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António Gil Hernández

O professor António Gil Hernández participará
nas II Xornadas de Pensamento Galego

Nas II Xornadas de Pensamento Galego, que organiza a comissão gestora da Fundação Viqueira, em Bergondo, estão dedicadas várias conferências ao pensamento pedagógico, filosófico e político de Johán Vicente Viqueira (1886-1924).  Em 15 de dezembro o professor António Gil, académico da AGLP, abordará alguns dos assuntos relativos a «Viqueira e o reintegracionismo» que reintitulo «Biqueira e a Comunidade Lusófona da Galiza».

Na palestra (e sem paradoxo nenhum) o professor Gil Hernández expandirá ou glossará um artigo seu publicado haverá uns 20 anos nos núms. 19-28 de Nós. Revista da Lusofonia (1990/1992), pp. 51-58. Será expansão ou será conferimento (e não confrontação) entre alguns textos do Biqueira, galegos principalmente, o Sempre em Galiza e a obra de Sanz del Río El Ideal de la Humanidad para la vida ( 1860.1871). Pode ler-se na rede aqui.

Esse conferir ambos autores (e textos) dará pé a remeter os ouvintes para as edições do Sempre em Galiza, dos professores Fernando Corredoira e Ernesto Vasques Souza com a colaboração de Carlos Durão, e a edição do próprio professor António Gil da Obra seleta (Poesia e Ensaio), de Johán Vicente Viqueira, para os Cadernos do Povo e para os Clássicos da Galiza.

Antón Costa, Manuel Rivas e Xosé Manuel Beiras entre os conferencistas

As II Xornadas de Pensamento Galego começaram em 3 de novembro, com Antón Costa Rico, professor da USC, que palestrou sobre «Johan Vicente Viqueira, a nosa educación desde un horizonte internacinal: retos, argumentos e fundamentos». Em 24 de novembro Manuel Rivas García, professor aposentado de Filosofia, tratou sumariamente o tema «Viqueira, o pensador». Em 12 de dezembro, Xosé Manuel Beiras Torrado, professor da USC, tinha previsto falar sobre «X.V. Viqueira e o nacionalismo», mas a sua conferência ficou adiada para melhor ocasião, por doença do conferencista. As jornadas decorrem no esplêndido auditório da Senra. Pode visitar-se virtualmente aqui.

O professor Gil Hernández encerrará o ciclo de conferências no dia 15 de dezembro e, logicamente, tratará do Reintegracionismo no sentido mais amplo possível, que é o real e o que deve ser, conforme o seguinte esquema ou guião:

0. Pincípios ou fundamentos:

0.1. Genéricos:

A realidade mundana caracteriza se por ser evolução criadora e a história é a colaboração equilibrada (mais ou menos) de indivíduos e sociedade. A harmonia entendida como desenvolvimento máximo: ideal realizável.

0.2. Particularizados à Galiza:

Distinguíveis em dous momentos: um objetivo   a transcender os sujeitos   (lirismo e língua) e outros subjetivo   de sujeitos agentes   (campo e cidade)

1. Projeto político

1.1. A GALIZA, distinta: Autonomia e Federalismo.

1.2. A GALIZA, identificada (nacionalismo): Unidade e Pluralidade; Unidade de Federação.

2. Modelo linguístico, centrado sobretudo:

2.1. Modelo linguístico e ensino público.

2.2. La Questione della Lingua e a nova educação do Povo galego: Nova Edu­cação e Renascença galega; Língua e Renascença galega (recomposição da sociedade galega; universalidade comunicacional do idioma da GALIZA).

3. Conclusões:

3.1. Face ao pessimismo risco-espengleriano, Viqueira cultiva o otimismo real: «O nosso dilema é, galegos, ser ou não ser. Seja um ato de vontade a resolução final. Seremos com toda a plenitude da existência.»

3.2. Uma das vias organizativas para promover o otimismo real é a Academia Galega da Língua Portuguesa, em colaboração com outras associações e grupos de toda a índole.