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Irene Veiga, presidenta da Pró-AGLP

A nova Junta Diretiva da Pró-AGLP recebeu como encomenda na altura da sua eleição a tarefa de contribuir para o desenvolvimento da língua e cultura da Galiza no nosso território. A encomenda era nova para a Pró que, até essa altura, era uma organização quase académica de promoção e difusão da AGLP. O paradoxo do assunto é que a novidade para a nossa associação era voltarmos à sempre velha necessidade dos movimentos socializadores da língua e cultura.

Mas, no âmbito cultural socializador galego já estão a AGAL, os locais sociais, a Mesa pola Normalización, os serviços de normalização de liceus, escolas, câmaras municipais... O copo semelha cheio e até a derramar. E agora uma quase académica organização tinha de se meter no mesmo campo. Por se isto não fosse pouco, a AGAL já está a realizar, com extraordinária planificação e, como consequência, grande sucesso, atividades de socialização do português na Galiza.

Este âmbito específico já está ocupado e podemos colaborar, mas não há porque duplicar esforços.

Confrontávamo-nos, além disso, com a dificuldade acrescentada de sermos uma organização ligada à AGLP e, como tal, termos de manter uma linha centrada, séria e que não comprometesse a Academia a nível diplomático ou institucional.

Mas houve sempre algo que tivemos claro desde as primeiras reuniões da Junta Diretiva: o que nos define é o Acordo Ortográfico.

Não há hoje na Galiza outra organização que defenda, com a mesma claridade do que nós, que o Acordo Ortográfico é a melhor garantia da “quase impossível" sobrevivência da nossa língua e cultura; não apenas porque serve para termos um status de língua e cultura internacionais, mas porque é a nossa forma de expressão viva, estimulante, re-nacionalizadora, sem medos, prejuízos, nem barreiras mentais ou físicas.

Quando o autonomismo e a sua ideia de língua e cultura esmorecem, a única alternativa de língua nacional e internacional é, para nós, a eliminação da barreira ortográfica que impede aos galegos e galegas viverem com normalidade no conjunto do espaço lusófono.

A partir desta visão fundamental, a Junta Diretiva da Pró-AGLP dedicou-se desde o primeiro momento a planificar atividades que servissem na promoção da norma internacional da língua e da AGLP na Galiza; entre outras, as seguintes:

1. Atos organizados pela Pró-AGLP

O ato mais relevante organizado pela Pró foi a homenagem a Ernesto Guerra da Cal, no dia das Letras Galegas, bem como as apresentações dos “Clássicos da Galiza” e do “Arquivo Digital da AGLP”, sendo a primeira destas apresentações a realizada em Lugo no passado 16 de Dezembro, com grande sucesso de participação, e tendo já previstas as próximas que terão lugar na Crunha, Ferrol, Ponte Vedra, Vila Garcia, Alhariz e Ourense, eventos pensados para decorrer entre Dezembro de 2011 e Fevereiro de 2012.

2. Atos nos que a Pró-AGLP tem colaborado

Teve especial importância a colaboração da Pró com a AGAL na organização dos atos que decorreram no evento “É-mundial”(em concreto: a apresentação do volume de antologia de Guerra da Cal, o debate entre diferentes representantes de festivais lusófonos da Galiza e Portugal e a exposição da fotógrafa de Ponte de Lima Maria Oliveira) e a colaboração com a própria AGLP na organização do Colóquio Guerra da Cal e o III Seminário de Lexicologia.

3. Atos nos que a Pró-AGLP marcou presença

Salientar a presença da nossa Associação no “Festigal”, no “I Encontro de escritores lusófonos” (Monção) e no “Festival da Poesia do Condado”, com postos de informação, recolhida de assinaturas para apoiar a iniciativa do MIL sobre o ingresso da Galiza na CPLP e venda de material.

4. Parcerias, protocolos e sites que a Pró-AGLP apoia

No 18 de Junho a Pró-AGLP assinava um protocolo de colaboração e apoio recíproco com o Movimento Internacional Lusófono (MIL), com a intervenção e representação da nossa embaixadora em Portugal, a companheira da Junta Diretiva Maria S. Dovigo. A Pró decidiu também manifestar o seu apoio à Associação Puntogal.

5. Outros

A Pró também tem agora uma página na rede social Facebook, onde se informa dos eventos programados através da qual se convida as pessoas a participar neles, sem prejuízo dos convites pessoais que também se fazem quando a ocasião o requerer, nomeadamente a pessoas não-sócias, e que podem ter mais dificuldades em acessarem à informação dos nossos eventos.

Estamos no caminho e cada passo é um passo que pouca gente tinha dado antes. Sabemo-nos pioneiras/os nesta tarefa e isso é um desafio encorajante. Vamos para um movimento socializador da norma internacional da nossa língua e seremos referente.