Entram nele numerosas variantes galegas que em muitos casos são também comuns ao Norte português, e que em boa parte estão recolhidas no Dicionário Estraviz da Língua Portuguesa da Galiza (http://estraviz.org/), mas também noutros dicionários ou vocabulários galegos, como os de Eladio Rodríguez, Aníbal Otero e outros.
Igualmente, há algum vocabulário tirado da literatura galega escrita, incluída a popular, e da tradição oral. Por vezes incluem-se variantes puramente ortográficas (sempre dentro dos parâmetros do Acordo Ortográfico), devidas à hesitação na pronúncia dita culta, ou a alguma outra razão na recolha da palavra, sendo também incluído algum arcaísmo, dialetalismo ou popularismo cá e lá.
Além dos antropónimos e topónimos mais frequentes na Galiza, também figuram muitos do resto da Lusofonia, com os gentilícios correspondentes. Cabe assinalar que, nesta categoria, numerosas entradas são logicamente coincidentes acima e abaixo da Raia galegoportuguesa, como também além-mar, e que ademais um topónimo pode ser ao mesmo tempo antropónimo, e não só na Galiza.
Em todo o caso, a ortografia empregada neste Vocabulário para antropónimos e topónimos é descritiva ou indicativa, digamos recomendada ou orientadora, mas não prescritiva. Por outras palavras, a escolha é a da norma galega escrita, inclusa no padrão português como a forma galega do português europeu.
Para além disso, é claro que não obriga ninguém a escrever o seu nome, ou o da sua vila, de uma determinada maneira, e menos ainda a pronunciar com uma determinada fonética, pois esta corresponde a cada realização concreta dentro do domínio linguístico. O critério é o implícito no Acordo Ortográfico.
ISBN: 978-84-944990-0-5
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