está já disponível no mercado europeu por 60 euros.

Na sua intervenção, o Presidente da AGLP, Prof. José-Martinho Montero Santalha, afirmou que o Léxico da Galiza apresentado em Lisboa, é um primeiro contributo passível de melhoras, que será adaptado conforme aos critérios que forem adotados na elaboração do Vocabulário Comum. 

Académicos galegos com representantes do Ministério da Cultura e da Embaixada de Espanha

Concha Rousia (Academia Galega), Ângelo Cristóvão (Academia Galega),
Sr. Gaspar Díaz (Embaixada de Espanha), Dr. Augusto Joel (Ministério da Cultura),
José-Martinho Montero Santalha (Presidente da Academia Galega)

Sessão Interácadémica na ACL

Discurso do presidente da Academia Galega da Língua Portuguesa
Professor José-Martinho Montero

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Mais info:

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Info Atualidade Sat, 18 Apr 2009 19:36:35 +0200
AGLP participa na inauguração da Sede Norte do MIL https://academiagalega.org/component/k2/1727-aglp-participa-na-inauguracao-da-sede-norte-do-mil.html https://academiagalega.org/component/k2/1727-aglp-participa-na-inauguracao-da-sede-norte-do-mil.html

Cartaz do Movimento Internacional Lusófono

O académico Joám Evans Pim, Coordenador da Comissão de Relações Internacionais, intervirá amanhã 4 de novembro no ato de inauguração da sede do Movimento Internacional Lusófono para o Norte de Portugal.

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Info Atualidade Thu, 03 Nov 2011 19:32:25 +0100
AGLP participa nos atos da iniciativa "Cultura Que Une" em Amarante e Vila Real https://academiagalega.org/component/k2/1831-aglp-participa-nos-atos-da-iniciativa-cultura-que-une-em-amarante-e-vila-real.html https://academiagalega.org/component/k2/1831-aglp-participa-nos-atos-da-iniciativa-cultura-que-une-em-amarante-e-vila-real.html


Os membros da AGLP Isaac Alonso Estraviz e Francisco M. Paradelo representaram a nossa instituição nos eventos culturais que tiveram lugar durante os dias 2 e 3 de maio, nas vilas de Amarante e Vila Real.

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Info Atualidade Tue, 05 May 2015 08:40:27 +0200
AGLP publica poemário de Jenaro Marinhas del Valle https://academiagalega.org/component/k2/1826-aglp-publica-poemario-de-jenaro-marinhas-del-valle.html https://academiagalega.org/component/k2/1826-aglp-publica-poemario-de-jenaro-marinhas-del-valle.html

Invenção do Mar é o título do 8º volume da Coleção Clássicos da Galiza, poemário de Jenaro Marinhas del Valle editado pelo académico António Gil com colaboração de Pablo González Marinhas, redator da apresentação.

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Info Atualidade Tue, 06 Jan 2015 11:53:17 +0100
Ângelo Cristóvão novo presidente da Fundação Academia Galega da Língua Portuguesa https://academiagalega.org/component/k2/1738-angelo-cristovao-novo-presidente-da-fundacao-academia-galega-da-lingua-portuguesa.html https://academiagalega.org/component/k2/1738-angelo-cristovao-novo-presidente-da-fundacao-academia-galega-da-lingua-portuguesa.html


O sábado 7 de janeiro de 2012 teve lugar em Santiago de Compostela a segunda reunião do Patronato da Fundação Academia Galega da Língua Portuguesa e o oitavo Pleno da Academia Galega da Língua Portuguesa.

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Info Atualidade Tue, 10 Jan 2012 21:46:07 +0100
Ângelo Cristóvão: discurso de aceitação do Prémio Personalidade Lusófona 2013 https://academiagalega.org/component/k2/1813-angelo-cristovao-discurso-de-aceitacao-do-premio-personalidade-lusofona-2013.html https://academiagalega.org/component/k2/1813-angelo-cristovao-discurso-de-aceitacao-do-premio-personalidade-lusofona-2013.html

A seguir disponibilizamos o discurso do académico Ângelo Cristóvão com motivo da aceitação do Prémio Personalidade Lusófona 2013, outorgado pelo Movimento Internacional Lusófono (MIL). O evento teve lugar em 16 de abril de 2014 nas instalações da Sociedade de Geografia de Lisboa.

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Info Atualidade Tue, 13 May 2014 19:17:29 +0200
António Gil Hernández: "As Academias lusófonas nom podem entender-se com a RAG" https://academiagalega.org/component/k2/1639-antonio-gil-hernandez-as-academias-lusofonas-nom-podem-entender-se-com-a-rag.html https://academiagalega.org/component/k2/1639-antonio-gil-hernandez-as-academias-lusofonas-nom-podem-entender-se-com-a-rag.html

António Gil Hernández

"É como se a Real Academia Espanhola
se entendesse com umha academia de spanglish"

Eduardo Maragoto - António Gil Hernández é o presidente da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP), um projecto de criaçom recente que aglutina os defensores da adopçom, sem demoras nem normas transitórias, do Acordo Ortográfico de 1990, que previsivelmente será adoptado polo conjunto dos países lusófonos nos próximos anos

É também um dos principais referentes intelectuais dessa corrente do reintegracionismo, tendo publicado nomeadamente trabalhos de carácter sociolingüístico.

Em Abril, a AGLP apresentou à Academia Brasileira de Letras e à Academia das Ciências de Lisboa o “Léxico da Galiza para ser integrado no Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa”, que inclui perto de 700 palavras passíveis de ser incluídas em dicionários portugueses e brasileiros. O trato recebido pola Academia galega por parte das homólogasluso-brasileiras surpreendeu muitas pessoas adversárias, e até partidárias, do movimento reintegracionista, que nom estavam à espera de tamanho reconhecimento a um movimento ainda mui afastado do poder institucional. 

Que possibilidades reais existem de estas palavras virem a fazer parte dos principais dicionários portugueses?

Se estás a referir-te aos dicionários de empresas editoras, parece que algumhas empresas estám interessadas... Quanto ao Vocabulário e ao Dicionário 'oficiais', em grande medida fôrom eles a dizer-nos que propugéssemos por volta de 600 palavras galegas.

Qual foi o método seguido para a escolha das palavras galegas propostas? Lendo-as, dá a sensaçom de muitas nom serem de uso geral: dialectalismos e até castelhanismos...

Os critérios fôrom fazer propostas suficientemente estritas como amostra do que poderíamos introduzir à espera de que nos digam ou pactuemos os critérios. Começamos polo Vocabulário (neste som menos as palavras propostas). O Dicionário será diferente: sem tratar-se de um tesouro lexical, tem que dar umha visom da língua extensa e útil. É um instrumento que se dá para quem quiger ler um texto, literário ou de outra ordem, para que poda recorrer a um dicionário caso nom conheça umha palavra. Por isso, na parte do dicionário fomos relativamente generosos. O critério que se usou foi que essas palavras nom existissem no dicionário da Academia das Ciências de Lisboa, embora muitas delas estejam no Houaiss (Brasil) e noutros portugueses, às vezes com referência à sua condiçom regional do Minho.

Chama a atençom que nom esteja a palavra 'reintegracionismo' nem essa acepçom para 'lusismo'.

Nom, em tal caso, no Dicionário, quando chegasse o momento, poderia incluir-se. Isto é umha proposta nom definitiva. Esperamos as observaçons de professores que receberam o texto, que é um rascunho, umha amostra que se apresentou quando foi apresentado o Vocabulário brasileiro.

Em que medida se trata de relaçons entre academias em pé de igualdade?

Participamos em duas sessons. Na primeira, fomos recebidos na mesma sala em que tiveram lugar as discussons sobre o Acordo Ortográfico (1990) em Lisboa. Estávamos 4 académicos galegos e 5 portugueses; depois fomos convidados a um jantar na própria Academia que, ainda que descontraído, seguiu o protocolo correspondente. Quanto à segunda sessom, a solene, na mesa estavam os três presidentes das Academias. À partida, nem nós próprios contávamos com isso, mas foi exigido pola parte portuguesa e brasileira. Em que condiçom? Entendemos que em pé de igualdade, apesar da situaçom particular da Galiza. Tenha-se em conta que mesmo com umha situaçom normalizada, a Galiza nom pode ombrear-se com o Brasil. Há outras diferenças interessantes de salientar e que nos aproximam do Brasil. É o facto de a Academia Brasileira das Letras ser, como a AGLP, 'privada'. Nom é organismo do Estado, como a Academia das Ciências de Lisboa, embora seja referência assumida polo Governo federal.

Xosé Ramón Barreiro dixo a este jornal que se tinham posto em contacto com Lisboa para lhes fazer ver que a RAG era a única “representante da Galiza”. Nom lhe figérom caso?

Nom sei se lhe figérom caso e nem sequer sei se de verdade se dirigiu à Assembleia da República Portuguesa. O que é verdade é que com quem entendem que devem entender-se é com os reintegracionistas e concretamente com o órgao equivalente ao que eles tenhem. Nom faria sentido que se entendessem com umha academia que di que o galego e o português som línguas diferentes. É como se a Real Academia Espanhola se entendesse com umha academia de spanglish.

Até quando vai tolerar Portugal este relacionamento. Ou será que o rumor do suposto medo português a Espanha nom tinha fundamento?

Isto daria para umha conferência. Polo que observo, nas reunions realizadas houvo umha sançom positiva tanto de Portugal e do Brasil como de Espanha. Neste caso, interessa salientar que há umha entidade galega, mais ou menos do mesmo nível institucional que a portuguesa e a brasileira, reconhecida por estas instituiçons, e da qual fôrom testemunhas qualificadas um representante do ministro que está a levar a introduçom do Acordo [o ministro da Cultura português] e o segundo da Embaixada espanhola. Ele, que estivo presente na reuniom, pudo comprovar de que se tratava.

As relaçons da Academia Galega da Língua Portuguesa com a parte nacionalista do governo bipartido pareciam boas; e agora, virám mais dificuldades?

O novo governo nom ajudará, mas nom penso que poda pôr dificuldades; enquanto as cousas estiverem mais assentes, temos pensado falar com o presidente da Junta. De qualquer modo, o Governo nom pode interferir nas actividades lícitas dos cidadaos e, por outro lado, nom dependemos dos orçamentos estatais ou autonómicos.O Governo de Madrid, que é o que tem as competências relacionadas com os negócios estrangeiros está informado de todo o que fomos fazendo, porque a Embaixada espanhola em Lisboa foi informada de cada reuniom por nós mesmos; nom se pode dizer que andássemos a esconder nada.

Fonte original:

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Info Atualidade Tue, 30 Jun 2009 02:00:00 +0200
António Gil Hernández: «Considero necessário constituir uma Academia Galega da Língua Portuguesa» https://academiagalega.org/component/k2/1577-antonio-gil-hernandez-considero-necessario-constituir-uma-academia-galega-da-lingua-portuguesa.html https://academiagalega.org/component/k2/1577-antonio-gil-hernandez-considero-necessario-constituir-uma-academia-galega-da-lingua-portuguesa.html António Gil Hernández; desenho de Carmen Novoa Diz (Ginzo de Límia, 1951- Acrunha, 2002) III Seminário de Políticas Linguísticas, a decorrer de 26 a 28 de Março, divulga obra do professor António Gil Hernández e a análise da situação sociolinguística galega actual

PGL - É uma das pessoas chave do impusionamento, em seu dia, do reintegracionismo organizado. Co-fundador da AGAL, o seu muito trabalho dedicado a defesa, promoção e luta pela dignidade do português da Galiza será alvo de estudo, análise e divulgação no III Seminário de Políticas Linguísticas, agendado de 26 a 28 de Março na Faculdade de Ciências Políticas da Universidade de Santiago e organizado pela Associação Amizade Galiza-Portugal. Do PGL quisemos conhecer em primeira mão alguma das opiniões do Prof. Gil Hernández, que amavelmente nos atendeu.

Após três decadas de trabalho sociolinguístico na Galiza, resta-lhe um algo por fazer ou por oferecer a respeito?

Permito-me avisar que o meu trabalho não é estritamente sociolinguístico nem propriamente sociológico; talvez nem seja trabalho... Eu fui fazendo nos âmbitos do reintegracionismo um jeito de atividades diversas que nem sei como denominar: de IDEAÇÃO?, de ORGANIZAÇÃO? de AÇÃO? Pode ser. Na realidade os meus textos contêm uma mistura desses três aspetos, nem sempre equilibrada. Ousaria afirmar que todos eles se ajustam ao que digo na nota inicial do livro Temas de Linguística Política:

Apenas me aventuro a comentar faces da situação idiomática galega antes por mim ignoradas (ou quase). Exponho-as com o intuito de que outros, cientistas, sábios ou teorizadores, investiguem (e completem) dados, discutam teorias (quase nem esboçadas neste texto), compartilhem (ou não) opiniões e o que houver de saberes: destarte talvez logrem fazer ciência a partir do que nem alcança o rango de experiência arrazoada.

Bom, ao caso: Acho que não me "resta" muito a fazer (depois do feito); talvez me "some" e me "sume" demais. Quero dizer que (pela minha "culpa") estou metido aparentemente num beco sem saída, num enguedelho fatal que, como a droga, cria dependência, embora, a teor da "racionalidade" nacionalista espanhola, careça de futuro. Contudo, é justamente isso que o torna mais aliciante. Pelo menos para mim.

Seja como for, o verso inicial do poema "Penélope", de Díaz Castro, parece ser, para grande parte dos notáveis galegos e dos menos notáveis, o guia das suas atuações: "Um passo adiante e dous atrás, Galiza." Essa, para alguns, teima, mas para mim incitamento e alicerce de racionalização, acompanha-se doutra teima-incitamento, que se compendia no consenso arredor de silêncios sobre pessoas e, mormente, sobre assuntos vitais, que parecem envolver esta Terra.

A AGAL comemora neste 2006 25 anos da sua criação. O que é o mais gratificante para você nos 25 anos de reintegracionismo organizado?

A pergunta, como todas, é inocente, mas a resposta não o será. Vejamos. Enquanto co-fundador [sic] da AGAL, vou aos cornos do touro como forcado, forçado, e respondo:

1.- Satisfaz-me a difusão do reintegracionismo. Tenho na mente protagonistas certos: Pessoas galegas, nadas nesta Terra ou noutras, a julgarem necessário que a Galiza alcance existência digna, como conjunto humano, como sociedade organizada. Um dos meios para o conseguir, a meu ver elementar, é a língua, mas como no mundo das ciências sociais e da política se entende (e funciona): como LÍNGUA NACIONAL.

Cada vez mais pessoas, acho, entendem que a dignidade da Galiza alicerça na dignificação da sua língua e da correlativa rede comunicacional, fazendo com que aquela se torne em LÍNGUA NACIONAL, a começar pela forma (a ultrapasar a ortografia simples).

2.- Porém, não me satisfaz o facto de a concepção reintegracionista, lusofónica, ainda carecer de práticas extensas. De atrás venho dizendo que, se na Galiza houvesse vinte ou trinta pessoas (notáveis) que praticassem consequentemente a Lusofonia, já estaria refreada a "guerra normativa" (que lhe dizem). Portanto, não me agrada que os notáveis (essas possíveis trinta pessoas...) não queiram aproveitar o facto de os países da Lusofonia terem admitido a Galiza nos ACORDOS do Rio (1986) e de Lisboa (1990) a meio da representação de Organizações Não Governamentais. (E não só porque eu estivesse no de Lisboa...)

Nos últimos anos, no entanto, deu a baixa da AGAL. O que é que não gosta da actual linha dessa associação?

Antes de mais nada hei-de dizer que não dei nenhum passo para me retirar da AGAL. Sim reconheço que, como já o tenho explicado em mensagens ao PGL, estou longe bastante dos atuais critérios do Conselho e da Comissom Linguística, de que fiz parte.

Não discuto nem discutirei atividades realizadas ou por realizar; não são essas as que me afastam da AGAL.

Porém, discuto o encravamento, esse ficar detido, como se algum Ente paralisasse a Associaçom e a impedisse aproximar-se do português comum, sob o pretexto de não ser forma adequada às falas galegas. Discuto-o porque os reticentes a essa aproximação (como hispanófonos que também são) têm constância da propriedade do castelhano comum relativamente aos diversos e mesmo divergentes castelhanos que pelo mundo adiante há.

Quando bastantes membros da AGAL singularmente deram o passo às formas comuns e, mormente, quando na Lusofonia está a avançar, apesar de tudo, a assunção do Acordo de Lisboa, que necessitadamente será cumprido num prazo relativamente curto, carece de todo o sentido esse teimar em construir uma norma gráfica galega, face (ou contra) a portuguesa e brasileira.

A meu ver, o trabalho dos notáveis galegos lusófonos deve visar dous pontos, fulcrais:

a) A ORTOFONIA galega. Acho que não é objetivo menor, sobretudo porque o isolacionismo imperante (em que estamos envolvidos) está a "fixar" uma fonia nada galega, descerradamente castelhana, mas castelhana de Castela, nem sequer andaluza ou canária, que em grande medida desvirtuariam menos o sotaque galego (refiro-me ao "sesseio" e à pronúncia apical do S, como é habitual na Costa da Morte). Seja dito pelo direito, sem reviravoltas.

b) O LÉXICO galego (a incluir, por exemplo, preferências sufixais). Bastaria tomar como base e ponto de partida os dicionários Estraviz (galego), Houaiss (brasileiro) e Malaca (português).

Por sinal, vê hipôtese de uma [necessária] unidade de acção do movimento reintegracionista galego? É possível?

Essa unidade foi conseguida em diferentes ocasiões. Deveras a unidade de ação é necessária, como necessária é a diversificação de atividades: Não podem nem devem fazer todos o mesmo; sobejam mais explicações, acho. A unidade de ação deve evidenciar-se nas ações ad extra, para fora da "Comunidad Autónoma de Galicia", face à Galiza "exterior" espanhola (as Astúrias, o Berzo) e face à "Galiza portuguesa", face ao Brasil e os PALOPes e, mormente, face às instituições, como as "Cortes" espanholas ou o Parlamento europeu.

Todavia, há uma unidade prévia, ainda a conseguir, como apontei acima: Deve ser ultrapassado o polimorfismo na escrita, que deve ser comum. Hoje constituir uma norma gráfica galega, simétrica da portuguesa e da brasileira (segundo cá costuma presumir-se) nem para dentro nem para fora tem sentido, porque essas são, apesar de tudo, variedades da norma gráfica comum, enquanto a norma gráfica galega que a AGAL promove não pode ser considerada (a meu ver) simples variedade de aquelas.

Insisto: Faça a Comissom Linguística da AGAL o seu labor, depois de assumir que a Galiza fez parte nos Acordos do Rio e de Lisboa, e forneça ao reintegracionismo todo a ORTOFONIA e o LÉXICO galegos dentro da norma gráfica comum.

Ainda mais: Considero necessário constituir uma ACADEMIA GALEGA DA LÍNGUA PORTUGESA, velha proposta e aspiração do amigo Martinho, que o "Reino de España" dificilmente permitirá, mas que na República portuguesa pode ser legalizada com relativa facilidade. O reintegracionismo galego teria então uma referência comum, para além de associações e mesmo de atividades diversificadas, que contribuiria eficazmente a criar a consciência de universalidade, de que tanto precisam a Galiza e os seus notáveis.

Montero Santalha, de um par de anos para cá, está a divulgar um dado esmagador: Nos dias de hoje apenas 5,3% das crianças se instalam em galego (ou português da Galiza). Quais as causas para termos chegado a essa situação e quais os remédios para revertê-la?

Curiosa e nada paradoxalmente essas causas (e motivações) são re-conhecidas e até compartilhadas por isolacionistas e não isolacionistas. Mas que é o que acontece? Uns refugiam-se sob as instituições espanholas, depois de as declararem "normalizadoras" natas do "galego normativo". Outros (a grande maioria), perante tal razoamento "democrático", caem num estado de catatonia social e idiomática. Por fim bastantes progredimos como podemos... e como nos deixam todos eles.

Opino que do "Reino de España" apenas deve esperar-se (e exigir-se) que, se for estado democrático, cumpra o "Título I" da sua Constitución (1978) e não estorve aos cidadãos espanhóis (que somos) o exercício dos direitos fundamentais. Dos artigos desse Título, acho que os fundamentais são o 10.º § 2 e o 14.º. Vou permitir-me citá-los:

"Las normas relativas a los derechos fundamentales y a las libertades que la Constitución reconoce se interpretarán de conformidad con la Declaración Universal de Derechos Humanos y los tratados y acuerdos internacionales sobre las mismas materias ratificados por España" e "Los españoles son iguales ante la ley, sin que pueda prevalecer discriminación alguna por razón de nacimiento, raza, sexo, religión, opinión o cualquier otra condición o circunstancia personal o social."

Há esperança, porém, para a sobrevivência da língua na Galiza? O reintegracionismo, como proposta e como movimento, pode ainda ser peça-chave?

Se dissesse que não há esperança, seria o mais miserável dos humanos (apesar de tudo, existem castelhanos humanos...). Há esperança enquanto há vida. Contudo, para responder a pergunta, acudo a um critério prático, que enuncio assim:

"Enquanto o "Reino de España" dedique dinheiros e entidades suas (RAGa, ILGa, JdGa, ...) a "normalizar" o "galego normativo", há esperança de o Galego ou português galego poder alcançar, contra esses dinheiros e entidades, a normalidade, prévia à naturalização dos novos utentes."

Por outras palavras: Quando não haja possibilidade de recuo na incorporação de utentes de Galego —falantes e/ou escreventes—, desde esse momento o "Reino de España" deixará de executar [sic] ações "normalizadoras" do seu "galego normativo". Aduzirá "razões" "democráticas", que mais ou menos soarão: "Como la mayoría ya no quiere hablar gallego, no podemos obligar a que se use masivamente. Por lo tanto, dejamos de dar subvenciones y otras ayudas."

De facto assim vem procedendo: Quando nega subsídios porque não é utilizado o "galego normativo". Quando na distribuição de "axudas" não atende à qualidade do texto, mas à obediente fugida de "todo o alleo ó galego". Quando são alternativamente premiados os bons servidores do Reino (o júri de hoje é amanhã objeto de prémio), etc.

Aliás, passaram a reduzir o uso de "galego normativo" nos média ou a enredá-lo com a "copla española" e com visitantes egrégios hispanófonos... É certo que por vezes aparece nas ondas algum lusófono, mas quando, quanto e em que condições?

Seja como for, o Reino está a dedicar dinheiros excessivos e muitas entidades (com gentes que recebem os dinheiros) a "normalizar" o "galego normativo"... Portanto, como acima digo, há esperança para o português galego, para a Lusofonia galaica.

Qual é o papel do reintegracionismo em todo esse processo? Básico e "altúrico". Se os reintegracionistas não tivessem agido e agitado na Galiza, haveria tempo que o processo aniquilador do português galego (e do "galego normativo"!) estaria muito avançado, muito mais avançado do que hoje está. O reintegracionismo, acho, é a base e a altura do processo normalizador da sociedade galega e do consequente processo naturalizador da sua LÍNGUA NACIONAL.

Fonte original:

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Info Atualidade Thu, 23 Mar 2006 21:08:06 +0100
Aplicação do Acordo Ortográfico no Diário da República Portuguesa https://academiagalega.org/component/k2/1596-aplicacao-do-acordo-ortografico-no-diario-da-republica-portuguesa.html https://academiagalega.org/component/k2/1596-aplicacao-do-acordo-ortografico-no-diario-da-republica-portuguesa.html

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O Diário da República publicou no passado dia 25 de janeiro, terça-feira, a resolução do Conselho de Ministros n.o 8/2011 que determina a aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no sistema educativo português no ano letivo de 2011-2012.

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Info Atualidade Sun, 30 Jan 2011 02:49:01 +0100
Apresentação "Obra Seleta de Johán Viqueira" https://academiagalega.org/component/k2/1778-apresentacao-obra-seleta-de-johan-viqueira.html https://academiagalega.org/component/k2/1778-apresentacao-obra-seleta-de-johan-viqueira.html

Johán Vicente Viqueira: Obra Seleta

Na próxima quinta-feira, 7 de março, às 19.30 horas, na Livraria Suévia (R/ Vila de Negreira, 32 - Corunha) quem quiser e puder terá o gosto de participar na palavra de José António Lozano, Chiqui, e na voz e guitarra de César Moran Fraga, que apresentam o volume 6 dos Clássicos da Galiza, Obra Seleta de Johán Vicente Viqueira, publicado pelas Edições da Galiza com o contributo da Academia Galega da Língua Portuguesa.

Estará também presente António Gil Hernández, académico da AGLP e autor da seleção dos artigos de Viqueira e dos comentários integrados na obra citada.

A participação no ato é livre, gratuíta e agradecível.

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Info Atualidade Mon, 04 Mar 2013 11:32:26 +0100
Apresentação da "Obra Seleta de Johán Viqueira" em Arteijo https://academiagalega.org/component/k2/1790-apresentacao-da-obra-seleta-de-johan-viqueira-em-arteijo.html https://academiagalega.org/component/k2/1790-apresentacao-da-obra-seleta-de-johan-viqueira-em-arteijo.html

Johán Vicente Viqueira: Obra Seleta

Na próxima sexta-feira, 28 de junho, às 20.00 horas, na Livraria A Lus do Candil (Arteijo) será apresentado o volume 6 dos Clássicos da Galiza, Obra Seleta de Johán Vicente Viqueira, publicado pelas Edições da Galiza com o contributo da Academia Galega da Língua Portuguesa.

O evento contará com a palavra de Chiqui Lozano e a voz e a guitarra de César Morán. Estará também presente António Gil Hernández, académico da AGLP e autor da seleção dos artigos de Viqueira e dos comentários integrados na obra citada.

A participação no ato é livre, gratuíta e agradecível.

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Info Atualidade Thu, 27 Jun 2013 20:14:48 +0200
Apresentação da Academia Galega da Língua Portuguesa nas Jornadas de Língua em Ourense https://academiagalega.org/component/k2/1613-apresentacao-da-academia-galega-da-lingua-portuguesa-nas-jornadas-de-lingua-em-ourense.html https://academiagalega.org/component/k2/1613-apresentacao-da-academia-galega-da-lingua-portuguesa-nas-jornadas-de-lingua-em-ourense.html

Ângelo Cristóvão, Concha Rousia e Irene Veiga

Entrevista a Ângelo Cristóvão, presidente, e
Concha Rousia, vice-presidenta da Pró

A Esmorga / MDL / PGL - A Associação Pró-Academia Galega da Língua Portuguesa foi constituída em 1 de Dezembro de 2007, dia da Restauração da Independência e aniversário do primeiro acto público de Nunca Mais, com o objectivo de apoiar a criação duma Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP). Nesta segunda, 14 de Abril, Ângelo Cristóvão, presidente da associação, e Concha Rousia, vice-presidenta, participarão nas I Jornadas de Língua em Ourense apresentando este projecto na cidade das Burgas.

A ideia que os promotores têm da Academia como motor de integração da Galiza na lusofonia, difere doutros modelos académicos, pois neste caso pretendem «uma instituição nacional galega criada por iniciativa da sociedade civil, independente dos organismos do estado [...], que recupere e ponha em valor o nosso património linguístico e literário, ora maltratado, ora esquecido, ora deturpado», com bem indica Ângelo Cristóvão no web oficial da Associação Pró-AGLP.

Como bem sendo habitual durante o decorrer de todo este evento, lançámos uma série de perguntas às, desta vez, duas pessoas convidadas às Jornadas ourensanas, com o objectivo de conhecermos em primeira mão algumas das suas opiniões. Lembramos que a palestra em que estarão Ângelo e Concha decorrerá a partir das 20h00 no CS A Esmorga (rua Telheira, 9, rés-do-chão - Ourense).

Depois de terdes participado na histórica jornada em que uma delegação de galegos e galegas se fez ouvir no parlamento da República Portuguesa, a defender a unidade da língua, qual é a vossa valorização do que isto pode significar para o futuro?

Ângelo - É difícil enxergar agora, tão de perto, a repercussão desses eventos, mas estou certo que nos próximos meses e anos teremos mais notícias positivas para a Galiza.

Concha - Eu penso que nem me vai ser possível mesurar o significado desta jornada; até porque o efeito vai depender das múltiplas reacções que vá ir provocando nos diversos campos da Lusofonia. Para mim significa a integração e o reconhecimento definitivos da Galiza como parte essencial da Lusofonia.

Depois disto, alguém poderia dizer que o galego não é português, ou que o português não é galego, mas saberia que estava mentindo ou praticando a autonegação, algo ao que a gente daqui está muito afeita. Temos tantos preconceitos sobre nós mesmos e sobre a nossa cultura como sobre uma cultura alheia. Mas Galiza está a mudar.

Como surgiu em vós a necessidade de criar uma Associação Pró-Academia Galega da Língua Portuguesa e qual considerais que devem ser as suas funções?

Ângelo - Primeiro foi Martinho Montero que, numa revista propunha, entre as tarefas para o futuro, criar a Academia (acho que foi em 1994). Anos mais tarde, em comentários pessoais várias pessoas em diversos momentos fomos refletindo sobre a possibilidade, a conveniência e o momento adequado.

Finalmente, em Outubro de 2006, Martinho julgou que o lugar e a altura certas eram os Colóquios da Lusofonia, em que se produziu um interessante debate. As funções principais de qualquer academia da língua são três: institucional, editorial e como referente normativo. No caso da AGLP já começamos a exercer a primeira. Logo virão as publicações. A terceira função não me parece uma tarefa urgente.

Concha - Em mim, imagino que como em certo modo ocorre a todos os demais, a necessidade duma Academia surge quando me percebo que os que reconhecemos a nossa língua como todo o que ela é ficamos órfãos e sozinhos, sem ninguém a velar pola nossa língua nem por as pessoas que, com todo o direito do mundo, a usam com normalidade.

A academia terá múltiplas funções, a de ser a interlocutora com as outras Academias na Lusofonia, a de editar as produções agora ignoradas e menosprezadas polos organismos até agora existentes no nosso pais. Terá, em definitiva, a função de cuidar da nossa língua dentro do nosso território e a de interlocutora nossa no resto da Lusofonia.

Conta-nos como correram os trabalhos que tendes desempenhado como membros da diretiva da Associaçom Pró-AGLP, desde a fundação da mesma e quais podem ser os trabalhos prioritários da entidade para os próximos meses.

Ângelo - Quando foi constituída, em 1 de Dezembro de 2007, elaboramos uns estatutos. Logo começamos a organizar a associação. Em 14 de Fevereiro tivemos uma interessante entrevista com o Dr. Joan Martí i Castell, presidente da Seção Filológica do Institut d’Estudis Catalans.

Concha - Apesar do pouco tempo que levamos trabalhado levamos feito muito. Eu como vice-presidenta da Associaçom Pró-AGLP tenho participado em labores organizativas. Entre os trabalhos prioritários para o futuro estão a posta em marcha definitiva da Academia, ajudá-la a dar seus primeiros passos como tal Academia, tentar que estabeleça relações de colaboração com as Academias dos outros países, participar nos eventos culturais e linguísticos que tenham lugar no espaço da Lusofonia e procurar o reconhecimento social que tem que ter na Galiza, dando-se a conhecer, mesmo a través da publicação de um boletim.

Quais achais que podem ser os principais entraves para a criação da Academia Galega da Língua Portuguesa?

Ângelo - A Academia vai ser criada, sem dúvida, e aqui não haverá grandes dificuldades. Será uma entidade cívica com vocação de serviço público. A marca foi previamente registada no Reino da Espanha e na República de Portugal. Ora, para desenvolver todas as funções próprias desta entidade, serão precisos uns recursos.

Talvez o apoio económico seja a parte fraca, atendendo às circunstâncias sociopolíticas em que se desenvolve o País. Contudo, não precisamos milhões para produzir obras de valor. A internet fornece muitas possibilidades.

Concha - Penso que os custos económicos podem, em princípio, obrigar-nos a ter que ir mais devagar com os nossos projectos, acho que é só.

Ouvir áudio da palestra
[Atualização a 29 de abril de 2008]

Apresentação da AGLP nas Jornadas de Língua em Ourense

Descarregar áudio em MP3

Fonte original:

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Info Atualidade Mon, 14 Apr 2008 02:00:00 +0200
Apresentação dos "Cantares Galegos" em Acordo Ortográfico no lugar da sua primeira impressão https://academiagalega.org/component/k2/1598-apresentacao-dos-cantares-galegos-em-acordo-ortografico-no-lugar-da-sua-primeira-impressao.html https://academiagalega.org/component/k2/1598-apresentacao-dos-cantares-galegos-em-acordo-ortografico-no-lugar-da-sua-primeira-impressao.html

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No contexto da inauguração da nova
Biblioteca Popular da Escola Popular Galega

Um novo ato de apresentação dos Cantares Galegos em Acordo Ortográfico está marcado para o vindouro sábado, 12 de fevereiro, em Vigo, no contexto da inauguração da nova Biblioteca Popular da Escola Popular Galega. Dará começo às 17h30 e intervirão Ernesto Vázquez Souza e Concha Rousia, académicos da Academia Galega da Língua Portuguesa.

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Info Atualidade Mon, 07 Feb 2011 23:49:37 +0100
Apresentação em Compostela de "Galiza: Língua e Sociedade" https://academiagalega.org/component/k2/1529-apresentacao-em-compostela-de-galiza-lingua-e-sociedade.html https://academiagalega.org/component/k2/1529-apresentacao-em-compostela-de-galiza-lingua-e-sociedade.html GALIZA: Língua e SociedadeLéxico da GalizaNo mesmo ato também se dará conta do projeto para a integração de léxico da Galiza no Vocabulário Comum

Na quinta-feira, dia 14 de maio, na Livraria Couceiro de Santiago de Compostela (Praça Cervantes ou Praça do Pão), às 20h00, terá lugar o lançamento do livro Galiza: Língua e Sociedade (XIV ensaios), Anexo 1 do Boletim da AGLP, editado pela Academia Galega da Língua Portuguesa.

Intervêm Ângelo Cristóvão, Luís Gonçales Blasco "Foz" e António Gil Hernández (editor), sob a moderação da escritora e poeta Concha Rousia.

O volume, de 344 páginas, inclui textos inéditos e algumas reedições de artigos pertinentes no contexto galego, de: Lluís V. Aracil, Josep J. Conill, António Gil, Ângelo Cristóvão, Mário Herrero, Miroslav Hroch, Ernesto Vázquez, Miguel Cupeiro e Carlos Durão.

No mesmo ato também se dará conta do projeto Léxico da Galiza para ser integrado no Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa, apresentado em Lisboa, na sessão solene em que, em 14 de abril deste ano, participaram as três Academias da língua, Academia das Ciências de Lisboa, Academia Brasileira de Letras e Academia Galega da Língua Portuguesa.

Mais info:

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Info Atualidade Tue, 12 May 2009 00:16:19 +0200
Apresentação em Compostela dos Clássicos da Galiza e do Arquivo Digital https://academiagalega.org/component/k2/1747-apresentacao-em-compostela-dos-classicos-da-galiza-e-do-arquivo-digital.html https://academiagalega.org/component/k2/1747-apresentacao-em-compostela-dos-classicos-da-galiza-e-do-arquivo-digital.html


Este sábado, dia 11 de fevereiro, a Associação Pró Academia Galega da Língua Portuguesa apresentará, às 20:30, no centro social Gentalha do Pichel de Compostela, a coleção Clássicos da Galiza e o Arquivo Digital da AGLP, enquadrados dentro do ciclo de divulgação destas novidades nas principais cidades e vilas galegas.

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Info Atualidade Thu, 09 Feb 2012 12:35:36 +0100
Apresentação em Ferrol dos Clássicos da Galiza e do Arquivo Digital https://academiagalega.org/component/k2/1740-apresentacao-em-ferrol-dos-classicos-da-galiza-e-do-arquivo-digital.html https://academiagalega.org/component/k2/1740-apresentacao-em-ferrol-dos-classicos-da-galiza-e-do-arquivo-digital.html


Na vindoura sexta-feira, dia 20 de janeiro, às 20h30, serão apresentados os Clássicos da Galiza e o Arquivo Digital da AGLP no Salão de Atos da EOI de Ferrol (rua Real, 29). O evento conta com a organização da Fundaçom Artábria, com a colaboração da Pró Academia e do Departamento de Português da EOI de Ferrol.

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Info Atualidade Wed, 18 Jan 2012 12:33:38 +0100
Apresentação em Lisboa do Parecer da Comissão ILP Paz-Andrade https://academiagalega.org/component/k2/1797-apresentacao-em-lisboa-do-parecer-da-comissao-ilp-paz-andrade.html https://academiagalega.org/component/k2/1797-apresentacao-em-lisboa-do-parecer-da-comissao-ilp-paz-andrade.html

Hoje, dia 29 de outubro, será apresentado publicamente o Parecer da Comissão Promotora da ILP Paz-Andrade durante a II Conferência Internacional sobre a Língua Portuguesa no Sistema Mundial, organizada pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) em Lisboa, 29-30 de outubro de 2013. A apresentação terá lugar na sessão 4 sobre "Políticas de Língua na Galiza", agendada entre as 16h30 e 18h00.

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Info Atualidade Tue, 29 Oct 2013 01:00:00 +0100
Apresentação em Ponte Vedra dos Clássicos da Galiza e Arquivo Digital da AGLP https://academiagalega.org/component/k2/1742-apresentacao-em-ponte-vedra-dos-classicos-da-galiza-e-arquivo-digital-da-aglp.html https://academiagalega.org/component/k2/1742-apresentacao-em-ponte-vedra-dos-classicos-da-galiza-e-arquivo-digital-da-aglp.html

Na vindoura quinta-feira, dia 26 de janeiro, a Associação Pró Academia Galega da Língua Portuguesa apresentará, às 19h30, na Sala de Atos da Escola Oficial de Idiomas de Ponte Vedra, a coleção Clássicos da Galiza e o Arquivo Digital da AGLP, enquadrados dentro do ciclo de divulgação destas novidades nas principais cidades e vilas galegas.

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Info Atualidade Wed, 25 Jan 2012 02:00:15 +0100
Apresentação em Vila Garcia dos Clássicos da Galiza e do Arquivo Digital da AGLP https://academiagalega.org/component/k2/1748-apresentacao-em-vila-garcia-dos-classicos-da-galiza-e-do-arquivo-digital-da-aglp.html https://academiagalega.org/component/k2/1748-apresentacao-em-vila-garcia-dos-classicos-da-galiza-e-do-arquivo-digital-da-aglp.html

Na vindoura quinta-feira, dia 16 de fevereiro às 19h00, terão lugar no Salão de atos da EOI de Vila Garcia, as apresentações da coleção Clássicos da Galiza e do Arquivo Digital da AGLP, enquadrados dentro do ciclo de divulgação destas novidades nas principais cidades e vilas galegas organizadas pola Associação Pró Academia Galega da Língua Portuguesa, nesta ocasião em colaboração com a Equipa de Normalização Linguística da EOI de Vila Garcia.

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Info Atualidade Tue, 14 Feb 2012 12:20:26 +0100
Apresentação na Corunha dos Clássicos da Galiza e Arquivo Digital da AGLP https://academiagalega.org/component/k2/1737-apresentacao-na-corunha-dos-classicos-da-galiza-e-arquivo-digital-da-aglp.html https://academiagalega.org/component/k2/1737-apresentacao-na-corunha-dos-classicos-da-galiza-e-arquivo-digital-da-aglp.html

Cartaz do evento

Continuando o ciclo de atos apresentações dos Clássicos da Galiza e do Arquivo Digital que a Associação Pró Academia Galega da Língua Portuguesa está a realizar por toda a geografia galega, na vindoura sexta-feira, dia 13 de janeiro, serão apresentados na Corunha no Centro Social Gomes Gaioso às 20h30.

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Info Atualidade Mon, 09 Jan 2012 21:16:19 +0100
Apresentação na Crunha do livro "Galiza: Língua e Sociedade" https://academiagalega.org/component/k2/1585-apresentacao-na-crunha-do-livro-galiza-lingua-e-sociedade.html https://academiagalega.org/component/k2/1585-apresentacao-na-crunha-do-livro-galiza-lingua-e-sociedade.html Galiza: Língua e SociedadeLéxico da GalizaTambém se dará conta do Léxico da Galiza para ser integrado no Vocabulário Comum da Língua Portuguesa

Apresentação do livro Galiza: Língua e Sociedade (XIV ensaios), Anexo do Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa 1, na Livraria Couceira (Praça do Livro), na Crunha, agendada para quinta-feira, dia 18 de junho, às 20h30.

Intervirão Celso Álvarez Cáccamo, moderador do ato; Fernando Vasques Corredoira, Mário Herrero Valeiro e António Gil Hernández, co-autores da obra.

Também se dará conta do Léxico da Galiza para ser integrado no Vocabulário Comum da Língua Portuguesa, apresentado, junto do Vocabulário da Academia Brasileira de Letras, na sessão solene realizada na Academia das Ciências de Lisboa em 14 de abril passado.

Agradecemos a assistência e participação.

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Info Atualidade Tue, 09 Jun 2009 00:36:29 +0200
Apresentações do "Galiza: Língua e Sociedade" em Vigo, Moanha, Crunha e Compostela https://academiagalega.org/component/k2/1587-apresentacoes-do-galiza-lingua-e-sociedade-em-vigo-moanha-crunha-e-compostela.html https://academiagalega.org/component/k2/1587-apresentacoes-do-galiza-lingua-e-sociedade-em-vigo-moanha-crunha-e-compostela.html Galiza: Língua e SociedadeO livro Galiza: Língua e Sociedade, editado pela AGLP, será apresentado nas Feiras do Livro de Vigo e da Crunha, em Moanha e também no FESTIGAL de Compostela.

Está prevista a participação de diversos académicos e académicas assim como membros da Associação Cultural Pró AGLP.

Feira do Livro de Vigo: dia 13 de julho, segunda-feira, às 19.30h.

Com a participação de Ângelo Cristóvão Angueira, Miguel Cupeiro Frade e Alexandre Banhos Campo.

FESTIGAL: dia 24 de julho, sexta-feira, às 16.30h.

Com a participação de Concha Rousia, Luís G. Blasco (Foz) e Isabel Rei Sanmartim

Livraria "O Pontillón" de Moanha: dia 24 de julho, sexta-feira, às 21h.

Com a participação de Ângelo Cristóvão Angueira, Miguel Cupeiro Frade e Isabel Rei Sanmartim

Feira do Livro da Crunha: dia 10 de agosto, segunda-feira, às 20.30h.

Com a participação de António Gil Hernández, Ernesto Vázquez Souza e Fernando Vázquez Corredoira.

O livro Galiza: Língua e Sociedade pode adquirir-se já nas livrarias Couceiro (Compostela e A Crunha), Andel (Vigo), Torga (Ourense). E em breve na Pedreira (Compostela) e em O Pontillón (Moanha).

Também pode consultar-se gratuitamente, junto com as outras publicações da Academia Galega, nas bibliotecas dos Centros Sociais da Gentalha do Pichel (Compostela), d'A Esmorga (Ourense) e da Fundaçom Artábria (Ferrol).

Mais info:

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Info Atualidade Thu, 09 Jul 2009 03:06:26 +0200
Apresentada "Breve Antologia Poética" da obra de Guerra da Cal https://academiagalega.org/component/k2/1653-apresentada-breve-antologia-poetica-da-obra-de-guerra-da-cal.html https://academiagalega.org/component/k2/1653-apresentada-breve-antologia-poetica-da-obra-de-guerra-da-cal.html

Guerra da Cal: Breve Antologia Poética

Chegado o ano do centenário de Ernesto Guerra da Cal, já não é para ninguém surpresa que na sua pátria continue a ser ignorado, quando não vilipendiado e maldito, o nosso poeta, por se ter atrevido, desde o exílio, a dizer as verdades palmares sobre o português da Galiza (e antes ter combatido o fascismo espanhol com as armas na mão).

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Info Atualidade Fri, 29 Apr 2011 12:00:00 +0200
Arranca em Bragança a ediçom 2008 dos Colóquios Anuais da Lusofonia https://academiagalega.org/component/k2/1690-arranca-em-braganca-a-edicom-2008-dos-coloquios-anuais-da-lusofonia.html https://academiagalega.org/component/k2/1690-arranca-em-braganca-a-edicom-2008-dos-coloquios-anuais-da-lusofonia.html Colóquios da LusofoniaPGL - Desde o dia 2 de Outubro, até ao domingo, dia 5, irám decorrer em Bragança os Colóquios da Lusofonia, que atingem já a sua 7ª ediçom. O tema central deste ano está subordinado ao título ''A Língua Portuguesa e Crioulos: um enriquecimento biunívoco''. A organizaçom do evento conta com a colaboraçom da Associação de Amizade Galiza e Portugal.

Relativamente à participaçom galega, marcarám presença Ângelo Cristóvão, com a comunicaçom «O processo de criação da Academia Galega da Língua Portuguesa» (sessom 5, dia 4, 11h45); António Gil Hernández, com o trabalho «Crioulo institucionalizado contra português galego (ou português da Galiza): reflexões desde o nome dado à Galiza pelas instituições do ‘Reino de Espanha» (sessom 5, dia 4, 12h05); José Manuel Barbosa, que apresentará «Alguns aspectos a salientar da (pré-)história da língua» (sessom 8, dia 5, 10h10); e Artur Alonso Novelhe, que falará sobre «Um novo olhar sobre a poesia galega» (sessom 9, dia 5, 11h15).

Ainda, e na sequência das actividades paralelas que oferecem os Colóquios da Lusofonia, no dia 2 está agendado um recital de música folclórica da Galiza, e no dia 4 actuarám o Clube dos Poetas Vivos. Ambas actividades marcadas para as 21h15.

Para se informar do programa completo a organizaçom tem disponibilizada uma página web com abundante material para descarregar e informaçom pormenorizada do evento.

Fonte original:

 

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Info Atualidade Wed, 01 Oct 2008 02:00:00 +0200
Arranca uma nova edição dos Colóquios da Lusofonia https://academiagalega.org/component/k2/1718-arranca-uma-nova-edicao-dos-coloquios-da-lusofonia.html https://academiagalega.org/component/k2/1718-arranca-uma-nova-edicao-dos-coloquios-da-lusofonia.html
Colóquios da Lusofonia

Começa dia 30 de setembro e prolonga-se até 5 de outubro o 16º Colóquio da Lusofonia (7º Encontro Açoriano da Lusofonia) no anfiteatro da Biblioteca Municipal de Vila do Porto, dedicado ao tema Santa Maria Ilha-Mãe, Homenagem contra o Esquecimento a Daniel de Sá. AGLP estará representada no evento pela académica Concha Rousia. 

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Info Atualidade Thu, 29 Sep 2011 02:00:00 +0200
Artur Alonso Novelhe: «A Galiza esta adormecida por essa brêtema que lhe impede viver como ela mesma teria gostado de viver» https://academiagalega.org/component/k2/1644-artur-alonso-novelhe-a-galiza-esta-adormecida-por-essa-bretema-que-lhe-impede-viver-como-ela-mesma-teria-gostado-de-viver.html https://academiagalega.org/component/k2/1644-artur-alonso-novelhe-a-galiza-esta-adormecida-por-essa-bretema-que-lhe-impede-viver-como-ela-mesma-teria-gostado-de-viver.html

Artur Alonso Novelhe

O recente lançamento do poemário Filhos da Brêtema, o último trabalho do académico Artur Alonso Novelhe, apresenta a novidade de vir à lume numa edição bilíngue em português -adaptado ao Acordo Ortográfico- e em catalão. O Portal Galego da Língua acaba de publicar uma extensa entrevista ao autor do livro que divulgamos a seguir.

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Info Atualidade Tue, 05 Apr 2011 11:29:28 +0200
Assembleia da República portuguesa aprova Acordo Ortográfico https://academiagalega.org/component/k2/1622-assembleia-da-republica-portuguesa-aprova-acordo-ortografico.html https://academiagalega.org/component/k2/1622-assembleia-da-republica-portuguesa-aprova-acordo-ortografico.html

 Guia Prático Acordo Ortográfico

Diploma estabelece um período de transiçom de seis anos

PGL - PS, PSD, Bloco de Esquerda e sete deputados do CDS fizérom com que a votaçom do Acordo Ortográfico na Assembleia da República portuguesa decorresse ontem sem supresas de última hora.

Os deputados do PCP e Verdes optárom pela abstençom, bem como três deputados do PP. Na contra apenas houvo votos individuais, embora significativos, como o caso de Manuel Alegre. Alguns outros deputados pedírom escusa da votaçom.

O protocolo aprovado ontem prevê a inclusom de Timor-Leste no âmbito do Acordo, e define um período de seis anos para a entrada em vigor em todos os países de língua oficial portuguesa desde que três o tenham ratificado (bem como este novo protocolo adicional).

O ministro da Cultura, Pinto Ribeiro, mostrou-se muito contente ao final da votaçom, rejeitando que o Governo tivesse feito «ouvidos de mercador» às mais de 33 mil assinaturas do abaixo-assinado contra o Acordo, salientando que o novo Acordo vai ajudar a afirmar a língua portuguesa no mundo.

Só resto agora a assinatura por parte do presidente da República para terminar a ratificaçom do mesmo.

Porto Editora lança dicionário com 'dupla grafia'

Entretanto esse diploma era aprovado na Assembleia da República portuguesa, a Porto Editora lançava um novidoso dicionário com 'dupla grafia', em que recolhe «o que havia antes e o que vem depois do novo Acordo».

A obra opta por manter a grafia actual com a remissom para a nova naquelas palavras que se alteram conforme o Acordo Ortográfico de 1990.

A acompanhar o novo dicionário vem um Guia Prático, que explica com exemplos as diversas alteraçons introduzidas pela nova reforma ortográfica.

Fonte original:

[Atualização a 29 de Julho de 2008]

Mais info:

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Info Atualidade Sat, 17 May 2008 02:00:00 +0200
Assembleia Geral da Pró, sábado 5 de maio em Culheredo https://academiagalega.org/component/k2/1758-assembleia-geral-da-pro-sabado-5-de-maio-em-culheredo.html https://academiagalega.org/component/k2/1758-assembleia-geral-da-pro-sabado-5-de-maio-em-culheredo.html

Neste próximo sábado, dia 5 de maio, vai ter lugar em Culheredo a Assembleia Geral Ordinária da Pró-AGLP. Devido a importância das decisões a tomar: mudança de nome, de estatutos, ampliação da junta diretiva... da diretiva da associação chamam ao corpo social da Pró para assistir e participar maciçamente.

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Info Atualidade Wed, 02 May 2012 00:23:07 +0200
Associação Cultural Pró Academia assina protocolo com o Movimento Internacional Lusófono https://academiagalega.org/component/k2/1703-associacao-cultural-pro-academia-assina-protocolo-com-o-movimento-internacional-lusofono.html https://academiagalega.org/component/k2/1703-associacao-cultural-pro-academia-assina-protocolo-com-o-movimento-internacional-lusofono.html

 Maria Dovigo (AC Pró-AGLP) e Renato Epifânio (MIL)

A Associação Cultural Pró Academia Galega da Língua Portuguesa acaba de assinar um protocolo de colaboração e apoio recíproco com o Movimento Internacional Lusófono (MIL).

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Info Atualidade Mon, 20 Jun 2011 11:20:21 +0200
Associação Literarte entrega prémio à AGLP https://academiagalega.org/component/k2/1822-associacao-literarte-entrega-premio-a-aglp.html https://academiagalega.org/component/k2/1822-associacao-literarte-entrega-premio-a-aglp.html

Num evento que terá lugar sexta-feira, 10 de outubro, no Hostal dos Reis Católicos de Santiago de Compostela, a associação brasileira Literarte fará entrega do prémio Luís Vaz de Camões à AGLP, representada pela académica Concha Rousia.

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Info Atualidade Thu, 09 Oct 2014 07:50:30 +0200
Associação Pró Academia apresentada nas Jornadas Somando Esforços pola Língua https://academiagalega.org/component/k2/1612-associacao-pro-academia-apresentada-nas-jornadas-somando-esforcos-pola-lingua.html https://academiagalega.org/component/k2/1612-associacao-pro-academia-apresentada-nas-jornadas-somando-esforcos-pola-lingua.html

Intervenção de Luís Gonçales Blasco
nas Jornadas Somando Esforços pola Língua

O passado sábado, 16 de fevereiro, tivérom lugar no Museu Verbum - Casa das Palavras, em Vigo, as Jornadas Somando Esforços pola Língua, organizadas pela Associaçom Galega da Língua. Na segunda das Mesas Redondas agendadas, sob o título "Soluções, propostas e actuações na defesa da língua da Galiza", interveio Luís Gonçales Blasco em representação da Associação Pró Academia Galega da Língua Portuguesa.

O professor Gonçales Blasco apresentou o projeto da Academia Galega da Língua Portuguesa e os seus objetivos, “umha instituição que não nasce contra ninguém”, passando a explicar a génese da mesma, a situação atual em que se encontra o processo de criação e as dificuldades que enfrenta. O professor deixou claro que este novo projeto nasce para realizar o seu labor de forma independente, contribuindo para a visibilização da Galiza como país lusófono em âmbitos académicos ou institucionais lusófonos.

Mais info:

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Info Atualidade Wed, 20 Feb 2008 01:00:00 +0100
Associação Pró Academia e Instituto Cultural Brasil-Galiza no Festigal 2011 https://academiagalega.org/component/k2/1711-associacao-pro-academia-e-instituto-cultural-brasil-galiza-no-festigal-2011.html https://academiagalega.org/component/k2/1711-associacao-pro-academia-e-instituto-cultural-brasil-galiza-no-festigal-2011.html

Detalhe cartaz Festigal 2011

Mais um ano a Associação Pró Academia, em parceria com o Instituto Cultural Brasil-Galiza, participará no Festigal, feira de música, tendências e diversidade que terá lugar em Compostela (Campus Universitário Sul) nos dias 24 e 25 de julho.

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Info Atualidade Mon, 18 Jul 2011 16:54:14 +0200
Ato de homenagem a Ernesto Guerra da Cal https://academiagalega.org/component/k2/1667-ato-de-homenagem-a-ernesto-guerra-da-cal.html https://academiagalega.org/component/k2/1667-ato-de-homenagem-a-ernesto-guerra-da-cal.html

Centenário Guerra da Cal

O vindouro dia 17 de maio, Dia das Letras Galegas, às 11h30 em Compostela, diante do monumento a Ricardo Carvalho Calero, terá lugar um ato comemorativo e de homenagem no centenário do nascimento do professor, investigador e poeta galego Ernesto Guerra da Cal (1911-1994).

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Info Atualidade Tue, 10 May 2011 01:06:18 +0200
Através publica as 'Conversas com Isaac Alonso Estraviz' de Bernardo Penabade https://academiagalega.org/component/k2/1801-atraves-publica-as-conversas-com-isaac-alonso-estraviz-de-bernardo-penabade.html https://academiagalega.org/component/k2/1801-atraves-publica-as-conversas-com-isaac-alonso-estraviz-de-bernardo-penabade.html


Durante vários anos, Bernardo Penabade manteve um alargado diálogo com o lexicógrafo Isaac Alonso Estraviz ao que agora podemos aceder através das Conversas com Isaac Alonso Estraviz. Dous amigos que através dos anos dialogam e aprofundam na vida e no conhecimento de uma das figuras mais relevantes no estudo da língua e literatura galegas.

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Info Atualidade Wed, 18 Dec 2013 10:48:05 +0100
Brasil e Galiza formam uma eternidade de passado e futuro https://academiagalega.org/component/k2/1544-brasil-e-galiza-formam-uma-eternidade-de-passado-e-futuro.html https://academiagalega.org/component/k2/1544-brasil-e-galiza-formam-uma-eternidade-de-passado-e-futuro.html

Lançamento oficial do Instituto Cultural Brasil Galiza

José Carlos da Silva - Na manhã do dia 31 de março aconteceu no Instituto Federal de Santa Catarina – IF-SC, em Florianópolis, sul do Brasil, o lançamento oficial do Instituto Cultural Brasil Galiza, que contou com um público estimado de 370 pessoas, além de membros da Academia Galega da Língua Portuguesa – AGLP, Sociedade dos Poetas Advogados de Santa Catarina – SPA, professores e reitores do IF-SC, entre outros.

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Info Atualidade Wed, 14 Apr 2010 17:09:25 +0200
Cantares Galegos de Rosalia de Castro https://academiagalega.org/component/k2/1673-cantares-galegos-de-rosalia-de-castro.html https://academiagalega.org/component/k2/1673-cantares-galegos-de-rosalia-de-castro.html

Rosália de Castro: Cantares Galegos

Artigo publicado em "O Patifúndio", revista cultural da lusofonia

José Luís do Pico Orjais (*) - Do ponto de vista de um galego existem duas formas diferentes de ser lusófono. Uma, que poderíamos chamar natural, dá-se pelo simples feito de utilizar a nossa língua. Mesmo falando um galego ruim, tens de ser considerado membro da comunidade, ainda que tão só seja como aberração. A segunda das maneiras seria a de pertenceres em consciência, é dizer, tendo reflexionado sobre o problema do idioma do que fazemos parte.

Os galegos conscientes, a diferença dos naturais, precissamos duma educação continuada de desalfabetização e posterior realfabetização, alem duma permanente proteção antivírus para não ser novamente acastrapados (alienados). Mas a consciência não se fez, coma no caso do Príncipe dos Apóstolos, subitamente após uma revelação, senão que tudo é um processo onde o feedback entre os lusófilos do entorno resulta fundamental.

No meu caso há três livros verdadeiramente basilares dos que não lembro nem quem os recomendou nem como chegaram a mim (prometo não te-los roubado), mas que são fulcrais sobre o idioma arrumei que construi no meu cérebro. São os seus títulos, Ensaios e poesias (1974) de João Vicente Biqueira, Da Fala e da Escrita (1983) de Ricardo Carvalho Calero e Estudos Galegos Portugueses (1979) de Rodrígues Lapa. Esta trindade bibliográfica, conta de três formas diferentes uma única realidade verdadeira: O galego faz parte da lusofonia.

Trata-se de coletâneas de textos dispersos publicados mormente em prensa escrita em diferentes épocas da vida dos autores. Poderia-se traçar numa tábua comparativa as ideias expostas por cada um destes três volumes, e veríamos as importantes coincidências, nada assombrosas quando são fruto da lógica mais esmagadora. Alguma dessas ideias seguem a ser atualíssimas e deveriam estar, nos dias de hoje, presentes no debate sobre o estado da língua galega.

Ainda que soe a obviedade, os autores assinalam a diferência entre a língua literária e a falada, ou o que é o mesmo, a ingenuidade de pensar que a língua literária poda ser mera transplantação do idioma falado. RODRÍGUES LAPA, Manuel (1979) p.74

“Insisto muito na ortografia porque terá, unida à purificação da língua, uma virtude mágica: fará da nossa fala camponesa, isolada e pobre, uma língua universal, de valor internacional e instrumento da cultura, além disso, capacitará a todos os galegos para lerem o português, o qual, diga-se o que se quiser, hoje não podem fazer.” VIQUEIRA LÓPEZ, Xohán Vicente (1974)

“[...]porque esse problema da língua escrita e da língua falada, [...], tem hoje flagrante atualidade, e não se refere apenas ao Brasil mas ainda à Galiza, que se vai defrontar com ele, quando aceder à autonomia. Com efeito, aquilo que atrás dissemos sobre o caso brasileiro, poderíamos repeti-lo quase nos mesmos termos a respeito do galego: fala galega, mas língua literária portuguesa da Galiza sob o nome de portugalego, isto é, com as peculiaridades próprias de cada uma, sem prejuízo da unidade fundamental.” RODRÍGUES LAPA, Manuel (1979) p. 127

“Um prejuízo sentimental do mesmo tipo pode registar-se na postura daquelas pessoas que em matéria idiomática falam com devoção supersticiosa do galego popular, entendendo por tal o que empregam hoje os indivíduos que o usam por tradição espontânea, e não receberam instrução escolar sobre a matéria. Para estes ingénuos opinantes, o galego popular, o galego espontâneamente falado, é o galego real e ideal, o verdadeiro galego, o galego sagrado; e herético e sacrílego todo galego que não aceite com bágoas [lágrimas] patrióticas e democráticas nos olhos usos do falar do povo. Uma idolização do popular, como no outro caso uma idolização do infantil.

Mas a imperfeição que há de encaminhar-se à perfeição não pode erigir-se em estado ideal sem renunciar a este progresso. O repertório de dados infantis não pode constituir o ideal do conhecimento humano. A fala atual do homem galego que não recebeu informação sobre o galego não pode constituir o ideal do idioma. Pretender, por sentimental afeição imobilista, que uma criança não deve desenvolver-se para chegar a adulto, que um idioma silvestre não pode aspirar a converter-se num idioma culto, é um erro semelhante ao que renuncia a curar uma doença porque conheceu sempre doente ao que a sofre, e lhe semelharia inautêntico o enfermo curado.” CARVALHO CALERO, Ricardo (1983) p. 123

No caso dos novos escritores o tema está resolvido. Cada quem deve saber escolher bando: a Galiza isolada das normas do I.L.G.A. ou a Galiza que reclama o lugar que lhe pertence por direito na lusofonia.

Mas o problema reside naqueles escritores que criaram as suas obras utilizando um galego intuitivo, com «uma forte vassalagem gráfica da língua oficial.» CARVALHO CALERO, Ricardo (1983) p. 65 Este galego literário prè-normativo foi inventado por autores que desconheciam o passado medieval galego-português, a tradição literária portuguesa e que partindo da nada codificaram um idioma falado só por classes populares. O paradoxo, do que também falara Carvalho Calero, é que a língua literária galega nascia quando a língua falada começava a esmorecer.

Os Estudos Galego-Portugueses de Rodrigues Lapa são um magnífico manual do bom adaptador do texto dialetal galego ao português padrão. Capítulos como os titulados “A Recuperação literária do galego”, “Ainda a recuperação literária do galego”, “António Sérgio e o problema da língua literária” servem para por no seu justo lugar a questão e dar possíveis soluções.

Mas a coisa está a mudar. Edições da Galiza acaba de editar o primeiro volume da coleção Clássicos da Galiza. O texto escolhido para o primeiro número não podia ser outro que Cantares Galegos de Rosalia de Castro.

O patrocínio intelectual desta publicação corre a cargo da Academia Galega da Língua Portuguesa (A.C.L.P.) cujo presidente diz no prefácio o que segue:

«Um dos projetos mais queridos da Academia Galega da Língua Portuguesa, na sua tarefa de recolocar a Galiza como membro pleno da Lusofonia, é, já do momento mesmo da sua constituição, a edição de uma coleção de clássicos galegos, apresentados numa versão linguística (nomeadamente nos campos da ortografia e da morfologia) que –sem por isso deixar de ser fiel idiomaticamente aos textos originais- esteja em sintonia com o que é a língua portuguesa atual, de conformidade com o Acordo Ortográfico.» CASTRO, Rosalia de (2010) p. 7

Não é a primeira tentativa de adaptar textos galegos ao português moderno, mas sim é a primeira promovida por uma organização com poder normativo. Efetivamente, a A.G.L.P. pode aplicar as normas comuns do português internacional aos textos galegos e, a um tempo, colocada como está entre as organizações lusófonas ao mais alto nível, promover a integração das caraterísticas próprias do galego no sistema geral. Boa prova disto é a elaboração por parte duma comissão linguística da Academia dum vocabulário com léxico galego que está a fazer parte já dos mais importantes dicionários portugueses.

Com respeito aos Cantares Galegos agora editados, vale dizer que a versão da AGLP correu por conta do Dr Higino Martins Esteves, professor galego-argentino, cujo trabalho é impecável. O feito de ter sido esta a opera prima da coleção deveu acarretar para o professor Martins uma responsabilidade adicional que foi acometida com erudição e criatividade, duas qualidades imprescindíveis quando se trata de adaptar a língua sem que afete ao ritmo e a rima poética.

Heitor Rodal Lopes e Ernesto Vázquez Souza são os coordenadores editoriais e os verdadeiros ideólogos da ética e da estética da coleção. Trata-se duma edição de bolso, muito económica, o que lhe confere uma vocação de divulgação tanto da obra e da figura histórica de Rosalia de Castro, como do discurso lusófono da AGLP em favor do Acordo Ortográfico.

Por último não posso menos que parabenizar aos responsáveis desta edição dos Cantares Galegos e à própria academia pelo seu esforço e por dar-nos um texto exemplar que nos vai servir aos que escrevemos em português da Galiza como modelo a seguir.

Como colofão achego-vos as últimas linhas do livro de Rodrigues Lapa que, escritas há cerca de quarenta anos, tém um certo aroma a testamento ideológico:

«O português literário, sem garantia de propriedade, é privilégio de três países, Galiza, Portugal e Brasil, a que se juntaram agora mais cinco nações africanas emancipadas. Produto refinado de cultura que tem servido tantas civilizações, não o estraguem, por favor. Falado hoje por 150 milhões de indivíduos, no ano de 2000 por 200 milhões, ele está destinado, por obra dos homens e do universalismo de que é portador, a ser uma das expressões mais válidas do mundo que se avizinha. Pensem bem: não podemos perder esse tesouro.» RODRÍGUES LAPA, Manuel (1979) p. 129

Pobre Galiza, não deves
chamar-te nunca espanhola,
que Espanha de ti se olvida
quando és tu, ai!, tão formosa.
Qual se na infâmia nasceras,
torpe, de ti se envergonha,
e a mãe que um filho despreza
mãe sem coração se mostra.
Ninguém por que te levantes
che alarga a mão bondadosa;
ninguém teus prantos enxuga,
e humilde choras e choras.
Galiz, tu não tens pátria,
tu vives no mundo soia,
e a prole fecunda tua
se espalha em errantes hordas,
mentres triste e solitária
tendida na verde alfombra
ao mar esperanças pedes,
de Deus a esperança imploras.
Por isso em-que em som de festa
alegre a gaitinha se ouça,
   eu posso dizer-che:
   não canta, que chora.

Cantares Galegos
Rosalia de Castro

Pode-se adquirir os Cantares Galegos nos seguintes enlaces:

[1] CASTRO, Rosalia de (2010) Cantares galegos [Edições da Galiza; Barcelona] Primeira edição de 1863.

[1] VIQUEIRA LÓPEZ, Xohán Vicente (1974) Ensaios e poesías [Galaxia;Vigo]

[1] CARVALHO CALERO, Ricardo (1983) Da Fala e da Escrita [Galiza Editora; Ourense]

[1] RODRÍGUES LAPA,  Manuel (1979)  Estudos galego-portugueses [Sá da Costa; Lisboa]

[1] A cita de Viqueira está tirada da exemplar edição da sua obra completa feita por António Gil Hernández. BIQUEIRA, João Vicente Obra selecta [Associação de Amizade Galiza-Portugal; Corunha] p. 68

Fonte original:

(*) José Luís: é galego nascido em Ogrobe (1969) embora se considere natural da Ilha de Arouça, na Galiza. Atualmente ministra aulas de música no CEP Brea Segade de Taragonha (Rianjo).

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Info Atualidade Sun, 25 Jul 2010 02:00:00 +0200
Carlos Durão: "A língua é também nossa, mas não é só nossa" https://academiagalega.org/component/k2/1792-carlos-durao-a-lingua-e-tambem-nossa-mas-nao-e-so-nossa.html https://academiagalega.org/component/k2/1792-carlos-durao-a-lingua-e-tambem-nossa-mas-nao-e-so-nossa.html

Vídeo-resumo da entrevista ao académico Carlos Durão

Carlos Durão é o novo coordenador da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da Academia Galega da Língua Portuguesa. Em reunião do Pleno que teve lugar em Santiago de Compostela o passado 22 de junho, assumiu a responsabilidade deste grupo de trabalho da Academia em substituição de António Gil Hernández, que continua como diretor do Boletim da AGLP.

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Info Atualidade Thu, 05 Sep 2013 00:36:15 +0200
Carta aberta ao Presidente do Governo Autómono da Galiza https://academiagalega.org/component/k2/1881-carta-ao-presidente-do-governo-autómono-da-galiza,.html https://academiagalega.org/component/k2/1881-carta-ao-presidente-do-governo-autómono-da-galiza,.html A Academia Galega da Língua Portuguesa, a Associaçom Galega da Língua e a Fundaçom Meendinho, com a adesão da Associaçom de Estudos Galegos, enviam carta ao Presidente do Governo Autómono da Galiza, Alberto Núñez Feijoo, a respeito da Lei para o Aproveitamento da Língua Portuguesa e Vínculos com a Lusofonia, aprovada no Parlamento autónomo em março de 2014. Reproduzimos o texto na íntegra.

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Info Atualidade Mon, 04 Jun 2018 08:51:18 +0200
Carvalho Calero e Lois Pereiro https://academiagalega.org/component/k2/1669-carvalho-calero-e-lois-pereiro.html https://academiagalega.org/component/k2/1669-carvalho-calero-e-lois-pereiro.html

 José-Martinho Montero Santalha

José-Martinho Montero Santalha (*) - Os nomes de Carvalho Calero (Ferrol 1910 - Santiago de Compostela 1990) e Lois Pereiro (Monforte de Lemos 1958 - A Corunha 1996) apareceram relacionados quando há um ano a Real Academia Galega decidiu dedicar ao poeta monfortino o Dia das Letras Galegas do presente ano 2011 [...]

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Info Atualidade Tue, 17 May 2011 02:00:00 +0200
Carvalho Calero, no centro da Galáxia, 1980 – Ernesto V. Souza https://academiagalega.org/component/k2/1907-carvalho-calero,-no-centro-da-galáxia,-1980-–-ernesto-v-souza.html https://academiagalega.org/component/k2/1907-carvalho-calero,-no-centro-da-galáxia,-1980-–-ernesto-v-souza.html Por Ernesto V. Souza:

A história, a contrário do que se nos aprende na idade escolar, não é uma evolução graduada e progressiva de feitos, fatos, sucessos, personagens, grupos, ideias e acontecimentos, as mais das vezes é uma sucessão de mudanças, de alterações súbitas, de viradas bruscas, não poucas vezes apaixonadas, absurdas, cínicas e arbitrárias, normalmente condicionadas pelos indivíduos detentadores, capatazes ou representantes dos poderes existentes em cada momento. Mudanças que depois obrigam a recondicionamentos e reajustes justificativos, a novos destaques, apagados, descoloramentos e ausências na narrativa estabelecida.

Como já temos apontado, no centro da Galiza cultural, a partir de 1973 (e até 1982), há um debate intenso sobre a fixação da língua e a ortografia, aberto pelas mudanças educativas no tardofranquismo, na transição e na conformação do estado das autonomias fixado na Constituição do 78.

O debate começa com a possibilidade e projeto de introduzir as línguas espanholas não castelhanas no ensino oficial, por volta de 1973. O resultado já conhecemos, e está diretamente relacionado com a subalternidade consagrada no título 3 da Constituição Espanhola e com os jeitos, jeitinhos e os equilíbrios de poderes que dominaram a cena política galega antes, durante e depois da votação do Estatuto de 1981 e a articulação da Autonomia na Galiza.

O controlo de forças conservadoras, a menorização fragmentada do espaço nacionalista galeguista, o possibilismo dos culturalistas, e o projeto de laminação do republicanismo, do nacionalismo, na sua narrativa, memória e da discrepância definirão a política galega, que irá evoluindo desde a esperança e modernidade aperturista de meados dos 70, consoante e pioneira com a involução da cultura política, midiática da Espanha a partir de 1982.

A história, no que afeta diretamente a língua e a sua maneira de grafá-la, a sua proximidade e distância com o português, é relativamente conhecida e destaca precisamente esse ano 1º da Autonomia, como ponto de rotura. Não nos imos deter hoje nisto, que por outra banda já foi bem explicado pelos companheiros da Através.

Mas justamente, por isso resulta fresco e interessante, retroceder apenas um bocadinho no tempo para comprovar a violência da virada.

 

Texto completo:

Documentos anexos:

** A entrevista e os dous artigos, completos, no repositório Versão Original de Celso Álvarez Cáccamo, na UDC:

– Xosé Miguel A. Boo. 1980. “RICARDO CARBALLO CALERO, UNHA VIDA AO SERVICIO DE GALICIA” [entrevista]. GALICIA 1950-1980 – trinta anos de cultura – publicación conmemorativa do trinta aniversario da editorial galaxia. Vigo: Galaxia, p. 20.   1980gal20.pdf

– Ricardo Carballo Calero. 1980. “GALIZA FORA DE SI – A VIDA DA NOSA CULTURA FORA DO PAIS (1950-1980)”. GALICIA 1950-1980 – trinta anos de cultura – publicación conmemorativa do trinta aniversario da editorial galaxia. Vigo: Galaxia, p. 6. => 1980gal06.pdf

– Ramón Lorenzo. 1980. “A LINGUA”. GALICIA 1950-1980 – trinta anos de cultura – publicación conmemorativa do trinta aniversario da editorial galaxia. Vigo: Galaxia, p. 25. => 1980gal25.pdf

 

 

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Info Atualidade Fri, 05 Jul 2019 17:15:01 +0200
Carvalho Calero, no centro da Galáxia, 1980 – Ernesto V. Souza https://academiagalega.org/component/k2/1908-carvalho-calero,-no-centro-da-galáxia,-1980-–-ernesto-v-souza.html https://academiagalega.org/component/k2/1908-carvalho-calero,-no-centro-da-galáxia,-1980-–-ernesto-v-souza.html Por Ernesto V. Souza:

A história, a contrário do que se nos aprende na idade escolar, não é uma evolução graduada e progressiva de feitos, fatos, sucessos, personagens, grupos, ideias e acontecimentos, as mais das vezes é uma sucessão de mudanças, de alterações súbitas, de viradas bruscas, não poucas vezes apaixonadas, absurdas, cínicas e arbitrárias, normalmente condicionadas pelos indivíduos detentadores, capatazes ou representantes dos poderes existentes em cada momento. Mudanças que depois obrigam a recondicionamentos e reajustes justificativos, a novos destaques, apagados, descoloramentos e ausências na narrativa estabelecida.

Como já temos apontado, no centro da Galiza cultural, a partir de 1973 (e até 1982), há um debate intenso sobre a fixação da língua e a ortografia, aberto pelas mudanças educativas no tardofranquismo, na transição e na conformação do estado das autonomias fixado na Constituição do 78.

O debate começa com a possibilidade e projeto de introduzir as línguas espanholas não castelhanas no ensino oficial, por volta de 1973. O resultado já conhecemos, e está diretamente relacionado com a subalternidade consagrada no título 3 da Constituição Espanhola e com os jeitos, jeitinhos e os equilíbrios de poderes que dominaram a cena política galega antes, durante e depois da votação do Estatuto de 1981 e a articulação da Autonomia na Galiza.

O controlo de forças conservadoras, a menorização fragmentada do espaço nacionalista galeguista, o possibilismo dos culturalistas, e o projeto de laminação do republicanismo, do nacionalismo, na sua narrativa, memória e da discrepância definirão a política galega, que irá evoluindo desde a esperança e modernidade aperturista de meados dos 70, consoante e pioneira com a involução da cultura política, midiática da Espanha a partir de 1982.

A história, no que afeta diretamente a língua e a sua maneira de grafá-la, a sua proximidade e distância com o português, é relativamente conhecida e destaca precisamente esse ano 1º da Autonomia, como ponto de rotura. Não nos imos deter hoje nisto, que por outra banda já foi bem explicado pelos companheiros da Através.

Mas justamente, por isso resulta fresco e interessante, retroceder apenas um bocadinho no tempo para comprovar a violência da virada.

 

Texto completo:

Documentos anexos:

** A entrevista e os dous artigos, completos, no repositório Versão Original de Celso Álvarez Cáccamo, na UDC:

– Xosé Miguel A. Boo. 1980. “RICARDO CARBALLO CALERO, UNHA VIDA AO SERVICIO DE GALICIA” [entrevista]. GALICIA 1950-1980 – trinta anos de cultura – publicación conmemorativa do trinta aniversario da editorial galaxia. Vigo: Galaxia, p. 20.   1980gal20.pdf

– Ricardo Carballo Calero. 1980. “GALIZA FORA DE SI – A VIDA DA NOSA CULTURA FORA DO PAIS (1950-1980)”. GALICIA 1950-1980 – trinta anos de cultura – publicación conmemorativa do trinta aniversario da editorial galaxia. Vigo: Galaxia, p. 6. => 1980gal06.pdf

– Ramón Lorenzo. 1980. “A LINGUA”. GALICIA 1950-1980 – trinta anos de cultura – publicación conmemorativa do trinta aniversario da editorial galaxia. Vigo: Galaxia, p. 25. => 1980gal25.pdf

 

 

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Info Atualidade Fri, 05 Jul 2019 17:15:01 +0200
Catedrático José-Martinho Montero Santalha defendeu em Bragança criação da Academia Galega da Língua Portuguesa https://academiagalega.org/component/k2/1575-catedratico-jose-martinho-montero-santalha-defendeu-em-braganca-criacao-da-academia-galega-da-lingua-portuguesa.html https://academiagalega.org/component/k2/1575-catedratico-jose-martinho-montero-santalha-defendeu-em-braganca-criacao-da-academia-galega-da-lingua-portuguesa.html

José-Martinho Montero Santalha

Instituição estaria já em processo de constituição
e visaria facilitar a incorporação da Galiza à Lusofonia

Ângelo Cristóvão - O V Colóquio Anual da Lusofonia, que teve por título "Do Reino da Galiza aos nossos dias: a Língua Portuguesa na Galiza", foi o lugar escolhido pelo professor José-Martinho Montero Santalha, catedrático da Universidade de Vigo, para expor e defender a ideia da criação da Academia Galega da Língua Portuguesa.

Foi a Quarta-feira, 4 de Outubro, aos 100 anos da criação da Real Academia Galega, que Martinho Montero Santalha lançou a ideia da constituição de uma academia galega da língua que facilite a incorporação da Galiza à lusofonia.

Entre os motivos expostos pelo professor para esta iniciativa, indica dois principais: a impossibilidade de colaboração com a Real Academia Galega – que, no seu endender, nas últimas décadas adoptou um modelo castelhanizante para o galego –, e a necessidade de a Galiza ter uma instituição capaz de a representar na CPLP e noutros organismos internacionais.

Não esqueceu o professor tratar os possíveis «obstáculos para uma iniciativa deste tipo», como os relativos a questões legais e organizativas. Contudo, considera que podem ser ultrapassados se houver vontade e compromisso com o projecto. Neste sentido fez um chamamento à participação, sem exclusões.

O debate registou nove intervenções do público, a maior parte a favor da iniciativa, enquanto outras, como a do professor Xosé Ramón Freixeiro Mato, apresentaram reticências. A questão mais discutida foi a pertinência do nome da instituição. A respeito disto salientamos algumas respostas de Montero Santalha:

«Continuar a falar de galego é um dos grandes problemas, eu creio que é um dos grandes erros continuar a chamar ao galego língua galega, porque nada ganhamos com isso e perdemos muitíssimo. Quer dizer, chamar-lhe galego por que? Por manter o nosso orgulho? Tiveram o mesmo problema os brasileiros, que utilizaram durante algum tempo no nome língua nacional, por não chamar-lhe língua portuguesa. Todo o mundo lhe chama língua portuguesa».

«A palavra tem uma força terrível, quero dizer, as palavras. Então, chamar-lhe língua galega ao que é língua portuguesa da Galiza para todo o âmbito lusófono é uma maneira de enganá-los, porque é uma maneira de fazer-lhes ver que isso não tem nada a ver com eles. Porque não se chama língua brasileira: chama-se língua portuguesa do Brasil. De modo que esta é uma das causas... Temos que ter uma instituição que para o resto do mundo lusófono seja claramente lusófona: língua portuguesa da Galiza, não língua galega. Esta é precisamente uma das causas de fazer-se [a Academia]».

A gravação do som pode ouvir-se na página web Versão Original, que também disponibiliza a comunicação do professor galego, mais uma transcrição da palestra, que inclui a «exposição de motivos» mais o interessante debate produzido.

Pequena Biografia de José-Martinho Montero Santalha

José-Martinho Montero Santalha nasceu em Cerdido (Galiza) em 1941. Frequentou o Seminário de Mondonhedo e, em Itália, realizou estudos de Teologia e Filosofia (Universidade Gregoriana de Roma). Doutorou-se em Filologia com uma tese sobre as rimas da poesia trovadoresca (em 2000, Universidade da Corunha). Muito cedo aderiu aos movimentos a prol da reintegração linguística, convertendo-se num dos principais promotores.

Durante a sua estadia em Roma (1965-1974) participou no grupo “Os Irmandinhos”, preocupados pela recuperação do galego na liturgia e na sociedade em geral. Nessa altura foi um dos assinantes do “Manifesto para a supervivência da cultura galega”, publicado na revista Seara Nova (dirigida por Rodrigues Lapa) em Setembro de 1974.

A começos da década de 80 participou na fundação de diversas associações culturais galegas, como as Irmandades da Fala, Associaçom Galega da Língua e Associação de Amizade Galiza-Portugal.

Tem publicado numerosos estudos em diversas revistas e congressos internacionais, sendo um dos autores mais prolíficos e respeitados da Galiza lusófona. Actualmente é catedrático de Língua e Literatura galega na Universidade de Vigo (Campus de Ponte Vedra). Alguns dos seus textos mais representativos são:

  • Directrices para a reintegración lingüística galego-portuguesa. Ferrol, 1979.
  • Método Prático de Língua Galego-Portuguesa. Ourense: Galiza Editora, 1983.
  • Carvalho Calero e a sua obra. Santiago de Compostela: Edicións Laiovento, 1993.
  • "A lusofonia e a língua portuguesa da Galiza: dificuldades do presente e tarefas para o futuro". Temas de O Ensino de Linguística, Sociolinguística e Literatura, Ponte Vedra-Braga, Vol. VII-IV, núms. 27-38 (1991-1994), pp. 137-149.
  • Oxalá voltassem tempos idos! Memórias de Filipe de Amância, pajem de Dom Merlim. Santiago de Compostela: Edicións Laiovento, 1994.
  • As rimas da poesia trovadoresca galego-portuguesa: catálogo e análise. Corunha: Universidade da Corunha, Faculdade de Filologia, 2000, 3 volumes, 1796 pp. (Tese de Doutoramento).

Mais info sobre o V Colóquio Anual da Lusofonia:

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Info Atualidade Mon, 23 Oct 2006 02:00:00 +0200
Centros Sociais acolhem apresentações do "Léxico da Galiza" https://academiagalega.org/component/k2/1530-centros-sociais-acolhem-apresentacoes-do-lexico-da-galiza.html https://academiagalega.org/component/k2/1530-centros-sociais-acolhem-apresentacoes-do-lexico-da-galiza.html Léxico da GalizaA Associação Pró Academia realizará neste mês de junho de 2009 algumas visitas a centros sociais na Galiza para apresentar o Projeto de Léxico que a Comissão de Lexicologia e Lexicografia da AGLP está a elaborar.

O Léxico da Galiza foi realizado para, à partida, ser integrado no Vocabulário Ortográfico Comum. Contudo, no processo de elaboração surgiu a possibilidade de anotar palavras que poderiam fazer parte do Dicionário da Língua Comum. Ambos, Vocabulário e Dicionário estão projetados para se realizar entre vários países lusófonos, nomeadamente Portugal e Brasil, na sequência da implementação, nestes países e no resto de países lusófonos, das normas ortográficas do Acordo de 90, tal como vem de ser aprovado pelos seus governos.

As apresentações começam pelos centros sociais da Gentalha do Pichel (Compostela), A Esmorga (Ourense) e F. Artábria (Ferrol) e realizar-se-ão nos dias:

Centro Social Gentalha do Pichel (Compostela)
  • Quinta-feira, 4 de junho às 20h30
 
Centro Social A Esmorga (Ourense)
  • Sexta-feira, 12 de junho às 20h30
 
Fundaçom Artábria (Ferrol)
  • Sexta-feira, 19 de junho às 20h30

Estas constituem as primeiras visitas da Associação Pró Academia aos centros sociais galegos, visitas que esperamos tenham continuidade nos próximos meses.

Mais info:

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Info Atualidade Mon, 01 Jun 2009 01:35:06 +0200
Chega à Galiza, com o apoio da AGLP, a exposição 'Bemposta on the Road' https://academiagalega.org/component/k2/1566-chega-a-galiza-com-o-apoio-da-aglp-a-exposicao-bemposta-on-the-road.html https://academiagalega.org/component/k2/1566-chega-a-galiza-com-o-apoio-da-aglp-a-exposicao-bemposta-on-the-road.html

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Ficará aberta ao público até 31 de dezembro

PGL Portugal - Santiago de Compostela é a quinta paragem da exposição fotográfica “Bemposta on the Road”, da autoria de Bruno Melão, que interpretou a visão da Associação Domvs Egitanae e da revista Raia Diplomática para a aldeia da Bemposta do Campo (Penamacor).

A exposição tem o apoio da AGAL , da Academia Galega da Língua Portuguesa, da Gentalha do Pichel e do Instituto Cultural Brasil-Galiza, e chega à Galiza depois de Londres, Helsínquia, Tallin e Tartu. O público que se achegar terá a oportunidade de ver as cenas do dia-a-dia da única aldeia histórica do concelho de Penamacor que curiosamente no presente ano está a celebrar os 500 anos do seu foral, pois possuiu por mais de três séculos (1510-1836) a sua autonomia política e judicial, o que lhe permitiu prosperar e ter um estatuto importante na região. Na Idade Média foi uma Comenda da Ordem dos Templários e era uma das Torres de Vigia nas guerras contra Castela.

A exposição será inaugurada a 23 de novembro, às 20 horas, no pub Modus Vivendi (Praça de Feijóo n.º 1, Compostela), e ficará aberta ao público até 31 de dezembro. No ato inaugural estarão Bruno Caldeira, diretor da Raia Diplomática; Martinho Montero Santalha, presidente da AGLP; 'Toko', do Modus Vivendi; e Octávio Sousa Lima, vice-cônsul de Portugal na Galiza.

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Info Atualidade Mon, 22 Nov 2010 02:00:00 +0100
Com humildade e trabalho chegaremos longe https://academiagalega.org/component/k2/1615-com-humildade-e-trabalho-chegaremos-longe.html https://academiagalega.org/component/k2/1615-com-humildade-e-trabalho-chegaremos-longe.html

Ângelo Cristóvão com a estátua de Fernando Pessoa no café "A Brasileira" em Lisboa

Ângelo Cristóvão

6 Dezembro 2007:

O jornal Público edita, na página 14, uma notícia sob o título: “Parlamento prepara conferência internacional sobre Língua Portuguesa”. Associação de editores e livreiros quer ser ouvida por deputados sobre acordo ortográfico.

Três galegos, que combinaram um jantar no restaurante A Brasileira do Porto, comentam a notícia. Coincidem na necessidade de fazer todos os esforços para conseguir que as associações lusófonas galegas participem, sem exclusões, nesse evento.

7 Abril 2008:

A sociedade civil galega, por meio das Associações Lusófonas, participa de forma coordenada na Conferência Internacional sobre a língua portuguesa realizada na Assembleia da República de Portugal. A representação da Galiza inclui 2 oradores e 8 professores convidados. No dia seguinte, é recebida oficialmente na Academia das Ciências de Lisboa.

8 Abril 2008:

Jornal Público, pág. 3: “Livreiros e linguistas contra. Brasileiros, timorenses, ex-exilados e galegos, pró”.

“Foi esmagador o apoio manifestado ao acordo. Não apenas, como se esperaria, da parte dos envolvidos directamente nas negociações, como Helena da Rocha Pereira, Fernando Cristóvão ou Malaca Casteleiro. Mas também de associações galegas de defesa da lusofonia (o jornal La Voz de Galicia enviou um repórter), de Timor (Luís Costa: “Se não houver unidade ortográfica a confusão será grande, pois temos professores portugueses e brasileiros no país”) e da parte de antigos exilados políticos portugueses no Brasil. Dois deles, integrando a associação Mares Navegados, e o terceiro –coronel Pedroso Marques, presidente da RTP- num apelo emocionado à ratificação do acordo”.

Diário de Notícias, pág. 5: Galiza numa encruzilhada. Convidados a participar na audiência parlamentar, os representantes da Galiza revelaram, por um lado, a satisfação com um acordo que irá facilitar a comunicação com a CPLP mas, por outro, a preocupação por a Galiza não poder ainda integrar esta comunidade. “Julgamos que existem as condições suficientes para dar os primeiros passos neste sentido”, afirmou Alexandre Banhos, presidente da Associaçom Galega da Língua, lembrando a influência da língua e cultura portuguesas naquela região de Espanha. “Apesar do indiscutível avanço nessa direcção, a comunidade linguística desenvolve-se ainda em condições difíceis do ponto de vista legal e social”.

10 Abril 2008:

PGL: O Parlamento aprovou ontem por unanimidade dirigir-se ao Governo espanhol para «no prazo mais imediato possível» lograr a recepçom das televisões portuguesas na Galiza.

Caros:

Neste momento, depois de ler tanto comentário positivo às notícias de Lisboa, só posso transmitir um sincero agradecimento a todas as pessoas que nos mostraram o seu apoio nestes dias, na internet, e a quem colaboraram magnificamente em Lisboa para este sucesso coletivo. É emocionante ver o seguimento realizado no PGL, e também dos amigos de Portugal, através do sinal institucional da Assembleia da República. Os parabéns são para todos, mas especialmente devem ir para o Presidente da AGAL, Alexandre Banhos Campo, pela forma como levou o processo, e o gesto de ter alargado a participação a todas as associações lusófonas, sem exclusão.

Por outro lado, desejo manifestar a minha adesão e satisfação do texto apresentado e lido por ele. No comunicado da Associação Pró AGLP indicamos que “explica a posição institucional das Entidades Lusófonas Galegas, de que somos co-partícipes”.

Julgo que estamos iniciando uma nova etapa cheia de possibilidades, mas estas só podem realizar-se se formos capazes de adquirir compromissos. Já começamos a ver os primeiros resultados desta dinâmica de unidade, e estou certo que teremos mais notícias positivas nos próximos meses e anos. Com humildade e trabalho chegaremos longe.

Muito obrigado a todos.

Fonte original:

Mais info:

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Info Atualidade Fri, 11 Apr 2008 02:00:00 +0200
Comissão de Relações Internacionais e IGESIP relançam Revista de Estudos Internacionais e da Paz https://academiagalega.org/component/k2/1684-comissao-de-relacoes-internacionais-e-igesip-relancam-revista-de-estudos-internacionais-e-da-paz.html https://academiagalega.org/component/k2/1684-comissao-de-relacoes-internacionais-e-igesip-relancam-revista-de-estudos-internacionais-e-da-paz.html

Capa dos números 9-10 de "*asteriskos" 

A Quinta Reunião Plenária da Academia Galega da Língua Portuguesa, que teve lugar em Santiago de Compostela em 26 de junho de 2010, acordou criar a figura dos Institutos Associados bem como a da Comissão de Relações Internacionais (CRI). A primeira entidade associada foi o Instituto Galego de Estudos de Segurança Internacional e da Paz (IGESIP), com que a CRI passou a colaborar nos âmbitos de interesse comum.

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Info Atualidade Wed, 25 May 2011 00:41:26 +0200
Comunicação de José-Martinho Montero Santalha no V Colóquio Anual da Lusofonia https://academiagalega.org/component/k2/1520-comunicacao-de-jose-martinho-montero-santalha-no-v-coloquio-anual-da-lusofonia.html https://academiagalega.org/component/k2/1520-comunicacao-de-jose-martinho-montero-santalha-no-v-coloquio-anual-da-lusofonia.html

José-Martinho Montero Santalha

"Um novo repto: a Academia Galega da Língua Portuguesa"

Existe na Galiza, como é sabido, uma «Real Academia Galega» e outras Academias mais, quase uma dezena, entre elas a «Real Academia Galega».

A «Real Academia Galega» tinha entre os objectivos fundacionais a atenção à língua portuguesa da Galiza. Ainda que a instituição, sempre mediatizada pelas circunstâncias políticas, nunca foi muito activa, manteve durante anos a ideia guia da unidade linguística galego-portuguesa, como fica patente pelas normativas linguísticas que promulgou. Nos últimos tempos, no entanto, essa direcção mudou no sentido isolacionista.

Em princípio, dada a existência de duas ideologias contrapostas sobre a identidade da nossa língua, a Academia podia ser um foro de encontro e debate científico e sereno. Mas alguns factos recentes parecem indicar que o caminho que se quer impor à instituição não se guia por esses critérios: os últimos membros de tendência reintegracionista (nomeadamente o professor Carvalho Calero) foram marginados, os que faleceram não foram compensados, e desde há já bastante tempo só se elegem novos membros que professem a concepção isolacionista. De facto, com as incorporações do último vinténio, o controle de qualquer actividade da instituição veio a ficar em mãos do Instituto da Língua Galega, o organismo que inventou a «língua galega independente do português» e que, por isso mesmo, foi outrora feramente rebelde e opositor às directrizes linguísticas da Academia. Por uma espécie de «síndroma de Estocolmo», a Academia foi ficando submetida ao poder do seu maior inimigo.

Vista essa situação, as perspectivas de que a «Real Academia Galega» se torne uma instituição cientificamente imparcial no assunto da língua da Galiza parecem escassas a curto prazo, e, tratando-se de uma instituição com grande dependência política, a sua evolução dependerá muito de factores políticos e, em geral, da situação política da Galiza, que resulta difícil prever.

De todos os modos, qualquer que seja o futuro da «Real Academia Galega», para os que defendemos o carácter lusófono da Galiza é óbvio que o nosso país deve contar com uma «Academia Galega da Língua Portuguesa» (de modo semelhante, por exemplo, a como os diversos países de língua espanhola possuem as suas próprias Academias da língua).

Entre outras razões, uma «Academia Galega da Língua Portuguesa» é necessária para que os organismos reitores dos critérios normativos da nossa língua nos restantes países lusófonos tenham na Galiza uma instituição congénere, que ostente com pleno direito a representação da Galiza nas decisões técnicas sobre a língua comum, prescindindo –dada a particular situação da Galiza– de se o poder político do momento as ratifica ou não.

Com este projecto, não se trataria de erigir uma instituição contra a actual «Academia Galega», mas de uma instituição alternativa, diferente, guiada por claros princípios de unidade lusófona e de cooperação com as correspondentes instituições dos demais países de língua portuguesa, e inspirada pelo amor à verdade e por um sincero respeito a qualquer outra opinião, em leal concorrência. Nem sequer deveria excluir a colaboração, ocasional ou habitual, com a «Real Academia Galega», e a possível existência de membros comuns. Mas os seus estatutos, os seus princípios reitores e os seus membros deverão estar clara e expressamente posicionados a favor do carácter lusófono da Galiza, excluindo de modo explícito e firme qualquer ideia de desmembração ou isolamento do território galego a respeito do restante âmbito linguístico português.

Evidentemente, esta instituição não interferiria de nenhum modo com os organismos de inspiração reintegracionista já existentes na Galiza, os quais devem seguir existindo com a maior vitalidade possível: as características e os objectivos de uma «Academia Galega da Língua Portuguesa» são distintos aos de organismos de tão decisiva importância, tanto para o presente como para o futuro, como são a AGAL («Associaçom Galega da Língua»), as «Irmandades da Fala de Galiza e Portugal», a «Associação de Amizade Galiza-Portugal», o MDL («Movimento Defesa da Língua»), e outros, com os quais naturalmente a nova instituição deverá colaborar estreitamente.

Sou bem consciente de que a posta em marcha de um tal organismo tropeçará com grandes obstáculos.

Antes de mais, poderão aparecer travas de tipo jurídico, e devemos esperar que os defensores da tendência isolacionista moverão todos os seus poderosos instrumentos políticos para impedir que chegue a estabelecer-se. Mas, desde a pura justiça, nenhuma razão se poderá aduzir contra a constituição de um organismo que não existe nem se pode confundir com qualquer outro.

Logo, haverá dificuldades de tipo económico: será precisa uma sede estável numa cidade importante da Galiza –preferivelmente em Santiago– e a publicação dalgum órgão oficial.

E finalmente não deixará de haver, como sempre sucede nestes casos, os problemas de índole pessoal: por muito grande que seja o número de membros que se estabeleçam, não todas as pessoas que o merecem poderão ter cabida, o qual pode provocar em alguns ressentimento e até aversão.

Mas com todas estas dificuldades há que contar para qualquer cousa que se faça, e não creio que nenhuma delas seja insuperável se a comissão promotora souber agir com tino e com espírito aberto, alheio a todo género de sectarismo.

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Info Atualidade Tue, 24 Oct 2006 02:00:00 +0200
Comunicação do académico Joám Evans Pim na II Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial https://academiagalega.org/component/k2/1799-comunicacao-do-academico-joam-evans-pim-na-ii-conferencia-internacional-sobre-o-futuro-da-lingua-portuguesa-no-sistema-mundial.html https://academiagalega.org/component/k2/1799-comunicacao-do-academico-joam-evans-pim-na-ii-conferencia-internacional-sobre-o-futuro-da-lingua-portuguesa-no-sistema-mundial.html


A AGLP publica o texto da intervenção do académico Joám Evans Pim e Iolanda Mato Creo (Universidade de Vigo), apresentada o dia 29 de outubro em Lisboa, na sessão sobre «Políticas de Língua na Galiza», durante a II Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial.

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Info Atualidade Mon, 11 Nov 2013 01:00:00 +0100
Comunidades de fala galega na agenda política do espaço lusófono https://academiagalega.org/component/k2/1599-comunidades-de-fala-galega-na-agenda-politica-do-espaco-lusofono.html https://academiagalega.org/component/k2/1599-comunidades-de-fala-galega-na-agenda-politica-do-espaco-lusofono.html

Língua portuguesa e culturas lusófonas num universo globalizado

A União Latina organizou em 25 e 26 de outubro de 2010, em Lisboa, um encontro internacional intitulado "Língua portuguesa e culturas lusófonas num universo globalizado", que serviu de foro de discussões e de reflexão sobre o lugar da língua portuguesa no conhecimento e nas negociações internacionais.

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Info Atualidade Tue, 08 Feb 2011 11:46:59 +0100
Concelho de Rianjo e Universidade Aberta de Lisboa assinam protocolo de colaboração https://academiagalega.org/component/k2/1594-concelho-de-rianjo-e-universidade-aberta-de-lisboa-assinam-protocolo-de-colaboracao.html https://academiagalega.org/component/k2/1594-concelho-de-rianjo-e-universidade-aberta-de-lisboa-assinam-protocolo-de-colaboracao.html

UAb abre na Galiza o primeiro Centro localizado fora do território de Portugal
Academia Galega da Língua Portuguesa atuou de intermediária

O Concelho de Rianjo e a Universidade Aberta assinam hoje, 24 de janeiro, um Protocolo de Colaboração para a instalação de um Centro Local de Aprendizagem da UAb nesta vila galega. O ato vai ter lugar às 13 horas no Salão de Plenos da Câmara Muncipal, tendo como assinantes o Exmo. Sr. Reitor da UAb, Professor Doutor Carlos Reis, e o Exmo Sr. Presidente do Concelho de Rianjo, Pedro Pinheiro Hermida.

Está confirmada a assistência do Exmo. Sr. Pró Reitor da UAb, Domingos Caeiro, representantes dos grupos políticos municipais e da Fundação Castelao, Camilo Forján (Presidente da Câmara Municipal de Padrão), Gladys Bermúdez Siaba (Presidente da Associação de Empresários do Barbança), Xoaquín Canabal (Presidente de Associação de Empresários de Padrão, Rois e Dodro), José Martinho Montero Santalha (Presidente da AGLP), e a Comissão Executiva da Academia, Valentim Rodrigues Fagim (Presidente da AGAL e membro da AGLP), Alexandre Banhos (Presidente da Fundação Meendinho), além dos diretores dos centros escolares de Rianjo, e diversas personalidades.

O acordo para a instalação do Centro Local de Aprendizagem na Galiza, que abrirá as suas portas em breve no Auditório Municipal, inclui a dotação de diversas dependências como sala de exames, sala de computadores, gabinete do coordenador e biblioteca. Por sua parte, a Universidade contratará uma pessoa coordenadora, responsável pelo CLA, e enviará uma dotação suficiente de livros e materiais didáticos para os alunos.

A Universidade Aberta, uma das instituições europeias mais modernas e de maior prestígio na educação a distância, através do e-learning, abre na Galiza o primeiro Centro localizado fora do território de Portugal. Destarte cumpre-se um dos objetivos do Protocolo de Colaboração e Apoio Recíproco assinado entre essa Universidade e a Academia Galega da Língua Portuguesa, em Santiago de Compostela, em 5 de outubro de 2009, durante a realização do I Seminário de Lexicologia. No relacionamento entre Rianjo e a UAb, a Academia atuou no papel de intermediária, facilitando o contacto entre ambas as partes.

Mais info:

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Info Atualidade Mon, 24 Jan 2011 01:00:00 +0100
Concha Rousia e Irene Veiga colaboram no poemário Mulheres: entre Poesia e Luita https://academiagalega.org/component/k2/1716-concha-rousia-e-irene-veiga-colaboram-no-poemario-mulheres-entre-poesia-e-luita.html https://academiagalega.org/component/k2/1716-concha-rousia-e-irene-veiga-colaboram-no-poemario-mulheres-entre-poesia-e-luita.html

Capa "Mulheres: entre Poesia e Luita"

A académica da AGLP, Concha Rousia, e a presidenta da Associação Pró AGLP, Irene Veiga, participam no poemário Mulheres: entre Poesia e Luita, editado recentemente sob a chancela da Assembleia de Mulheres do Condado. Ainda, mais duas escritoras publicam os seus poemas em português da Galiza: Belém de Andrade e Belém Grandal.

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Info Atualidade Thu, 22 Sep 2011 12:41:46 +0200
Concha Rousia e Isabel Rei na ABL e no Real Gabinete Português de Leitura https://academiagalega.org/component/k2/1543-concha-rousia-e-isabel-rei-na-abl-e-no-real-gabinete-portugues-de-leitura.html https://academiagalega.org/component/k2/1543-concha-rousia-e-isabel-rei-na-abl-e-no-real-gabinete-portugues-de-leitura.html

Concha Rousia assinando o protocolo no RGPL, acompanhada de
Alcides Martins à esquerda (Vice-Presidente Administrativo) e
António Gomes da Costa à direita (Presidente)

 As académicas galegas participaram, em 29 de março, num ato na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, onde foram recebidas junto da comitiva dos Colóquios da Lusofonia pelo Presidente da ABL, Marcos Vilaça, e o gramático e lexicólogo Evanildo Bechara.

O encontro, com numeroso público assistente, começou às 14 horas com as intervenções de Chrys Chrystello, Presidente da Comissão Executiva dos Colóquios da Lusofonia, Concha Rousia, da Academia Galega da Língua Portuguesa, e Malaca Casteleiro, da Academia das Ciências de Lisboa. A intervenção galega levou por título "A participação galega nos Acordos Ortográficos: Poder e responsabilidade".

O evento serviu também para apresentar o terceiro número do Boletim da AGLP e uma nova edição de Cantares Galegos, primeiro número da Coleção de Clássicos da Galiza.

Concha Rousia e Isabel Rei ao pé da estátua de Machado de Assis, na entrada da ABL

Concha Rousia e Isabel Rei ao pé da estátua de Machado de Assis,
na entrada da ABL

Essa mesma tarde, dirigiram-se para o Real Gabinete Português de Leitura, a mais antiga instituição cultural do Brasil (1837), onde assinaram o Protocolo de Colaboração e Apoio Recíproco entre a AGLP e o RGPL. O evento incluiu um recitado de poemas de Rosalia de Castro, Guerra da Cal e da própria autora, Concha Rousia, acompanhada da guitarrra de Isabel Rei.

A viagem das académicas galegas vai conduzi-las a Florianópolis, onde terá lugar em 31 de março, no Instituto Federal de Santa Catarina, a Sessão Inaugural do Instituto Cultural Brasil-Galiza, organismo binacional com a presença da presidente brasileira, Silmara Annunciato, e Concha Rousia (presidente galega). Será apresentado também o programa de atividades, que inclui uma "Exposição da Cultura Galega", com painéis explicativos sobre história, arte, música, literatura, política, economia e língua, que irá sendo levado por diversos estados do Brasil. 

Palestra de Concha Rousia na ABL

Palestra de Concha Rousia na ABL

O programa inclui outros encontros e palestras em várias instituições, como a Universidade Federal de Santa Catarina, e intervenções no Colóquio da Lusofonia, que vai ter lugar de 5 a 9 de abril.

Público assistente na ABL

Público assistente na ABL

A participação galega nos Acordos Ortográficos

Intervenção de Concha Rousia na Academia Brasileira de Letras

Rio de Janeiro, 29 de março de 2010

Exmo. Sr. Presidente da Academia Brasileira de Letras, Prof. Marcos Vilaça; Exmo. Sr. Prof. Evanildo Bechara e demais académicos brasileiros; caros professores Malaca Casteleiro e Chrys Chrystello, prezados colegas, Senhoras e Senhores:

Agradeço, em nome da Academia Galega da Língua Portuguesa, o convite para participar neste ato numa instituição de tanta importância não só para o Brasil, como também para a nossa língua comum. Começo a minha intervenção lembrando e honrando a memória de Ernesto Guerra da Cal que foi, no Brasil, o maior defensor da dignificação da língua e cultura da Galiza, através da sua reintegração no português comum.

Conforme às informações da tese de doutoramento de Joel Gomes, recentemente apresentada na Universidade de Santiago, o nosso saudoso professor intervinha na Academia Brasileira de Letras em agosto de 1959, provavelmente nesta mesma sala, lendo um poema intitulado “Colóquio”. Em 17 de agosto desse ano recebia a medalha de Doutor Honoris Causa pela Universidade da Bahia, na altura da sua participação no IV Colóquio Internacional de Estudos Luso-Brasileiros. Ernesto Guerra da Cal foi convidado para ser um dos partícipes ao Acordo Ortográfico de 1986, tanto por Portugal como por Brasil. Na altura, ele aceitou assistir aos encontros na sua condição de galego, mas delegou no professor Isaac Alonso Estraviz, integrado na Comissão Galega, que assistiu às reuniões na Academia Brasileira de Letras junto de Adela Figueroa e José Luís Fontenla. A Comissão para a Integração da Língua da Galiza no Acordo de Ortografia Unificada, constituída em 1985, e presidida por Guerra da Cal e Jenaro Marinhas del Valle, estava integrada também por outras personalidades da vida pública como Paz Andrade, e associações culturais lusófonas.

Em 1 de outubro de 1990 Manuel Jacinto Nunes, presidente da Academia das Ciências de Lisboa, enviava carta à Comissão Galega solicitando “a presença de dois representantes galegos, para tomarem parte, como observadores, na mencionada reunião em Lisboa, de 8 a 12 de outubro de 1990”. A Delegação da Galiza no Acordo de Lisboa esteve integrada por José Luís Fontenla, Vice-Presidente Primeiro, e António Gil, Vice-Presidente Segundo da Comissão. Fontenla e Gil representaram o nosso país na condição de observadores, colaborando na redação do texto.

Como sabemos, o artigo 2 do Preâmbulo do Acordo Ortográfico indica: Os Estados signatários tomarão, através das instituições e órgãos competentes, as providências necessárias com vista à elaboração, até 1 de Janeiro de 1993, de um vocabulário ortográfico comum da língua portuguesa, tão completo quanto desejável e tão normalizador quanto possível, no que se refere às terminologias científicas e técnicas.

Em 1 de dezembro de 2007 criava-se em Santiago de Compostela a Associação Cultural Pró AGLP participando o seu presidente, Ângelo Cristóvão, em 7 de abril de 2008, na Conferência Internacional de Lisboa sobre o Acordo Ortográfico, realizada na Assembleia da República, em que também estiveram presentes outras entidades galegas (AGAL, MDL e ASPG-P) que compartilham igual conceção da língua comum e da Lusofonia. Desta forma, dava continuidade à posição galega a favor da unidade da língua, manifestada nos Acordos do Rio de Janeiro e Lisboa.

A sessão inaugural da Academia Galega da Língua Portuguesa teve lugar em 6 de outubro de 2008, em Santiago de Compostela. Desde então, mantém contacto frequente com instituições galegas e de fora da Galiza.

Na sede da Academia das Ciências de Lisboa, em 14 de abril de 2009, na altura do lançamento do Vocabulário Ortográfico da Academia Brasileira de Letras, o presidente da academia galega, José-Martinho Montero Santalha apresentou o Léxico da Galiza para ser integrado no Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa. Trata-se de uma escolha de vocábulos de uso corrente na língua oral ou na escrita literária, que ainda não estavam recolhidas nos dicionários da língua portuguesa. A responsabilidade deste trabalho correspondeu à Comissão de Lexicologia e Lexicografia, integrada por alguns dos mais conhecidos especialistas galegos. Montero Santalha, catedrático da Universidade de Vigo, reafirmava nessa altura a importância do Acordo Ortográfico como garante da unidade da língua escrita, que nos permite aos galegos a comunicação com mais de 220 milhões de pessoas. Como dizia o político e escritor Castelão, pai da Pátria Galega, em meados do século XX, a nossa língua é extensa e útil.

Em 5 de outubro de 2009 a Academia realizou em Santiago de Compostela o I Seminário de Lexicologia, com a participação dos académicos portugueses Adriano Moreira, Artur Anselmo e Malaca Casteleiro (da ACL), Maria de Lourdes Crispim e Maria Francisca Xavier (Universidade Nova de Lisboa), galegos (Álvaro Iriarte Sanromán, Isaac Estraviz e Martinho Montero Santalha) e o brasileiro Evanildo Cavalcante Bechara.

O Seminário de Lexicologia é um lugar de encontro que marca desenvolvimentos futuros num ambiente de cooperação e unidade. Foi neste evento que o professor Malaca Casteleiro apresentou o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Porto Editora, que integra o contributo lexical galego, mais de 800 palavras comuns na Galiza. Nessa altura, o professor Evanildo Bechara anunciou a inclusão, na próxima edição do Vocabulário da ABL, do contributo lexical da Galiza. Por sua vez, o académico Artur Anselmo, Presidente do Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Academia das Ciências de Lisboa, comunicou que a terceira edição do Vocabulário da ACL incluirá também o léxico galego.

No breve espaço de vida da nossa instituição, assinamos em abril de 2009 um protocolo de Colaboração com os Colóquios Açorianos da Lusofonia, que acolheu e promoveu no seu seio o nascimento da nossa Academia, com a Sociedade de Geografia de Lisboa, e com a Universidade Aberta de Lisboa. Em aplicação do Acordo com esta última entidade, assinado em 5 de outubro de 2009, a UAb abrirá, durante este ano, o seu primeiro Centro Local de Aprendizagem fora de Portugal, na Galiza. A AGLP vai assinar também, em breve, um protocolo com o Real Gabinete Português de Leitura, com a Comissão Interpaíses Brasil-Portugal e Países de Língua Oficial Portuguesa, com a Associação Brasileira de Linguística, e com o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Cabe indicar também que a Academia criou, em janeiro de 2009, uma Delegação no Brasil, sob a responsabilidade do professor Joám Evans Pim. O seu trabalho se verá continuado pelo Instituto Cultural Brasil-Galiza, criado sob os auspícios da AGLP, e que será lançado publicamente no dia 31 de março, em Florianópolis.

Exmas. Senhoras, Exmos. senhores: Vimos à Academia Brasileira de Letras com a maior vontade de colaboração. Na ocasião, apresento o terceiro número do Boletim da nossa academia, e a edição dos Cantares Galegos de Rosalia de Castro, adaptado ao Acordo Ortográfico, que constitui o primeiro volume da nossa Coleção de Clássicos da Galiza.

O professor Bechara participou nas palestras que organizou o grupo promotor da academia galega na Faculdade de Filologia da Universidade de Santiago, junto do professor Malaca Casteleiro, em outubro de 2007. Representou à Academia Brasileira de Letras na Sessão Inaugural da AGLP em 6 de outubro de 2008, como também no Seminário de Lexicologia realizado em 5 de outubro de 2009. Destarte anima, desde a primeira hora, o nascimento da nossa instituição, trazendo o apoio da centenária academia brasileira à mais jovem entre as academias da língua portuguesa. A AGLP quer render, desta forma, a sua homenagem ao intelectual e à figura humana deste brasileiro universal.

Não posso finalizar esta intervenção sem agradecer vivamente a oportunidade de me apresentar e representar a Galiza no Brasil. Uma Galiza moderna, renascida na melhor tradição cultural e cívica, na mais genuína tradição galega, a que nos leva à integração no espaço lusófono mantendo a nossa identidade linguística, o nosso léxico, as nossas pronúncias e a nossa literatura. Da nossa esquina atlântica vimos oferecer ao Brasil a nossa cooperação e o nosso compromisso de defesa da língua comum, na velha Gallaecia nascida.

Muito obrigada.

Mais informação:

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Info Atualidade Wed, 31 Mar 2010 08:00:00 +0200
Concha Rousia entrevistada na TDM (Teledifusão de Macau) https://academiagalega.org/component/k2/1652-concha-rousia-entrevistada-na-tdm-teledifusao-de-macau.html https://academiagalega.org/component/k2/1652-concha-rousia-entrevistada-na-tdm-teledifusao-de-macau.html

Concha Rousia entrevistada na TDM (Teledifusão de Macau)

Macau acolheu durante este mês de abril os Colóquios da Lusofonia. Entre os membros da comitiva oficial, integrada por 17 pessoas vindas dos diversos países de língua portuguesa, estava a Concha Rousia que, para além de representar a AGLP no congresso, foi entrevistada na TDM por Marco Carvalho, tal e como podemos ver no vídeo.

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Info Atualidade Wed, 27 Apr 2011 10:59:27 +0200
Conferência "Português Língua Global" https://academiagalega.org/component/k2/1829-conferencia-portugues-lingua-global.html https://academiagalega.org/component/k2/1829-conferencia-portugues-lingua-global.html

Folheto / Programa

Academia Galega colabora na organização da Conferência "Português Língua Global" que terá lugar o dia 22 de abril na Universidade de Évora. Estarão participando os académicos Maria Dovigo e Ângelo Cristóvão.

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Info Atualidade Fri, 17 Apr 2015 20:30:14 +0200
Conferência do académico correspondente Prof. Evandro Vieira Ouriques https://academiagalega.org/component/k2/1770-conferencia-do-academico-correspondente-prof-evandro-vieira-ouriques.html https://academiagalega.org/component/k2/1770-conferencia-do-academico-correspondente-prof-evandro-vieira-ouriques.html

Prof. Evandro Vieira Ouriques | Foto: Estelita de Amorim Ouriques

Subordinada ao título «Psicopolítica e Emancipação Intercultural: A questão Galiza, Brasil e Lusofonia», terá lugar o dia 13 de dezembro no Colégio Brasileiro de Altos Estudos da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Introdução do conferencista:

Vc sabe que a origem da língua brasileira é inequivocamente galaico-portuguesa e não portuguesa? Quais os efeitos políticos e culturais que este esquecimento tem no dia-a-dia de nossas decisões, e portanto de nosso futuro, tão ameaçado pela mentalidade desenvolvimentista tanto da direita quanto da esquerda, e que tende a violar os Direitos Humanos e os Direitos da Terra de quem o recusa ou o questiona? Que oportunidades se abrem com o resgate desta verdade histórica? Quais as suas aplicações práticas na construção da identidade, do trabalho autoral, da colaboração, da sustentabilidade?

Nesta conferência, que será realizada no Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ (gratuita, com Certificado), o Prof. Evandro Vieira Ouriques vai aplicar a perspectiva psicopolítica, com a qual procura contribuir para o avanço dos Estudos Culturais e da Economia Política, nesta questão, mostrando porque ela é a melhor convergência para a ação emancipatória frente à captura dos territórios mentais pela insustentabilidade e pela irresponsabilidade do desenvolvimentismo.

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Info Atualidade Mon, 10 Dec 2012 11:31:05 +0100
Conferência Promoção e Difusão da Língua Portuguesa https://academiagalega.org/component/k2/1809-conferencia-promocao-e-difusao-da-lingua-portuguesa.html https://academiagalega.org/component/k2/1809-conferencia-promocao-e-difusao-da-lingua-portuguesa.html

A Academia Galega da Língua Portuguesa é uma das entidades colaboradores da Conferência Promoção e Difusão da Língua Portuguesa que terá lugar em quinta-feira, 11 de abril, no Auditório da Reitoria da Universidade de Aveiro.

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Info Atualidade Thu, 10 Apr 2014 01:27:02 +0200
Congresso "Património e Fronteira" https://academiagalega.org/component/k2/1891-congresso-património-e-fronteira.html https://academiagalega.org/component/k2/1891-congresso-património-e-fronteira.html Decorre dos dias 8 a 9 de novembro em Santiago de Compostela o Congresso "Património e Fronteira", organizado pelo Consello da Cultura Galega, com o apoio da Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa da CPLP, e da Universidade do Minho.

http://consellodacultura.gal/evento.php?id=200740

 

O evento, que contará com a presença da Diretora Geral da CPLP, Georgina Benrós de Mello, articula-se em três mesas de debate, sob os rótulos "Fronteiras que unem", "Fronteiras que separam" e "Construindo Fronteiras, Deconstruindo Realidades", incluindo nove oradores, galegos e portugueses.

 

A Diretora Geral da CPLP manterá reuniões com os quatro grupos políticos do Parlamento da Galiza, o que põe de manifesto a importância desta visita institucional. Ainda, na Casa da Língua Comum, tem previsto realizar encontros com a Academia Galega da Língua Portuguesa, entidade que desde 2017 tem o reconhecimento de observador consultivo da CPLP, e com uma representação de associações culturais galegas orientadas ao relacionamento com o âmbito lusófono.

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Info Atualidade Thu, 08 Nov 2018 02:47:38 +0100
Constituição da Academia Galega da Língua Portuguesa https://academiagalega.org/component/k2/1582-constituicao-da-academia-galega-da-lingua-portuguesa.html https://academiagalega.org/component/k2/1582-constituicao-da-academia-galega-da-lingua-portuguesa.html Academia GalegaAssembleia da Pró-Academia Galega da Língua Portuguesa

A Associação Pró-Academia Galega da Língua Portuguesa celebra neste sábado em Compostela, no Centro Galego de Arte Contemporánea, a partir das 11h00, a sua assembleia de sócios e sócias para estabelecer um novo marco da sua actividade, cujo culme será a constituição da Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP).

Por volta das 13h00 está previsto o acto formal de consituição da AGLP, com a presença de todos os académicos fundadores e a eleição de cargos (presidência, secretaria, tesouraria, arquivo e vice-secretaria).

A AGLP é o fruto de um intenso trabalho iniciado com a constituição da associação em 1º de dezembro de 2007, dia da Restauração da Independência e aniversário do primeiro ato da Nunca Mais, com a vocação de dar apoios à futura Academia Galega, apresentada como repto pelo Prof. Martinho Montero Santalha no V Colóquio Anual da Lusofonia de 2007 em Bragança.

Anteriormente à nossa constituição, já tínhamos recebido os apoios dos académicos Prof. Evanildo Bechara (ABL) e Prof. Malaca Casteleiro (ACL) em Compostela durante as conferências pela Comissão Promotora da AGLP.

Em abril deste ano pudemos participar no Parlamento português na Conferência Internacional sobre o acordo ortográfico expondo a posição galega e a futura constituição da AGLP junto com as Entidades Lusófonas Galegas (AAG-P, AGAL, ASPG-P e MDL).

Fruto do intenso trabalho, não só deste último ano, e dos apoios explícitos das Entidades Lusófonas Galegas e internacionais, podemos anunciar que um novo marco terá lugar na vindoura assembleia com a constituição da Academia Galega da Língua Portuguesa. 

Mais info:

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Info Atualidade Fri, 19 Sep 2008 21:44:14 +0200
Construirmos a nossa soberania linguística https://academiagalega.org/component/k2/1728-construirmos-a-nossa-soberania-linguistica.html https://academiagalega.org/component/k2/1728-construirmos-a-nossa-soberania-linguistica.html

Celso Álvarez Cáccamo

Celso Álvarez Cáccamo, académico da AGLP, participará na palestra intitulada "Contruirmos a nossa soberania linguística", que terá lugar na Faculdade de Filologia da USC na segunda-feira, dia 7 de novembro, às 19h30 na sala de aulas nº 10.

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Info Atualidade Fri, 04 Nov 2011 20:21:47 +0100
Contributos de Galiza, Brasil, EUA, Canadá e Valência num livro-homenagem https://academiagalega.org/component/k2/1771-contributos-de-galiza-brasil-eua-canada-e-valencia-num-livro-homenagem.html https://academiagalega.org/component/k2/1771-contributos-de-galiza-brasil-eua-canada-e-valencia-num-livro-homenagem.html


Joám Manuel Araújo (*) - Em maio deste ano, um grupo de docentes e estudantes do Conservatório Profissional de Música de Santiago de Compostela organizaram um concerto alicerçado em música para poemas de Ernesto Guerra da Cal [...] A música de seis poemas universais de Ernesto Guerra da Cal, que chega ao mercado em forma de um belo produto literário-musical, pela implicação de cinco entidades e instituições e nove especialistas, de Galiza, Brasil, EUA, Canadá e Valência.

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Info Atualidade Thu, 20 Dec 2012 12:00:27 +0100
Conversações sobre o galego e o português https://academiagalega.org/component/k2/1567-conversacoes-sobre-o-galego-e-o-portugues.html https://academiagalega.org/component/k2/1567-conversacoes-sobre-o-galego-e-o-portugues.html

Com a participação de José-Martinho Montero Santalha, presidente da AGLP

AGLP / PGL - O Centro de Estudos Brasileiros, em colaboração com a Academia Brasileira de Letras, organiza na próxima terça-feira, dia 23 de novembro, entre 17:00 e 20:00 horas, um seminário com o título "Conversações sobre o galego e o português: a criação literária nas duas línguas". O evento terá lugar no Centro de Estudos Brasileiros da Universidade de Salamanca (Palácio de Maldonado, Plaza de San Benito, 1).

Sob a coordenação de Ángel Marcos de Dios, catedrático de Filologia Moderna da USAL, nas conversas participarão José Luís Rodrigues, catedrático de Língua Portuguesa da Universidade de Santiago de Compostela e membro da Comissom Lingüística da AGAL; Evanildo Bechara, membro da Academia Brasileira de Letras; e José-Martinho Montero Santalha, presidente da Academia Galega de Língua Portuguesa.

José Luís Rodrigues apresentará a comunicação "Galego/português: encontros, desencontros, reencontros", Evanildo Bechara falará sobre "Os Estudos da Língua Portuguesa na ABL", e José-Martinho Montero Santalha intervirá com uma exposição subordinada ao título "O galego: o português da Galiza. Uma visão do galego como parte da lusofonia".

É possível assitir à atividade ao vivo pela internet através do canal de TV do CEB. A entrada é livre até completar a lotação.

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Info Atualidade Mon, 22 Nov 2010 02:00:10 +0100
Cooperação da Academia Galega da Língua Portuguesa em Moçambique https://academiagalega.org/component/k2/1668-cooperacao-da-academia-galega-da-lingua-portuguesa-em-mocambique.html https://academiagalega.org/component/k2/1668-cooperacao-da-academia-galega-da-lingua-portuguesa-em-mocambique.html

Capa e contracapa de "Não Matar É Possível"

A Academia Galega da Língua Portuguesa vem de apoiar a ONG moçambicana FOMICRES (Força Moçambicana para a Investigação de Crimes e Reinserção Social) promovendo a tradução para a língua portuguesa do volume intitulado Não matar é possível, uma obra do cientista político Glenn D. Paige, originariamente em inglês. A publicação será a base de um amplo projeto sob o mesmo título, centrado na destruição de material de guerra.

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Info Atualidade Tue, 10 May 2011 22:31:09 +0200
CPLP CONCEDE ESTATUTO DE OBSERVADOR CONSULTIVO À ACADEMIA GALEGA DA LÍNGUA PORTUGUESA https://academiagalega.org/component/k2/1868-c-p-l-p-concede-estatuto-de-observador-consultivo-à-academia-galega-da-língua-portuguesa.html https://academiagalega.org/component/k2/1868-c-p-l-p-concede-estatuto-de-observador-consultivo-à-academia-galega-da-língua-portuguesa.html O Conselho de Ministros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, na sua XXII reunião ordinária, realizada em Brasília no dia 20 de julho de 2017, decidiu conceder a categoria de Observador Consultivo à Fundação Academia Galega da Língua Portuguesa.

 

A decisão ora adotada é duplamente significativa, por ser a primeira entidade da sociedade civil galega a participar oficialmente neste organismo, o que poderá vir a reforçar as posições pró lusófonas na Galiza, e por tratar-se de uma Academia que defende a unidade da língua portuguesa, de que o galego faz parte.
 
O presidente da Academia, professor Rudesindo Soutelo, salientou a importância deste reconhecimento, que faz extensivo a todos os cidadãos galegos, instituições académicas e entidades culturais que partilham a visão do português como norma internacional válida para a Galiza, e manifestou o seu agradecimento ao governo da República de Angola, que patrocinou a candidatura da Academia com o apoio explícito de outros países membros, como já o tinha feito na Cimeira de Luanda, em 22 de julho de 2011, bem como à Fundação Doutor António Agostinho Neto, pelo seu inestimável apoio ao longo destes anos.

 

A Academia Galega da Língua Portuguesa foi criada formalmente em 20 de setembro de 2008 em Santiago de Compostela. Realizou a sua sessão inaugural em 6 de outubro do mesmo ano, com a presença de representantes da Academia das Ciências de Lisboa, Academia Brasileira de Letras, Governo Autónomo da Galiza e diversas personalidades lusófonas. Formada por 32 académicos numerários, mantém atualmente um relacionamento estável com mais de 30 instituições de Angola, Argentina, Brasil, Canadá, Goa (Índia), Macau (China) e Portugal.

Neste breve espaço de tempo integrou o Léxico da Galiza no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Porto Editora e no Vocabulário Priberam, através do programa informático FLiP.

 

Publicou 8 números do seu Boletim, iniciou uma Coleção Clássicos da Galiza, realizou uma série de Seminários de Lexicologia, publicou o Vocabulário Ortográfico da Galiza, com 150,000 entradas, organizou diversos encontros internacionais em Santiago de Compostela, e colaborou em diversas Conferências da Comissão de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa, dos Observadores Consultivos da CPLP. Tem, como dicionário de referência, o Dicionário Estraviz, atualizado conforme ao Acordo Ortográfico de 1990, e acessível gratuitamente na internet.

 

A Academia Galega da Língua Portuguesa é uma Fundação registada no Ministério da Cultura da Espanha em 1 de março de 2011 com o número 980, sendo de âmbito estatal. Entre as suas funções estatutárias encontra-se a defesa da unidade da língua portuguesa, e o assessoramento a instituições públicas e governos em matéria de relações internacionais com os países de língua portuguesa. Tem a sua sede na Casa da Língua Comum, em Santiago de Compostela. Contacto: secretaria@academiagalega.org

 

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Info Atualidade Sat, 22 Jul 2017 13:50:00 +0200
Criação da AICL - Associação dos Colóquios da Lusofonia https://academiagalega.org/component/k2/1593-criacao-da-aicl-associacao-dos-coloquios-da-lusofonia.html https://academiagalega.org/component/k2/1593-criacao-da-aicl-associacao-dos-coloquios-da-lusofonia.html

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Foi criada em 28 de Outubro de 2010, e oficialmente constituída em 6 de dezembro do mesmo ano, a Associação [Internacional] dos Colóquios da Lusofonia.

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Info Atualidade Mon, 17 Jan 2011 02:00:00 +0100
Criada a Fundação Academia Galega da Língua Portuguesa https://academiagalega.org/component/k2/1701-criada-a-fundacao-academia-galega-da-lingua-portuguesa.html https://academiagalega.org/component/k2/1701-criada-a-fundacao-academia-galega-da-lingua-portuguesa.html

Registo Fundações Culturais do Ministério da Cultura da Espanha

A Fundação Academia Galega da Língua Portuguesa já é uma realidade. A nova entidade, promovida pela Associação Cultural Pró AGLP, foi constituída em 20 de janeiro de 2011 e registada em 29 de abril no Ministério da Cultura da Espanha com o número 980, tendo o âmbito de atuação em todo o Estado.

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Info Atualidade Fri, 17 Jun 2011 10:55:32 +0200
Crónica da apresentação do "Galiza: Língua e Sociedade" em Vigo https://academiagalega.org/component/k2/1589-cronica-da-apresentacao-do-galiza-lingua-e-sociedade-em-vigo.html https://academiagalega.org/component/k2/1589-cronica-da-apresentacao-do-galiza-lingua-e-sociedade-em-vigo.html

Apresentação na Feira do Livro de Vigo

Ângelo Cristóvão, Miguel Cupeiro e Alexandre Banhos
na Feira do Livro de Vigo

Na segunda-feira, dia 13 de julho de 2009, decorreu na Feira do Livro de Vigo a quinta apresentação do livro Galiza: Língua e Sociedade, editado pela Academia Galega da Língua Portuguesa, e promovido pela Associação de Amizade Galiza -Portugal.

Apresentados por Alexandre Banhos Campo, sócio da Ass. Cultural Pró AGLP, intervieram como oradores os co-autores do livro Miguel Cupeiro Frade, linguista e professor de português e Ângelo Cristóvão Angueira, empresário, presidente da Ass. Cultural Pró AGLP e académico da AGLP.

Depois da excelente apresentação do livro por parte de Miguel Cupeiro e dos comentários breves a respeito do seu artigo, Ângelo Cristóvão explicou também os temas dos seus artigos, facto que o levou a expor os objetivos da Academia e os motivos da sua criação. Depois das exposições, o numeroso, variado e atento público realizou várias perguntas que, para além da atenção colocada nos discursos, evidenciavam um certo, mas natural, desconhecimento do projeto da Academia e do reintegracionismo em geral que foi eficazmente resolvido pelos oradores.

Finalmente venderam-se exemplares do livro e várias pessoas solicitaram mais informação sobre a nossa Academia.

Queremos agradecer aos organizadores da Feira do Livro a sua atenção e disponibilidade, assim como à livraria Andel, em que se pode adquirir o livro ao preço de 15 euros, pela amabilidade com que fomos tratados e o apoio que deles temos recebido.

Apresentação na Feira do Livro de Vigo

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Info Atualidade Thu, 16 Jul 2009 00:19:40 +0200
Crónica da apresentação dos "Cantares Galegos" no local da Biblioteca Popular da EPG https://academiagalega.org/component/k2/1601-cronica-da-apresentacao-dos-cantares-galegos-no-local-da-biblioteca-popular-da-epg.html https://academiagalega.org/component/k2/1601-cronica-da-apresentacao-dos-cantares-galegos-no-local-da-biblioteca-popular-da-epg.html

Escola Popular Galega

O passado sábado 12 de fevereiro, às 17h30 da tarde, inaugurou-se a Biblioteca Popular da Escola Popular Galega,  situada na Rua Real nº 12 (Vigo),  no mesmo edifício onde a 17 de maio de 1863 se imprimia pela primeira vez o livro Cantares Galegos de Rosália de Castro .

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Info Atualidade Tue, 22 Feb 2011 19:31:36 +0100
Crónica da Apresentação dos Clássicos da Galiza e do Arquivo Digital da AGLP na EOI de Vigo https://academiagalega.org/component/k2/1753-cronica-da-apresentacao-dos-classicos-da-galiza-e-do-arquivo-digital-da-aglp-na-eoi-de-vigo.html https://academiagalega.org/component/k2/1753-cronica-da-apresentacao-dos-classicos-da-galiza-e-do-arquivo-digital-da-aglp-na-eoi-de-vigo.html


Paloma Fernández de Córdoba - Onte, 29 de fevereiro, decorreu na EOI de Vigo mais uma apresentação da coleção Clássicos da Galiza e do Arquivo Digital da AGLP, organizada pela Pró-AGLP em colaboração com o Departamento de Português da EOI de Vigo.

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Info Atualidade Thu, 01 Mar 2012 01:00:00 +0100
Crónica da Apresentação dos Clássicos e do Arquivo Digital em Vila Garcia https://academiagalega.org/component/k2/1752-cronica-da-apresentacao-dos-classicos-e-do-arquivo-digital-em-vila-garcia.html https://academiagalega.org/component/k2/1752-cronica-da-apresentacao-dos-classicos-e-do-arquivo-digital-em-vila-garcia.html


Paloma Fernández de Córdoba - Na passada quinta-feira, 16 de fevereiro, decorreu em Vila Garcia de Arousa uma nova apresentação da coleção Clássicos da Galiza e do Arquivo Digital da Academia, organizada pela Junda Diretiva da Associação Pró-AGLP.

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Info Atualidade Fri, 24 Feb 2012 01:00:00 +0100
Crónica do invisível (e II). A chavinha de vidro https://academiagalega.org/component/k2/1618-cronica-do-invisivel-e-ii-a-chavinha-de-vidro.html https://academiagalega.org/component/k2/1618-cronica-do-invisivel-e-ii-a-chavinha-de-vidro.html
Concha Rousia
Concha Rousia

Portugal está pechado
c’uma chavinha de vidro
se essa chavinha se perde
Portugal fica perdido.

Da Brasileira fomos ao restaurante guiados pola mocidade de AGAL de Lisboa, éramos vinte, três ou quatro éramos portugueses, outros éramos os que chegáramos o dia anterior, outros éramos galego-portugueses simplesmente. Foi um jantar-ceia inesquecível: as caipirinhas, o picadinho mineiro, o sorvete de maracujá, o café, de novo o café... Mas o café só veio ao final; antes vieram as apresentações, que foram ideia do Alexandre, que ia anotando os nomes num livrinho pequeno...

O primeiro em falar foi Antonio Gil, e a seguir fomos um por um despindo nas palavras e nos risos e brincadeiras tudo o que éramos e o que não éramos. Foi uma festa... um convívio entranhável, que fez com que a cama tivesse que aguardar por nós... E de novo o metro, linha azul, depois amarela; entramos no hotel lá perto das duas da madrugada, mas o corpo ainda não nos pedia cama, não... 


Ceia AGAL


Nós, caros e caras que estais a ler esta crónica, sentíamos a necessidade de saber de vós, de saber que vós sabíeis que tudo fora bem; foi nesse instante que eu entendi o argumento sobre a necessidade da Trindade que exprimira Xavier quando íamos a caminho de Lisboa... “Se Deus é amor, necessita amar, daí a necessidade do Filho, mas para que tenha existência real, a cena necessita ser contemplada por um terceiro: o Espírito Santo...”

Não estou a dizer que vós fosseis o Espírito Santo, mas isso é exactamente o que estou a dizer mesmo... Nós tínhamos falado, e tínhamos sido ouvidos, mas para nós saber isso, para que isso fosse realmente certo, nós necessitávamos a segurança de que vós nos tínheis visto. O portátil do Ângelo não nos dava para conectarmo-nos à rede desde os quartos por causa de um antivírus de última hora, e foi a net de moedas, como as antigas cabinas de telefone, que nos permitiu vermos-nos, vermos-nos através de vossos olhos...


Ceia AGAL


Nunca esquecerei a imagem do hall do hotel... lá na esquina Martinho não cessa de meter moedas para que a máquina nos siga mostrando o PGL, eu que ficara preocupada porque a minha câmara se tinha parado no minuto três da intervenção de Alexandre fiquei de boca aberta ao ver que já lá estava no portal... parecia uma miragem.

Aos poucos a gente foi indo para a cama, eu fiquei de última esgotando os minutos que restavam por gastar na cabina-net. Abri meu correio. Tinha uma mensagem de Selmo Vasconcellos, que me avisava de que no número 51 de “O Rebate” revista que ele dirige em Porto Velho (Rondônia), saíram seis poemas meus. Pareceu-me um bom sinal receber aquela mensagem vinda do Brasil em Lisboa; a noite não podia ter melhor final para mim.

Na máquina esgotaram-se os minutos. Fora seguia a chover; quando já me ia, o guardinha do hotel desejou-me boa noite e falou-me de que antes chovia no Norte e agora chovia em Lisboa... Quem sabe este guardinha não seja do Norte, desses que nós enganávamos nos nossos jogos; quase quis perguntar mas vi que tinha cara de muito falador e simplesmente lhe respondi ao da chuva, os dous concordamos com que o tempo anda com o de acima para abaixo...

De manhã no pequeno almoço acabamos de organizar as actividades nas que já tínhamos falado nos dias anteriores... e que já agora, não incluíam uma visita pausada e afectuosa a esta cidade que nos dava o que tinha: sua alma. Em muitos momentos eu senti a necessidade de pedir perdão a Lisboa por não a poder visitar como ela, senhora que é, merece; mas prometi-lhe voltar...


Subir ou descer


Os trabalhos foram repartidos muito bem, escritórios para visitar, documentos para apanhar, embaixadas que informar... e num par de horas no hotel para outra sessão de trabalho. Foi uma jornada muito frutífera; ficamos satisfeitos com os planos de futuro, que já são pressente; julgamos que encontramos alguns aliados que nos vão ajudar no cuidado dessa chavinha de vidro que nos abre as portas da Lusofonia. De novo almoçar para ir depois a visitar a Academia de Ciências de Lisboa.


Indo à Academia das Ciências de Lisboa


A cita era as 16:30, e era com o Presidente da Academia, o Dr. Adriano Moreira. Fomos de metro, de novo a linha amarela e a azul... Chovia, íamos partilhando os guarda-chuvas como partilhávamos nossos destinos, e nossos encantamentos de como todo ia saindo... Desde a parada Baixa-Chiado fomos a pé até a Academia... esses foram os escassos momentos com luz de dia que andamos algo pola cidade, mas sem parar de andar... Chagamos.

O senhor Presidente da Academia recebeu-nos como membros da Academia Galega. Um senhor com saber diplomático; sentado entre o Ângelo e o Alexandre manifestou interesse por nós, pola nossa Academia, polas futuros relacionamentos, pola Galiza... no plano mais pessoal ao final nos disse que ele era de Bragança, por tanto vizinho do Norte; rematou a reunião e antes de nos ir embora mostrou-nos a biblioteca...


 Foto-reportagem Academia das Ciências de Lisboa
(08 de Abril de 2008 | Fotografias: Ângelo Cristóvão)


Impressionante, por dizer alguma palavra. Tiramos fotos dos tesouros linguísticos e da estância. Era hora de partir... Lisboa parecia querer-nos pegar nos pés, mas havia muita distância que percorrer. Voltamos ao lugar do carro, fomos às compras de última hora... Eu tinha uma encarga, só uma...

Quando o domingo sai de casa minha filha disse: trai-me ovinhos moles de Aveiro. E eu fui a procura disso, e de umas revistas das Winx, que ela adora. Na livraria tivemos que tirar uns dos outros porque os livros nos prendiam... parecíamos esfameados que sabiam que apenas tinham uns momentos e depois a estrada os separaria desta liberdade de escolher leituras. Trouxemos connosco dicionários e outros livros, e eu ainda entrei numa loja para trazer vinho do Douro...

O caminho de volta foi igual de intenso que o de ida, as conversas, agora depois de tantas horas juntos até tínhamos a sensação de nos conhecer melhor, como de toda a vida... Paramos nas beiras do Porto para comer um bocado e compramos a imprensa. Lá por volta das duas da madrugada chegamos a Padrão depois de passar por Pontevedra; ainda ficavam Compostela e Corunha a aguardar por alguns de nós.


De volta de Lisboa


Esta viagem saciou-nos de tudo o que nos leva faltado durante tanto tampo, saciou-nos com respeito por nós, por nós ser o que somos; isso que se nos nega na nossa própria terra e que Portugal, desta vez muito generoso, nós ofereceu, e por uns dias nós fez sentir o centro do universo. E nós, guerreiros e guerreiras contra o silêncio e o esquecimento, prometemos cuidar da chavinha de vidro, que nunca, nunca vamos deixar partir...

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Info Atualidade Tue, 15 Apr 2008 02:00:00 +0200
Crónica do invisível (I). O mar em Lisboa https://academiagalega.org/component/k2/1617-cronica-do-invisivel-i-o-mar-em-lisboa.html https://academiagalega.org/component/k2/1617-cronica-do-invisivel-i-o-mar-em-lisboa.html
Concha Rousia 
Concha Rousia

- Mas que há de novo lá por Lisboa?
- Coisa má nenhuma, somente ouvi dizer que o mar se volvera papas...

Partimos de Padrão, dai fomos a Pontevedra, onde se uniu a nós o quinto ocupante do carro. Martinho mostrou-nos o ponto exacto onde mataram Alexandre Bóveda. Sentimo-nos muitos no carro, mais dos que éramos, e éramos muitos...

O trajecto até Lisboa foi um fio de palavras. As conversas foram connosco, o já feito, o por fazer... O cansaço tomou logo conta dos corpos, paramos, Ângelo pode assim descansar os olhos enchendo-os de verde em lugar do negro do asfalto. Tiramos a primeira foto. Eu lembrei-me, como é meu costume, de todos os que estavam connosco sem estar... entre eles Rosalia, entre eles Bóveda, entre eles a minha mãe a me ensinar o cantar da joaninha:

“Voa joaninha voa, que teu pai vai em Lisboa, e vai-che traguer pão e cebola...” –deves repetir até que a joaninha voar...  


A caminho de Lisboa


E a canção do “Malhão” que eu sempre julguei era galega e depois foi que aprendi que o não era. Aqueles foram tempos em que eu vivia de verdade imersa na lusofonia... e as nossas casas feitas polos castrejos de Castro Laboreiro, e o senhor João, e o Freitas que traz café, sabão, e as duas mulherinhas de olhos gázios, mãe e filha, a nós trazer os panos de cozinha, os refaixos, e as toalhas, e a feira de Santos de Montalegre... e os bois, e a chega, e subir as calças, e os guardinhas sempre a perguntar:

- Mas que há de novo lá por Lisboa?
- Cousa má nenhuma, somente ouvi dizer que o mar se volvera papas.
- Mas isso não pode ser...!

E atravessar um lameiro e do outro lado é Portugal... “Mas como pode ser isso?” De crianças procurávamos entender o que era a fronteira; depois fomos aceitando que era invisível, que era algo no que se falava, algo que nos obrigava a ir classificando tudo...

A canção do Malhão é portuguesa... A da Carolina é galega. Eram tempos sem televisão, e as rádios, como nós, também não aprenderam a parar suas ondas em raias imaginárias e nós sentíamos Montalegre ali pertinho. É estava mesmo.

Hoje o mundo recoloca-se todo dentro de nós e as conversas vão servindo de apoio a este processo que vai tendo lugar em cada um de nós... e o acordo do 86, e o do 91, e os que chegaram a Lusofonia pola via do estudo e a análise profunda, e os que simplesmente nascêramos ali, e depois se nos arrancou para nos transplantar na Hispanofonia... Eu fui desses que não chegaram a prender; e hoje mentes o carro vai bebendo os ventos que nos falam do futuro, vamos abraçando naquinhos esquecidos do nosso passado... E como sempre, era à terceira que os guardinhas eram enganados...

- Mas que há de novo lá por Lisboa?
- Coisa má nenhuma, somente que quando eu vir, vi como a gente toda, grandes e pequenos, homens e mulheres, iam com colheres a correr para o mar....
- Aió, pois olha que vai ser certo que o mar se volvera papas...!

E os guardas do nosso jogo corriam também para o mar, e a raia era livre e nós passávamos de um lado para o outro vencedores ao final.

E chegamos a Lisboa; ao pouco tempo veio o Estraviz e Manuela, e depois Alexandre e Margarida; Joel ligou para nós, ao telefone de Ângelo, e combinamos para o dia a seguir, o dia da Assembleia da República. E lá estava eu, começara enganando a uns guardinhas há perto de quarenta anos e agora era eu a que viera até Lisboa com a minha colher. Era tarde, mas ainda levávamos trabalhinhos para ser acabados no silêncio dos nossos quartos. Foi um momento no que eu agradeci todos os conselhos que me foram dados. Dormimos.

De manhã, logo de um pequeno almoço, ao que, a meu modo de ver, o nome não lhe liga nada bem, fomos para o Palácio de São Bento; uns de metro e outros no carro de Margarida para carrejar os livros; já lá estavam Teresa e Rodrigo. Fomos os primeiros em chegar, os galegos e galegas chegamos mesmo antes de que se abrissem as portas.

Éramos onze em total, todos convidados pola Assembleia. Todos respeitados como membros da Lusofonia, e assim nos receberam, e assim no-lo fizeram sentir também os primeiros portugueses que foram chegando, reconhecendo aos mais velhos entre nós, falando em encontros passados, e fazendo sonhar aos mais novos com um dia ser assim reconhecidos polos que hoje aqui encontrávamos.

A manhã começou a ir deixando passar os oradores. Abriu a sessão o Presidente da República; a seguir falou o presidente da Academia de Ciências de Lisboa; depois veio Bechara e o abraço morno do Brasil; falou também o representante de São Tomé e Príncipe; e finalmente, com uma energia que se fez notar, fechou esta sessão a Presidenta do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (CPLP).

Antes de a gente ir a almoçar, os corredores se encheram, as mãos se encontraram, os cartões e os livros mudam de lugar, os sorrisos, os jornalistas, as televisões, o descanso, a imensa escalinata, o bacalhau, o vinho verde, a sobremesa e o café, ai o café... o café aqui é outra cousa, o café aqui é “o café”...

De volta na nobre sala continuou a jornada. Falou o primeiro dos convidados, Vasco de Graça Moura, que não soube estar a altura de si mesmo, talvez por ele se saber perdedor antes de abrir a boca. Atrás dele falou Carlos Reis, que o derrubou com a primeira frase, e continuou a falar com palavras e com suas mãos e com seus olhares vivos e sinceros, e com verdades... e no momento da pausa todos o quiseram cumprimentar e nem foi possível para todos conseguir isso. Na pausa voltaram as conversas e os abraços e os irmãos que nos chamaram de irmãos... sim, definitivamente, por incrível que pareça, o mar se volvera papas e eu fora lá convidada.

A pausa foi breve e pronto voltamos todos à sala. A mesa estava agora integrada polos representantes dos diferentes grupos parlamentares, e ante eles falaram todos os da audiência que tinham turno para isso. Começou a sessão Malaca Casteleiro. Ele estava sentado do lado dos galegos, junto dele estava Bechara, e o outro dos três daquela bancada era Estraviz; eu tive o privilégio de tirar a foto. Lá permaneceram os três, eu lembro ter pensado que nem sempre é por acaso que o destino junta a gente.

Atrás de Casteleiro falaram o resto de oradores; todos se foram alinhando com o discurso de Carlos Reis e o apoio ao acordo ortográfico, com alguma excepção, como a do livreiro que parecia magoado por ter que destruir tanto livro como há na norma antiga... e ele não reparou em que isso nunca se tem feito ao longo da história, se isso se fizer poucos livros de valor haveria nas bibliotecas das Academias; mas enfim, ele falava em nome dos livreiros...


Alexandre Banhos na Assembleia da República


Finalmente chegou a nossa hora, a hora dos galegos... Eu estava sentada no meio, equidistante entre Alexandre e Ângelo, os nossos oradores; agora era a nossa voz que ia encher a sala. Primeiro falou o Alexandre, e todos falamos com ele; depois falou o Ângelo, e todos falamos com ele.

Falamos bem e fomos cumprimentados depois, saudados, parabenizados, e até talvez por algum, temidos, os galegos... Nós, contentes, nossa pertença a Lusofonia tornara-se o que tinha que ser: óbvia... Não podemos saber aonde poderemos chegar, sabemos é que lá chegamos, e sabemos que vínhamos de muito longe e não nos vamos precipitar agora que estamos mais perto... Nós entraremos onde quer que tenhamos de entrar...


Ângelo Cristóvão na Assembleia da República


Como lhe dizia o Ângelo ao representante do PCP “Os galegos entramos na Lusofonia pola porta grande” E eu reparei que as portam eram muito grandes, e como no conto dos guardinhas, que deixavam o passo livre, estas portas foram abertas para nós passar... E nós passamos, e nos sentimos em casa, aquele espaço era nosso.

Com o final da tarde vieram as despedidas e os planos de futuro. Mas o dia ainda não ia acabar ai para nós que estávamos sendo aguardados no Baixo Chiado, lá na Brasileira, polos membros de AGAL de Lisboa que nos prepararam uma festa que coroou um dia que nascera republicano... Na porta da Brasileira, sem medo da chuva que nos seguira até Lisboa, tiramos nossas fotos com Pessoa, mesmo parece que levava muito tempo a nos aguardar... (a seguir)


Na Brasileira

 Fonte original:

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Info Atualidade Sat, 12 Apr 2008 02:00:00 +0200
Crónicas do Brasil (e III): Santa Catarina e o retorno https://academiagalega.org/component/k2/1562-cronicas-do-brasil-e-iii-santa-catarina-e-o-retorno.html https://academiagalega.org/component/k2/1562-cronicas-do-brasil-e-iii-santa-catarina-e-o-retorno.html Crónicas do BrasilFoi um belo dia de abril
Do alto mar foi avistado.
Com um céu cor de anil
E logo ali ter ancorado.

Mário Osny Rosa, poeta catarinense

Isabel Rei (*) - E Florianópolis abriu-se para nós como flor insólita a crescer cara o atlântico. Era o Sol sobre as árvores e o calor do dia, a praia aproximava-se de nós devagarinho. Palmeiras e oficinas de mecânica olhavam-nos passar no autocarro da Comitiva dos Colóquios. À beira da estrada ficavam os telhados de palha e o ambiente tranquilo. Como o polvo no São Froilão, as ostras desfilavam nos cartazes dos restaurantes: Ostradamus, Ostras Coisas, Umas e Ostras, Maria vai com as ostras...

Havia ainda os ecos do trovão tropical que nos despediu no Rio e o cansaço da viagem, que cumulava já quatro voos: Manter o cinto atado enquanto estiver sentado, e assim rimando e voando, Use o assento para flutuar, salvávamos as distâncias entre Brasília e São Paulo, e entre São Paulo e Rio de Janeiro, e entre Rio de Janeiro e Santa Catarina, nosso último destino brasileiro da nossa primeira viagem ao Brasil.

Era 31 de março e fomos apresentar o Instituto Cultural Brasil-Galiza ao evento que para o caso tinham preparado no Instituto Federal de Santa Catarina, como já relatou Concha Rousia, à receção na Câmara de Vereadores da cidade e à Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). O 1 de abril foi a visita ao Ecomuseu açoriano do professor Nereu do Vale Pereira , em Ribeirão da Ilha, viagem de barco e suco de abacaxi, até o almoço no Pântano do Sul.

Em 2 de abril visitamos, também de barco, as fortalezas de Santa Catarina, antigas fortalezas europeias onde a força dos canões colonizadores controlava o litoral brasileiro. Em 3 de abril, Santo Antônio de Lisboa, uma das povoações mais antigas da Ilha de Santa Catarina, de comunidade pesqueira com açorianas ruas e casarios centenários.

Em 4 de abril, visita à Palhoça, com a receção da Câmara em que colaboraram os guarani do Morro dos Cavalos. Dia de chuva, de música guarani em casa açoriana, de colares de penas e vistosas cores. A descoberta da povoação originária, dos seus cabelos de seda, dos olhos de arco-íris nos rostos dignos e ainda estranhados da secular presença dos europeus. A maior expressão do guarani é a dança, disse o Xeramõi, o avô do povo guarani-mbyá, e parecia querer dançar com o pensamento.

Crónicas do Brasil

Em 5 de abril, sessão de esclarecimento na UFSC e visita ao Núcleo de Estudos Açorianos, onde pudemos comprovar outras dimensões da pegada açoriana na Ilha. E logo a seguir iniciaram-se as sessões do XIII Colóquio da Lusofonia, que ao mesmo tempo era o V Encontro Açoriano, a se realizar em Açorianópolis até o 9 de abril, organizados pelo camarada e professor Chrys Chrystello e colaboradores.

Explicava o professor Malaca que quando aprendemos uma palavra, aprendemos três cousas: a pronúncia, o significado e a grafia. E que por isso é tão difícil mudar de grafia. E explicava o professor Bechara que toda mudança de hábito provoca um momento de dúvida, reticência e aversão, mas que é natural e faz parte do processo de aprendizagem.

A Lagoa da Conceição, água doce quase a beijar a água salgada, foi testemunha das conversas com Rosângela e Márcia, do IPOL. E entanto o debate sobre a língua comum acontecia, muitas noites derramaram músicas de fado e de choro, melodias galegas e irlandesas, abraçando o pentagrama de geografias dos Bardos atlantes de aquém e além mar.

E, no fim, regressavam as galegas à sua terra de origem e de porvir, com um pedaço da Ilha da Fantasia prendido nos corações. No peito a lembrança dos guarani, guardiães dos espíritos celtas. Na boca o hino da Lusofonia, criado para sincronizar todas as vozes, e na frente o pensamento crescido já em mata atlântica, selvática, prolífica.

Volvíamos e já não éramos as que éramos. Connosco as frutas, as lagoas, as margens, as praias, os alentos, os sotaques, os abraços, os sorrisos, o mel, os livros prolongando o ronsel de lembranças sobre os morros e sobre as ondas. E sim, regressamos à Galiza, oceanos a nos concentrar na fonte primeira, em retorno eterno, alimentando a luz dos ciclos do tempo e a flor marinha dos prodígios.

~ ~ ~

Ainda em Lisboa ou já em Lisboa? Aguardando o voo para o Porto. Um instante solitário entanto o resto da Comitiva passeia pelos corredores, na alfândega ou na bagagem.

Estou já na Europa? Nas internacionais e monocromáticas paisagens dos aeroportos é difícil sabê-lo. Mantenho nos ouvidos todas as cores da língua, que já domino sem pensar. Percebo a amabilidade do catarinense, o humor do açoriano, a sentença da lisboeta, a confiança do transmontano. A modernidade da paulista, a singeleza do moçambicano. Fiquei com inveja da carioca mas foi por não ter tempo para percorrer Copacabana, e depois Ipanema, que se alongavam, mimosas, na costa do Pão de Açúcar.

Todos esses galegos vivem já em mim. Ressoam, crescem e saem-me pela boca porque já estou neles, como estou na rianjeira ou no queijo de Arçua. Como estamos na água do mar que nos banha e, ao tempo, lambe as areias tropicais e subtropicais dos galegos do Ibrasil.

Galeria fotográfica no Picassa

(*) Académica, membro da Comissão Executiva da AGLP.

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Info Atualidade Thu, 14 Oct 2010 17:43:57 +0200
Crónicas do Brasil (I): Compostela - Brasília - São Paulo https://academiagalega.org/component/k2/1547-cronicas-do-brasil-i-compostela-brasilia-sao-paulo.html https://academiagalega.org/component/k2/1547-cronicas-do-brasil-i-compostela-brasilia-sao-paulo.html ImageIsabel Rei (*)

Era meio-dia e chegadas de Compostela duas mulheres arrastavam pelas viguesas ruas uma pesada caixa cheia de livros. As malas que também levavam incomodavam um pouco ao subir e descer dos meios de transporte. Mas eram duas e estavam decididas. Como todo o mundo sabe, duas mulheres decididas podem conseguir qualquer cousa, ainda que o seu propósito naquele momento era tão só chegar ao Sá Carneiro do Porto para apanhar um voo a Lisboa. 

No aeroporto juntava-se uma parte da comitiva que voava para a capital portuguesa a se reunir com os outros acompanhantes, os quais, provenientes de diversos lugares do mapa oficial português, completariam o grupo e juntos embarcariam no aéreo que os transportaria, atravessando quase dez atlânticas horas de oceano, até Brasília, capital da República Federativa do Brasil.

Alvorada do Brasil (Guarulhos)

Alvorada do Brasil (Guarulhos)

As galegas Concha e Isabel pisavam terra brasileira de manhã, muito cedo, no aeroporto de Guarulhos junto dos açorianos e os outros galegos do Sul que conformavam a Comitiva Oficial dos Colóquios da Lusofonia. Convidadas pelo governo brasileiro preparavam-se para participar na Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, organizada pela Comunidade de Países de Língua Portuguesa, a se celebrar no palácio Itamaraty entre o 25 e o 27 de março.

Nada mais chegar ao hotel a sequência foi tomar banho, vestir-se e sair correndo para o Itamaraty, onde essa mesma manhã teria lugar a Recepção Oficial e a sessão inaugural do evento com a participação dos elementos diplomáticos de vários países lusófonos.

Conferência no Auditório do Itamaraty

Conferência no Auditório do Itamaraty

Depois do almoço iniciaram-se as palestras. E foi durante o espaço destinado às perguntas que começou o movimento das galegas: Distribuídas segundo a disposição do programa, o qual indicava duas salas de conferências simultâneas, intervieram em seis ocasiões, apresentando a Academia Galega da Língua Portuguesa e denunciando a situação linguística da Galiza.

A recepção das suas intervenções foi excelente, tornou-se comum a todas elas uma forte salva de palmas no fim da alocução e, a seguir, conversa e troca de contatos com as pessoas, numerosas, que ficavam interessadas.

Intervenção de Concha Rousia, sala San Tiago Dantas

Intervenção de Concha Rousia, sala San Tiago Dantas

A atividade despregada deu assim produtos extraordinários, sobretudo se temos em conta que o trabalho era feito desde a total falta de apoio governamental galego ou espanhol, de maneira voluntária e sem mais recompensa que a da presença galega nesses foros onde se debateu, ao mais alto nível, o futuro mundial da Língua Portuguesa. Essa presença significou a continuação da mantida no passado em duas ocasiões (Rio de Janeiro, 1986 e Lisboa, 1990) pela Delegação de Observadores da Galiza, reiteradamente ignorada, desprezada e silenciada na nossa terra, mas da que tinham conhecimento e lembrança os diplomatas lusófonos.

Brasília

Brasília

As idas e vindas do hotel ao Itamaraty davam para tirar alguma foto e repor forças no shopping ao lado. Brasília é uma capital jovem que cumpre cinquenta anos em abril de 2010 e foi construída organizadamente: os residenciais numa zona, os edifícios administrativos noutra, os hotéis noutra diferente. As diferentes zonas estão comunicadas por o que para os galegos seriam grandes autoestradas de várias faixas de circulação e para os brasileiros são estradas normais, necessárias para sustentar o volume de viaturas que diariamente cruzam a cidade. A aparência dos arranha-céus ao longe tocados de brancas nuvens demorando-se maininho no céu brilhante tem a ver com o grande espaço que a cidade contém, as ruas amplas, a atividade nos centros comerciais e a vida ultramoderna que, em geral, vivem os seus habitantes.

Depois da adrenalina empregada nos dous dias de congresso, e felizes com os resultados, lá foram as galegas e toda a Comitiva dos Colóquios para Guarulhos novamente, pegar um voo a São Paulo de manhã e assim poder cumprir com a visita guiada ao Museu da Língua Portuguesa.

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No trajeto do aeroporto paulistano ao Museu, sito na céntrica Estação da Luz, tiveram a sorte de ser conduzidas por um espectacular taxista nordestino que explicou extenso e irónico as vicissitudes da política brasileira, entanto eram acompanhadas pelo longo rio Tietê que junto delas ouvia o relato sem desviar-se do percurso, diz que em direção contrária ao mar...

O formoso Museu da nossa língua ocupava uma parte do antigo edifício da estação de trem e oferecia projeções de vídeo, painéis explicativos da história das línguas, jogos interativos, exposição de erros comuns entre os falantes de língua portuguesa, e havia muita música e poesia. Uma projeção audiovisual mostrava um planetário em que os poemas apareciam e se entrelaçavam em cúmulos, nebulosas e constelações de estrelas. O Museu mostrava o universo da língua a se abrir aos presentes, onde ainda chegava a luz da remota Martim Codax, gigante vermelha dos céus da arte antiga, molhando o coração brasileiro com as águas do mar de Vigo.

Mas fora isso, observaram as galegas pouca Galiza. Não lhes chegou a que havia. O Museu tinha Galiza medieval, mas não havia nada de como os galegos foram submetendo a sua cultura aos ditados alheios, nem havia notícias do hoje, dia em que a Galiza observa altos cargos e professores universitários a debaterem se o Galego deve morrer cozido ou assado.

Painel no Museu da Língua Portuguesa

Painel no Museu da Língua Portuguesa

Pois, entanto cozidos ou assados, duas mulheres puseram os pés em Brasília, capital do Brasil, potência emergente, titã da poderosa língua dos galegos, cheia de variados acentos e sotaques, o netinho galego mais querido. Lá falaram as galegas com bom senso e correção idiomática, e foram ouvidas por embaixadores, ministros e outros diplomatas. Partilharam almoços e conversas com todo tipo de pessoas que as abraçaram e trataram como iguais por fazer o que é natural nos galegos: cultivar e defender a nossa língua que ali chamam, sem nenhum preconceito, de língua portuguesa ainda que o número de cidadãos portugueses seja ridículo em comparação com o total de falantes da língua, que vai dos descendentes de todos os cantos da Europa até aos índios guaranis passando pela população de ascendência africana. Todos falando galego, com acento, isso sim.

O mundo está mudando para os galegos a velocidade vertiginosa. Talvez no Museu da Língua Portuguesa admitiriam alguma colaboração para completar as suas informações sobre a Galiza. Se for esse o caso: Que Galiza deverão mostrar os galegos em São Paulo? Aquela tolheita e isolada pela sinistra Espanha antigalega, aquela que não aprende língua portuguesa e por isso não pode dialogar fluentemente com o Brasil? Ou aquela Galiza desperta, desinibida, segura de si, que usa a via da comunicação sem interferências nem complexos, que pega o caminho da modernidade pela autoestrada da Língua Comum?

Exposição no Itamaraty

Exposição no Itamaraty

Crónica fotográfica no Picasa

(*) Académica, membro da Comissão Executiva da AGLP.

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Info Atualidade Wed, 28 Apr 2010 09:00:00 +0200
Crónicas do Brasil (II): A ABL e o Real Gabinete Português de Leitura https://academiagalega.org/component/k2/1548-cronicas-do-brasil-ii-a-abl-e-o-real-gabinete-portugues-de-leitura.html https://academiagalega.org/component/k2/1548-cronicas-do-brasil-ii-a-abl-e-o-real-gabinete-portugues-de-leitura.html ABL e RGPL

Por Concha Rousia

A verdadeira viagem não acaba nunca, e muito menos acaba quando o corpo regressa ao lugar de partida. O meu corpo chegou no dia 12 de Abril, e desde esse dia até o 22 esteve a gravitar por algum lugar afastado de minha consciência. Hoje, dia 22, acordei e vi que tudo estava no seu lugar. Beijei minha filha, ouvi cantar o galo da Amaia, e abri as Memórias Inventadas de Manoel de Barros. Bendigo hoje esse nome, ‘Manoel’, com ‘o’, que normaliza os meus amigos da infância e naturaliza as minhas falas.

Os passos foram: Santiago, Vigo, Porto, Lisboa, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, e ainda depois Santa Catarina. Até chegar ao Rio irei por atalhos, pois esta parte da viagem já foi magnificamente contada por Isabel Rei. Chegamos a Brasília como parte da Comitiva Oficial dos Colóquios da Lusofonia, com a chegada do sol. O primeiro café e a cor do ouro nas notas de vinte reais fizeram acordar em mim as mitologias herdadas dos tempos dos avós. A humanidade nos rostos e a grandeza na paisagem marcaram a chegada a um mundo imenso... com a emoção de finalmente me sentir nos braços do Brasil... onde a erva retém a cor da minha infância, e a minha infância vem assim se reencontrar comigo. Percebo que há muito de mim que vai ficar aqui.

Sinto-me em casa, agora que aqueles espanhóis do avião pararam de gritar, noto como este mundo me completa. As árvores piscam suas pétalas para mim. Estou contente, embora carrego uma mágoa... a Galiza vai velhinha, e sem dúvida, vai doente, pergunto-me se nos dará tempo a que o Brasil nos reconheça... ele é tão grande que eu não sei se notará a nossa presença...

De Brasília o atalho, que não era tal, passa por São Paulo. No aeroporto vi duas mulheres que tinha conhecido no passado, só que não saberia dizer se eram índias ou se eram emigrantes das beiras do Minho que seguiam a levar vestimentas antigas e pretas como as minhas... Compreendi que estava no mundo mais amplo e mais profundo dos que já tinha visto... um mundo que reborda vida e energia, onde as emoções e as flores se misturam nos olhos que aprendem a medir hoje distâncias infinitas... um mundo que semelha não caber em si mesmo e porém pode, ao mesmo tempo, acolher os outros todos... Uma paradinha na Estação da Luz permitiu-nos ver o museu da nossa língua... polo caminho uma pessoa à nossa frente perfumava o ar com sons brasileiros da nossa fala... A visita ao museu foi breve, intensa, saí convencida de ter visitado o templo da minha única religião... onde a luz se fez poesia.

ABL e RGPL

Na volta ao aeroporto, com um taxista nordestino que merece menção por nos ter oferecido um curso acelerado de brasileirismo, atravessamos o rio Tietê, que avança para seu destino distanciando-se do mar, a caminho de Minas Gerais, achei que nesse rio havia uma mensagem para esta viagem, mas guardei-a sem abrir... Essa mesma noite deixamos São Paulo para ir dormir a Copacabana. Chegamos tarde, apenas com tempo para comprovar que nas malas continuavam os papéis com o discurso do dia seguinte na Academia Brasileira de Letras. No dia 29 o Professor Malaca Casteleiro, Chrys Chrystello e eu, almoçamos na Academia com Marcos Vilaça, o seu Presidente, o Professor Evanildo Bechara e outros académicos.

As instalações desta centenária instituição combinam, harmoniosamente, funcionalidade e classicismo. Tudo em sintonia com o que representa o Brasil. O almoço transcorreu num ambiente de elegância, sem excesso de formalismo, o que fez sentirmo-nos em casa. Antes da comida vieram as palavras de Marcos Vilaça, a nos dar as boas vindas e nos fazer entrega da medalha da nobre Academia, na que figura em relevo Machado de Assis. As conversas entre os ires e vires ao bufete, até chegarmos ao bolo pernambucano, obra de arte em forma de sobremesa, facilitaram o contato entre todos os assistentes.

Às duas fomos para a sala de conferências onde os assistentes estavam a chegar. Começamos pontualmente, abrindo com as palavras do Presidente, e as do Professor Bechara, coordenador da jornada. Eu fui a primeira no uso da palavra. Foi emocionante, era a minha voz a falar, e era eu, mas não era eu, éramos todos e todas os que nos sentimos sempre ‘nós’ dentro da palavra ‘eu’... mesmo o público era comigo. Lá entre os assistentes, para além da companheira Isabel Rei, os colegas dos Colóquios da Lusofonia, e os académicos da ABL, reconheci três rostos amigos que quero mencionar, pois foi para mim uma alegria imensa os reconhecer entre os das primeiras filas; eles são: Evandro Ouriques, Fabiano Oliveira, e Marcos Crespo, velhos amigos, nossos e da Galiza, agora também irmãos e camaradas...

ABL e RGPL

A seguir falou o carismático presidente dos Colóquios da Lusofonia, o Professor Chrys Chrystello, que sempre me surpreende com seus discursos exatos e capazes de ir além. Finalmente falou Malaca Casteleiro, o mestre do Acordo Ortográfico, ao que sempre me esqueço de agradecer estas suas magistrais aulas. Bechara fechou aquela magnífica jornada na que todo o mundo parecia se sentiu à vontade, e com vontade de que a tarde não passasse... Mesmo que da Academia ainda devíamos ir ao Real Gabinete Português de Leitura, onde nos aguardava António Gomes da Costa para assinar um protocolo de colaboração entre a Instituição que ele preside e a Academia Galega da Língua Portuguesa; ao tempo que os Colóquios da Lusofonia firmaram também um com o Liceu Literário Português do Rio de Janeiro.

A música da Isabel e a poesia (Rosália, Celso Emílio, Guerra da Cal, Avilés de Taramancos...) que eu li, encerraram o dia no Rio de Janeiro, um dia que nunca terá final, e ao que sempre sonharei voltar para poder tomar um café no Villarino, lá onde Vinícius de Moraes e Tom Jobim selaram a sua parceria; lugar onde se ouviu pola primeira vez o termo Bossa Nova que ninguém sabia ao certo o que significava, mas, acabou dando nome ao novo estilo musical que revolucionou e marcou uma era no Brasil e no mundo.

Áudio da sessão na Academia Brasileira de Letras

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Info Atualidade Thu, 06 May 2010 00:18:13 +0200
Crónicas do éMundial https://academiagalega.org/component/k2/1707-cronicas-do-emundial.html https://academiagalega.org/component/k2/1707-cronicas-do-emundial.html

Concha Rousia, Irene Veiga e Joám Evans

A figura de Ernesto Guerra da Cal, o site do seu centenário e os diversos festivais lusófonos foram foco das duas atividades organizadas pela Associação Pró AGLP no contexto do éMundial, evento comemorativo do 30º aniversário da Associaçom Galega da Língua (AGAL), com vocação de mostrar a utilidade e o caráter internacional em que se insere o português da Galiza.

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Info Atualidade Tue, 12 Jul 2011 11:47:44 +0200
Curso de verão da USC: Galego, porta aberta para o mundo 2: língua, pensamento e cultura na Galiza e Portugal https://academiagalega.org/component/k2/1900-curso-de-verão-da-usc-galego,-porta-aberta-para-o-mundo-2-língua,-pensamento-e-cultura-na-galiza-e-portugal.html https://academiagalega.org/component/k2/1900-curso-de-verão-da-usc-galego,-porta-aberta-para-o-mundo-2-língua,-pensamento-e-cultura-na-galiza-e-portugal.html GALEGO, PORTA ABERTA PARA O MUNDO 2: LÍNGUA, PENSAMENTO E CULTURA NA GALIZA E PORTUGAL

Na edição de 2019 o curso da Universidade de Verão Galego, porta aberta para o mundo 2 continua com as questões linguísticas que nos ocuparam em 2018, mas agora poremos o foco em analisarmos (e vigorizarmos) os contactos culturais realmente existentes entre os povos galego e português. Os nossos objetivos principais, portanto, serão:

  • Revisarmos a crítica situação da língua na sociedade galega,idealizando alternativas rigorosas que contornem o risco de esmorecimento.
  • Debatermos sobre o modelo internacional da língua (ou comunidade de variantes linguísticas na lusofonia, entre elas a variante galega e a variante portuguesa) como hipótese idônea para o desenvolvimento económico e social de duas comunidades que já partilham fortes laços.
  • Desenvolvermos as possibilidades da Lei Paz Andrade, aprovada por unanimidade no Parlamento galego e destinada a introduzir o português no ensino e nos médios de comunicação.
  • Conhecermos diversas e atuais linhas de pensamento comum a ambos os lados da fronteira política.
  • Aprimorarmos o relacionamento cultural galego-português, como uma riqueza histórica e um patrimônio partilhado para maior satisfação e bem-estar da comunidade.
  •  

PROGRAMA
25/06: O contacto cultural entre a Galiza e Portugal
9. Receção do alunado e inscrição em grupos de trabalho.
9:30. Inauguração a cargo de Valentim García, Secretario Xeral de Política Linguística da Xunta de Galicia, e de Adolfo Muíños, Alcalde de Rianxo.
10:30-12. Indígenas que não hão de sobreviver, indígenas que querem sobreviver. Práticas ecolinguísticas. Teresa Moure.
12:30-14. Galiza-Portugal: Com a língua além da língua. Elias Torres.
16-17:30: Oficina de língua 1: Dicas para internacionalizarmos o galego. Sabela Fernández.
18-20. Fazermos cultura 1: Cultura escrita e práticas de resistência em Rianxo: o projeto Axóuxere. Roberto Abuín.

26/06: Pensamento atual ao norte e ao sul do Minho
10-11:30. A cultura da morte e o debate sobre a eutanásia. Gilberto do Couto e Brais Arribas.
12-14. A cultura do género e as novas masculinidades. Carme Adán, Jorge G. Marín e Marco Gonçalves.
16-17:30. Oficina de língua 2: O galego visto com olhos portugueses. Sérgio Condeço e Fausta Pereira.
18-20. Fazermos cultura 2: Se não posso dançar, não é a minha revolução. Obradoiro de dança galego-portuguesa por Carme Campo e Chus Caramés de Andar cos tempos.

27/06: Práticas culturais cá e lá
10-11:30. Quando as palavras ferem: leis de estado e delitos de ódio. Xoán Antón Pérez Lema.
12-14: Artes plásticas e visuais em países periféricos: projeto impossível? Teresa Torres de Eça e Natalia Poncela.
16-17:30. Oficina de língua 3: Como detetarmos aquele castelhanismo oculto. Valentim R. Fagim.
18: Fazermos cultura 3: Todas à cena. Obradoiro de teatro pósdramático. Afonso Becerra.

28/06: A título de conclusões
10-11:30. O papel de falantes, diásporas e centros sociais na internacionalização da língua. Alex Dayán Fernández e Beatriz Bieites.
12-14. Onde as portas ficam abertas: o que julgam as pessoas inscritas neste curso. Debate aberto guiado por Sabela Fernández.
16–17:30. Palestra de clausura: A prática dos cuidados e o diálogo intercultural. Lina Coelho e Brais Arribas.
18-30–20. Fazermos cultura 4: Uma descida em paraquedas até à música que chamam de culta. Concerto didático. Xurxo Varela.
Entrega de diplomas e encerramento.

 

MAIS INFORMAÇÃO: 

http://concelloderianxo.gal:8080/cultura/-/blogs/curso-de-veran-da-usc-galego-

Programa do curso

Inscrição

 

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Info Atualidade Wed, 22 May 2019 18:35:22 +0200
Decrescimento, língua e território https://academiagalega.org/component/k2/1780-decrescimento-lingua-e-territorio.html https://academiagalega.org/component/k2/1780-decrescimento-lingua-e-territorio.html

Palestra sobre crise e língua na Faculdade de Sociologia da UdC

No Salão de Graus da Faculdade de Sociologia da Universidade da Corunha terá lugar na próxima quarta-feira, 10 de abril, às 12h00, uma interessante sessão sobre crise e língua com a participação dos professores Carlos Taibo (Universidad Autónoma de Madrid) e Celso Álvarez Cáccamo (Universidade da Corunha e académico da AGLP). Ambos serão apresentados por Arturo de Nieves, do Comité Organizador.

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Info Atualidade Sun, 07 Apr 2013 11:59:30 +0200
Defesa de uma Academia Galega da Língua Portuguesa em destaque na edição de Outubro do Frontera Notícias https://academiagalega.org/component/k2/1603-defesa-de-uma-academia-galega-da-lingua-portuguesa-em-destaque-na-edicao-de-outubro-do-frontera-noticias.html https://academiagalega.org/component/k2/1603-defesa-de-uma-academia-galega-da-lingua-portuguesa-em-destaque-na-edicao-de-outubro-do-frontera-noticias.html

Detalhe da capa do Frontera Notícias

"Nova Academia para a Galiza..."

Frontera Notícias - Jornal da actualidade minhota/galega faz referências à proposta do catedrático de Vigo Martinho Montero Santalha para criação de uma nova academia na Galiza que evite o «modelo castelhanizante» adoptado para a Língua Galega pela Real Academia Galega. [...]

As declarações produzidas pelo catedrático de Vigo José Martinho Montero Santalha, no âmbito do 5º Colóquio Anual da Lusofonia, em Bragança, são destacadas na edição de Outubro do Frontera Notícias, já à venda na Livraria Torga, em Ourense. «Catedrático de Vigo preconiza uma academia galega lusófona», titula o jornal, que chama o assunto para a primeira página.

O Frontera Notícias refere, com base nas declarações de Montero Santalha, que a ideia de uma Academia Galega da Língua Portuguesa se justifica cada vez mais, tendo em conta o «modelo castelhanizante» adoptado pela Real Academia Galega para o Galego.

[...]

Reportagem Frontera Notícias

Descarregar artigo do FN em PDF

Fonte original:

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Info Atualidade Sat, 28 Oct 2006 02:00:00 +0200
Delegação da AGLP visita Lisboa https://academiagalega.org/component/k2/1523-delegacao-da-aglp-visita-lisboa.html https://academiagalega.org/component/k2/1523-delegacao-da-aglp-visita-lisboa.html Academia das Ciências de LisboaManterá reunião na Academia das Ciências de Lisboa

Depois da sessão inaugural de 6 de outubro de 2008, em Santiago de Compostela, a AGLP fixou como primeiro passo nas suas relações exteriores uma viagem oficial a Lisboa. De 16 a 18 de março, uma Delegação da Academia Galega manterá entrevistas com personalidades da vida cultural e política, e uma reunião na Academia das Ciências de Lisboa.

A Delegação da AGLP está integrada pelo Vice-Presidente, Prof. Isaac Alonso Estraviz, o Secretário, Ângelo Cristóvão, a Vice-Secretária, Concha Rousia, e o Prof. António Gil pela Comissão de Lexicologia. Os motivos principais desta visita são a apresentação da novel Academia, a análise da situação da língua, e a coordenação na aplicação de alguns aspetos do Acordo Ortográfico, com especial interesse na elaboração do Vocabulário Ortográfico Comum.

Léxico Galego

A Comissão de Lexicologia da AGLP elaborou um documento interno sob o título "Léxico da Galiza para ser integrado no Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa". A criação de um vocabulário abrangente de toda a diversidade existente nos diversos países e territórios da lusofonia foi recentemente aprovada na Declaração Final em Reunião Extraordinária dos Ministros da Educação e a Cultura em 15 de novembro de 2008, de conformidade com o previsto no Acordo Ortográfico de 1990, em cujas reuniões preparatórias participara uma Delegação de Observadores da Galiza, conforme consta nos documentos oficiais.

O documento da Comissão de Lexicologia, que inclui um número próximo dos 700 vocábulos, constitui, em palavras do presidente da AGLP, o Prof. Doutor Martinho Montero Santalha, uma primeira redação que tem de ser adaptada aos critérios que forem determinados na elaboração do VOCLP. Neste sentido indicou que não se trata de um texto definitivo, mas poderão ser acrescentados novos contributos.

Reunião na Academia das Ciências de Lisboa

A apresentação da nova Academia, a análise da situação da língua, a coordenação na aplicação de alguns aspetos do Acordo Ortográfico, e a elaboração do Vocabulário Ortográfico Comum, serão alguns dos temas a tratar na reunião que terá lugar na Academia das Ciências de Lisboa com o Exmo. Sr. Presidente, Prof. Eduardo Arantes e Oliveira, e o Exmo. Sr. Vice-Presidente, Prof. Adriano Moreira.

Fonte original:

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Info Atualidade Mon, 16 Mar 2009 09:00:00 +0100
Destacada presença de membros da Academia Galega no III Congresso Internacional sobre Cultura Celta https://academiagalega.org/component/k2/1640-destacada-presenca-de-membros-da-academia-galega-no-iii-congresso-internacional-sobre-cultura-celta.html https://academiagalega.org/component/k2/1640-destacada-presenca-de-membros-da-academia-galega-no-iii-congresso-internacional-sobre-cultura-celta.html

Cartaz do Congresso "Os Celtas da Europa Atlântica"

Os dias 15, 16 e 17 de abril de 2011 terá lugar no Paço de Cultural de Narão (Galiza) o III Congresso Internacional sobre Cultura Celta. Este encontro científico vai contar com uma destacada participação de membros da Academia Galega da Língua Portuguesa.

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Info Atualidade Fri, 25 Mar 2011 01:00:00 +0100
Desvendando a Galiza no Brasil https://academiagalega.org/component/k2/1534-desvendando-a-galiza-no-brasil.html https://academiagalega.org/component/k2/1534-desvendando-a-galiza-no-brasil.html

IFSCDesde o dia 14, e até ao 18 deste mês de setembro, a Galiza está a participar na celebração dos atos comemorativos do Centenário do Instituto Federal de Santa Catarina, Brasil.

A Academia Galega da Língua Portuguesa recebeu um convite para participar na forma que estimasse oportuna no 8º Didascálico que promove o Departamento Acadêmico de Formação Geral do Instituto Federal de Santa Catarina juntamente com o Grupo Teatral Boca de Siri.

A AGLP, representada polo Professor Joám Evans Pim, delegado oficial da Academia Galega da Língua Portuguesa no Brasil, oferecerá a palestra «A Galiza e a Língua Portuguesa» que terá lugar a quinta-feira, 17 de setembro às 17 horas no Auditório do IF-SC.

Por outro lado, o Clube dos Poetas Vivos, que em abril passado, durante o Encontro Açoriano da Lusofonia, assinara um protocolo de colaboração com a Sociedade de Poetas e Advogados de Santa Catarina, foi convidado para levar ao Brasil uma exposição de poetas da Galiza para participar nesta Semana Cultural. Poemas de 13 poetas galegas e galegos ficam expostos na mostra de poesia junto dos poemas dos e das poetas do Brasil.

A participação galega neste Didascálico foi tão aplaudida polo Instituto Federal de SC que fizeram cartazes especiais para salientar a presença galega: um cartaz para divulgar a palestra do Professor Joám Evans Pins e outro para divulgar um texto da autoria do Clube dos Poetas Vivos intitulado Carta da Galiza ao Brasil [1] e [2].

Cartaz da palestra «A Galiza e a Língua Portuguesa»

Mais info:

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Info Atualidade Thu, 17 Sep 2009 10:00:00 +0200
Dia da Língua Portuguesa e Cultura da CPLP https://academiagalega.org/component/k2/1898-dia-da-língua-portuguesa-e-cultura-da-cplp.html https://academiagalega.org/component/k2/1898-dia-da-língua-portuguesa-e-cultura-da-cplp.html A Academia Galega da Língua Portuguesa celebra o Dia da Língua Portuguesa e Cultura da CPLP com um ato aberto ao público, a segunda-feira dia 6 de maio, com início às 19.00 horas, na Casa da Língua Comum em Santiago de Compostela.

 

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Info Atualidade Sat, 04 May 2019 17:43:15 +0200
Dia da Língua Portuguesa e Cultura na CPLP https://academiagalega.org/component/k2/1878-dia-da-língua-portuguesa-e-cultura-na-cplp.html https://academiagalega.org/component/k2/1878-dia-da-língua-portuguesa-e-cultura-na-cplp.html O 5 de maio é o dia instituído pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa para organizar atos que celebrem o dia da Língua Portuguesa e Cultura na CPLP. Este ano, pela primeira vez, a Academia Galega da Língua Portuguesa vai colaborar nesta celebração, em coerência com a sua admissão na categoria de observador consultivo desse organismo internacional, em julho de 2017.

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Info Atualidade Fri, 27 Apr 2018 22:54:20 +0200
Dia da Língua Portuguesa e da Cultura Lusófona https://academiagalega.org/component/k2/1657-dia-da-lingua-portuguesa-e-da-cultura-lusofona.html https://academiagalega.org/component/k2/1657-dia-da-lingua-portuguesa-e-da-cultura-lusofona.html

Língua Portuguesa

Os países da CPLP comemoram no dia 5 de maio de 2011, pela segunda vez na história, o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura Lusófona, instituído a 20 de julho de 2009, por resolução da XIV Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP, realizada na Cidade da Praia, Cabo Verde.

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Info Atualidade Tue, 03 May 2011 12:08:23 +0200
Dia das Irmandades da Fala em Lisboa: Homenagem a Rosalia de Castro https://academiagalega.org/component/k2/1815-dia-das-irmandades-da-fala-em-lisboa-homenagem-a-rosalia-de-castro.html https://academiagalega.org/component/k2/1815-dia-das-irmandades-da-fala-em-lisboa-homenagem-a-rosalia-de-castro.html

No próximo dia 26 de maio terá lugar em Lisboa o evento "Cantar-te-ei/ Dia das Irmandades da Fala". O ato decorrerá no Centro Nacional de Cultura, entidade com que a Academia tem assinado um protocolo de colaboração.

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Info Atualidade Sun, 25 May 2014 01:50:23 +0200
Dicionário Estraviz já conta com o melhor conjugador de toda a Lusofonia https://academiagalega.org/component/k2/1903-dicionário-estraviz-já-conta-com-o-melhor-conjugador-de-toda-a-lusofonia.html https://academiagalega.org/component/k2/1903-dicionário-estraviz-já-conta-com-o-melhor-conjugador-de-toda-a-lusofonia.html O famoso dicionário Estraviz da língua galego-portuguesa (de tendência reintegracionista) conta desde este mês com o conjugador verbal mais completo de toda a Lusofonia, a Galiza incluída

 

O trabalho foi realizado entre várias áreas da Associaçom Galega da Língua (AGAL), nomeadamente a Comissom Linguística, coordenada por Joseph Ghanime e Eduardo Maragoto, e a Área de Informática, coordenada por Vítor Garabana e Antom Meilám. O dicionário, que já era o que mais entradas possuía dentre os galegos (137.700), conta desde ontem com a possibilidade de conjugar todos os verbos (19.191), incluídos alguns practicamente desconhecidos no resto do espaço lusófono (p. ex. acougar ou ceivar).


O Dicionário Estraviz na rede é propriedade da AGAL (Associaçom Galega da Língua), da Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP) e da Fundaçom Meendinho. As três entidades, junto com o próprio autor do dicionário, Isaac Alonso Estraviz, e outras autoridades linguísticas do reintegracionismo, como Carlos Durão ou José-Martinho Montero Santalha, participaram a rever as provas do conjugador.G

 

NOVA COMPLETA NO PGL

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Info Atualidade Tue, 18 Jun 2019 22:07:20 +0200
Dicionário Estraviz já conta com o melhor conjugador de toda a Lusofonia https://academiagalega.org/component/k2/1904-dicionário-estraviz-já-conta-com-o-melhor-conjugador-de-toda-a-lusofonia.html https://academiagalega.org/component/k2/1904-dicionário-estraviz-já-conta-com-o-melhor-conjugador-de-toda-a-lusofonia.html O famoso dicionário Estraviz da língua galego-portuguesa (de tendência reintegracionista) conta desde este mês com o conjugador verbal mais completo de toda a Lusofonia, a Galiza incluída

 

O trabalho foi realizado entre várias áreas da Associaçom Galega da Língua (AGAL), nomeadamente a Comissom Linguística, coordenada por Joseph Ghanime e Eduardo Maragoto, e a Área de Informática, coordenada por Vítor Garabana e Antom Meilám. O dicionário, que já era o que mais entradas possuía dentre os galegos (137.700), conta desde ontem com a possibilidade de conjugar todos os verbos (19.191), incluídos alguns practicamente desconhecidos no resto do espaço lusófono (p. ex. acougar ou ceivar).


O Dicionário Estraviz na rede é propriedade da AGAL (Associaçom Galega da Língua), da Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP) e da Fundaçom Meendinho. As três entidades, junto com o próprio autor do dicionário, Isaac Alonso Estraviz, e outras autoridades linguísticas do reintegracionismo, como Carlos Durão ou José-Martinho Montero Santalha, participaram a rever as provas do conjugador.G

 

NOVA COMPLETA NO PGL

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Info Atualidade Tue, 18 Jun 2019 22:07:20 +0200
Diretor executivo do IILP recebido polo Parlamento da Galiza https://academiagalega.org/component/k2/1798-diretor-executivo-do-iilp-recebido-polo-parlamento-da-galiza.html https://academiagalega.org/component/k2/1798-diretor-executivo-do-iilp-recebido-polo-parlamento-da-galiza.html

 

A Presidente do Parlamento da Galiza recebeu ontem, 7 de novembro, o Diretor Executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, Gilvan Müller de Oliveira, em ato oficial. A este encontro assistiu acompanhado de membros da Academia Galega da Língua Portuguesa, integrantes da Comissão Promotora da Iniciativa Legislativa Popular Paz-Andrade, e do Conselho da Cultura Galega.

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Info Atualidade Fri, 08 Nov 2013 01:21:52 +0100
Disponível na net vídeo do ato de homenagem a Ernesto Guerra da Cal https://academiagalega.org/component/k2/1712-disponivel-na-net-video-do-ato-de-homenagem-a-ernesto-guerra-da-cal.html https://academiagalega.org/component/k2/1712-disponivel-na-net-video-do-ato-de-homenagem-a-ernesto-guerra-da-cal.html

Associação Pró Academia colaborou na publicação do vídeo

A Fundaçom Meendinho, com a colaboração da Associação Pró Academia, acaba de publicar um vídeo do ato de homenagem a Ernesto Guerra da Cal que teve lugar ante o monumento a Carvalho Calero no passado 17 de maio, no Dia das nossas letras.

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Info Atualidade Thu, 21 Jul 2011 00:59:43 +0200
Dos mestres à Academia Galega da Língua Portuguesa na Galiza https://academiagalega.org/component/k2/1660-dos-mestres-a-academia-galega-da-lingua-portuguesa-na-galiza.html https://academiagalega.org/component/k2/1660-dos-mestres-a-academia-galega-da-lingua-portuguesa-na-galiza.html

Professor Ricardo Carvalho Calero

O estudantado da USC lembra Carvalho Calero

O presidente da AGLP, José-Martinho Montero Santalha, participará na semana de atividades em lembrança do professor Ricardo Carvalho Calero organizada pela Assembleia de Filologia da USC, em colaboração com o Departamento de Português, entre 10 e 20 de maio.

As atividades da Assembleia de Filologia serão na Sala de Graus da faculdade, e já solicitaram um crédito de livre configuração. A motivação para dedicar uma semana a Carvalho Calero deve-se à negativa da RAG de lhe conceder o Dia das Letras «por questões que ultrapassam o literário e lingüístico e se inserem simplesmente em disquisições políticas».

Lembram Carvalho Calero como «a memória da inteletualidade e do galeguismo do século XX» e conetor entre o Partido Galeguista e o novo nacionalismo galego «após a longa noite de pedra». Por isto, vindicam a homenagem para «um dos bons e generosos da Galiza».

eixosA seguir reproduzimos o programa desta semana, que durará 32 horas repartidas em três paineis temáticos:

1.- Carvalho Calero: biografia e inter-história (duração: 11 horas)

10 de Maio

  • 15:30 horas — Apresentação da Semana das Letras

  • 16:00 horas — O legado global de Carvalho Calero, por Aurora Marco.

  • 17:00 horas — Carvalho Calero e o Partido Galeguista, por Justo Beramendi.

  • 19:30 horas — Ricardo Carvalho Calero, historiador da literatura, por Arturo Casas.

11 de Maio

  • 16:00 horas — Projeção da entrevista a Carvalho Calero e debate posterior

  • 18:00 horas — Dos mestres à Academia Galega da Língua Portuguesa na Galiza. Percurso polo pensamento linguístico de Murguia, João Vicente Biqueira, Risco, Castelao e Carvalho Calero, por José-Martinho Montero Santalha.

2.- Carvalho Calero: a sua obra linguística: (duração: 10 horas e 50 minutos)

12 de Maio

  • 16:00 horas Apresentação

  • 16:30 horas — De Rodrigues Lapa a Carvalho Calero. O galego (im)possível? A evolução na teorização linguística de Carvalho. A “radical” proposta de Rodrigues Lapa. Reações a favor e em contra na Galiza. A herança de Carvalho no regeneracionismo, por Roberto Samartim e Valentim Rodrigues Fagim.

  • 19:30 horas — A gramatização e a elaboração formal da língua galega antes de 1980, por Ramón Mariño Paz.

18 de Maio

  • 16:00 horas — Entre o normativismo e o utilitarismo, perspetivas de Carvalho Calero e o Reintegracionismo desde o século XXI, por Carlos Figueiras.

  • 18: 30 horas — Carvalho Calero na lembrança, por Carme Blanco

3.- Carvalho Calero e a sua obra literária (duração: 10 horas e 50 minutos)

19 de Maio

  • 16: 00 horas Apresentação

  • 16:30 horas — 'Scórpio' e a obra narrativa de Carvalho Calero, por Carlos Quiroga

  • 19:00 horas — A obra teatral de Carvalho Calero, por João Guisám Seixas

20 de Maio

  • 16:00 horas — Recital lúdico-poético e leitura de um texto final reclamando o Dia das Letras Galegas para Carvalho. Recital a cargo de Carlos Quiroga, Alicia Fernández e Gonzalo Ermo. Leitura de uma escolma de poemas de Carvalho Calero.

  • 17:30 horas — Exposição da Fundaçom Artábria sobre Carvalho Calero. Com debate posterior

  • Pausa-café (30 minutos)

  • 20:00 horas — Encerramento da Semana das Letras. Conclusões e leitura do manifesto da Assembleia de Filologia para a o recolha de assinaturas para um Dia das Letras Galegas para Ricardo Carvalho Calero.

Mais info:

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Info Atualidade Mon, 10 May 2010 02:00:00 +0200
Edição 2012 do Festival éMundial decorre em Vigo https://academiagalega.org/component/k2/1762-edicao-2012-do-festival-emundial-decorre-em-vigo.html https://academiagalega.org/component/k2/1762-edicao-2012-do-festival-emundial-decorre-em-vigo.html


A Pró Academia colabora com a Associaçom Galega da Língua (AGAL) na organização do festival éMundial, evento para mostrar que a língua da Galiza é assim, «mundial». As atividades da edição 2012 terão lugar em Vigo durante o mês de junho, e contam com a parceria da Associação Pró Academia.

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Info Atualidade Thu, 07 Jun 2012 12:29:39 +0200
Editado o terceiro número do Boletim da AGLP https://academiagalega.org/component/k2/1542-editado-o-terceiro-numero-do-boletim-da-aglp.html https://academiagalega.org/component/k2/1542-editado-o-terceiro-numero-do-boletim-da-aglp.html

Capa do BAGLP v.IIIAcaba de sair da imprensa o volume do Boletim da Academia Galega da Língua Portuguesa correspondente ao ano 2010, dedicado ao professor e académico brasileiro Evanildo Cavalcante Bechara.

Filólogo, gramático e membro da Academia Brasileira de Letras, a sua contribuição à língua comum é reconhecida dentro e fora do seu país. Mestre de várias gerações, é autor da muito difundida Moderna Gramática Portuguesa, já na 37ª edição.

Destaca também o seu papel como difusor do Acordo Ortográfico, sendo um dos seus maiores defensores e divulgadores através de numerosas palestras, artigos e intervenções em congressos e encontros, não só como especialista, mas também no plano da divulgação social, de que é mostra a brochura A nova Ortografia.

No plano da lexicografia, cabe citar a sua recente contribuição à quinta edição do Vocabulário Ortográfico da ABL, na sua responsabilidade de coordenador da Comissão de Lexicologia e Lexicografia.

As 321 páginas desta publicação oficial da Academia Galega incluem, além das secções institucional e de publicações, numerosos estudos de autores brasileiros: Marlit Bechara, Neusa Bastos, José Nogueira Jr. E Nancy Moreira, Regina Brito e Vera Hanna, Maria Zélia Borges, Milton M. Azevedo, Zilda Maria Zapparoli, e outros de João Malaca Casteleiro, Isaac Alonso Estraviz e J. A. Meixueiro, Álvaro Vidal Bouzon, José Manuel Barbosa, Joám Evans Pim e Isabel Rei Sanmartim, Chrys Chrystello e Josep J. Conill.

O Boletim é distribuído pela AGLP, gratuitamente, a bibliotecas e instituições galegas e lusófonas.

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Info Atualidade Thu, 01 Apr 2010 08:00:00 +0200
Em lembrança de Ernesto Guerra da Cal, no décimo cabo-de-ano da sua morte https://academiagalega.org/component/k2/1602-em-lembranca-de-ernesto-guerra-da-cal-no-decimo-cabo-de-ano-da-sua-morte.html https://academiagalega.org/component/k2/1602-em-lembranca-de-ernesto-guerra-da-cal-no-decimo-cabo-de-ano-da-sua-morte.html Ernesto Guerra da CalPorta-estandarte da lusofonia da Galiza

PGL - Ernesto Guerra da Cal é na história da cultura galega um dos principais defensores da unidade linguística da Galiza, a sua pátria, com todo o mundo lusófono –essa outra pátria criada pela língua comum. Deu exemplo com os seus escritos, especialmente com os seus livros de poemas, onde, sem deixar de ser profundamente galego, ou melhor, justamente por ser profundamente galego, foi também linguisticamente português.

A sua posição em favor da unidade lusófona do seu país concretizou-se, nos derradeiros anos da vida, no seu compromisso, como representante da cultura galega, com os acordos ortográficos de 1986 e 1990. Deste facto tomam ensejo as reflexões que se tecem no trabalho “A lusofonia e a língua portuguesa da Galiza: dificuldades do presente e tarefas para o futuro”, sobre dificuldades e tarefas da lusofonia na Galiza.

Neste sinalado dia, oferecemos a hipótese de poder fazer descarga na íntegra desse trabalho que foi publicado nas Atas do Congresso Internacional de Língua, Cultura e Literaturas Lusófonas (Homenagem ao Professor Ernesto Guerra da Cal): Santiago, 15-17 de Setembro de 1994, Irmandades da Fala da Galiza e Portugal, Pontevedra - Braga 1994, 452 pp. (Temas de O Ensino de Linguística, Sociolinguística e Literatura, volume VII-IX, núms. 27-38 (1991-1994), pp. 137-149).

Tabela de conteúdos do trabalho

0. A modo de preâmbulo: gozo e mágoa dos galegos ante o «Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990)»

1. Dificuldades do presente
1.1. O desapego dos demais lusófonos pelos lusófonos da Galiza
1.2. Raízes históricas da situação presente
1.3. O predomínio linguístico e político espanhol
1.4. A tentativa de isolar a língua portuguesa da Galiza
1.5. A Galiza, «filho pródigo» da lusofonia
1.6. Uma situação inconfortável

2. Algumas tarefas urgentes
2.1. O nome: «língua portuguesa (da Galiza)», não «língua galega»
2.2. Uma Gramática galega da língua portuguesa
2.3. Um Dicionário galego da língua portuguesa
2.4. Uma «Colecção dos clássicos galegos da língua portuguesa»
2.5. Uma «Academia galega da língua portuguesa»
2.6. Concluindo

Fonte original:

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Info Atualidade Wed, 28 Jul 2004 02:00:00 +0200
Encontro de Lexicografia «Os novos vocabulários ortográficos» https://academiagalega.org/component/k2/1888-encontro-de-lexicografia-«os-novos-vocabulários-ortográficos».html https://academiagalega.org/component/k2/1888-encontro-de-lexicografia-«os-novos-vocabulários-ortográficos».html Info Atualidade Sun, 29 Jul 2018 00:47:43 +0200 ENCONTRO DE LEXICOLOGIA: OS NOVOS VOCABULÁRIOS ORTOGRÁFICOS https://academiagalega.org/component/k2/1884-encontro-de-lexicologia-os-novos-vocabulários-ortográficos.html https://academiagalega.org/component/k2/1884-encontro-de-lexicologia-os-novos-vocabulários-ortográficos.html

A Academia Galega da Língua Portuguesa organiza um encontro de Lexicografia, subordinado ao tema dos novos vocabulários ortográficos, que terá lugar o dia 21 de julho na Casa da Língua Comum, em Santiago de Compostela, com início às 12 horas, com os seguintes oradores:

 

    Ana Salgado: «Apresentação do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa em linha, da Academia das Ciências de Lisboa».

    Carlos Durão: «O Vocabulário Ortográfico da Galiza como contributo ao Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa».

    Isaac Alonso Estraviz: «Critérios lexicográficos orientadores da atualização do Dicionário Estraviz».

 

A introdução do Acordo Ortográfico nas políticas dos países de língua oficial portuguesa, especialmente a partir de 2008, conduziu à progressiva atualização e adaptação de diversos instrumentos normativos como dicionários, vocabulários ortográficos e corretores informáticos, bem como à criação de novos materiais de apoio ao consulente ou estudante. Assim, pode encontrar-se vocabulários nacionais e o Vocabulário Ortográfico Comum.

 

Neste processo, o Instituto Internacional da Língua Portuguesa, organismo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, tem assumido a responsabilidade da coordenação das diversas Comissões Nacionais e, em último caso, das decisões sobre a escrita correta de algumas formas lexicais que, atendendo à literalidade do texto do Acordo Ortográfico de 1990 ofereciam dúvidas interpretativas.

A tomada de decisões, bem como os vocabulários ortográficos produzidos desde 2008, entre os quais o Vocabulário Ortográfico da Galiza, da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da AGLP, e o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia das Ciências de Lisboa, podem ser de interesse e utilidade para os estudantes, investigadores e autoridades interessadas na política linguística, constituindo contributos úteis para a dinamização de uma área de conhecimento, a Lexicografia, em permanente atualização.

O Encontro terá lugar na Casa da Língua Comum, rua de Emílio e de Manuel, 3, r/c Santiago de Compostela. Entrada livre.

 

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Info Atualidade Sun, 15 Jul 2018 13:10:38 +0200
Ensaio de Gramática do Céltico Antigo Comum https://academiagalega.org/component/k2/1726-ensaio-de-gramatica-do-celtico-antigo-comum.html https://academiagalega.org/component/k2/1726-ensaio-de-gramatica-do-celtico-antigo-comum.html

Capa de "Ensaio de Gramática do Céltico Antigo Comum"

Seguindo o caminho aberto há mais de três anos com a publicação de As Tribos Calaicas – Proto-História da Galiza à Luz dos Dados Linguísticos o prof. e académico da AGLP Higino Martins Esteves torna a pesquisar e debruçar-se nesta obra nos estudos célticos aplicados ao âmbito peninsular e, particularmente, à Galiza.

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Info Atualidade Thu, 03 Nov 2011 11:48:12 +0100
Ensino de português para falantes de espanhol https://academiagalega.org/component/k2/1821-ensino-de-portugues-para-falantes-de-espanhol.html https://academiagalega.org/component/k2/1821-ensino-de-portugues-para-falantes-de-espanhol.html

Higino Martins Estévez

Instituto Internacional da Língua Portuguesa organiza em Buenos Aires, de 6 a 9 de outubro, o «Curso de Capacitação para a Elaboração de Materiais: ensino de português para falantes de espanhol».

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Info Atualidade Mon, 06 Oct 2014 08:23:07 +0200
Entidade galega admitida na CPLP https://academiagalega.org/component/k2/1858-entidade-galega-admitida-na-cplp.html https://academiagalega.org/component/k2/1858-entidade-galega-admitida-na-cplp.html O Conselho da Cultura Galega foi admitido como observador consultivo na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A decisão produziu-se durante a XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo, realizada em Brasília de 31 de outubro a 1 de novembro.


A CPLP é um foro multilateral criado em 1996. Atualmente está integrado por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. O regulamento dos Observadores Consultivos indica que "A categoria de Observador Consultivo pode ser atribuída a organizações da sociedade civil empenhadas nos objectivos prosseguidos pela CPLP, designadamente através do respectivo envolvimento em iniciativas relacionadas com acções específicas no âmbito da Organização".


Junto do CCG foi atribuída também a mesma categoria às seguintes entidades: Fundação João Lopes;  Instituto Pedro Pires de Estudos Cabo-Verdianos, da Universidade de Bridgewater (EUA);  Instituto para a Promoção e Desenvolvimento da América Latina (IPDAL);  Plataforma de Entidades Reguladoras da Comunicação Social dos Países e Territórios de Língua Portuguesa (PER);  DASP – Sociedade Alemã para os Países Africanos de Língua Portuguesa, e o Instituto Superior de Agronomia, da Universidade de Lisboa.

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Info Atualidade Sun, 06 Nov 2016 01:00:00 +0100
Entrega do Prémio Meendinho 2010 https://academiagalega.org/component/k2/1565-entrega-do-premio-meendinho-2010.html https://academiagalega.org/component/k2/1565-entrega-do-premio-meendinho-2010.html

Academia Galega da Língua Portuguesa foi a entidade galardoada

PGL - No passado dia 17 de maio a Fundaçom Meendinho adjudicou o Prémio Meendinho 2010 à Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP), de acordo com as bases do mesmo que assinalam que vai destinado "para pessoas e/ou instituições que se tenham destacado na defesa ativa da língua e da cultura da Galiza, e na sua projeção no espaço da Lusofonia".

A decisão foi tomada por unanimidade do seu padroado, salientando que a AGLP "na sua curta, porém intensa vida, colocou a Galiza e a sua língua, institucionalmente no espaço acadêmico lusófono, e fez o contributo -do vocabulário específico galego- aos vocabulários e dicionários de referência no âmbito internacional da língua".

No dia 30 de outubro, data de tanto significado, centésimo de Ricardo Carvalho Calero e nonagésimo da revista Nós, num ato emocionante e cheio de bom sabor e grata companha, a Fundaçom Meendinho procedeu a entrega do Premio anual Meendinho de 2010 à AGLP. O prémio foi recolhido pelo presidente dessa instituição, o catedrático José-Martinho Montero Santalha.

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Info Atualidade Tue, 16 Nov 2010 02:00:00 +0100
Entrevista a Carlos Reis, reitor da Universidade Aberta de Lisboa https://academiagalega.org/component/k2/1628-entrevista-a-carlos-reis-reitor-da-universidade-aberta-de-lisboa.html https://academiagalega.org/component/k2/1628-entrevista-a-carlos-reis-reitor-da-universidade-aberta-de-lisboa.html

Carlos Reis, reitor da Universidade Aberta de Lisboa

"A AGLP deve bater-se pela ideia de que o galego
não é uma língua em divergência com o português"

José Ramom Pichel / Valentim R. Fagim - Carlos Reis é um dos professores mais reconhecidos em Portugal e um firme defensor do Acordo Ortográfico para o português. Grande amigo da Galiza, já em 1983 apoiou a proposta de integração do nosso País na Lusofonia, quando apresentada por uma delegação galega no contexto do I Congresso da Língua Portuguesa.

Atualmente reitor da Universidade Aberta de Lisboa (da qual foi fundador), é Catedrático da Universidade de Coimbra, e no seu amplo currículo podemos salientar que foi diretor da Biblioteca Nacional de Lisboa, diretor do Instituto de Estudos Espanhois de Coimbra, presidente da Associação Internacional de Lusitanistas, tem coordenado a edição crítica da obra de Eça de Queirós e participou na Conferência Internacional/Audição Parlamentar sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa realizado na Assembleia da República portuguesa em 7 de Abril de 2008.

Estivemos com ele no passado dia 6 de Outubro, data em que esteve em Compostela dando apoio à Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP), no dia da Sessão Inaugural das suas atividades.

Como é visto por um português médio a existência na Espanha de uma Academia Galega da Língua Portuguesa?

Nesta altura acredito que não seja ainda uma iniciativa muito divulgada. Mas quando for, eu acho que o português médio vai sentir orgulho nisto, por que vai perceber que a língua portuguesa, além dos espaços em que é normalmente falada (o Brasil, Angola, Moçambique, etc.), tem ao norte de Portugal um espaço possível de afirmação.

Portanto, acredito até que isso seja um factor importante para fazer o português médio perceber o recuperar a ligação histórica que existe entre Portugal e a Galiza.

A respeito do acordo ortográfico, às vezes observa-se uma confusão entre ortografia e outros aspectos da língua, nomeadamente pronúncia, morfo-sintaxe e léxico. Acha que as posições contrárias a respeito do Acordo Ortográfico nascem da ignorância ou da má vontade?

Nalguns casos eu creio que nasce da ignorância e noutros casos nasce de uma má vontade criada pela ignorância. A verdade é que eu até posso compreender, de um ponto de vista emotivo, estas reações por que a ortografia é um aspecto da língua que está muito ligado ao nosso corpo. Nós escrevemos com a mão e isso cria uma espécie de ligação indireta entre a língua e o corpo; mudar a ortografia para muita gente é, um pouco, como mudar o corpo.

Se a pessoa não tiver a noção de que a ortografia tem muito de convencional e, sobretudo, se não tem perspetiva histórica do que foi a mudança da ortografia ao longo dos séculos, acho que – e eu respeito isso, mudar a ortografia é mudar ela mesma, e de aí resulta uma tremenda confusão entre o código da escrita, que é muito convencional, e a identidade cultural, linguística etc.

E isso que para algumas pessoas é uma confusão para muitas outras é uma atitude emocional que eu posso compreender, sobretudo quando as pessoas não se lembram de que ao longo dos séculos a ortografia foi mudando e as pessoas foram ajustando o seu corpo à ortografia.

E um pouco como – todos nós temos esta memória, há vinte anos escrevíamos em computadores grandes, com teclados grandes, há trinta anos escrevíamos com uma caneta, hoje escrevemos em computadores pequenos e o nosso corpo foi-se adaptando a isso e com a ortografia vai acontecer a mesma coisa.

Acha que se a Galiza se somasse ao Acordo facilitaria que houvesse mais projectos em comum Portugal-Galiza-Brasil? Por exemplo, no campo dos computadores, nas tecnologias da informática...

Claro. Sobretudo se o ato de compartilhar esse espaço viesse a ser, como acho que deve ser, não apenas compartilhar palavras mas conceitos, atitudes mentais, representações. Não apenas palavras, mas aquilo que elas trazem consigo.

E é por isso que eu acho que seja importante. A seguir ao Acordo Ortográfico – não antes como alguns disseram, mas a seguir, entendermos quanto há de vocabulários técnicos, terminologias, etc. E aí o mundo da informática é fundamental, por que é um mundo que hoje atravessa todos as áreas do saber e nós falamos com metáforas da informática no falar comum sem nos apercebermos.

Depois do Acordo Ortográfico vêm os factos, os trabalhos, seleções e elencos de palavras que nos digam o que é que um conceito significa nos vários portugueses, no português de Portugal, do Brasil, da Galiza, de Angola, e que se encontra aí uma comunhão de conceitos, mais até que a ortografia.

Pensa que a utilização de metáforas como «sabores da língua» podem ser uma boa maneira para ligar melhor para a gente que não tem muito a ver com a linguística?

A expressão «sabores da língua» é muito interessante, porque é aquele domínio da língua em que salvaguarda o que há diferente, sem ser uma ruptura, entre uma forma de falar português do Brasil, Portugal, Galiza... que não ponha em causa a ruptura da língua.

A utilização de metáforas como «sabores da língua portuguesa» é muito importante para sabermos que a unidade da língua não é afectada por estas oscilações, são mais de natureza lexical, terminológica do que de natureza ortográfica. Eu posso escrever a mesma palavra da mesma forma em Portugal, no Brasil, em África ou na Galiza, mas ela significar diferente. Mas, para mim a ortografia o que é esse poder de manter a língua com alguma unidade. E este é um motivo muito importante a sublinhar por que nem sempre é bem avaliado.

Nós – é um discurso muito corrente em Portugal, falamos muito na necessidade de respeitar a diversidade da língua, a criatividade. Acho ótimo, mas é preciso ter em conta que essa dinâmica tem um preço, e esse preço chama-se a fragmentação da língua. A ortografia é essa convenção onde esta fragmentação controla. É muito bonito falarmos nos 230 milhões de falantes de português, mas se ao mesmo tempo nós estimularmos a fragmentação da língua, de daqui a cem anos esses 230 milhões de falantes já não existem. E repito, a ortografia é para mim o domínio onde se mantém alguma coesão sobre a língua.

Quais pensa que deviam ser os passos primeiros da Academia Galega da Língua Portuguesa?

Os passos que já deram são importantes, os outros que vêm a seguir, para o dizer de uma forma muito clara, acho que a AGLP, no meu ver, deve bater-se pela ideia de que o português é uma língua que existe naturalmente na Galiza, ou seja que o galego não é uma língua em divergência com o português.

Mas acho que é preciso ter muito cuidado, relativamente à questão política. Isto é, que a AGLP não significa um princípio de fratura política, um princípio de separação política, para que com naturalidade se aceite a ideia de que o português da Galiza é um pouco como o português em Angola, ou no Brasil ou em Portugal, sem trazer com isso outra coisa que não seja uma mera afirmação linguística.

Portanto, manter a questão da língua corno uma questão autónoma mas não como uma questão que arrasta fraturas de natureza política, a menos que os galegos entendam que deve ser assim. Esse é um problema dos galegos.

Em 1983 decorreu em Lisboa o 1º Congresso da Língua Portuguesa. Então, a professora Maria do Carmo Henriques e outros galegos apresentaram uma proposta para a integração da Galiza na Lusofonia, proposta que você apoiou. Pensa que tem havido avanços a respeito desde então?

Esta academia é a prova de que ideia fez o seu caminho. Ou seja, eu acho que o termo Lusofonia é mais abrangente e pacífico até do que o da Língua Portuguesa. Não se trata de um espaço propriedade de Portugal, mas um espaço amplo em que o português da Galiza está na mesma situação em que está o português do Brasil, da Angola ou da Guiné.

Portanto, de aí para cá esta ideia avançou e o que eu acho é que esta academia é como um instrumento regulador, uma prova de que há uma componente lusófona na Galiza.

Até que ponto o debate sobre o Acordo Ortográfico em Portugal é um debate político?

Eu diria que é mais um debate de natureza mental e psicomental do que político. Para muitos portugueses a questão do Acordo Ortográfico representa um problema mental com o Brasil, a dificuldade de reconhecer o papel importante que tem o Brasil hoje em dia na afirmação do português e a dificuldade de reconhecer de que o Brasil pode fazer mais pelo português do que Portugal.

É uma coisa que custa aceitar, que os portugueses pensem assim mas é uma realidade geocultural, geopolítica... Por exemplo, em Portugal há o Instituto Camões que trata da afirmação do português no estrangeiro, um instituto assim não há no Brasil só que o Brasil tem muitas outras formas - economia, música, literatura, moda, de afirmar o português internacionalmente. É uma outra forma, uma outra dimensão de ver o português e não comparar Portugal com o Brasil.

Essa comparação criou uma espécie de trauma. Muitos portugueses diziam «não tenho que falar como os brasileiros». A ortografia não sabe do falar. Isso traduzia é uma resistência à ideia de que o Brasil tem um papel ativo a representar aqui, e num futuro próximo também outro grande país que vai ser Angola... e quem sabe se também a Galiza.

Fonte original:

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Info Atualidade Wed, 08 Oct 2008 02:00:00 +0200
Estraviz, Montero Santalha, e a internacionalidade da Língua Galega https://academiagalega.org/component/k2/1724-estraviz-montero-santalha-e-a-internacionalidade-da-lingua-galega.html https://academiagalega.org/component/k2/1724-estraviz-montero-santalha-e-a-internacionalidade-da-lingua-galega.html

José-Martinho Montero Santalha e Isaac Alonso Estraviz

Joám Manuel Araújo - O sábado 5 de novembro, Isaac Alonso Estraviz (Vila Seca, 1935) e Martinho Montero Santalha (Cerdido, 1947) recebem uma homenagem em Compostela. Reconhece-se o seu contributo de décadas de estudo do idioma da Galiza, e a defesa da sua confluência com o português.

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Info Atualidade Tue, 01 Nov 2011 10:15:56 +0100
Estreia absoluta de uma nova obra de Rudesindo Soutelo https://academiagalega.org/component/k2/1705-estreia-absoluta-de-uma-nova-obra-de-rudesindo-soutelo.html https://academiagalega.org/component/k2/1705-estreia-absoluta-de-uma-nova-obra-de-rudesindo-soutelo.html

Rudesindo Soutelo

Académico da AGLP compartilhará concerto com o seu alunado

A peça O Anel de Giges: 1. Poder invisível, da autoria de Rudesindo Soutelo, professor de Análise e Técnicas de Composição na Academia de Música Fernandes Fão (Ponte de Lima) e académico da AGLP, será estreada amanhã, dia 30 de junho, em Ponte de Lima (Portugal).

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Info Atualidade Wed, 29 Jun 2011 13:03:59 +0200
Estreias do académico Rudesindo Soutelo https://academiagalega.org/component/k2/1528-estreias-do-academico-rudesindo-soutelo.html https://academiagalega.org/component/k2/1528-estreias-do-academico-rudesindo-soutelo.html Rudesindo SouteloOs dias 20 e 24 de abril serão apresentadas em Tui e Compostela, respetivamente, as estreias do académico Rudesindo Soutelo Minho Azul, um passeio no Cabo Fradera e o Concerto monográfico com a integral das obras dos anos 70.

Ambos os concertos são de entrada livre.

Minho azul, um passeio no Cabo Fradera

Obra para Banda Sinfónica que interpretará a Banda da Escola Naval de Marim
Dia: 20 de Abril de 2009 às 18h00 (17h00 portuguesas)
Local: Teatro Municipal de Tui

Concerto monográfico com a integral das obras dos anos 70

(20 obras em total)
Dia: 24 de Abril de 2009 às 20h00 (19h00 portuguesas)
Local: Auditório do CGAC (Centro Galego de Arte Contemporânea). Rúa Valle Inclán, s/n.
Intérprete: Grupo Dhamar (Madrid)

Obras que integram o programa, pela ordem de composição:

  • 1970 Conceito de Primavera (Orq. câmara)**
  • 1971 Triando (Vn-Va-Gt)**
  • 1971 Sequências (Piano)**
  • 1971 Alocuções (3Fg)**
  • 1972 Diálogos (Fl bisel ou Fl-Ob-Va-Cb-Perc)**
  • 1972 Música incompleta para um ou mais instrumentos**
  • 1973 Oração pela gente que assassinaram (Gemido-Gt)
  • 1974 Vigiemos (Voz-Harmónio/Órgão)
  • 1974 Yx-xoy-yc (Piano)
  • 1975 Oestrymnia (Piano)
  • 1976 Tuba mirum (Tuba preparada) (Quadrado de Pi)**
  • 1976 Concerto para 2 passarinhos de água e orquestra (Quadrado de Pi)
  • 1977 Teima (Piano) (rev. 1983)
  • 1978 Retrato duma moça na conversa (Piano) (rev. 1981)
  • 1978 Arela (Va-Vc-Cb) (rev.1982)**
  • 1978 Feitiço (Vn-Va-Vc) (rev. 1984)
  • 1978 Noitecer em Verona (Fg-Cfg) (rev. 1985)**
  • 1979 A cavalo (Fg-Cravo) (rev.1981)**
  • 1979 23(23/8)8 (Vn-Fg) (rev. 1984)**
  • 1979 O Bardo na Brêtema (2 instrumentos iguais)**

** Estreias absolutas

Mais informação:

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Info Atualidade Mon, 20 Apr 2009 03:12:38 +0200
ETIMOLOGIAS obscuras ou esconsas https://academiagalega.org/component/k2/1883-etimologias-obscuras-ou-esconsas.html https://academiagalega.org/component/k2/1883-etimologias-obscuras-ou-esconsas.html Eis uma presa de etimologias achadas ao longo de trinta e cinco anos de pesquisas, muitas já publicadas em atas de congressos, em revistas, no livro sobre As tribos calaicas ou na Rede. As notícias certamente valem se atinam, mas é que estas ainda não tiveram a ocasião de serem refutadas.

Dificuldades há, muitas e complexas. A cultura galega não é viável na conjuntura. As periféricas no estado espanhol não fruem de muita simpatia. Aliás, a projeção da língua portuguesa no mundo ainda não tem o peso proporcional à dimensão demográfica. Lavrar nessa seara não é apenas um labor necessário. Também é labor que dá felicidade, o que é prova da certeza da singradura. E já se sabe que navegar é necessário.

A ordem foi complexa. Reflete o tempo em que essas origens foram surgindo. Repeti, isoladas, algumas já inseridas em conjuntos, se a importância aconselhou salientá-las: eis os vocabulários do calçado arcaico e o da insânia. A preguiça e a imperícia são as autoras do resto das mágoas. Se há mérito é o da ingenuidade e a ousadia; o pecado que não quis cometer é o de calar o que me parecia claro, mesmo sem os antecedentes do académico decoro. Prefiro ser o rapaz que vê a nudez do rei e correr o risco de ficar envergonhado.

Ao cabo surge um quadro nítido da situação linguística do oeste da península (também do resto) no milénio primeiro. Foi surpreendente dar com provas da pervivência de uma língua indo-europeia pré-romana de tipo céltico até os arredores do ano mil, coexistindo com um latim republicano assaz arcaico. A língua pré-romana mostra um perfil próximo do céltico goidélico. Foi falada por toda a península, como materna ou como franca (nos iberos e bascos). Por muito tempo pôde evitar-se a questão sob pretexto de as palavras pré-romanas óbvias serem de datação impossível. Assim ficava inconteste a ideia de a latinização ser quase fulminante.

Mas ora antropónimos (Orraca, Ordonho), topónimos (Samos) e apelativos (esquerda) destruem o cómodo da data incerta e desafiam qualquer a rebater. A par, muitas outras palavras roboram mais cada vez a condição céltica da língua tanto tempo esquecida, céltico de labiovelar intacta, de tipo goidélico. O número de palavras do fundo céltico é esmagador. A falta no nosso âmbito de estudos sistematicos de linguística céltica somente em parte pode explicar um silêncio tão prolongado, que cada vez se parece mais com a nudez do rei do conto de Andersen.  

 

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