Presidente da AGLP anuncia início dos trabalhos
para a elaboração da Gramática do Português da Galiza

 AGLP / PGL - A Academia Galega da Língua Portuguesa e o Portal Galego da Língua iniciam a emissão de 8 entrevistas aos responsáveis das instituições galegas, portuguesas e brasileiras participantes no II Seminário de Lexicologia , realizado pela AGLP o dia 25 de setembro de 2010 em Santiago de Compostela.

Inicia-se esta série com o Presidente da Academia Galega, José-Martinho Montero Santalha, em resposta às perguntas de Iolanda Mato, da Associação Cultural Pró AGLP. Nas seguintes semanas serão emitidas as correspondentes aos professores Raul Rosado Fernandes (Academia das Ciências de Lisboa), Evanildo Bechara (Academia Brasileira de Letras), Samuel Rego (Instituto Camões), Joseph Ghanime (Docentes de Português na Galiza), Margarida Costa (Porto Editora), Carlos Amaral (Priberam Informática) e João Malaca Casteleiro (Academia das Ciências de Lisboa). Em breve a Academia irá disponibilizar também o DVD com a gravação integral do Segundo Seminário.

Nas suas declarações, Montero Santalha salientou as publicações da Academia: Boletim, Anexos do Boletim e Coleção de Clássicos da Galiza, de que foi editado o primeiro número, Cantares Galegos de Rosalia de Castro.

A seguir explicou o sentido da escolha do léxico da Galiza para incluir no Vocabulário Ortográfico Comum: “Aquela parte do léxico galego que seja autêntica e genuína … aquelas palavras que, depois de um estudo bem fundamentado, histórico e filológico, se chega à conclusão de que são autênticas, que não são castelhanismos nem disparates … possa entrar a formar parte dos vocabulários de língua portuguesa”.

Gramática do Português da Galiza

Entre as atividades da Academia, o catedrático da Universidade de Vigo referiu o início da elaboração da Gramática do Português da Galiza, concretizando: “O primeiro é estabelecer a pronúncia culta ..., mas também que nos dicionários portugueses apareça, pelo menos para o léxico galego, a transcrição fonética da pronúncia galega”.

Quanto ao Vocabulário Ortográfico Comum da língua portuguesa, indicou que “nesse caminho se vai. Em Portugal, como no Brasil, as suas academias tinham o seu próprio vocabulário ortográfico, que se vinha re-editando. Ainda se está nesse ponto, mas penso que não haverá grande dificuldade em fazer um Vocabulário Ortográfico Comum. Desde logo, nós os galegos, já demos o nosso contributo, disponível, que já começa a estar recolhido nalguns vocabulários. De modo que não tardará em fazer-se".

Na questão do futuro da língua, indicou: “Temos claro que a língua da Galiza não sobreviverá se quer fazê-lo fora do mundo lusófono. No século XXI criar uma língua independente, que tem menos de 3 milhões de falantes, e já não digamos com a situação problemática dentro da mesma Galiza, com o influxo tão poderoso do castelhano, é um suicídio cultural. De modo que isso temo-lo claro. O galego só vai sobreviver como português. Se não for assim, morrerá, ficará como o resto de uma língua escrita … Sempre haverá uma minoria que defenda a sua língua como português, que talvez chegue a se maioria algum dia, de modo que para o futuro da língua, cremos ser o único caminho”.

Fez finalmente um balanço positivo dos primeiros dous anos de existência da Academia Galega da Língua Portuguesa. Disse que “A acolhida foi surpreendentemente boa em muita gente. Houve também reações contrárias, especialmente ao nome de Língua Portuguesa, mas em geral foi uma acolhida muito positiva”.

terça-feira, 07 outubro 2008 22:41

AGLP já caminha... Crónica da Sessão Inaugural

Membros da Academia Galega da Língua Portuguesa

Membros da Academia Galega da Língua Portuguesa

António Carvalho – As previsões meteorológicas prediziam chuva e mau tempo, mas a jornada em que a Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP) abria publicamente as suas atividades decorreu com total normalidade e uma ampla participação, embora o dia de trabalho.

Oferta floral e conferência marcante

Um bocadinho mais tarde do agendado, pelas 10h00, o Panteão de Galegos Ilustres, em Sam Domingos de Bonaval (Compostela), acolhia um singelo mas intenso ato em que o presidente da AGLP lia um emotivo discurso perante a tumba de Rosália de Castro. Nessa altura, mais de 50 pessoas arroupavam os primeiros andares da nova Academia.

O prato principal do dia realizava-se a seguir na Sala de Conferências do Centro Galego de Arte Contemporânea (CGAC). Lá, uma mesa em que se encontravam brasileiros, galegos, portugueses e moçambicanos, falou para um auditório que, aos poucos minutos de começar, estava composto por mais de cem pessoas.

Do PM (português moçambicano) do Craveirinha, à leitura dos académicos e académicas fundadoras, bem como à apresentação pública do Boletim da AGLP, realizado no final por José-Martinho Montero Santalha, as pessoas que lá estávamos tivemos oportunidade de ouvir um elenco de sotaques galego-luso-africano-brasileiros, com algumas opiniões realmente marcantes a respeito da Galiza, o galego e a Lusofonia.

As palavras de Malaca Casteleiro bateram o ponto na reintegração do galego; os pensamentos do Agostinho da Silva foram resgatados do esquecimento pelo professor Artur Anselmo; Carlos Reis deixou-nos um discurso cristalino e convincente, salientando a lembrança do professor Ernesto Guerra da Cal; a defesa do Acordo Ortográfico para o português foi proferida pelo professor Evanildo Bechara; e o representante da Junta, Pérez-Lema, surpreendeu com um discurso nada ambíguo em que afirmou que o Governo da Galiza tem muito claro as vantagens da Lusofonia para a Galiza e a sua aposta -cultural e economicamente-, vai nesse caminho, embora a questão normativa não fosse nomeada explicitamente.

Abertura das atividades da AGLP

José-Martinho Montero Santalha discursou duplamente, para agradecder os apoios, manifestar as intenções da nova Academia, fazer um percurso histórico que legitima claramente a criação da nova instituição e, finalmente, dar leitura aos nomes dos académicos e académicas fundadoras, além de apresentar pubicamente o primeiro número do Boletim da AGLP.

Após isso, o auditório delitou com a sublime atuação de Isabel Rei à guitarra, interprentando a composição de Rudesindo Soutelo, Deu-la-deu, criada para a ocasião. Depois foi tempo de confraternização, no jantar à galega a que assistiram 70 pessoas.

É de destacar, entre o pessoal que assistiu a esta sessão matinal, a presença de Carlos Aymerich, porta-voz parlamentar do BNG; bem como Camilo Nogueira, membro de honra da AGAL, ex-eurodeputado que utilizou o galego – ou português da Galiza –, nas suas intervenções na Eurocâmara; Samuel Rego, responsável pelo Centro do Instituto Camões em Vigo; Carlos Quiroga e Maria Isabel Morám Cabanas, da USC; e ainda representantes das universidades brasileiras de São Paulo e McKenzie.

O presidente da AGAL, Alexandre Banhos; a porta-voz do MDL, Teresa Carro; o secretário do Facho, José Alberte Corral, representavam ainda alguma das associações e colectivos que marcaram presença nesta Sessão Inaugural. Igualmente, estavam representadas a Associação de Amizade Galiza-Portugal e a própria Associação Pró-Academia Galega da Língua Portuguesa.

Sessão de tarde complementar

A tarde foi tempo para uma visita pela Universidade de Santiago de Compostela, com o vice-reitor Elias Torres como anfitrião. No Salão da Reitoria da USC realizou-se uma recitação de poesia, com a participação de Celso Álvarez Cáccamo, Mário Herrero, Pedro Casteleiro, Concha Rousia, José Manuel Barbosa, Artur Alonso Novelhe e José Alberte Corral Iglésias.

O magnífico concerto do Orfeão Terra a Nossa e a ceia-homenagem aos académicos Evanildo Bechara, Artur Anselmo e Malaca Casteleiro (que se prolongou até às 02h00 da madrugada), encerraram uma jornada histórica, que teve uma importante repercussão na comunicação social (digital e em papel), conforme pudemos verificar... Parabéns e críticas não faltaram... Ou seja, a AGLP gera já debate em todos os âmbitos.

Da Academia Galega da Língua Portuguesa, Ângelo Cristóvão, o seu secretário, informou que logo será disponibilizado um DVD em que serão distribuídas as gravações na íntegra das diversas atividades. Mas, entretanto esse DVD não vier a ser lançado, disponibilizamos para já um vídeo-resumo do evento, uma pequena foto-reportagem, o áudio na íntegra da sessão matinal e os textos das três intervenções do presidente da AGLP José-Martinho Montero Santalha.

Vídeo-resumo da Sessão Inaugural da AGLP

DVD com a gravação na íntegra será lançado proximamente

Áudio na íntegra da Sessão Inaugural da AGLP

  1. Discurso de José-Martinho Montero Santalha na Oferenda Floral no Panteão de Galegos Ilustres [02 min 19 seg | Descarregar PDF]
  2. Apresentação a cargo de Ângelo Cristóvão [6 min 10 seg]
  3. Intervenção de João Craveirinha [6 min 10 seg]
  4. Intervenção de Malaca Casteleiro [7 min 15 seg]
  5. Intervenção de Artur Anselmo [12 min 10 seg]
  6. Intervenção de Carlos Reis [15 min 45 seg]
  7. Intervenção de Evanildo Bechara [15 min 15 seg]
  8. Intervenção Xosé Antón Pérez Lema [10 min 38 seg]
  9. Saúdo de José Martinho Montero Santalha [09 min 40 seg | Descarregar PDF]
  10. Discurso Inaugural da AGLP a cargo de José-Martinho Montero Santalha [22 min 15 seg | Descarregar PDF]

  Descarregar MP3 [50 MB | 1 h 42 min]

 Foto-reportagem da Sessão Inaugural da AGLP

Relação de Académicas/os fundadoras/es da AGLP (por ordem alfabética)

(foram tidos em conta, à par dos critérios Académicos e Literários, os Cívicos)

  • Isaac Alonso Estraviz (vice-presidente)
  • Artur Alonso Novelhe
  • José Manuel Barbosa Álvarez
  • Ângelo Brea Hernández
  • Ângelo Cristóvão Angueira (secretário)
  • Carlos Durão Rodrigues (Londres)
  • João Evans Pim
  • António Gil Hernández
  • Luís Gonçales Blasco
  • Álvaro Iriarte Sanromán (Braga)
  • Vítor Manuel Lourenço Peres
  • Higino Martins Esteves (Buenos Aires)
  • José Martinho Montero Santalha (presidente)
  • Mário Alonso Nozeda Ruitinha
  • Francisco Paradelo Rodrigues
  • José Paz Rodrigues
  • Isabel Rei Sanmartim (tesoureira)
  • Ramom Reimunde Norenha
  • Valentim Rodrigues Fagim
  • José Ramão Rodrigues Fernandes
  • Concha Rodrigues Peres (vice-secretária)
  • Rudesindo Soutelo
  • Joám Trillo Peres (arquivista-bibliotecário)
  • Fernando Vázquez Corredoira
  • Xavier Vasques Freire
  • Ernesto Vázquez Souza
  • Crisanto Veiguela Martins
  • Álvaro Jaime Vidal Bouzón
  • Xavier Vilhar Trilho

Descargas:

Mais infos:

sexta-feira, 04 janeiro 2008 01:00

Tornar-se sócia/o

Tornar-se sócia/o

Para colaborar com a Academia Galega da Língua Portuguesa
ou tornar-se sócia/o da Associação Pró Academia, escreva para o e-mail:

pro[@]academiagalega.org

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terça-feira, 01 janeiro 2013 23:57

Comissão de Lexicologia e Lexicografia

 O plenário da AGLP de passado sábado, 29 de dezembro de 2012, elegeu novo coordenador da Comissão de Lexicologia e Lexicografia, ficando integrada pelos seguintes académicos:

  • Carlos Durão Rodrigues (coordenador)
  • Isaac Alonso Estraviz
  • Ângelo Brea Hernández
  • António Gil Hernández
  • Luís Gonçales Blasco "Foz"
  • Álvaro Iriarte Sanromán
  • Higino Martins Esteves
  • José-Martinho Montero Santalha
  • Fernando Vásquez Corredoira

Histórico da Comissão:

quinta-feira, 05 julho 2012 08:00

Comissão Executiva

Em sessão da Academia Galega da Língua Portuguesa, realizada o passado sábado dia 25 de junho de 2016, o pleno elegeu a sua nova Comissão Executiva com os seguintes cargos:

 

Presidente: Rudesindo Soutelo

Vice-Presidente: Ângelo Cristóvão

Secretário: Joám Evans Pim

Vice-Secretário: Joám Trilho

Tesoureiro: Ângelo José Brea Hernández

Arquiveira-Bibliotecária: Concha Rousia

Acordara-se também que nessa Comissão Executiva se integrassem em qualidade de vogais os atuais Coordenadores das diversas Comissões de Trabalho:

António Gil Hernández, pela Comissão de Lexicologia e Lexicografia

Valentim Rodrigues Fagim, pela Comissão de Planeamento e Informática

Joám Evans Pim, pela Comissão de Relações Internacionais

Carlos Durão Rodrigues, pela Comissão de Gramática

 

Histórico da Comissão:

 

domingo, 09 janeiro 2011 01:00

Comissão de Gramática

O Pleno da AGLP, reunido em Santiago de Compostela em 8 janeiro de 2011, decidiu a criação da Comissão de Gramática. Em 18 de junho de 2011, reunido o plenário do Patronato da Fundação AGLP, foi aceite como membro da Comissão o académico Ernesto Vasques Souza, ficando integrada a Comissão pelas seguintes pessoas:

Académicos:
  • Carlos Durão Rodrigues (coordenador)
  • Celso Álvarez Cáccamo
  • Higino Martins Estêvez
  • Fernando Vásquez Corredoira
  • Ernesto Vasques Souza
  • Isabel Rei Sanmartim (Comissão Executiva)
 
Colaboradores da Pró AGLP:
  • Maria Dovigo
  • Marcos Celeiro
domingo, 04 janeiro 2009 01:00

Comissão de Planeamento e Informática

 O plenário da AGLP de sábado, 30 de dezembro de 2008, decidiu criar a Comissão de Planeamento e Informática. Em 18 de junho de 2011, reunido o plenário do Patronato da Fundação AGLP, foram aceites como novos membros os académicos Celso Álvarez Cáccamo, Ernesto Vasques Souza e Joám Evans Pim, bem como Maria Xosé Castelo como colaboradora da Associação Pró Academia; ficando integrada a Comissão pelas seguintes pessoas:

Académicas/os:
  • Vítor Manuel Lourenço Peres (coordenador)
  • Valentim Rodrigues Fagim
  • Isabel Rei Sanmartim
  • Francisco Paradelo Rodrigues
  • Ângelo Cristóvão Angueira
  • Celso Álvarez Cáccamo
  • Ernesto Vasques Souza
  • Joám Evans Pim
  • Mário Afonso Nozeda Ruitinha
 
Colaboradora da Pró AGLP:
  • Maria José Castelo
Histórico da Comissão:
  • O académico Rudesindo Soutelo fez parte da Comissão entre 30 de dezembro de 2008 e 18 de junho de 2011.
quarta-feira, 07 julho 2010 02:00

Comissão de Relações Internacionais

O Pleno da AGLP, reunido em Santiago de Compostela no passado dia 26 de junho de 2010, decidiu a criação da Comissão de Relações Internacionais. A CRI está integrada pelos responsáveis das Delegações da Academia no Exterior e outros académicos:

  • Joám Evans Pim (coordenador)
  • Carlos Durão Rodrigues (delegado no Reino Unido)
  • Higino Martins Esteves (delegado na República Argentina)
  • Artur Alonso Novelhe
  • José Manuel Barbosa Álvares
  • Ângelo Cristóvão Angueira
  • Álvaro Jaime Vidal Bouzon
sexta-feira, 03 junho 2011 01:24

Vilhar Trilho, Xavier (1943)

Xavier Vilhar Trilho

Xavier Vilhar Trilho (*)

Nasceu no lugar de Bazarra, freguesia de Toba, concelho de Cée, província da Crunha. Licenciado e graduado em Direito. É professor titular de Ciência Política da Universidade de Santiago de Compostela. Tem realizado estudos de mestrado em Itália, na Faculdade de Ciências Políticas da Universidade de Roma e no Instituto Universitário Europeu de Florença. Especializado na investigação do federalismo e das políticas linguísticas presentes na regulação legal do seu uso público nas chamadas nacionalidades históricas do Reino da Espanha, publicou, na sequência da tese de doutoramento, de A remodelação "federal-confederal" do Reino da Espanha (Editorial Laiovento, Santiago de Compostela, 2001).

Defensor da Lusofonia da Galiza, Presidente da Associação de Amizade Galiza-Portugal, membro das Irmandades da Fala de Galiza e Portugal e da Comissão para a integração ortográfica da Língua da Galiza no Acordo da Ortografia Unificada de 1990, do Conselho de Redação de Nós. Revista Internacional da Lusofonia, faz parte do Conselho Científico de Agália. Revista de Ciências Sociais e Humanidades. Cumpre salientar também o seu labor como analista de temas políticos nos jornais La Voz de Galicia (1971-1972), Diario 16 de Galicia (19911993) e no semanário A Nosa Terra.

Entre as suas publicações vale citar: (1986) «Notas sobre a caracterização sociolinguística do galego e princípios configuradores do vigente modelo legislativo regulador do seu uso público» in Hizkuntza Minorizatuen Soziologia/Sociología de las lenguas minorizadas, Bilbo, Ttartallo; (1987) «Lasciate ogni speranza. As sentenças do Tribunal Constitucional resolutórias dos recursos de inconstitucionalidade contra determinados artigos das Leis de normalização linguísticas basca, catalã e galega» in Agália. Revista Internacional da Associaçom Galega da Língua, Ourense, núm. 9; (1990) «A inadequação do modelo de separação linguística escolar em Euskadi para uma efectiva normalização do euskara em dito âmbito» in Euskararen Lege-Araubideari Buruzko Jardunaldiak/Jornadas sobre el Régimen Jurídico del Euskerea, Herri-Arduralaritzaren Euskal Erakundea/Instituto Vasco de Administración Pública, Oñati; (1992) «Nem socialismo real nem socialismo de mercado ideal» in A Trabe de Ouro. Publicación galega de pensamento crítico, Compostela, tomo IV/Ano III; (1994) «Em defesa da democracia directa» in XI Semana Galega de Filosofia (Filosofia e Democracia), Ponte Vedra, Aula Castelao de Filosofia; (1995) «Crítica do lerrouxista Discurso de la República, de García Trevijano como contributo para o debate sobre a revisão do Constituição do Reino da Espanha» in A Trabe de Ouro. Revista galega de pensamento crítico, Compostela, tomo I/Ano VI; (2000) «Continuidade do modelo linguístico legislativo da II República no da actual Monarquia parlamentar» in Estudos dedicados a Ricardo Carvalho Calero, compilados por José Luis Rodríguez, tomo I, Parlamento de Galicia/Universidade de Santiago de Compostela; (2001) «O nacionalismo na era da globalização» in Enclave. Revista Galega de Política e Pensamento, Compostela, num. 8; (2003) «A recíproca conveniência de a Galiza e Portugal levar a termo algum tipo de unificação política e, no mínimo, a plena unidade lingüística (www.lusografia.org).

(*) Fotografia: www.lusografia.org.

sexta-feira, 03 junho 2011 02:00

Vidal Bouzon, Álvaro Jaime (1968)

 

Nasceu em Irijoa (Crunha). É Licenciado em Filologia Hispânica pela Universidade de Santiago de Compostela, Diplomado em Estudos Portugueses pela Universidade Clássica de Lisboa e Doutor em Estudos Lusófonos e Hispânicos pela de Universidade Nottingham (Reino Unido). Na atualidade é Profesor Titular de Literatura e Política no Departamento de Espanhol, Português e Estudos Latinoamericanos da Universidade de Nottingham. Mora na Inglaterra desde 1997.

Tem sido membro da AGAL (de cuja Comissão Sociolinguística fez parte) e da Associação de Amizade Galiza-Portugal. Foi membro do coletivo comunista e independentista Iskreiro assim como redator da sua revista. Participou na fundação da Frente Popular Galega, na refundação das Juntas Galegas pela Amnistia e na criação da Assembleia do Povo Unido (em que desempenhou labores de representação na Direção Nacional e de membro do conselho de redação de Povo Unido), distanciando-se desta formação política em 1990. É membro da Associação Pró-AGLP e do Conselho Científico do Boletim da AGLP.

Publicou textos narrativos e poéticos em diferentes revistas, sendo um dos autores do volume de relatos Fogo cruzado (Crunha: AGAL, 1989), e tem inéditos outros projetos narrativos para além de vários poemários. Realizou diferentes trabalhos como tradutor e desde 1987 tem assistido e apresentado comunicações em numerosos congressos, colóquios e seminários de caráter internacional em Espanha (“incluída” a Galiza), na França e no Reino Unido.

Prepara agora a edição da sua tese de doutoramento (A Galiza [não] é longe daqui... Lendo[-se] em imagens, mirando[-se] em textos) e dentre os seus textos ensaísticos cabe referir: «Dum (assombrado) complexo de Bartleby: Isto [não] é um livro e eu [não] sou daqui (ou da [im]possibilidade Lusófona da Galiza)», BAGLP, núm. 1, 2008; «“La canción más hermosa del mundo”: Joan Manuel Serrat, the “Reactionary” in his Fortress of Solitude. Goh, Constance e McGuirk, Bernard (eds.) (2007), Happiness and Post-Conflict Cultures, Nottingham: CCC Press; «De enclaves e Império: excesso de estado e defeito de nação», Revista do Centro de Estudos Portugueses (Belo Horizonte), Universidade Federal de Minas Gerais, vol. 27, núm. 36, julho-dezembro 2006; «Gabriel Albiac», Booker, M. K. (ed.) (2005), Encyclopedia of Literature & Politics: Censorship, Revolution & Writing, Westport, CT: Greenwood Press; «The monolingualism of identity, or aporias from the end of the world (Indicial notes on Fogo cruzado)in Journal of Spanish Cultural Studies, Londres, vol. 3, núm. 2, 2002; «Posições», Hífen, núm. 13, 1994; «Duas anotações», in Atas do Congresso Internacional de Língua, Cultura e Literatura Lusófonas. Temas de O Ensino. Ponte Vedra-Braga, núm. 27-38, 1991-1994; «A falácia da língua do escravo (a forma-língua em relaçãocapital)», in Actas do III Congresso Internacional da Língua Galego-Portuguesa na Galiza, Crunha: AGAL, 1993; «“Literatura nacional”. Uma crise sem crítica (Boulevard do Crepúsculo III – Anaquel segundo)» in Atas do I Congresso Internacional de Literaturas Lusófonas, Nós, Ponte Vedra-Braga, núm. 19-28, 19901991; «Ao Leste do Éden (barbárie ou barbárie)», in Povo Unido, núm. 2, abril 1990; «De que concórdia falais?» In Iskreiro, Crunha, núm. 4, março 1989.

sexta-feira, 03 junho 2011 01:23

Veiguela Martins, Crisanto (1959)

Crisante Veiguela Martins

Crisanto Veiguela Martins

Nasce em 1959 na vila da Veiga de Riba d’Eu, sob administração asturiana. Em Compostela cursa o Bacharelato. É Engenheiro Agrónomo pela Universidade Politécnica de Madrid no ramo da Horto-Fruticultura. Atualmente exerce docência na área de Tecnologia do Ensino Secundário na Galiza.

O seu compromisso com a língua e cultura galegas data de fins da década de ‘70, coincidente com o início da criação literária no campo da poesia e pertença a organizações políticas (ERGA, AN-PG) e culturais (O Galo) nos começos da chamada “transición democrática”.

Transladado a Madrid, afiança a sua atividade reintegracionista em contato com membros da associação Irmandade Galega, nomeadamente Isaac A. Estraviz. Na altura ministra aulas de iniciação à língua galega seguindo as normas ortográficas da Associaçom Galega da Língua (AGAL).

Cofundador, com José Ramão Rodrigues, do coletivo Renovação-Embaixada Galega da Cultura, participa em atividades de caráter reintegracionista no Club Amigos de la Unesco ou na Casa do Brasil. Nesse período publica poemas em revistas das associações de que faz parte (Raigame, Renovação, Agália).

Mais adiante, com Xavier Frias C., colabora desde o Coletivo Cotarelo Valledor com a Mesa para a Defensa do Galego de Astúrias (MDGA), publica poesia, algum relato breve e artigos sobre toponímia na revista A Freita e no suplemento literário desta, O Espello, onde realiza labores de subdireção, correção e tradução. Na década de ‘90 participa na constituição e atividade regular do grupo Bilbao, tertúlia literária de escritores galegos residentes na capital de Espanha.

Impulsor, com José Manuel Outeiro G., no “Centro Gallego de Madrid” do grupo Adiante, que, embora de vida breve, é motor da recuperação do contato de coletivos e pessoas com sensibilidade progressista e galeguista de diversos âmbitos.

Realiza trabalhos de tradução e correção para editoriais, algum deles (Libro Branco das Telecomunicacións) censurado pela Junta que presidia Manuel Fraga. Também retoma a prática política organizada na secção da Emigração do Bloco Nacionalista Galego, na Esquerda Nacionalista.

Tornado à Galiza, mantém a sua atividade nacionalista (Espaço Socialista Galego no BNG), e reintegracionista (AGAL, constituição do MDL). Para o programa informático TOPOGAL compila e analisa os topónimos da região entre Eu e Návia. É membro da associação cultural eu-naviega Abertal desde a sua criação em 2002.

As suas publicações de poesia e alguns relatos e artigos de investigação linguística ou crítica literaria são em português padrão ou na variante eu-naviega própria do seu local de nascença, mormente sob norma da AGAL, quer só (A Vida Sempre e Sobretodo, 2001,) ou em coautoria (Carreiros, 1998), quer a fazerem parte de antologias (Na Boca De Todos, 2006; Évos Un Amaicer Guapo, 2007; A Herdanza Que Nós Temos, 2008), ou em publicações pontuais ou periódicas: El Leite Mouro, 1998; Cinco poetas do Eo-Navia da xeración de 90 en lingua galega [...], 1998; Amiga, 1999; A Ugio Novoneyra, 1999; O nome de lugar Restrepo [...], 2004, junto doutras análises de topónimos (Pividal; Louteiro e Loutom, 1999; Vila Daelhe, 2000; ou Vilarquilhe, inédito).

sexta-feira, 03 junho 2011 01:22

Vasques Souza, Ernesto (1970)

Ernesto Vasques Souza

Ernesto Vasques Souza

 Nasceu na Crunha. Licenciado em Filologia hispânica (Subsecção de galegoportuguês) na Universidade da Crunha, 1993. Também por ela e nessas áreas Doutor desde 2000 com uma Tese sobre a figura, trabalhos e atividades sócio políticas do editor Ángel Casal (1895-1936).

Tem publicado artigos em A Nosa Terra (1997-2006), A Trabe de Ouro, FerrolAnálisis, Agália, revistas de artes e letras, webs culturais e volumes coletivos acadêmicos. Tem inédita a Tese de Licenciatura sobre o Scórpio de Carvalho Calero (1997).

Colaborador em vários programas de Investigação hemerográficos e arquivísticos, dirigidos por Xosé Ma Dobarro Paz, investigou entre 1994 e 2000 pelos principais arquivos e bibliotecas da Galiza, e pelos de Madrid, Alcalá, La Habana, Montevideu e Buenos Aires. Participou no Programa Intercampus com uma estância em Pelotas Brasil-RS em 1995.

Foi professor visitante de Língua e cultura galega no Instituto Cervantes de Chicago (1997), bolseiro da Deputação da Crunha (1997-98), leitor de Língua galega em Montevideu no Curso 1998 (onde colaborou e muito aprendeu nas instituições da emigração e participou no Programa Radial Sempre em Galiza) e durante os cursos 2000-2001 foi bolseiro pesquisador da Universidade da Crunha. Desde 2006 é sócio da AGAL e colabora com o Portal Galego da Língua.

Especialista em história do impresso galego na etapa contemporânea, tem focado os seus contributos arredor do movimento das Irmandades da Fala e o mundo do livro. Desde 2001 reside em Valladolid, colaborando com a Casa de Galicia entanto trabalha como Bibliotecário na Universidade.

É também autor dos seguintes livros e folhetos: Xuana de Vega ou “Os mártires” de Antón Villar Ponte. Dúas versións dunha obra inconclusa (edición e estudio) (2001), Santiago de Compostela, Laiovento; A Fouce, o hórreo e o prelo. Ánxel Casal ou o libro galego moderno (2003), Sada, Ediciós do Castro. Prémio ao melhor livro do ano “Irmandade do libro” (2003); Desta beira do Leteu: Artigos de Literatura, Historia e Sociedade desde o esquecemento (2204), Santiago de Compostela, Laiovento; Noticia mínima e contexto da "Asociación Regional de Padres de Familia para la defensa del laicismo en la Enseñanza", A Coruña (1931-1936) (2006), Santiago de Compostela, Laiovento, Cadernos (Laiovento). Ensaio; 3. Em colaboração: Xosé María Dobarro, Xesús Torres Regueiro, Ernesto Vázquez, “Máis alá” (2000), edición fac-similar, Betanzos, Eira Vella; Xosé María Dobarro Paz & Ernesto Vázquez Souza (2003), Ánxel Casal (1895-1936): Textos e documentos, Sada, Ediciós do Castro.

sexta-feira, 03 junho 2011 01:21

Vásquez Freire, Xavier (1976)

Xavier Vásquez Freire

Xavier Vásquez Freire

Nasceu na Crunha. Tem cursado estudos de Filologia Galega na Universidade da Crunha, além ter estudado Língua Portuguesa na Universidade de Lisboa e na Universidade do Minho.

Tirou um curso de ator de dobragem em Galego para a Televisão da Galiza nos Estúdios de Gravação Studio XXI da Crunha. Realizou também estudos de programador de aplicações informáticas, assim como diversos cursos no âmbito da informática e da internet.

Durante 9 anos, dirigiu e apresentou diversos programas de rádio em Rádio Oleiros, entre eles Aos quatro ventos (sobre músicas étnicas, new age, folk, etc), e Cultura no ar (programa especialmente centrado em expressões artísticas e culturais galegas e portuguesas, e também do resto da Península Ibérica), entre outros programas ligados à cultura, à política e à ecologia.

Tem colaborado com diversas iniciativas culturais, nomeadamente no âmbito da palavra poética, promovendo grupos de ação poética e recitais na Galiza e em Portugal, além de colaborar com diversos meios de comunicação como no semanário A Nosa Terra, com resenhas literárias, artigos e entrevistas; em revistas literárias como Dorna, Alentia, Clandestino Judas, ... e nos catálogos de poesia e pintura da Associação de Jovens Artistas Quadrante Norte.

Como poeta, recebeu, entre outros, o Prémio Manolo Lado de Poesia, Prémio Francisco Fernández del Riego da Junta da Galiza, 2o Prémio do Certame Nacional de Poesia “O Facho”, Prémio “Tanxedoira” de Poesia, Prémio de Poesia da Universidade da Corunha. Aparece na antologia de poesia feita na Galiza Das sonorosas cordas (2005), da autoria da Prof.a Olívia Rodríguez González, publicada em edição bilingue na editora madrilena Eneida.

Realizou a correção linguística e literária para a coleção da obra poética completa em Galego do escritor Xosé María Álvarez Blázquez, publicada com o título de Ancoradoiro (2003), Crunha, Ed. Espiral Maior.

Na atualidade trabalha na Câmara Municipal de Oleiros para o BNG. É sócio d’A MESA pela Normalización Linguística e da Associaçom Galega da Língua. Mantém o caderno digital Mapa de dias: http://mapadedias.blogspot.com

sexta-feira, 03 junho 2011 01:21

Vásquez Corredoira, Fernando (1965)

Fernando Vásquez Corredoira

Nasceu na Crunha. Licenciou-se em Filologia Galego-Portuguesa na Universidade da Crunha (1992), onde seguiu cursos de Doutoramento (1993-95) e apresentou a sua Tese de Mestrado.

Bolseiro do Instituto Camões, frequentou o Curso de Língua e Cultura Portuguesas para Estrangeiros na Universidade Clássica de Lisboa (1993-94), bem como o Curso Universitário de Formação de Professores de Português, Língua Estrangeira na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (1996-97). Ensinou língua castelhana e literatura portuguesa na Universidade Federal de Goiás (1998-99). Regressou e desde então (1999) trabalha como tradutor e intérprete de português. Foi professor de Língua Portuguesa na Escola Oficial de Idiomas (2001-2007).

Fez o livro A Construção da Língua Portuguesa – O Galego como exemplo a contrário, 1998, substancialmente a sua Tese de Mestrado, publicado com apoio do Instituto Camões. Escreveu alguns artigos combativos sobre a Questão da Língua e uma série de trabalhos de intenção didática acerca de interferências semânticas, disponíveis na Internet no Portal Galego da Língua, fruto dos quais surgiu mais um livro: 101 Falares com Jeito, 2011.

Traduziu em colaboração um par de livros valiosos (A doutrina do ADN, de R. C. Lewontin, Laiovento, 2000, com S. Mourelo, e Linguas e Nacións na Europa, de D. Baggioni, Laiovento, 2004, com M. Herrero ) e alguns artigos académicos (1997: «A Melhor Orthographia»; 1998: «Cultismos Estranhos»; 2001: «A Questão da Ortografia. Poder, Impotência e Argalhadas», etc.). Em 2010 acabou de aprontar uma versão anotada do Sempre em Galiza em Acordo Ortográfico, do escritor, humorista e político galego, Castelão.

Desde 2008 é membro da Comissão Lingüística da Associaçom Galega da Língua e da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da AGLP, colabora no estabelecimento do Léxico da Galiza para ser integrado no Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (2009).

sexta-feira, 03 junho 2011 01:20

Trilho, Joám (1942)

Joám Trilho

Joám Trilho

Nasce no município de Negreira, Crunha. Estudou no Seminário de Santiago; Canto Gregoriano, Musicologia e Órgão no Pontificio Istituto di Musica Sacra de Roma e Composição no Conservatorio de Santa Cecilia de Roma.

Membro fundador do grupo dos Irmandiños en Roma. Professor (1977) e logo diretor (1982-85) do Conservatório de Santiago. Profesor (1985) e vicediretor (1987) do Conservatório de Vigo. Fundador (1987) e diretor da Xoven Orquestra de Galicia. Fundador (1992), dentro do Instituto Galego de Artes Escénicas e Musicais, e diretor da coleção Ars Gallæciæ Musicæ, para a publicação de obras de compositores galegos do passado e do presente. Umas 30 obras já publicadas.

Composições principais: (1973) Canto azteca; (1974) Sonata para órgão; (1975) Grandes são os desertos, para Soprano e orquestra; (1985) Chananæa, para Mezzosoprano, Tenor, Baixo, Coro e orquestra; (2005) Divertimento para orquestra; (2007) Sede de beleza. Obras para coro, Dos Acordes; (2008) Festa na lembrança, para coro e grande orquestra.

Publicações principais: (1987) Melchor López: Misa de Requiem. Cuadernos de Música en Compostela, Santiago; (1980) Vilancicos galegos da Catedral de Santiago. Melchor López, em colaboração com Carlos Villanueva, Sada-Crunha, Ediciós do Castro; (1982) Polifonía sacra galega, em colaboração com Carlos Villanueva, Sada-Crunha, Ediciós do Castro; (1987) La música en la Catedral de Tui, em colaboração com Carlos Villanueva, Crunha, Deputación; (1993) El Archivo de Música de la Catedral de Mondoñedo, em colaboração com Carlos Villanueva, Revista de Estudios Mindonienses, núm. X.

sexta-feira, 03 junho 2011 01:19

Soutelo, Rudesindo (1952)

Rudesindo Soutelo

Rudesindo Soutelo

Nasceu em Valdrães-Tui (Galiza). Estudou nos Conservatórios de Vigo, Madrid e Schaffhausen (Suiça), sendo discípulo de Rodolfo Halffter e Agustín González de Acilu em composição, e de Janos Meszaros em fagote.

Em 1972 fundou as Juventudes Musicais de Vigo e em 1976, com o grupo Letrinae Musica, apresentou em Compostela e Vigo o movimento novo-neo-new-dadá Quadrado de Pi para sacudir a infâmia que deitara no país o excrementíssimo ditador. Em 1980 criou a editora de música Arte Tripharia onde gerou um amplo catálogo de partituras e a coleção Corpus Musicum Gallaeciae. Também promoveu revistas polémicas como “La Matraca”, feita por estudantes do Real Conservatorio S. de Música de Madrid, e “Da Capo” (Panfleto musical independiente del país).

Junto com Janos Meszaros elaborou em 1986 o projeto para uma escola internacional de música no conjunto histórico de Nuevo Baztán, povo e palácio barroco construído por Churriguera a 45 km de Madrid, mas as rivalidades da mediocridade política frustraram qualquer sucesso.

Alguns dos títulos das suas obras como o Oppius dei parecem ter uma intencionalidade beligerante, mas são só uma maneira algo irreverente, divertida e sonora de se rir das capelinhas de medíocres que pretendem controlar a música. Como compositor considera-se auto-excluído das máfias, dos grupos de poder e de qualquer ente que não defenda o direito dos criadores a viver do seu trabalho.

Das suas últimas obras podemos destacar: Prelúdio da Montanha Mágica, homenagem a Thomas Mann (Piano); Como a noite é longa, homenagem a Fernando Pessoa (Flauta-Oboé-Clarinete); Lábios de sabor a mar, (Coro a cappella, com versões para Quinteto de Metais, e para Voz e Piano); Quod nihil scitur, homenagem ao filósofo Francisco Sanches 'o céptico' e in memoriam J. M. Álvarez Blázquez (Órgão); Tálamo e túmulo, homenagem ao polígrafo Ricardo Carvalho Calero (Orquestra de Cordas); Borobó e Manuel María, (duos de Gaitas de fole); Brêtema de Dom Quixote, e André, (Piano); Alva (Violino só); O corvo da liberdade, a vontade que desafiou Deus, homenagem a Miguel Torga (Quinteto de sopros), encomenda da D.R. Cultura do Norte do Ministério da Cultura de Portugal, e incluída no filme de João Botelho A terra antes do céu; Saraquel (2 violinos); Minho azul (Banda sinfónica); Deu-la-deu, (Suite para Guitarra) dedicada à AGLP (Academia Galega da Língua Portuguesa). Toda a sua obra foi publicada em Arte Tripharia e há Teses de Doutoramento onde se estuda e analisa.

Assim mesmo, tem publicada uma coletânea de 93 artigos sobre música erudita e a incultura política galega aparecida na secção «O Bardo na Brêtema» do hebdomadário galego A Nossa Terra. Nos Colóquios da Lusofonia, celebrados em Bragança em outubro de 2006, apresentou uma comunicação posteriormente revista e publicada no Boletim da AGLP número 1 (2008) com o título «Por um Corpus Musicum em liberdade». É membro da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) e defende a criação como um ato de liberdade que se manifesta quando o salário do compositor depende da sua própria obra.

sexta-feira, 03 junho 2011 01:19

Rousia, Concha (1962)

Concha Rousia

Concha Rousia

É vice-secretária da Comissão Executiva da Academia Galega da Língua Portuguesa, do Conselho de Redação e Administração do Boletim da AGLP.

Nasceu em Covas (Os Brancos, Galiza). Psicoterapeuta, é licenciada, desde 1995, em psicologia pela Universidade de Santiago de Compostela, na especialidade em psicologia clínica. Master in Science, Marriage and Family Therapy, Universidade de Maryland, Estados Unidos, 1999. Tese de graduação intitulada Multilingualism and psychotherapy.

Entre as suas publicações destacam-se: As Sete Fontes (2005), romance publicado em formato e-book pela editora digital portuguesa ArcosOnline (www.arcosonline.com), Arcos de Valdevez, Portugal; «Dez x Dez» (2006), Antologia poética, Abrente Editora (Galiza); «Cem Vaga-lumes» (2006), obra composta por 16 haikais premiados e publicados pelo Concelho de Ames; «Herança» (2007), conto publicado em Rascunho (Jornal de literatura do Brasil), Curitiba, Brasil; Primeira Antologia do Momento Lítero Cultural (2007), em formato digital, Porto Velho, Brasil; Nas Águas do Verso. Antologia (2008), Porto, Portugal; Antologia do XXII Festival de Poesia do Condado (2008), Gráficas Juvia; Poeta, Mostra a tua Cara. Antologia (2008), Rio Grande do Sul, Brasil; Volume 7 da Coleção Poesia do Brasil, correspondente ao XV Congresso Brasileiro de Poesia, que se celebra em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, Brasil; «Um dia» (2006), publicado em A Nosa Terra. Análise da violência de género; «Agora Já Não é Nada: Narrativa da desfeita» (2007), Lethes. É uma análise do significado da perda das funções que mantinham os espaços comunitários que desapareceram com a desarticulação da cultura tradicional.

Publicou poemas e outros textos nas revistas e jornais: Agália, A Folha da Fouce, Novas da Galiza, Galicia Hoxe, A Nosa Terra, Portal Galego da Língua, Vieiros, Momento Lítero Cultural.

Prémio de Narrativa (2004), do Concelho de Marim, Galiza; Prémio de poesia (2005), do Concelho Ames, Galiza; Certame Literário Feminista do Condado (2006), Galiza, com o romance A Língua de Joana C.

sexta-feira, 03 junho 2011 01:18

Rodrigues Fernandes, Jose Ramão (1955)

José Ramão Rodrigues Fernandes

Nasceu no concelho do Incio (Lugo-Galiza), no lugar de Penaxubeira. Estudou eletrónica industrial na Escola de Mestres Industriais de Lugo e também em Madrid e na Escola de Engenheiros Industriais desta última cidade. Ministrou aulas de solfejo (ensino livre no Conservatório de Madrid e academias privadas) e acordeão em vários centros privados.

Com a publicação em 1983 do romance O Sereno, Um guerrilheiro em Estalinegrado (Atria Edicions); iniciou a sua vida como escritor. Após esta obra viriam outras: Seguindo O Caminho do Vento (1985), Contos de Fada em Do Maior, 1987. Luzia, ou o Canto das Sereias (1989), publicados pelas Irmandades da Fala de Galiza e Portugal. Em 1990 Renovação Edições publica a 2.a edição de O Sereno, Um Guerrilheiro em Estalinegrado. Em 1996, nesta mesma editora aparece Contos do Outono. Em 1989 participa, a meio de uma uma ideia própria, na fundação da sociedade cultural galega Renovação-Embaixada Galega da Cultura.

Trabalhou em vários projetos com outros grupos na Galiza: Gralha, História da Galiza em Banda Desenhada, etc. Como membro das Irmandades da Fala de Galiza e Portugal colaborou em todas as atividades realizadas por este grupo desde 1985 até o ano 1989, chegando a ser Secretário da Secção de Escritores em Língua galego portuguesa.

Tem divulgado a filosofia regeneracionista sobre o idioma da Galiza lá até onde lhe foi permitido, tanto em publicações da Galiza e Portugal, como A Nosa Terra, O Correo Galego, Tempo, Jornal de Letras, Agalia, Nós, Cadernos do Povo, Bisbarra, Bússola, quanto em publicações não galegas, como El País, El Mundo, El Sol, La Voz de Asturias ou La Voz de Galicia.

quinta-feira, 02 junho 2011 22:42

Rodrigues Fagim, Valentim (1971)

 Valentim Rodrigues Fagim

Valentim Rodrigues Fagim

 Nasceu em Vigo. É licenciado em Filologia Galego-portuguesa pela Universidade de Santiago de Compostela e diplomado em História. Fundador da Livraria «A Palavra Perduda» em 1996. Desde 2001 leciona português na Escola Oficial de Idiomas de Ourense.

Tem trabalhado e trabalha em diversos âmbitos para a divulgação do ideário reintegracionista, nomeadamente através de artigos no âmbito da sócio-linguística (a maioria podem-se descarregar no Portal Galego da Língua (www.pglingua.org): «A soberania Linguística da Língua Galega»; «Construir da Periferia, construir da Galiza»; «Diz-me como falas e dir-te-ei quem és»; «Galiza, entre a Lusofonia e a Hispanofonia»; «Qual é o conflito linguístico galego?».

Tem editado os livros O Galego (im)possível (2001), Santiago de Compostela, Laiovento; e Do Ñ para o NH.  Manual de língua para transitar do galego-castelhano para o galego-português (2009), Santiago de Compostela, Através Editora. Desenvolveu ainda diversas ferramentas na Internet: o Dicionário /Isso não é galego, é português, a base da dados / textual Statuo Quo, Possibilismo e Regeneracionismo; o Dicionário de Fraseologia; o site Planeta NH (http://planeta.agal-gz.org/). Participou também da equipa de Galabra, no e-learning Português para nós (http://www.portuguesparanos.com).

Tem realizado trabalho associativo através da AR Bonaval, da Assembleia da Língua de Compostela, do local social A Esmorga e da AGAL, entidade que promove a estratégia luso-brasileira para a nossa língua, de que é presidente desde 2009.

quinta-feira, 02 junho 2011 22:25

Reimunde Norenha, Ramom (1949)

 Ramom Reimunde Norenha

Ramom Reimunde Norenha

Nasceu na paróquia de São Martinho de Mondonhedo, no concelho de Foz, na Marinha de Lugo, em cujo escudo de armas figura um navio veleiro e três árvores, que preanunciaria os seus amores: o mar e as árvores florestais. Seguiu estudos na escola rural de Ferreira a Velha, em Xixón, no internado claretiano, em Oviedo na Faculdade de Ciências, e em Madrid, na Escola Superior de Engenheiros Navais. Em 1968 viu-se envolvido em revoltas; relacionou-se com Tierno Galván e o PSP.

Regressado à Galiza, na Crunha estudou Náutica, até lograr o título de Capitão da Marinha Mercante, equivalente em Portugal a Comandante de navio, que depois homologaria com o internacional de Master pela República de Liberia. Com essa profissão percorreu os mares do mundo em barcos espanhóis e estrangeiros. Na altura já iniciara estudos de filologia na Faculdade de Compostela, convertido ao galeguismo, anárquica e espontaneamente, mercê de leituras e amigos, entre eles Antom Meilám. Licenciado em Filologia Hispânica em 1979 e em Galego-Portuguesa em 1982, começou a trabalhar no Ensino Público nos Liceus de Viveiro, Lugo, e afinal no IES de Foz, onde atingiu a condição de Catedrático em 1992.

Escreveu, desde moço, mas de regresso à Galiza, publicou centos de artigos em jornais, nomeadamente em El Progreso de Lugo e La Voz de Galicia, sobre temas literários, linguísticos, marítimos ou florestais. Como professor de Língua Galega, sempre defendeu o reintegracionismo na prática das aulas, o qual lhe causou não poucos problemas; foi inovador ao empregar métodos de vanguarda então, realizar vídeos didáticos, entrevistas audiovisuais, cursos por rádio... Deu palestras, colaborou em revistas, traduziu literatura infantil para galego reintegrado (Mafalda entre outras) e participou ativamente em jornadas do ensino e congressos, mormente nos organizados por AGAL e pela Xunta, além de outras atividades culturais nacionais. Reconhece que foi trabalhador ativo e muito idealista, com esperança de uma Galiza melhor e nossa.

Escreveu livros de crítica literária de feição pessoal: Poesia Galega Completa de Leiras Pulpeiro, 1983; Trebom de Armando Cotarelo, Agal-1984; Bem pode Mondonhedo desde agora (Prémio de ensaio Ánxel Fole em 1998, sobre Leiras). Também escreveu sobre Costumes antigos de Galiza, e uma crónica romancística sobre o mar e os pescadores do bonito, A Costeira, em 2006.

Está a escrever uma história florestal do mato na Galiza, desde a sua experiência, O Segredo do monte, porque desde 1990 preside uma SAT e trabalha em plantações e em implantações de associações de propietarios florestais locais, nomeadamente em Promagal, da que foi secretário e desenhador.

Vai para vinte anos que mora na sua antiga casa fidalga familiar em Adelã (Alfoz) com a mulher, de Carnota, e os três filhos, agora universitários ausentes. Leva vida retirada e solitária, longe do mundanal ruído. Como ele reconhece, gosta do seu labor no ensino e dos livros; ama o mar e o mato, as árvores e os navios, e o seu país e a língua dos seus por cima do razoável. Mas considera que a sua pátria é a Língua Portuguesa, como Pessoa, e que é galego pela graça do idioma comum, como Castelão.

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